Only Yours Is My Love
28 O Pior Debate Dos Tempos
Notas iniciais
— Kyle não vai ganhar sobremesa, Swan. — digo, antes que ela coloque o prato de torta na frente dele.
— Por que não? — ela pergunta, com o prato parado no ar.
— Está de castigo por uma semana. — respondo.
— Não vou perguntar o que foi dessa vez. — ela dá o pedaço para Merlin, que estava implorando com o olhar.
— Mas, papai... — Kyle começa a reclamar.
— Não, Kyle. Eu já decidi, esqueceu-se? — digo, o deixando emburrado. — Emilie, depois daqui vamos fazer sua tarefa de matemática.
— Eu já fiz. — ela me conta com a boca cheia.
— Então vamos estudar matemática. — determino, fazendo-a resmungar.
— Killian, você está bem? — Emma pergunta.
— Estou ótimo... Por quê?
— Exatamente nada. — é o que responde.
Dou de ombros e passo a atacar minha torta de chocolate.
***
— Não vai contar uma história? — pergunta Emilie.
— Não. — respondo, cobrindo Kyle.
— Eu não tenho culpa, sabia? — ela reclama.
— Eu sei. Mas não vou poder contar histórias para vocês todos os dias de suas vidas. — respondo acariciando seu rosto.
— 'Tá bom... — Emilie cede.
Sorrio e beijo sua testa, faço o mesmo com Kyle.
— Boa noite. Durmam bem e sonhem com o papai. — desligo o abajur de Emilie.
— Já foram dormir? — Emma pergunta entrando no quarto. — Boa noite, amores. Sonhem com o papai. — ela olha sorrindo para mim e depois se abaixa para beijar os dois.
— Amanhã não vamos para a escola, não é? — Kyle pergunta.
— Ah, é mesmo... Então vão nos ajudar na campanha da tia Regina. E virão conosco para o debate também. — responde Emma, segurando a mão de Kyle e brincando com a mesma.
— Tudo bem. — Emilie concorda. — Vai ser legal.
— Agora vocês precisam dormir. — digo.
Emma se levanta e desliga o abajur de Kyle.
— Durmam bem. — ela diz antes de puxar minha mão, sair do quarto e fechar a porta.
Emma segue comigo até as escadas e para no meio da mesma.
— Vocês não vão dormir? — ela pergunta para Merlin, Lancelot e Phillip.
— Nós vamos. Daqui a pouco, a gente vai subir pra...— Merlin para o que está fazendo assim que nos vê no meio da escada. — Wow...
Para ser mais preciso, ele está na frente da escada, com o seu maldito laptop, com os olhos arregalados e totalmente paralisado. E, com certeza, ele parou ao ver Emma com a camisola creme e curta que está vestindo, a deixando praticamente nua e totalmente sexy. Sem contar nos cabelos loiros sobre os ombros, a deixando mais desejável ainda.
Tudo bem, estou me roendo aqui. Como ela se esqueceu que tem homens na nossa casa? Ela é muito sensual e não pode ficar com eles do mesmo jeito que fica comigo. Por isso eu quero descer o resto dos degraus e fazê-lo esquecer o que viu.
— O quê? — Phillip pergunta e vai até Merlin. Segue o seu olhar e se depara com Emma também. — Jesus...
Lancelot aparece também, para completar o bonde. Agora com certeza eu vou tomar uma atitude, não posso aceitar vê-los comendo minha esposa com os olhos.
— Talvez eu morri e cheguei ao paraíso... — comenta Merlin.
— Acho que você vai se arrepender de ter dito isso. — largo a mão de Emma e desço o resto dos degraus.
Lancelot se afasta e Phillip faz o mesmo, abandonando o amigo na minha frente, entre ambos.
— Não quis ofender nem envergonhar ninguém, eu só... — ele interrompe a si mesmo quando o puxo pela camisa para a sala. — Calma, calma. Não machuca minha belezinha eletrônica, ok? Por favor...
— Amanhã vocês vão dar no pé, ok? — jogo-o no sofá.
— Onde vamos ficar? — pergunta Phillip.
— Na rua. Ou no Granny's. — respondo, cruzando os braços.
— Temos que ficar aqui. — Lancelot conta.
— Não, se forem ficar olhando para Emma. — digo.
— Killian... Está tudo bem. Não precisa ficar ciumento agora. — Emma diz, ainda nas escadas.
— Você viu isso? Eles estavam te olhando daquele jeito, Swan! — me viro para ela.
— Não dê importância. — ela responde.
— É, escute ela... — Merlin resmunga.
— Se eu pegá-los olhando desse jeito para ela, vocês sabem o que acontece. — digo antes de subir as escadas e puxar Emma pela mão.
