Notas iniciais
Oie, mores. Mais um capítulo pra ocês. Estão bem? Espero que sim. Bem, no final dessa semana (sexta ou sábado) eu vou postar o próximo pra vcs. Bem, boa leitura.

Acabei de chegar em casa e sou surpreendido com abraços calorosos de Kyle e Emilie. Após cumprimentá-los, agradeço a Aurora por ter tomado conta deles.

Ruby precisou se ausentar hoje pela manhã, então a chamou para cuidar das crianças.

— Você é uma ótima amiga. — digo.

— Eu devo isso, Killian. Quantas vezes você esteve ao meu lado quando tudo ia mal? — ela pergunta. — E esses dois são uma fofura! Como não amá-los?

Ela aperta a bochecha de Kyle, que está sentado em meus ombros.

— Acho que você precisa voltar para o hospital, não é? Ou para qualquer compromisso... — falo.

— Sim. Bem, caso precise de algo mais, sabe onde me encontrar. — ela se despede das crianças e sai da casa.

— Essa que é a casa? — pergunta Merlin deixando as suas ambas malas ao lado do sofá.

— Sim. Por quê? — pergunto.

— É bem grande...— ele comenta olhando ao redor.

— Eu quis uma casa grande para caso termos uns vinte filhos. — respondo, deixando Kyle no chão. Merlin me olha com espanto e percebe que estou brincando por conta do meu sorriso. — Esses são Kyle e Emilie. — apresento ambos.

— É um prazer conhecê-los, bebês. — ele bagunça o cabelo de Kyle.

— Eu não sou um bebê! — exclama Kyle com os braços cruzados.

— Claro que não, eu estava só brincando... — Merlin se desculpa.

— O que é isso? Posso ver? — Kyle pergunta tentando arrancar o notebook dos braços de Merlin. — Ah, meu pai tem um desse! Ás vezes assistimos filmes aí, você também tem filme?

— Não, não, não. Não tenho filme. Ah... Você é meio forte para a sua idade, não? — Merlin tenta impedir que Kyle tire o notebook dos seus braços. — Você não pode pegá-lo!

Eu e Emilie estamos rindo. Eu sei... Como pai, eu deveria ensinar para Kyle que não se deve mexer nas coisas dos outros, mas a relação de Merlin + notebook já estava me irritando.

— Você tem figurinhas nele? Deixe-me veeeeer!! — Kyle insiste.

Avanço na direção deles e carrego Kyle.

— Isso é feio, Capitão. Peça desculpa para Merlin. — digo.

— Desculpa. — Kyle diz com um sorriso travesso. Dizendo que seu "desculpa" foi apenas da boca pra fora.

— Seu filho é bem... Interessante. — Merlin diz com um sorriso amarelo.

Henry entra pela porta com a mala dele e a deixa ao lado das de Merlin. Ele passou na biblioteca para falar com Belle sobre um livro e logo chegou em casa.

— Como vão? — Henry cumprimenta os dois com um abraço. — Se comportaram?

— Eu sim, como sempre. — responde Emilie.

— Eu não tenho muito o que dizer. — diz Kyle.

— Onde está a mãe de vocês? — pergunto para os dois.

— Ah, ela saiu com Lonceloite e Philleipe. — Kyle responde.

— Lancelot e Phillip. — Merlin o corrigiu.

— Tanto faz. — Kyle sobe no sofá e dá pulos animados.

— Kyle, desce! — ordeno.

— Me pegue! — ele grita e desce correndo do sofá.

— Onde eles devem estar? — pergunta Henry, ignorando aquele garotinho de cabelos preto correndo pela sala.

— Iremos descobrir. — pego meu celular do bolso.

Kyle passa correndo e o tira da minha mão, subindo as escadas em seguida.

— Kyle!! — berrei de raiva e subi as escadas.

— Estou vendo que vou passar gloriosos dias aqui. — escuto Merlin comentar, da sala.

Sigo para o quarto deles, onde o encontro sentado na cama de Emilie com um sorriso travesso no rosto.

— Onde está meu celular, Kyle? — pergunto com toda a calma.

— Eu não sei. — ele responde.

— Eu te perguntei: onde está o meu celular? — repito.

— Não sei! — ele grita para mim, agora sem o sorriso.

