Notas iniciais
Oie, pessoas lindxas. Tudo bom com vocês? Espero que sim. Bem, espero que gostem deste capítulo. Boa leitura!

Me desvinculo dos braços de Regina e me levanto rapidamente. Ela suspira e pousa as mãos no colo, enquanto me observa.

— O que vai fazer? — Regina pergunta.

— Ficar com Kyle e Emilie. Vou levá-los para o meu navio junto com Mary.

Ela balança a cabeça, aprovando.

— Vou falar com Emma sobre o que aconteceu. — Ela vai até a mesa e pega o celular.

— Nada disso. — A proíbo. — Você não vai ligar para ninguém.

— Emma tem que explicar.

— Deixa que eu lido com isso.

— Deixe-me adivinhar então. Gritos ecoando pela casa inteira, acordando seus filhos e a vizinhança, Emma vai vir para minha casa conversar e chorar e por a culpa em meu travesseiro o espancando, você vai estar de mau-humor porque não dormiu bem no dia anterior e vocês fazem as pazes na delegacia depois de uma última discussão e um beijo roubado.

— Não é como uma simples briguinha, Regina.

— Eu sei, mas...

— Eu não vou brigar com ela. — A interrompo.

— Vai, vai sim, Killian. Eu sei que vai.

— Não dessa vez.

— Como consegue mentir para si mesmo?

— Pode ocorrer uma discussão, mas não uma briga. Agora, vou pegar meus filhos e me divertir um pouco.

— Não brigue com Emma.

— Não vou. — Aviso antes de sair do gabinete.

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— E aqui... É o navio do famoso Killian Jones. — Anuncio guiando Mary pela entrada do navio.

— Uau... — É o que ela diz.

— Papai, posso brincar de espadas? — Kyle puxa a barra da minha camisa.

— Agora não, filho. — Digo.

— Por que não? A Emilie está brincando de bonecas. — Ele argumenta.

— Não vai querer mostrar o navio para a vovó? — Pergunto.

— Tá bom, então. — Ele dá de ombros e segue conosco.

— Esse é o mesmo navio? Quero dizer, aquele que você comprou quando adolescente? — Mary pergunta olhando ao redor.

— Sim. — Respondo. — É o mesmo.

— Nossa, esse navio é incrível! — Mary sorri.

— É. Eu sei. — Sorrio de volta e voltamos á caminhar pelo navio.

Conto coisas, mostro cômodos e acontecimentos que ocorreram nos mesmos para Mary.

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Assim que chego em casa, levo as crianças direto para o banheiro, tomar banho. Depois de ambos limpos, Kyle sentou no sofá para assistir desenhos e Emilie pediu para pentear seus cabelos. E, aqui estou eu, penteando os cabelos loiros de minha filha mais velha.

— Pronto. — Digo. — Já penteei. Agora minha linda filha está mais linda que nunca. — Sorrio.

Ás vezes fico imaginando quando Emilie crescer. Como será vê-la naquela crise de adolescente? Como será quando arrumar o primeiro namorado? Como será quando tiver o coração partido pela primeira vez?

Um dia sonhei que ela estava chorando em seu quarto. Eu abri a porta e a vi deitada na cama, olhando para o teto com os olhos e nariz avermelhados. Me deitei ao seu lado na cama e lhe segurei a mão.

 — Sabe, Flor-de-lótus... Talvez você esteja sabendo agora, e me perdoe por não ter te avisado antes, mas... amar dói. — Eu falei olhando para ela. Emilie me fitou com aqueles olhos que, pelo menos isso, havia herdado de mim, azuis como o mar. 

— Eu sei disso. Mas não te culpo, pai. — Ela me falou. E eu só consegui ver uma versão mais nova de Emma com olhos azuis, e não verdes.

— Mas eu deveria ter te preparado para isso, de algum jeito. Eu apenas te mostrei o quanto o amor é lindo, minha filha. Não te expliquei que ele pode ser perigoso.

— Não têm problema. Ás vezes a gente precisa aprender na prática, pai. Você não pode me proteger sempre.

E Emilie sorriu o mesmo sorriso que sorri quando me vê chegar na escola.

E, então, eu acordei.

— Obrigada, papai. — Emilie se vira para mim e sorri, me acordando do meu transe.

— De nada, minha flor-de-lótus.

A chamo assim desde que vimos uma flor-de-lótus no lago de Storybrooke. Ela se encantou pela pequena planta. Começou á dizer: "papai, quero uma flor-de-lótus". E, a partir daí, comecei a chamá-la de flor-de-lótus.

— Papai, onde está mamãe? — Ela me perguntou.

E acabo de me lembrar o que me esforcei á esquecer: ela, o cara, seus cabelos loiros, suas mãos apertando seus ombros firmemente.

