Only Yours Is My Love
11 Maior Erro
Notas iniciais
— Antes de tudo, espero que saiba que não foi uma traição nem nada do tipo. Eu não queria aquilo. Eu te amo, sabe disso. — Emma argumenta.
— Eu não tenho dúvidas. — respondo com sinceridade.
— Bem... Arthur veio falar sobre o acidente. O reconheci, ele me ajudou á te socorrer no acidente. Ele me ajudou á salvar sua vida.
Respiro fundo e espero Emma continuar.
— Então falou sobre ter saído da cidade, perguntou sobre você e relatou como foi o acidente. Só que depois ele começou á me elogiar de maneira estranha, você sabe. E até que ele me beijou á força. Eu tentei empurrá-lo pelo ombro, mas não consegui. Acho que foi bem nessa hora que você entrou.
Emma acaricia minha mão.
Bem, era o que faltava... Ela se sente culpada.
— Está tudo bem.
— Sério?
— Sim. Está tudo bem. —balaço a cabeça positivamente.
— Onde está Kyle e Emilie? Senti saudades deles... — Emma levanta-se do sofá e vai em direção a cozinha.
— Dormindo.
— Dormindo? Já? — ela me pergunta da cozinha enquanto mexe nos armários.
— Eles estavam cansados...
— Que tal amanhã ficarmos um pouco com eles? Nunca mais nos divertimos juntos, não é?
— Verdade. Acho uma boa ideia.
— E Henry?
— Henry? Bem, não sei sobre Henry.
— Onde ele está? — Emma aparece na sala com uma expressão de susto e preocupação.
— Calma, Swan, Henry já está grande, ele sabe se virar. E, aliás, ele deve estar com Violet.
— É, mas quando ele sai com Violet ele me manda uma mensagem.
— Talvez esteja com Regina.
— E se não estiver?
— Pode estar com seus pais.
— E se...
A porta se abre e Henry entra na casa.
— Henry!! — Emma corre e o abraça. — Não suma assim! Onde esteve?
— Estava com Regina. — ele responde.
— Por que não me avisou?
— Meu celular descarregou... — ele mostra o telefone desligado e o coloca na mesinha de centro.
— Eu fiquei preocupada. — diz Emma.
— Desculpa. É sério. — Henry responde. — Mas... eu trouxe algo... — ele tira uma vasilha da mochila que sempre anda.
— A lasanha de Regina? — faço um palpite.
— A lasanha dela mesmo. — Henry sorri.
— Que bom, estou morrendo de fome. — levanto do sofá com um salto e tomo a vasilha da mão de Henry. — Obrigado, garoto. — sorrio com provocação e vou para a cozinha.
❉ ❉ ❉
— Tem certeza que ele estuda aqui? — pergunta-me Emma.
— Não tem muitas escolas em Storybrooke, acho que sim. E, além do mais, ele estuda na mesma escola de Henry. — respondo me encostando no carro e cruzando os braços.
— O que irá dizer?
— Não sei. — respondo dando de ombros. — Por que sinto que ele é igual ao pai? — olho para Emma.
— É só um garoto, Killian. — ela olha para mim.
— Não quer dizer que não possa ser maléfico.
Emma ri e tira o cabelo do rosto, levado até lá pelo vento.
— Você é uma piada. — ela diz.
— E você é um amor, sabia?
— Sim. — ela sorri.
— Olha, o que temos aqui...? Eu não era o convencido?
— Não quer dizer que eu também não possa ser.
— Não, você tem que ficar irritada, não convencida.
Descruzo os braços e deslizo meu braço direito pela cintura dela.
— Quer que eu me irrite?
— Sim.
— Hahaha – ela finge rir. -, muito engraçado.
— Sério.
— Agora não.
O sinal da escola toca e em poucos segundos os estudantes saem apressados para se livrarem da "prisão". Não demora muito para eu encontrar Peter saindo junto, no meio da multidão.
— Killian, Emma, pensei que não viriam. — Peter fala quando se aproxima de nós.
— Eu falei que viria, não foi? — pergunto.
— Sim. — ele responde. — Mas, logo agora? Vou fazer o trabalho comunitário que estou devendo. Você sabe, 'o xerife é um babaca'. Aquela foi a coisa mais louca que já fiz, sabia?
— Não. — Emma responde com um tom amargo. Parece que ela não gostou dele.
— Acho que se interessou por mim pelo fato de eu ser filho de Gold e Zelena, não é? Todos se interessam por conta disso... — Peter revira os olhos.
— Bem legal isso. — Emma abre a porta do carro, puxa Peter pela mochila, o empurra para dentro e fecha a porta. — Não estava mais suportando ouvi-lo falar.
Peter abre a janela do carro e põe a cabeça para fora.
— Sabia que isso é sequestro? — diz ele.
— Que seja sequestro então. — ela dá de ombros, entra e senta no banco da motorista.
E eu adoro ver a estressadinha...
— Uau... — digo para mim mesmo e contorno o carro.
Assim que entro e coloco o cinto, Peter diz:
— Eu não quis falar sobre vocês dois. Eu me dirigi á David.
— E eu não ligo, sabe? — reponde Emma.
— Por que não gosta dele? — pergunto.
— Não preciso contar tudo para vocês. — responde Peter.
Olho para janela e vejo Henry saindo de mãos dadas com Violet. Assim que vê o carro, fala algo com ela
e beija sua bochecha. Violet sai caminhando e Henry se aproxima.