— Sem histórias, sem filmes, sem desenhos, sem espadas e sem sobremesa. Você me decepcionou, Kyle. — me levanto e vou saindo do quarto.

— Por favor, papai! Não, não, por favor! Me perdoa! — ele segura meu braço e me devolve o celular.

— Você está de castigo, Kyle. Não adianta implorar. — falo o afastando de mim para eu conseguir andar.

— Não!! Por favor!! — ele se segura na minha perna.

— Já chega, Kyle!! Você tem que entender que o mundo não gira em torno de você, garoto! Por favor, entenda! — acabo sendo grosso com ele, que chora em seguida.

— Por que está dizendo isso? — ele pergunta, me soltando, entre soluços.

Eu não consigo ficar bravo com ele. É só uma criança... Claro, implora por atenção á todo momento, mas é uma criança... Não posso simplesmente gritar com ele e esperar que seus atos se modifiquem de um segundo para o outro. Ele é assim. E eu devo aceitá-lo e amá-lo.

— Ah, Kyle... — me ajoelho para ficar da sua altura e o puxo para os meus braços. — Papai te ama... Mas ele tem que fazer o melhor para seus filhos. — minha camisa molha com as suas lágrimas e afago seus cabelos — Papai deve fazer isso para o seu bem, Kyle.

— Mas...

— Sinto muito, Kyle. — beijo sua face e continuo afagando seu cabelo.

— Eu quero minha mãe... — ele choraminga.

— Venha. — o carrego o coloco sentado nos meus ombros. — Vamos achar mamãe. — caminho pelo corredor e desço o lance de escadas.

Henry e Merlin ficam olhando para nós, atentos.

— Uma coisa dessas na minha casa é motivo para jarro voar! Como consegue manter a paz e boa convivência num lugar com pessoas de personalidades um tanto distintas? — pergunta Merlin, passando a mão pelo queixo, como se estivesse refletindo.

Com certeza ele e Henry ouviram nossos gritos.

— É simples: com amor. — respondo.

— Minha mãe está num bar com Phillip e Lancelot. — conta Henry, guardando o celular que estava, até pouco tempo, na sua mão.

— Num bar? Que raios ela faria num bar com dois caras? — pergunto, segurando as pernas de Kyle para assegurar que não caia.

— Parece que teve uma briga feia... Ela disse que tinha um cara sangrando, se me lembro bem... — ele faz cara de pensativo e conclui: — É, é isso mesmo. — balança a cabeça positivamente.

— Vamos, então. — seguro a mão de Emilie.

— Aqui, anotei o endereço. — ele me entrega um papel e seguimos para fora de casa. Olho para trás e não vejo Merlin nos acompanhar.

— Vai ficar aí plantado, Merlin?! — grito. Ele sai correndo e fecha a porta.

Atravessamos o jardim e paramos na frente do carro. Todos nós entramos no mesmo e eu dirijo até o bar em que Henry me dera o endereço. Paro na frente do local e saio do carro. Ajudo Kyle e Emilie a saírem das cadeirinhas e entramos no local.

— Não acho que esse é um bom lugar para se entrar com criança. — comenta Merlin quando nós já estamos dentro.

— Você tem razão. Mas eu preciso trabalhar. — respondo olhando ao redor.

Com Kyle nos braços e segurando a mão de Emilie, me aproximo de um barman e pergunto:

— O que aconteceu? Onde está a xerife Emma?

— Ah, houve uma briga de dois caras aqui. A xerife está nos fundos conversando com os dois. — ele responde. — Estão do outro lado. — ele aponta para um porta nos fundos.

— Obrigado. — agradeço e caminho até ali.

— Não sabia que existia tantas mulheres bonitas por aqui... — Merlin comenta.

— Cala a boca e abre essa porta. — o mando fazer.

Merlin revira os olhos e gira a maçaneta para mim e, enfim, saímos do estabelecimento. Logo á frente, consigo ver Emma, Phillip e Lancelot, em pé, olhando e conversando com dois caras sentados no chão. E realmente, um deles sangrava pelo nariz.

— Eles não deveriam ver isso. — Merlin sussurra para mim.

Emma termina de falar com eles e ambos se levantam. Apertam a mão um do outro e seguem caminhos opostos. Emma se vira para trás e se depara conosco.

— O que faz aqui com as crianças? — ela pergunta, vindo em nossa direção.

