Notas iniciais
Oie, mores. Estou de volta. Sorry não ter postado antes, semana passada fiquei bem mal mesmo (uma doença dos infernos). Mas, é aquele ditado, não é? Nem tudo são flores. Bem, espero que gostem desse capítulo e perdoem os erros que tiver. Bem, é só isso mesmo. Boa leitura.

— Killian, Killian, Killian. — Uma voz me chama.

Abro os olhos devagar e minhas pupilas dilatam para se acostumar com a estranha claridade. Pisco várias vezes até reconhecer o indivíduo: Regina.

Que raios ela está fazendo aqui?

— Killian, acorda. — Ela me chama outra vez. — Onde está sua camisa? — Ela vasculha a cama atrás de alguma roupa minha. — Por que só dormiu com a roupa íntima? Eu não queria ter visto isso.

— O que está fazendo aqui? — Pergunto puxando o edredom para perto, cobrindo meu corpo seminu e me sentando na cama.

Então percebo que Emma não está na cama, apenas Regina sentada.

— Emma falou que você iria dormir até tarde hoje, então mandou eu te acordar pessoalmente senão você não acorda.

— E onde ela está?

— Saindo da cidade.

O quê?

— Saindo da cidade? — Repito.

— Perseguição. Um bandido chamado Chris foi pego em flagrante e tentou fugir da cidade.

— Chris? Eu prendi esse cara mês passado.

— De qualquer jeito, agora sei porque Emma te aguenta.

Permaneço calado olhando para ela.

— Ué, não vai tentar adivinhar? — Ela pergunta.

Reviro os olhos e me levanto enrolado no edredom. Vou caminhando até o banheiro até que ela me faz parar:

— Você dorme feito um anjo.

Suspiro e continuo andando para dentro do cômodo.

— De nada! — Regina exclama quando fecho a porta.

Deixo o edredom no chão e vou para frente do espelho.

Emma me deixou com Regina como se eu fosse uma criancinha de seis anos, agora vou retribuir de uma maneira diferente

Lavo meu rosto, escovo os dentes e aprecio minha beleza através do espelho. Vou para a banheira e encho-a de água. Em poucos minutos, me vejo tomando um banho relaxante.

Saio da banheira, me enxugo e enrolo a toalha em minha cintura. Volto para o espelho e pego meus apetrechos para me barbear. Emma odeia quando me barbeio, mas ela errou feio em colocar Regina dentro do nosso quarto.

Segundo Emma, pareço fofo quando estou sem barba. E ela odeia quando estou fofo.

Depois disso, abro a porta do banheiro e vejo Regina folheando um livro na minha cama. Pego o edredom de volta do chão e me cubro.

— Não se preocupe, não sou uma desconhecida. — Regina diz.

— Verdade. Mas, se bem que você poderia dar uma saidinha do quarto, não?

— De fato. Mas não quero. Ah, aliás, eu separei algumas peças de roupas para você usar. — Ela dá alguns tapinhas em algumas roupas dobradas da cama. — Nada de couro para você hoje.

— Por que a gente se odeia mesmo? — Largo o edredom e vou até a cama, a fim de pegar as mudas de roupa.

— Não se lembra do Robin?

— Me lembro. Vejo ele quase todos os dias.

— Não estou falando do Robin agora, idiota. Quero dizer no passado, quando você armou aquele teatrinho ridículo.

— Aquilo foi engraçado de se ver. — Solto uma pequena risada.

— Você não mudou nada... — Ela bufa, irritada.

— Foi mal, éramos adolescentes, eu te odiava.

— Nosso sentimento era tão recíproco...

— Você não quis me ajudar á conquistar Emma.

— Sabe quantas garotas tinham chorado em meus ombros em quase um ano daquela época?

— Mais do que eu possa imaginar, acredito.

— Elas estavam chorando por você. Porque o Príncipe Encantado delas havia virado um sapo insuportável. Killian, você adorava seduzir e abandonar as garotas, não era?

— Eu nunca gostara de fazer aquilo, você sabe.