— Chegaram cedo. — comentou entrando no carro. — O que ele está fazendo aqui? — pergunta quando vê Peter. Henry não entra, só fica parado olhando para o garoto.
— Sequestramos ele. — responde Emma.
— Eles me sequestraram. — Peter responde.
— Nossa. — Henry comenta e senta, finalmente, no banco. Ele fecha a porta e suspira. — Para onde vamos?
— Não sei. — respondo.
— Vamos te levar para casa. — Emma responde. — E vamos conversar um pouco com esse daí.
Olho para Emma que acaba de ligar o motor do carro. Que bom que estou aqui para assegurar que Emma não vai acabar matando Peter.
❉ ❉ ❉
— Vocês vão ficar me fazendo perguntas enquanto eu varro a rua? — pergunta Peter.
— Sim. — Emma dá um sorriso angelical falso.
— Por quanto tempo? — ele pergunta outra vez.
—Por quanto tempo quisermos. — responde Emma. — Responda as nossas perguntas, então. poderemos te deixar em paz.
— Acho que essas perguntas são para respostas divergentes das relacionadas á algo na delegacia — Peter começa a arrastar o lixo do chão com a vassoura e juntá-los em pontos específicos.
— No, no, no, no, no, no — Emma balança a cabeça negativamente. — São muito convergentes, se queres falar assim.
Olho para Emma e a estudo com o olhar.
— O que levou seu pai a matar sua mãe? —pergunto.
— Meu pai não matou minha mãe! — ele larga a vassoura no chão bruscamente e se aproxima bem rápido de mim.
— Desculpa, te ofendi? — pergunto.
— De modo nenhum, excelência. — responde ele.
— Que bom, agora pode voltar a fazer o seu serviço, não é? — diz Emma.
—Pois é... — Peter bufa e pega a vassoura de novo.
Quando Peter retoma o seu trabalho, ouvimos passos se aproximando. Eu e Emma nos viramos e vemos David de mãos dadas com Mary caminhando em nossa direção.
— Peter, que bom vê-lo cumprindo a lei. —comenta David.
— O que ele fez? — pergunta Mary.
— Insultei o xerife seu marido. — o próprio Peter responde.
— Ah... — Mary olha para mim e para Emma. — Estávamos indo encontrar vocês. Que tal um almoço juntos?
— Boa ideia. — digo.
— Ainda não acabamos, Peter. — diz Emma me puxando para longe dele, caminhando na rua.
— Tenha uma boa tarde, Emma Swan. — o cínico do Peter fala com um aceno.
— O que têm ele, Emma? — pergunta David nos acompanhando com Mary ao nosso lado.
— Filho de Gold e Zelena. — respondo.
— Filho de Gold e Zelena? — David repete com os olhos arregalados e diminui os passos.
— Pelo menos é isso o que diz. — Emma fala.
— Não sabia que Zelena teve um filho. Talvez as respostas para todas as nossas perguntas estejam com ele. — Mary fala.
— Ou talvez não. Ele deve ter nascido na mesma época que a mãe morreu. — falo.
— Se levarmos isso em consideração, ele deve ter sido criado por tutores. Mas... Onde estão os tutores dele? — David pergunta.
— Talvez ele deve ter os matado. — Mary diz meio horrorizada. Todos olhamos para ela com uma expressão de que ela havia falado algo sem sentido.
— Ele têm quinze anos, amor. —diz David.
— Dezesseis. — o corrijo.
— Não quer dizer nada. Vi um documentário sobre um menino de doze anos que era um mini psicopata. — Mary argumenta.
— Acha que ele seja um psicopata? — pergunto.
— Não sei. Vai que é... — Mary dá de ombros.
— Será que ele têm alguma ligação com Neal? — Emma pergunta.
— Não sabemos. Um interrogatório não vai adiantar. Aliás, em falar em Neal, conseguiram pegá-lo? — pergunto.
— Não. E ele não tentou sair da cidade. Montei uma equipe de policiais nos limites da cidade e até agora nada. Talvez ele ainda esteja aqui. — responde David.
— Storybrooke é uma cidade pequena, como ele conseguiria se esconder por tanto tempo? Além do mais, por que ele voltou? — Mary pergunta e logo após suspira.
— Não sabemos. Talvez se o capturarmos teremos todas as perguntas respondidas. — falo.
— É mesmo. Mas, mudando de assunto, o que vamos comer? — pergunta minha Swan com uma certa animação.
— Hm... Isso vamos ver. Estou faminta. — cometa Mary.
— Antes vamos pegar Kyle e Emilie. Que tal seguirem direto para casa? Henry já está lá. — digo.
— Vou com você. — Emma diz e ambos viramos a esquina em direção a escolinha deles.
— Acha que Neal seria capaz de nos fazer mal outra vez? — pergunto quando ficamos a sós.
— Não sei, Killina, não sei. — ela responde e me olha com um olhar triste.
Odeio vê-la assim, mas também não vamos sorrir enquanto Neal faz todos sofrerem. E, apesar disso, ainda temos que descobrir várias coisas. E não só sobre Neal ou Peter Pan, mas sim sobre meu irmão, Liam. Parece que ele também têm coisas para me dizer e para descobrirmos.
Ás vezes é bom vermos nos empenhando para algo, mas esse "algo" não nos dá momentos de calmaria. Eu devia ter dado um fim á Neal desde o passado. Mas, não fiz. E acho que esse foi o maior erro.
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