Notas iniciais
Oi, gente. Tudo bem com vocês? Desculpem-me pela demora desse capítulo. E espero que gostem dele também (embora, julgado por mim, esteja pequeno). Bem, boa leitura e espero que gostem.

— Antes de tudo, espero que saiba que não foi uma traição nem nada do tipo. Eu não queria aquilo. Eu te amo, sabe disso. — Emma argumenta.

— Eu não tenho dúvidas. — respondo com sinceridade.

— Bem... Arthur veio falar sobre o acidente. O reconheci, ele me ajudou á te socorrer no acidente. Ele me ajudou á salvar sua vida.

Respiro fundo e espero Emma continuar.

— Então falou sobre ter saído da cidade, perguntou sobre você e relatou como foi o acidente. Só que depois ele começou á me elogiar de maneira estranha, você sabe. E até que ele me beijou á força. Eu tentei empurrá-lo pelo ombro, mas não consegui. Acho que foi bem nessa hora que você entrou.

Emma acaricia minha mão.

Bem, era o que faltava... Ela se sente culpada.

— Está tudo bem.

— Sério?

— Sim. Está tudo bem. —balaço a cabeça positivamente.

— Onde está Kyle e Emilie? Senti saudades deles... — Emma levanta-se do sofá e vai em direção a cozinha.

— Dormindo.

— Dormindo? Já? — ela me pergunta da cozinha enquanto mexe nos armários.

— Eles estavam cansados...

— Que tal amanhã ficarmos um pouco com eles? Nunca mais nos divertimos juntos, não é?

— Verdade. Acho uma boa ideia.

— E Henry?

— Henry? Bem, não sei sobre Henry.

— Onde ele está? — Emma aparece na sala com uma expressão de susto e preocupação.

— Calma, Swan, Henry já está grande, ele sabe se virar. E, aliás, ele deve estar com Violet.

— É, mas quando ele sai com Violet ele me manda uma mensagem.

— Talvez esteja com Regina.

— E se não estiver?

— Pode estar com seus pais.

— E se...

A porta se abre e Henry entra na casa.

— Henry!! — Emma corre e o abraça. — Não suma assim! Onde esteve?

— Estava com Regina. — ele responde.

— Por que não me avisou?

— Meu celular descarregou... — ele mostra o telefone desligado e o coloca na mesinha de centro.

— Eu fiquei preocupada. — diz Emma.

— Desculpa. É sério. — Henry responde. — Mas... eu trouxe algo... — ele tira uma vasilha da mochila que sempre anda.

— A lasanha de Regina? — faço um palpite.

— A lasanha dela mesmo. — Henry sorri.

— Que bom, estou morrendo de fome. — levanto do sofá com um salto e tomo a vasilha da mão de Henry. — Obrigado, garoto. — sorrio com provocação e vou para a cozinha.

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— Tem certeza que ele estuda aqui? — pergunta-me Emma.

— Não tem muitas escolas em Storybrooke, acho que sim. E, além do mais, ele estuda na mesma escola de Henry. — respondo me encostando no carro e cruzando os braços.

— O que irá dizer?

— Não sei. — respondo dando de ombros. — Por que sinto que ele é igual ao pai? — olho para Emma.

— É só um garoto, Killian. — ela olha para mim.

— Não quer dizer que não possa ser maléfico.

Emma ri e tira o cabelo do rosto, levado até lá pelo vento.

— Você é uma piada. — ela diz.

— E você é um amor, sabia?

— Sim. — ela sorri.

— Olha, o que temos aqui...? Eu não era o convencido?

— Não quer dizer que eu também não possa ser.

— Não, você tem que ficar irritada, não convencida.

Descruzo os braços e deslizo meu braço direito pela cintura dela.

— Quer que eu me irrite?

— Sim.

— Hahaha – ela finge rir. -, muito engraçado.

— Sério.

— Agora não.

O sinal da escola toca e em poucos segundos os estudantes saem apressados para se livrarem da "prisão". Não demora muito para eu encontrar Peter saindo junto, no meio da multidão.

— Killian, Emma, pensei que não viriam. — Peter fala quando se aproxima de nós.

— Eu falei que viria, não foi? — pergunto.

— Sim. — ele responde. — Mas, logo agora? Vou fazer o trabalho comunitário que estou devendo. Você sabe, 'o xerife é um babaca'. Aquela foi a coisa mais louca que já fiz, sabia?

— Não. — Emma responde com um tom amargo. Parece que ela não gostou dele.

— Acho que se interessou por mim pelo fato de eu ser filho de Gold e Zelena, não é? Todos se interessam por conta disso... — Peter revira os olhos.

— Bem legal isso. — Emma abre a porta do carro, puxa Peter pela mochila, o empurra para dentro e fecha a porta. — Não estava mais suportando ouvi-lo falar.

Peter abre a janela do carro e põe a cabeça para fora.

— Sabia que isso é sequestro? — diz ele.

— Que seja sequestro então. — ela dá de ombros, entra e senta no banco da motorista.

E eu adoro ver a estressadinha...

— Uau... — digo para mim mesmo e contorno o carro.

Assim que entro e coloco o cinto, Peter diz:

— Eu não quis falar sobre vocês dois. Eu me dirigi á David.

— E eu não ligo, sabe? — reponde Emma.

— Por que não gosta dele? — pergunto.

— Não preciso contar tudo para vocês. — responde Peter.

Olho para janela e vejo Henry saindo de mãos dadas com Violet. Assim que vê o carro, fala algo com ela

e beija sua bochecha. Violet sai caminhando e Henry se aproxima.