— Você tinha prazer em fazer aquilo. As garotas passavam por você e saíam aterrorizadas, sem acreditar no amor. Porém, muitas delas estão casadas agora. E eu não podia te deixar fazer o mesmo com Emma.

— Por isso que te fiz detestar Robin, eu sei. Pensei que já tinha me perdoado.

— Nunca.

— Por quê? Você superou, não foi?

— Superei, Killian.

— Então?

— Eu até que gosto de você. Você faz minha Emma feliz.

E... BUUUUM!! A terra tremeu, a casa se destruiu, o vento me levou para longe do mundo e o Universo sumiu.

Como assim?

— Não adianta ficar me olhando desse jeito. — Ela argumenta. — Eu só não gostei do que fez, só isso.

Ela cruza as pernas, ajeita o terninho olha para baixo e engole á seco. Tudo isso em menos de dez segundos.

— Também não te odeio. Só que você me deixa irritado. Além do mais, éramos todos estúpidos adolescentes.

— Eu sei. Minha mãe falou que o que você fez foi justo.

— Sua mãe? Nunca falara de sua mãe antes.

Ela ergue o olhar para mim.

— Primeira e última vez. — Ela se levanta. — Se veste logo, temos trabalho á fazer. — E sai do quarto fechando a porta.

❉ ❉ ❉


— Pegue o relatório na delegacia. — Pede Regina.

— Relatório de...?

— O relatório do mês do departamento de polícia.

— Ah, claro. — Reviro os olhos pela minha estupidez e foco na estrada.

Regina me obrigara á dirigir até a prefeitura e ainda está me pedindo para ir buscar o Relatório do mês na delegacia. Ela é bem exigente, para ser sincero.

— Killian, para onde você foi? — Regina pergunta.

— Como assim?

— Depois que saiu naquele ano...

— Viajei.

— Por quê?

— Porque sim. Eu quis.

— Que pessoa misteriosa...

— Obrigado.

Regina abre a janela e olha a cidade.

— Te respondo quando dizer como consegue ser prefeita até hoje.

— Cidade pequena... Poucos interessados em política... Meu trabalho é ótimo... — Ela dá de ombros. — Agora me responda. — Ela se endireita no assento e olha para mim.

— Porque eu quis. — Respondo sorrindo.

— Retiro o que eu disse mais cedo.

— Sobre...?

— Você dormir feto um anjo.

— Você retira coisa nenhuma!

Estaciono o carro na frente da prefeitura e me viro para Regina.

— Pegue o relatório de pesquisa agora. — Ela manda.

— Eu vou.

— Não demore. Aliás, suba comigo, preciso que leve um documento para Emma.

— Pronto, virei pombo correio. — Reclamo saindo do carro. Regina faz o mesmo e adentramos junto na prefeitura.

❉ ❉ ❉

— Por que deixar tudo isso organizado? — Pergunto observando as modificações no gabinete de Regina.

— Não sei. Talvez porque eu não sou igual você que deixa tudo espalhado.

— Não deixo tudo espalhado.

— Vi sua mesa na delegacia. — Responde ela procurando alguns papéis na gaveta.

— Não quer dizer nada.

— Tanto faz.

Sento na cadeira de prefeito e solto um suspiro profundo.

— Sai daí. — Ela manda.

Me levanto da cadeira e vou para a janela.

— Dá para achar isso mais rápido? Estou ficando entediado.

— Se você quiser me ajudar, fico feliz. Quer dizer, deixa para lá. Já achei.

Me viro para ela, que está erguendo o papel em minha direção.

— Não demore.

— Sim, Vossa Majestade.

Pego o papel, sorrio e saio da prefeitura.

Caminhando, vou até o Granny's e entro no estabelecimento.

— Killian. — Ruby me cumprimenta. — Como vai?

— Bem. — Respondo.

— Emma passou aqui mais cedo. Ela sabia que você viria em algum momento e pediu para entregar-lhe seu café.

— Emma sempre tão prestativa... — Falo com sarcasmo e arqueio as sobrancelhas.

