Ontem Felipe. Hoje não mais.

1 Capítulo 1 - Medo de se aparecer


Notas iniciais
"Trin" - Um som bem chato de ser ouvido soava e ecoava pelo quadrado de tijolos ao seu redor, a faca caiu no chão, acabou para ele. Indaguei.

Eu nem sempre fui o melhor para aparecer em público e nem sempre sou o melhor para me mostrar para todos, mas ainda assim admiro uma pessoa, Renata. Uma menina esforçada, forte e confiante. Ela fazia boxe e participa do clube de ajuda da escola Vincent, esse clube serve para ajudar os aluno que estão com dívida ou que precisam de conselhos, ou até mesmo se precisar se declarar para uma pessoa em especial.

O sistema sempre funcionou facilmente e é muito prático, um aluno pede ajuda e em troca (dependendo do seu pedido) faz um favor ao clube, simples. Tudo isso era controlado pelo diretor, ele é meio pervertido por meninas que estão no ensino médio, mas ainda assim é um bom homem, de vez em quando, as meninas do clube até vão até lá caso precisem de alguma coisa importante.

O Grupo havia 4 pessoas. Renata — que era a pessoa mais forte do grupo, era sempre escolhida para as missões em que envolviam salvamento ou vingança, basicamente as partes brutais. Mike — era mais como um líder, ele é quem escolhe as missões, estranhamente quase todos seus disfarces eram de garotas (PIOR QUE FICAM BEM!), era quase impossível vê-lo fora do escritório. Britany — A secretária, ela é quem cuida do orçamento, da localização e da proteção do local, apesar de não se dar bem com quase ninguém. Lara — a empregada, já que na sua família já houveram muitos empregados ela quer continuar com sua tradição, ou seja, ela é a que limpa tudo ali.

Sou ótimo me escondendo, mas provavelmente eles tenham me visto em um dia super-normal em que eu estava seguindo Renata (como de costume). É obvio que ela nunca descobrira que eu a seguia fazia 1 ano já, mas um dia, quando ela estava saindo da aula de boxe. O sol estava se pondo, o céu estava amarelo com poucas nuvens no céu, só conseguia ver seus cabelos voando junto com a brisa que aquele dia maravilhoso nos proporcionava, uma brisa suave que fazia com que qualquer um que respirasse fundo, sentisse que estava de bem com o mundo. Mas sempre tem alguns que gostam de irritar outros. Ela sempre fazia o mesmo trajeto, mas nesse dia ela resolveu mudar o caminho no qual sempre fizera e parou num beco. Havia dois garotos parados, um com uma faca na mão e o outro com um cigarro na boca, ambos olhando apenas para as pernas de Renata.

–Aí, você com a mochila, que tal tomar um drink com a gente, depois a gente vê no que dá. Mas se não quiser vim, acho que não terei escolha. — O que estava com a faca começou a falar com ela com um olhar ameaçador enquanto mexia na faca. Suspirei sussurrando para mim mesmo:

–Esses caras não sabem o que estão fazendo.

–Bem, acho que vou preferir não ir com vocês — Renata o retrucou colocando sua bolsa no chão e pegando suas luvas de gatinho (Renata gostava de chamar a direita de "Gatinha" e a esquerda de "arrasa", suas luvas eram modificadas. Quando entram em contato com uma superfície sólida, ela ativa um dispositivo que dava mais impulsão, ou seja, seu soco fazia um bom estrago). Eu vi o garoto avançando com uma velocidade impressionante para cima dela, nem ela conseguiria escapar daquilo. Resolvi agir, peguei uma pedra que estava próxima ao meu pé e joguei-a contra a faca na mão dele. Dessa forma ela contra-atacou.

Renata apenas pegou sua bolsa de volta e foi-se para onde já iria. E eu também, já que não tinha o que fazer por lá aonde ela estava indo. No outro dia, logo de manhã, os quatro membros do clube estavam me esperando bem na entrada.

Notas finais
"Hum" - Renata suspirou após passar por mim.