— Não sei. — Respondo com honestidade. — Já deve estar vindo.

Meu celular emite o som de mensagem e o tiro do bolso. Desbloqueio a tela e visualizo a mensagem:

Aurora – Killian, o garoto acordou. Seu nome é Peter e ele não quer conversar conosco. Bem, você pode vir agora? Acho que você tem algumas perguntas para lhe fazer.

O garoto!! Claro!! Como eu havia esquecido?

Logo vi que tinha uma mensagem não vista.

Regina – Emma está aqui, comigo. Está conversando sobre você-sabe-o-quê. E agora a verdade veio á tona. Então, por favor, não brigue com ela. Apenas a pergunte e tente entendê-la. E saiba: ela está se sentindo culpada. E você sabe como Emma Swan fica quando está se sentindo culpada. Me mande uma mensagem depois. Preciso falar com você.

Mas essa criatura é difícil de convencer, hein? Eu já falei que não vou brigar nem nada do tipo. Só conversaremos como adultos.

— Kyle e Emilie, vamos rapidinho ao hospital. — Me levanto do sofá.

— Para o hospital? Por quê? — Kyle me pergunta.

— Uma coisa do trabalho de papai, vocês sabem. Vai ser bem rápido. — Respondo.

— Tudo bem. — Emilie diz e desce do sofá. — Pode me carregar, papai?

Seguro Emlie e, com um pequeno impulso, a carrego.

— Por que ela vai carregada e eu não? — Pergunta Kyle.

— Você pode segurar minha mão, Capitão. Aliás, mamãe sempre te carrega.

— Verdade. — Emilie concorda.

— Tá bom, então. Mas da próxima vez sou eu. — Kyle segura minha mão.

— Calma, crianças. Não precisam disputar isso. — Vou caminhando para a entrada. Kyle abre a porta por mim e caminho até o carro.

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Whale caminha na minha direção assim que entro no hospital. Ele está um pouco diferente desde a última vez que estive aqui. Acho que foi no meu acidente... De qualquer modo, ele pintou o cabelo. Agora está, sim, um homem estranho. Mais do que já era.

— Peter está bem. Só estava um pouco machucado. Porém, ele parece estar assustado. — Ele me diz. — Jane irá te mostrar o quarto onde ele está. — Ele aproxima uma mulher cujo os cabelos loiros me lembram os de Emma.

— Não precisa. — Respondo. — Eu vou sozinho.

— Leve-a mesmo assim. — Whale me responde.

— Podemos ficar com as outras crianças? — Kyle pergunta cutucando meu braço.

— Bem... — Pigarreio. — Desculpa por trazê-los. É que Emma ainda não voltou e...

— Está tudo bem, Killian. — Whale sorri. — Eu entendo. Aurora pode levá-los para a Ala Infantil.

Aurora aparece atrás de mim com um sorriso encantador. Ela tira Emilie dos meus braços e a carrega. Logo Kyle dá a mão a ela e o três vão andando pelo corredor do hospital.

— Vamos? — A tal da Jane pergunta.

— Sim. — Balanço a cabeça e a sigo.

Jane para na frente de uma porta e sorri para mim.

— Boa sorte. — Ela diz e se afasta.

Abro a porta e entro no quarto. O garoto, que estava com os olhos fechados, suspira e olha para mim.

— Killian, certo? — Ele pergunta.

— Sim. — Respondo e me aproximo. 

Puxo uma cadeira por perto e me sento. Tiro um bloco de anotações do bolso e uma caneta. Abro em uma página e me preparo para escrever.

— Você não deveria estar usando uma daquelas roupas ridículas de xerife? — Ele pergunta.

— Sim. Eu deveria. Mas eu não quero, sabe? E, pelo o que eu acho, sou o xerife, então faço as perguntas, independente de estar com o fardamento ou não. — Respondo arqueando as sobrancelhas.

— Ah, desculpa, amigão.  — Ele diz.

Amigão? Amigão, não. Tudo menos amigão.

Estreito os olhos e o observo melhor.

— Nome? — Pergunto ignorando o "amigão".

— Peter.

— Peter...?

— Peter Pan.

Pronto, anotado.

— Idade?

— Dezessete.

Anoto.

— Filho de...?

— Isso importa?

— Com certeza.

— Zelena.

Zelena?

Por que do nada meu coração saiu pela boca?

— Zelena?

— Sim.

Respiro fundo.

— Pai...?

Ele permanece calado.

— Não sabe quem é seu pai? — Pergunto.

— Sei. — Ele se senta na cama. — Ele é mais conhecido como Sr. Gold.

Agora estou, literalmente, boquiaberto. Zelena e Gold? Zelena e Gold? Eles tiveram um filho? Um filho!?

Me encosto na cadeira e sinto minha boca ficar seca. Eu preciso de água.