— Eu vou pegar o café dela para você a entregar.

— Tudo bem.

Ruby se vira, então alguém cutuca meu ombro. Giro meu corpo nessa direção e me deparo com Liam.

— Oi, Killian. — Ele me cumprimenta.

— Oi.

— Que tal me mostrar a cidade?

Que tal dizer a verdade?

— Estou ocupado.

— Trabalho?

— Sim.

— Que pena.

— Pois é...

— Seria um erro te roubar por algumas horas?

— Com certeza, Liam.

— Tudo bem, então. Não quero que perca seu emprego.

—Nem eu.

— Te vejo mais tarde.

— Espero.

Liam sai rapidamente do Granny's.

— Ele é meio estranho. — Ouço a voz de Ruby atrás de mim.

— Como assim? — Me viro de frente para ela.

— Ele pede todos os dias a mesma coisa.

— Eu também, e nem por isso sou estranho.

Pego o café da mão dela.

— Quem disse que Killian Jones não é estranho?

— Kllian Jones. — Dou uma piscadela para ela e deixo o dinheiro em cima do balcão, me viro e saio pela porta caminhando.

Quando saio do Granny's, me choco com um corpo feminino que, logo em seguida, cai no chão. Pisco os olhos e logo reconheço o indivíduo. Ajudo-a á se levantar e lhe pergunto:

— Aurora, está tudo bem?

— Sim, eu acho. — Ela demonstra uma expressão de cansaço.

— O que aconteceu? Sinto muito não ter lhe visto. A queda foi dolorosa?

— Um pouco, mas isso não tem importância. Eu preciso da sua ajuda.

— O que aconteceu dessa vez?

Não é uma reclamação, nem nada do tipo, mas Aurora sempre me procura quando há um problema.

— Um garoto, não sabemos seu nome, foi atropelado.

— Onde?

— Perto da biblioteca.

Começamos á caminhar naquela direção..

— Quem cometeu o ato?

— Um homem chamado Arthur.

— Ele fugiu?

— Não. Mas falou que iria até a delegacia de polícia falar para a xerife e outra coisa que não me lembro.

— Onde estão as ambulâncias?

— Na manutenção.

Na manutenção? Não deveriam colocar outras ambulâncias para substituir?

— Vá para lá que eu vou pegar meu carro na prefeitura. Já estou chegando.

— Como quiser. — Ela vira a esquina e eu continuo na mesma direção, para a prefeitura.

Depois de pegar o carro na prefeitura, vou até a biblioteca e vejo uma multidão metros de distância dela. Vou passando por entre as pessoas até chegar no núcleo do círculo: o garoto deitado no chão desacordado e Aurora ao seu lado, checando sua respiração e pulso. Quando percebe minha aproximação, ergue o olhar, lambe os lábios e diz:

— Ele está bem, mas precisamos fazer alguns exames.

— Vou levá-lo para o hospital e apenas você vem comigo. — Respondo — O resto pode voltar para suas vidas. E, não se preocupem, amanhã este evento estará registrado em nosso jornal local por Sidney Glass. Ou seja, não nos sigam, porque logo saberão de bastante coisa. — Digo em alto e bom som.

Sei que alguns realmente querem ajudar, mas boa parte só querem ter um assunto á mais para se tratar na hora do chá da tarde com seus vizinhos.

Me inclino e carrego o garoto. Ele parece ter entre 15 e 17 anos e não é muito pesado. Minhas mão o seguram pela suas costas e as articulações de seus joelhos, seu braço direito está acima do meu ombro, um pouco mole. Carregando ele, vou caminhando até o carro e o deixo, cuidadosamente, deitado no banco. Me viro e vou para o banco de motorista. Me sento e ponho o cinto de segurança.

— Quando ele acordar, poderá fazer alguma perguntas, não é? — Aurora senta-se ao meu lado. Fecho a porta e ligo o motor do carro. Aurora tira o cabelo do rosto e também fecha a porta.

— Sim. Não deixe ninguém lhe fazer perguntas desnecessárias, okay?