— Da próxima vez vou vestir um dos seus pijamas, ok? — ela diz quando entramos no quarto.
Fecho a porta e a tranco. Dou um suspiro e sento-me na cama.
— Ok. — respondo.
Emma senta-se atrás de mim e me abraça por trás.
— Você parece cansado, quer uma massagem? — sua mão percorre o meu peito e logo sobe para os meus ombros.
— Eu adoraria, amor. — respondo.
— Então... — ela pigarreia enquanto dá início à massagem. — Você... — ela faz uma pausa. — O que você acha de ter outro filho?
Quase me engasgo com o ar. Meus músculos endurecem e Emma percebe, porque simplesmente diz:
— Não estou dizendo que devemos ter um filho. Eu só estou perguntando...
— Eu não sei. Estamos bem ocupados com nosso trabalho, e ainda temos que vigiar Henry e educar Kyle e Emilie. Acho que um filho agora seria um início do... Caos, eu acho.
Ela para a massagem por alguns segundos, mas depois retoma.
— Tudo bem? — pergunto.
— Sim. Eu só estive pensando nisso...
— Você quer?
— Não sei. Quer dizer... Ah, esquece!
Me viro de frente para ela, interrompendo os seus movimentos em meu ombro.
— Você está grávida? — pergunto diretamente, sem rodeios.
— Não, não. — ela responde com um certo nervosismo. — Não estou grávida, amor. Apenas quis tocar no assunto.
Balanço a cabeça positivamente, para encerrar os assunto.
— De qualquer jeito, seria melhor ter um filho depois que tudo se acalmar. — digo antes de beijá-la.
Ela retribui, mas depois se afasta.
— Eu não vesti isso para eles... — ela se senta no meu colo, de frente para mim, com as pernas ao redor do meu quadril. — Foi para você. — ela olha em meus olhos e entrelaça seus braços ao redor do meu pescoço.
— Estou me sentindo importante agora. — digo, deslizando minhas mãos em sua cintura.
Ela sorri e eu a beijo. O calor do seu corpo se transporta para o meu, fazendo a minha excitação aumentar. Afasto seus fios dourados do pescoço para eu poder beijá-lo com doçura. Suas mãos estão explorando meu abdômen, enquanto as minhas estão abaixando a alça da camisola. Ela tira os braços da alça, facilitando minha ação e passa a mão pelos meus fios escuros na cabeça.
— Amo quando faz isso... — ela comenta, com a respiração ofegante.
Afasto meus lábios do seu corpo para responder:
— E eu amo você.
Beijo os seus lábios e ela sobe a minha camisa devagar. Nos afastamos por segundos, para ela tirar a minha camisa, mas logo nossos lábios se encontram outra vez. Minhas mãos percorrem seu corpo e param em suas coxas.
Duas malditas batidas na porta nos interrompe. Emma joga a cabeça para trás e respira fundo, amaldiçoando quem quer que seja. Suspiro e solto seu corpo. Ela se veste do jeito que estava antes e beija a minha bochecha, antes de eu levantar e abrir a porta. Merlin está sorrindo para mim, com o notebook na mão. Fecho a porta atrás de mim e cruzo os braços.
— Espero que eu não tenha atrapalhado nada. Mas, bem... Lancelot e Phillip haviam instalado câmeras perto do local onde Neal está. Isso foi antes de chegarmos, já que eles chegaram primeiro. Aliás, o fato deles chegarem uma hora e meia primeiro que nós é um tanto estranho... — Merlin diz, me fazendo fuzilá-lo com os olhos. — Ah, olhe isso. Três horas atrás, perto da casa de Neal. — ele vira o notebook para mim.
É uma gravação de Neal com uma caixinha de madeira não mão a enterrando. Ele até olha para os lados antes de colocá-la na terra e cubrí-la. Ao lado, tem uma árvore, a qual ele fez um traço com tinta azul, marcando onde estaria o que estivesse escondendo, caso precisasse. Em seguida, ele pega a pá e sai do local.
— O que acha que possa ser? — Merlin pergunta.
— Eu não sei. Eu não sou do Departamento de Polícia de Nova York, parceiro. — respondo, com uma certa ironia.
— E eu não sou de Storybrooke, amiguinho. — Amiguinho? Esse cara tem algo na cabeça? — Então devemos analisar e ver as outras câmeras e depois...
— Ei, ei, amanhã fazemos isso, sim? Descanse, parceiro. De manhã resolvemos. — digo antes de abrir, entrar no quarto e fechar a porta na cara dele.
— O que ele te mostrou? — Emma pergunta.