— Bem... Estive te procurando, Swan. — respondo.

— Esse lugar não é para crianças, Killian. Não pensou nisso? — ela me adverte.

Abaixo o olhar, um pouco envergonhado pelo seu modo de falar, como se eu fosse um adolescente que foi pego bebendo na escola e ela estivesse exercendo o papel do pai que, simplesmente diz: "Não pensou no que estava fazendo? Escola não é lugar para isso. Pense a respeito sobre o que fez e depois conversaremos".

Ela tira Kyle dos meus braços e o abraça.

— Qual foi a causa da briga? — Merlin pergunta.

— Rivalidade política. Um prefere Regina e o outro, Neal. Então discutiram com as mãos. — Lancelot responde.

— Vamos para casa? Estou congelando... — Emma pede.

Aceno com a cabeça e tiro minha jaqueta.

— Não precisa, estou bem. — Emma diz antes de eu poder lhe cobrir e á Kyle.

— Eu quero! — Emilie ergue o dedo indicador.

Visto minha jaqueta nela e a carrego.

— Você fica linda até na jaqueta do papai, minha princesa flor-de-lótus. — comento me virando, para dar a volta no estabelecimento.

— Obrigada, papai. — ela deposita um beijo molhado na minha bochecha e envolve meu pescoço com seus braços.

— Eu sou sincero, meu amor. — acaricio seu rosto e paro na frente do meu carro. — Swan... — me viro para trás. — Onde está o seu conversível amarelo?

— Que engraçado, Killian... — ela diz sarcasticamente. — Ele está aqui na rua ao lado. Te vejo em casa. — ela vai para o outro lado.

— Ela ficou chateada pra caramba. — diz Henry.

Quando cair a noite, meu rapaz, me controlo para não dizer, e ela estiver ao meu lado na cama, toda a sua chateação vai ter ido embora quando eu mostrar-lhe meu amor.

— Emma é o ser mais fácil de se irritar que eu já conheci. — digo quando abro a porta. — E eu a amo mesmo assim. Foi a irritando que consegui seu coração e ela conseguiu o meu.

— Interessante essa relação de vocês dois. Adorarei ouvir um dia desses... — diz Merlin.

Deixo Emilie sentada na sua cadeirinha e coloco o cinto de segurança da mesma.

— Killian é o melhor contador de histórias de todo o Maine. — Henry conta, se sentando ao lado de Emilie e colocando seu cinto de segurança.

— Oh, sério? Interessante... — Merlin se senta ao lado do banco do motorista, onde estou me sentando.

— Você não tem outra palavra no seu vocabulário? — pergunto puxando o cinto de segurança e o passando pelo meu corpo.

— 'Interessante' resume bem as coisas que acho interessante. — ele conta.

— Nossa... — sussurra Henry, mas sou capaz de ouvir.

— Você é idiota? — pergunto e giro a chave.

— É, eu acho que sim. — Merlin responde, sorrindo desajeitadamente.

***

Emma tem o poder de chegar nos lugares primeiro que eu. Acabei de entrar em casa e já a vejo na cozinha com Phillip, preparando algo para o jantar. Lancelot não está na sala, talvez esteja lá em cima desarrumando a mala.

— ... Eu aprendi com minha mãe. Ela disse que deve colocar bastante molho. — pego uma parte do que Phillip está contando para Emma.

Kyle está com sentado no chão com um carrinho enquanto resmunga alguma coisa — deve estar falando sozinho ou fazendo algum efeito sonoro de motor, ou sei lá; algo normal nessa idade.

— O que está fazendo? — Emilie pergunta para ele, se aproximando e sentando-se ao seu lado.

— Brincando com o carro que tia Regina me deu. — responde ele.

— Posso brincar também? — ela pergunta.

— Você tem um carro? — Kyle pergunta de volta.

— Eu tenho o meu da Barbie. — diz Emilie.

— Nada de carro da Barbie! — ele reclama. — Eu posso te emprestar um meu.

Me sento no sofá e observo os dois.

— Tudo bem. Mas depois vamos brincar com o seu Max Steel e a minha Barbie. Eles devem ir para uma missão secreta na Angola!

— Quem é Angola? — quer saber Kyle.

— Minha professora disse que é um país. — ela responde, dando de ombros.