— Como assim?

— Perguntas policiais. Só trate dos ferimentos dele e lhe pergunte seu nome.

— Por sorte, ele só está um pouco ralado. O s ferimentos não são graves. Mas, já que ele está desacordado, vai demorar um pouco.

— Quando o deixarmos lá, irei para a delegacia pegar algo que Regina me pediu. Dentro de uma hora estou de volta, é o tempo que ele acorda.

— Sim, sim, claro. — Ela dá um sorriso fraco e me observa por alguns instantes.

É bem estranho porque... Depois que me casei com Emma (a cidade toda sabe disso) não recebo mais esse tipo de olhar de uma mulher. Talvez saibam que Emma é ciumenta. Ou que seria errado lançar um olhar para um homem casado. Ainda mais de Emma, que tem MUITO CIÚMES. E ela vive implicando com Aurora porque conversamos. Um lado de mim, acha tudo isso ridículo. Ridículo o fato de Emma estar com ciúmes de mim e Aurora, que somos APENAS AMIGOS. Engraçado que não a vejo com esse ciúmes todo com Ruby...

Outro lado acha que é um pouco fofo da parte dela. Ela quer demonstrar que me ama (mesmo eu sabendo disso) de uma forma diferente. É um pouco fofo esse ato dela. Mas, como sempre, ela nunca deixa esse ciúmes de lado. Vou desenhar na minha testa que a nunca trocaria por Aurora.

— O que foi? — Pergunto para Aurora.

— Seu cabelo está diferente hoje... — Ela comenta.

— Regina inventou de "salvar" meu cabelo em um penteado diferente.

— E você raspou a barba.

Quem, em sã consciência, nota isso? Sério. É meio inusitado, um pouco.

Arqueio as sobrancelhas e sorrio envergonhado.

— Por que está falando isso?

— Ah, eu não deveria falar?

— Não sei. Ninguém nunca nota a não ser Emma.

— Bem... Sinto muito que isso deixa um clima estranho.

— Não é estranho.

Na verdade, é sim.

— De qualquer modo, você está encantador hoje, como todos os dias.

Eu vi uma chance de ser convencido e...

— Eu sempre sou encantador. Um pessoa maravilhosa como eu, é encantador até dormindo. E não estou falando por mim mesmo, a própria prefeita da cidade falara isso mais cedo.

Aurora solta uma gargalhada alta.

— Como consegue ser tão engraçado?

— Já é natural, meu bem. Veio no DNA. — Dou de ombros.

— Killian, já estamos chegando. — Ela avisa enquanto enxuga a pouca quantidade de líquido que saiu de seus olhos de tantos risos.

— Okay.

Estaciono o carro no estacionamento do hospital. Desligo o carro e saio do mesmo. Abro a porta e pego o garoto nos braços e vou caminhando para dentro do hospital. Assim que entro, sou recepcionado com Whale e uma equipe de enfermeiros e uma maca hospitalar. Aurora deve ter avisado que estávamos vindo.

O deixo deitado na maca e me dirijo até Whale:

— Sem preguntas para o garoto, você sabe disso.

— Sim, senhor.

— Depois volto para ver como ele está.

— Tudo bem.

Whale faz um gesto para os enfermeiros levarem o menino dali e se retirou.

Sorri para Aurora e ela disse "obrigada" sem deixar sair sua voz. Me viro e saio do hospital. Entro no carro e já vou direto para a delegacia.

❉ ❉ ❉

Assim que estaciono, desço do carro e vou subindo as escadas.

Só vou pegar os relatório e ir para a prefeitura. Regina já deve estar cuspindo fogo por eu não estar lá. Então tenho que ser rápido.

Entro na delegacia e, de início, não vejo Emma em lugar algum. Apenas ouço vozes.

Tento adivinhar de que lado as vozes estão vindo, mas elas se silenciam. Ela só pode estar em um lugar: no escritório, logo atrás de mim. Giro meu corpo na direção e me espanto ao ver...