Eu não quero aborrecê-la com Neal. Não quero ver sua expressão preocupada. Então talvez eu deva contar em um outro momento. Porque eu odiaria ver sua felicidade sumir.
— Nada de interessante. Me pergunto se Merlin é um homo sapiens normal... — me aproximo dela e me inclino para beijá-la.
— Podemos continuar? — ela pergunta depois do beijo.
— Com todo o prazer...— respondo deitando-a e me posicionando em cima dela, beijando seu corpo e trocando carícias.
Logo estamos deitados, sua cabeça em meu peito e eu sentindo seu calor e seu cheiro junto á mim. Beijo o topo de sua cabeça e durmo profundamente.
***
O Sol bate em meu rosto e eu tento ignorar a sua luminosidade em meu rosto, me acordando. Mas é impossível. Abro os olhos e vejo Emma acordada ao meu lado, me olhando com um sorriso no rosto. Sorrio de volta e acaricio seu rosto.
— Vamos levantar? — pergunto.
— Não. — ela me abraça.
— Foi retórica. — digo rindo e a carregando em meus braços.
— Não... — ela reclama quando já estou a caminho do banheiro.
Quando entramos, a deixo no chão e sigo para o chuveiro.
— Você me obrigou! — ela diz.
Ligo o chuveiro e deixo a água quente descer pelo meu corpo.
— Para de reclamar, Swan. — respondo.
— Não estou reclamando. Você sabe que detesto sair da cama cedo. — ela diz.
Abro o a porta do box e coloco minha cabeça molhada para fora.
— Mal o dia começou e você já está irritada? — pergunto.
Ela me fuzila com os olhos através do espelho e eu rio. Volto a tomar meu banho e quando termino, me enrolo com a toalha e vou para o lado de Emma.
— Vai me contar o quer Merlin te mostrou ontem? — ela me pergunta, indo para o chuveiro.
— Vou. — respondo e pego minha escova e o creme dental.
— E o que é? — ela a abre o chuveiro.
— Neal. — respondo e começo a minha escovação.
— Ah, sim... Sobre as câmeras... E então? O que você viu?
Fico em silêncio e só falo quando termino de escovar os dentes:
— Ele enterrando alguma coisa. — falo, guardando a escova e o creme.
— Alguma coisa? Como assim?
— Eu sei lá. Era uma caixa pequena de madeira. Não tenho ideia do que possa ser. — saio do banheiro e vou para o quarto.
— E se formos lá e desenterrarmos? — ela pergunta ainda no chuveiro.
— Acho que não, Swan. Deixa lá. A gente pode observar direito a gravação depois. — abro o guarda-roupa e pego um suéter verde, uma calça cinza e uma roupa íntima.
Ela aparece apenas de toalha quando estou me vestindo. Emma separa suas roupas e se veste em silêncio.
— Está nevando. — comento, vestindo meu suéter.
— Ah, não... Tudo fica complicado quando neva. — ela diz. — Eles acham que só porque está nevando significa que os xerifes estarão sentados em suas casas, em frente á lareira e bebendo chocolate quente. — ela veste uma blusa branca e seus longos cabelos loiros ficam presos na mesma.
— Espero que nos dêem descanso hoje. — seguro seu cabelo enquanto termina de se vestir.
— Obrigada. — ela agradece e pega a calça jeans.
Volto para o banheiro e arrumo meu cabelo com todo o cuidado e perfeição. Quando volto, Emma está terminando secar seus cabelos.
— Espero que Kyle e Emilie acordem com alguma animação hoje. — ela sai do quarto e eu a sigo.
Emma segue para o quarto das crianças e eu vou para o quarto de Henry. Por sorte, a porta está aberta, então eu apenas entro. Ele está deitado na cama com os fones no ouvido e a mão em um pacote de jujuba. Tiro os fones de seu ouvido e guardo a jujuba.
— Henry... — o sacudo.
Ele abre os olhos e se senta.
— O que foi? — ele pergunta.
— Já é de manhã. — aviso.
— Percebo. — ele olha pela janela.
— Você não tem escola?
— Eu não quero ir.
— Tudo bem.
Ele se levanta, então percebo que ele está quase do meu tamanho.
— Sério? — me pergunta.
— Eu sei que você não vai pegar o ônibus para a escola se eu te obrigar. — respondo. — E também eu entendo o que esteja passando. Talvez seja melhor você faltar mesmo.
— Obrigado. — ele sorri.
— Vá para o banheiro, o café já vai sair. — aviso antes de sair do seu quarto.
Emma aparece no corredor e me entrega Kyle nos braços, chorando.
— Eu não queria acordaaaaar! — ele reclama, se debatendo, agora, em meus braços.
— Kyle, pelo amor de Deus. Fica quieto. — peço.