— Eu vou ali pegar um pouco de água. — Aviso apontando para a porta.

— Como quiser. — Ele dá de ombros.

Me levanto rapidamente e vou para o corredor. Respiro fundo e pego um pouco de água no filtro.

Emma não me contou sobre um filho de Zelena. Ela só me falou sobre ele ter a matado depois que Belle descobriu que ela era amante dele.

Apenas isso. Ela não me contou sobre um filho.

Fico cinco minutos tentando pensar (o que foi em vão) e volto para o quarto dele. Me sento na mesma cadeira e tento retomar á minhas perguntas.

— O que estava fazendo na rua? — Pergunto.

— Atravessando, ué. — Ele responde. — O que mais poderia ser?

— Quando de repente um carro apareceu na sua frente e te atropelou?

Ele balança a cabeça positivamente.

— Conhece quem te atropelou?

— Killian, se liga, eu estava desmaiado!

— Ah, sim, claro.

Espera, espera, espera. Só um momento...

Aurora me disse que o homem que atropelou Peter foi, logo em seguida, para a delegacia. E, depois, quando fui para a delegacia, vi alguém com Emma. Então, com certeza esse... Artur! Claro, Arthur. Então esse Arthur estava com Emma no momento em que entrei na delegacia.

— Amanhã eu volto para falar com você. — Falo me levantando.

— Eu já vou estar de alta.

— Então vou falar com você na saída da escola.

— Okay.

— Até.

Me retiro do quarto e vou caminhando á passos largos para a Ala Infantil.

                                                             ❉              ❉              ❉

— ... e então o príncipe matou o dragão bravamente. — termino de contar a história para Kyle e Emilie, já deitados em suas camas.

— Uau! — Exclama Kyle. — Conta mais!

— Hoje, não. Amanhã, talvez. — Respondo e o cubro com o edredom.

— Papai, podemos dormir com vocês? — Pede Emilie.

— Outro dia, Flor-de-lótus. — Beijo sua testa e acaricio sua bochecha.

— Papai, o que está acontecendo? — Kyle pergunta.

— Nada. Por que acha isso?

— Deixa pra lá. — Ele encolhe os ombros e abaixa o olhar.

— Não, me fale.

— Não vou falar. — Ele cruza os braços.

— Oh, meu Capitão... — Me aproximo dele e o abraço. — O que te aflige?

— Nada não. — Ele responde.

— Não quer me dizer? — Kyle balança a cabeça negativamente. — Tudo bem. Não vou te obrigar á dizer. Tenham uma boa noite. — Bagunço o cabelo de Kyle e o deixo deitado na cama. Me levanto da cama dele e desligo o abajur. Saio do quarto e fecho a porta.

Logo quando saio, ouço vozes baixas de lá de dentro. Eles devem estar conversando sobre alguma coisa que os aflige. E eu vou descobrir o que é.

Desço as escadas e vou para a sala. Assim que sento no sofá, a porta se abre.

— Ai, que cansaço. — Comenta Emma caminhando. — Henry decidiu dormir com os avós hoje. — Ela se senta ao meu lado. — Não te vi o dia inteiro. O que aconteceu? — Ela descansa o braço em meu ombro.

— Eu só... Fiquei cansado. — Respondo.

— Você dormiu praticamente a manhã inteira.

— Eu sei. Só fiquei cansado.

— Eu soube do que teve com o menino.

— Peter. Será que é o mesmo Peter que aprontou uma com Henry?

— Vai que é? — Ela dá de ombros.

— Isso não importa. O que importa é que ele é filho de Zelena.

Emma afasta o braço rapidamente do meu ombro.

— Zelena?

— Pior é o pai.

— Quem é?

— Gold.

— Zelena e Gold?

— Zelena e Gold.

Ela olha para a frente com uma expressão incrédula.

— Agora eu é que estou sem acreditar!

— Pois é... Eu queria que você fosse comigo para investigamos o que aconteceu. Mas, pelo o que vi, você estava bem ocupada.

— Ocupada? — Ela me olha.

— Sim, ocupada. Com Arthur.

Emma paralisa por completo. Seus pensamentos devem estar á mil e eu sei que ela não queria que eu descobrisse assim. Então, ela provavelmente vai desviar o olhar, falar algo e enterrar o rosto nas mãos.

Eu vou querer ouvi-la. E, independente do que ela disser, eu vou acreditar nela. Como sempre faço. Eu acredito em Emma porque é isso que devo e quero fazer. E não vou ficar com pensamentos desconfiados dela ocupando minha mente.

Mas ela apenas abaixa o olhar e segura minha mão.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Gostaria que comentassem a opinião de vocês nesse capítulo (já que me senti culpada pelo anterior). Mas, bem, obrigada por ter lido. Até o próximo e bjs no core ♥ ♥ ♥