— Então devemos ir para Angola em uma missão secreta para resgatar o Pirata Charles, que foi sequestrado por super-vilões! — Kyle se anima.

— E também devemos resgatar a princesa que o Pirata Charles ama, Kyle. Esqueceu-se de Leia? Eles são um casal, não podem ficar separados, ou irão mergulhar na tristeza profunda! Ah, e eles foram sequestrados pela Rainha Má. Vou pegá-la lá em cima! — Emilie se levanta.

— O que a Rainha Má estaria fazendo na Angola? — Kyle cruza os braço.

— Sequestrando um casal, ora! — Emilie corre para cima e volta com o boneco do Max Steel, a Barbie, a Princesa Leia, o Pirara Charles e a Rainha Má.

Merlin senta-se ao meu lado.

— Vocês têm crianças adoráveis. — comenta ao vê-los se divertindo com os bonecos.

— Eu sei, Merlin. — respondo.

Logo meu celular toca e tenho que atender a ligação de Ruby.

— Sim? — pergunto.

— Meu Deus, Killian... Não sei nem a quem recorrer... — ela diz, com uma mistura de nervosismo, confusão e agitação.

— Como assim? — me levanto e caminho para fora da casa, pela porta que leva para a área da piscina, que está coberta.

— Eu acabei de fazer o teste, Killian! — ela diz.

— Teste? Teste de quê? — pergunto, mergulhado na confusão da conversa.

— De gravidez, Killian! Meu Deus...

— De gravidez? Por quê? Como assim?

— Estive enjoada esses dias e a Granny me aconselhou a comprar o teste, crendo que eu estaria grávida.

— E o que deu?

Ouço-a respirar fundo pelo celular.

— Positivo. Acha que se desse negativo eu estaria te ligando desse jeito? E gastando os meus créditos? É claro que não! — ela responde. — A Granny diz que eu e August devemos nos casar logo. E acho que é isso que vou fazer... Ah, está tudo confuso...

— Calma, Ruby. Está tudo bem. Você quer esse filho? Quer se casar agora?

— Quero... Eu quero... Mas esse não é o problema.

— E qual é? — olho para o céu nublado.

— August. Ele quer isso? Eu não sei...

— Acha que ele teria saído de Nova York se não quisesse? — pergunto.

— Claro que não. Olha, Killian, você é um amigo fofo e maravilhoso, mas isso não tem a ver só comigo, tem a ver com nosso filho também, entende?

— Entendo. Então eu acho que deve encontrar-se com ele hoje para conversarem sobre isso.

— Piorou de vez?! — ela grita. — E se ele não quiser aceitar?

— Desculpa, Ruby, mas ser pessimista agora vai te afundar na merda. — respondo calmamente. — Não vou falar com ele porque isso não me diz respeito. Cabe a você levantar desse banco e contar a verdade para ele.

— Eu não quero apressar as coisas, sabe? Ele falou que queria se casar só no ano que vem...

— Sabe, o ano já está terminando, amor. Acho que vocês podem fazer isso um pouco antes do planejado.

— Tudo bem. Vou falar com ele. Obrigada, Killian. Você é um ótimo amigo. — e desliga.

Volto para dentro e vou para a cozinha. Emma está colocando algo no forno enquanto Phillip pega alguns ingredientes na geladeira.

— Amor? — a chamo. Ela ergue o corpo e se vira para mim. — Logo teremos um casamento para ir.

— Tão perto? De quem? — ela pergunta.

— Ruby e August. — respondo.

— Por que tão cedo? — ela coloca as mãos na cintura, posição que eu adoro quando ela faz.

— Ruby está grávida. — conto.

Emma sorri encantadoramente e corre para pegar seu celular, indo ligar para a amiga e saber de tudo. Phillip me olha com certa curiosidade.

— Eu assumo daqui. Ela não vai sair do telefone tão cedo... — me vejo, então, cozinhando com Phillip.

Só depois Emma foi nos ajudar, bem depois. Ela parece estar preocupada, mas não fala nada. Apenas dá atenção á comida.

Notas finais
Olá, amiguinhos! O que acharam do capítulo? Comentem a opinião de vocês e falem o que pode ser melhorado também porque eu aceito qualquer tipo de crítica. Então espero vocês no fim da semana, ok? Bjs no core ♥ ♥