Não, eu não vou falar isso. Aliás, eu nem estou vendo isso. É um pesadelo. É um estúpido pesadelo.

Mas é claro que não tem um homem beijando e tocando minha Emma. Claro que não. Só estou imaginando ver seus longos cabelos loiros sendo tocados por um homem. E com certeza não estou vendo suas mãos apertarem seus ombros de tanta doçura que está sendo este beijo. Claro que não.

Então, por que eu quero chorar? Por que eu quero gritar? Por que eu quero afastar os dois e falar vários palavrões e socar aquele cara e olhar para a expressão de Emma enquanto a pergunto "por quê?".

Aliás, deveria eu me perguntar o porquê.

Mas não fiz nada disso. Porque com certeza é uma ilusão. Eu estou dormindo agora, ao lado de Emma. Nada disso existe.

No piloto automático, avisto o relatório em cima da mesa e o pego. Engulo á seco e suspiro.

Só um sonho... Apenas um sonho ruim...

Nem sequer dirijo o meu olhar naquela direção, me viro-me e saio de lá rapidamente.

Parece que estou, literalmente, no piloto automático, porque estou subindo as escadas da prefeitura agora. Não me lembro de ter dirigido até aqui. Não me lembro de ter horado também, já que minhas bochechas estão molhadas.

As enxugo e termino de subir as escadas. Ignoro, como todo mundo sempre faz, a assistente de Regina me impedindo de entrar em seu gabinete. Abro as portas e paro diante da mesa de Regina.

— Rose, minha querida, você sabe que pode deixá-lo entrar. — Diz Regina.

— Sim, senhora. — Rose se retira e fecha a porta.

— Demorou, não foi? — Ela comenta.

— Sim, mas eu trouxe. — Pouso o papel em sua mesa.

— Que bom. — Ela o analisa por alguns instantes e depois olha de volta para mim.

— O que aconteceu, Killan? Você está estranho...

— Estou normal. — Minto.

— Você pensa que me engana, eu finjo que acredito...

Regina cruza os braços.

— Não adianta eu te falar. Você ouvirá o depoimento dela e a apoiará, como sempre.

— Como assim? — A expressão de Regina foi de interessada á preocupada.

— Emma realmente... — Eu quero gritar, bater em algo. Mas eu sei que a dor não vai embora, vai ser em vão. Então apenas me afastei da mesa e desabei no sofá. — Eu não sei o que falar. Nem sei se aquilo foi real ou não. Acho que bebi rum demais...

— Conta logo, Killian.

— Não posso julgar o que vi pelo o que pareceu ser. — Fito Regina com meus olhos azuis. — Mas acho que vi Emma beijando uma outra pessoa.

Regina se assusta. Ela arregala os olhos e se levanta bruscamente.

— Só pode estar brincando, não é?

— Pra que raios eu estaria brincando?

Regina acaricia sua testa e bate os saltos no chão, com nervosismo. Ela pigarreia e coça o nariz.

— E você está bem?

— Não. Não estou nem um pouco bem.

— Quer água?

— Ela vai apagar aquela imagem da minha mente?

Regina abana a cabeça.

— Não quero água. Só quero esquecer aquilo. — Continuo.

— Tudo bem, o que faço?

— Nunca pensei que falaria isso, mas... Por favor, me abrace. — Engulo á seco e fecho os olhos.

Só consigo sentir os braços de Regina ao redor do meu corpo. Um abraço forte e caloroso. Uma abraço que nunca pensaria que um dia teria. Mas eu precisava desse abraço.

— Está tudo bem. — Regina tenta me assegurar inutilmente.

— Não, Regina. Não está tudo bem.

Regina faz um pequeno carinho na minha nuca que me faz arrepiar. Talvez eu só precise ficar com Emilie e Kyle, e, talvez, esquecer o que vi.

Aliás, tudo aquilo pode ter sido um sonho.

Ou pelo menos é isso que eu queira acreditar...

Notas finais
Rezo para que tenham amado e me perdoem. Um bj no core e até o próximo. Bjs ♥ ♥ ♥ ♥ ♥