— Chegaram cedo. — comentou entrando no carro. — O que ele está fazendo aqui? — pergunta quando vê Peter. Henry não entra, só fica parado olhando para o garoto.

— Sequestramos ele. — responde Emma.

— Eles me sequestraram. — Peter responde.

— Nossa. — Henry comenta e senta, finalmente, no banco. Ele fecha a porta e suspira. — Para onde vamos?

— Não sei. — respondo.

— Vamos te levar para casa. — Emma responde. — E vamos conversar um pouco com esse daí.

Olho para Emma que acaba de ligar o motor do carro. Que bom que estou aqui para assegurar que Emma não vai acabar matando Peter.

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— Vocês vão ficar me fazendo perguntas enquanto eu varro a rua? — pergunta Peter.

— Sim. — Emma dá um sorriso angelical falso.

— Por quanto tempo? — ele pergunta outra vez.

—Por quanto tempo quisermos. — responde Emma. — Responda as nossas perguntas, então. poderemos te deixar em paz.

— Acho que essas perguntas são para respostas divergentes das relacionadas á algo na delegacia — Peter começa a arrastar o lixo do chão com a vassoura e juntá-los em pontos específicos.

— No, no, no, no, no, no — Emma balança a cabeça negativamente. — São muito convergentes, se queres falar assim.

Olho para Emma e a estudo com o olhar.

— O que levou seu pai a matar sua mãe? —pergunto.

— Meu pai não matou minha mãe! — ele larga a vassoura no chão bruscamente e se aproxima bem rápido de mim.

— Desculpa, te ofendi? — pergunto.

— De modo nenhum, excelência. — responde ele.

— Que bom, agora pode voltar a fazer o seu serviço, não é? — diz Emma.

—Pois é... — Peter bufa e pega a vassoura de novo.

Quando Peter retoma o seu trabalho, ouvimos passos se aproximando. Eu e Emma nos viramos e vemos David de mãos dadas com Mary caminhando em nossa direção.

— Peter, que bom vê-lo cumprindo a lei. —comenta David.

— O que ele fez? — pergunta Mary.

— Insultei o xerife seu marido. — o próprio Peter responde.

— Ah... — Mary olha para mim e para Emma. — Estávamos indo encontrar vocês. Que tal um almoço juntos?

— Boa ideia. — digo.

— Ainda não acabamos, Peter. — diz Emma me puxando para longe dele, caminhando na rua.

— Tenha uma boa tarde, Emma Swan. — o cínico do Peter fala com um aceno.

— O que têm ele, Emma? — pergunta David nos acompanhando com Mary ao nosso lado.

— Filho de Gold e Zelena. — respondo.

— Filho de Gold e Zelena? — David repete com os olhos arregalados e diminui os passos.

— Pelo menos é isso o que diz. — Emma fala.

— Não sabia que Zelena teve um filho. Talvez as respostas para todas as nossas perguntas estejam com ele. — Mary fala.

— Ou talvez não. Ele deve ter nascido na mesma época que a mãe morreu. — falo.

— Se levarmos isso em consideração, ele deve ter sido criado por tutores. Mas... Onde estão os tutores dele? — David pergunta.

— Talvez ele deve ter os matado. — Mary diz meio horrorizada. Todos olhamos para ela com uma expressão de que ela havia falado algo sem sentido.

— Ele têm quinze anos, amor. —diz David.

— Dezesseis. — o corrijo.

— Não quer dizer nada. Vi um documentário sobre um menino de doze anos que era um mini psicopata. — Mary argumenta.

— Acha que ele seja um psicopata? — pergunto.

— Não sei. Vai que é... — Mary dá de ombros.

— Será que ele têm alguma ligação com Neal? — Emma pergunta.

— Não sabemos. Um interrogatório não vai adiantar. Aliás, em falar em Neal, conseguiram pegá-lo? — pergunto.

— Não. E ele não tentou sair da cidade. Montei uma equipe de policiais nos limites da cidade e até agora nada. Talvez ele ainda esteja aqui. — responde David.

— Storybrooke é uma cidade pequena, como ele conseguiria se esconder por tanto tempo? Além do mais, por que ele voltou? — Mary pergunta e logo após suspira.

— Não sabemos. Talvez se o capturarmos teremos todas as perguntas respondidas. — falo.

— É mesmo. Mas, mudando de assunto, o que vamos comer? — pergunta minha Swan com uma certa animação.

— Hm... Isso vamos ver. Estou faminta. — cometa Mary.

— Antes vamos pegar Kyle e Emilie. Que tal seguirem direto para casa? Henry já está lá. — digo.

— Vou com você. — Emma diz e ambos viramos a esquina em direção a escolinha deles.

— Acha que Neal seria capaz de nos fazer mal outra vez? — pergunto quando ficamos a sós.

— Não sei, Killina, não sei. — ela responde e me olha com um olhar triste.

Odeio vê-la assim, mas também não vamos sorrir enquanto Neal faz todos sofrerem. E, apesar disso, ainda temos que descobrir várias coisas. E não só sobre Neal ou Peter Pan, mas sim sobre meu irmão, Liam. Parece que ele também têm coisas para me dizer e para descobrirmos.

Ás vezes é bom vermos nos empenhando para algo, mas esse "algo" não nos dá momentos de calmaria. Eu devia ter dado um fim á Neal desde o passado. Mas, não fiz. E acho que esse foi o maior erro.

Notas finais
Então, obrigada por terem lido e até o próximo capítulo. Bjs no core ♥ ♥ ♥