— Boa sorte. — Emma se vira e vai para o banheiro com Emilie.
— Por favor, papai! Me deixa voltar para a cama! — ele tenta se soltar.
Suspiro e vou para o quarto onde eu e Emma dormimos. Atravesso o mesmo e entro no banheiro.
— Kyle, você tem quatro anos, não pode mais fazer isso. Está me ouvindo? — o coloco no chão.
— Sim. — responde.
— Vem, vamos te dar um banho...
***
Não dá pra ver de qualquer jeito. Ele apenas tem uma caixa de madeira na mão e a enterra. Mas uma nova gravação mostra Peter indo até o local e desenterrando-a. Ele avalia a caixa, abre uma fresta da mesma, balança a cabeça negativamente e enterra de volta.
— Como posso dar zoom aqui? — Emma pergunta e se balança um pouco no meu colo.
O notebook de Merlin está escrivaninha do nosso quarto. Estou sentado na cadeira, olhando a tela e Emma está sentada no meu colo.
— Phillip sabe, o vi fazer quando colocou a gravação outra vez, agora a pouco. — respondo.
— Se você viu, então sabe fazer.
— Eu não gravei o que ele fez. Apenas vi e ignorei. — digo.
Ela se levanta do meu colo e sai do quarto. Kyle entra correndo com um sanduíche na mão.
— Kyle, de quem é isso? — pergunto.
— Merlin. — ele responde ofegante e entra no guarda-roupa, tendo o cuidado de fechar a porta para se esconder.
— Onde esta aquela criança abençoada por Deus? — Merlin entra no quarto. — Ele pegou meu sanduíche.
Me seguro para não rir.
— Não sei. Ele não entrou aqui. — respondo para Merlin.
— Se o ver, me avise. E pegue meu sanduíche de atum de volta. — ele sai do quarto.
Espero ouví-lo descer as escadas para sussurrar:
— Barra limpa.
Kyle sai do guarda-roupa, sorridente.
— Obrigado, papai. — ele ia saindo.
— Espera. Me dê o sanduíche como pagamento. Sem reclamar, ok? — estendo a mão.
Ele deixa o sanduíche e sai correndo para qualquer lugar da casa. Dou uma mordida naquela delícia e espero Emma voltar. Quando volta, senta-se de novo em meu colo e consegue dar o zoom.
— Não dá para ver o que é. — diz.
Minha mão esquerda percorre sua cintura e quando chega em sua barriga, desce e para em sua coxa.
— Quer sanduíche de atum? Roubei de Kyle que roubou de Merlin. — estendo-o para ela.
— Quero. — ela dá uma mordida e volta a atenção no computador. — Vou bisbilhotar o notebook dele.
— Não vai prestar. — dou uma mordida no sanduíche e observo ela abrir a biblioteca dele.
— Que saco... Só tem coisas de trabalho.
— Você acha que ele vai deixar coisas que ele não quer que ninguém ache tão visível? — cheiro seu cabelo que está no meu rosto.
— Hm... Onde posso encontrar...?
— Ah, Swan. Por que se importa? É a privacidade dele.
— É mesmo. — ela voltou para a gravação e pegou o sanduíche da minha mão.
— Onde arranjou esse sanduíche? — Merlin brota no quarto.
— Eu fiz. — me viro para ele.
Merlin estreita os olhos para mim.
— Tudo bem... — ele finge acreditar e se retira.
Olho para Emma e não encontro o sanduíche em suas mãos. Ela comeu bastante rápido, aliás.
— Que horas são? — pergunto.
— Hm... — ela pega o celular do bolso e responde: — Dez e doze.
— Temos que ir para o debate! — exclamo.
Emma salta do meu colo e sai do quarto, eu apenas pego o notebook de Merlin e a sigo.
***
Estaciono o carro na frente da prefeitura e saio do mesmo. Tiro Emilie e Kyle da cadeirinha e espero o Fusca de Emma estacionar. Ela desce e vem nos encontrar, junto com Phillip e Lancelot.
Olho ao redor e noto a presença de várias pessoas da cidade. E até pessoas que não conheço estão aqui.
— Vou atrás de minha mãe. — Henry avisa antes de entrar na multidão compactada.
— Colem isso naquele painel de aviso ali. — entrego panfletos para Merlin e Lancelot. Eles se separam de nós e vão fazer o que pedi.
— Oi... — Aurora se aproxima de nós. — Como estão?
— Aurora!! — grita Kyle, a abraçando.
— Oi, Kyle. — ela o cumprimenta. — E você, Emilie? Como vai? — ela abraça ambos.
— Bem... — Emilie responde.
— Como vai, Aurora? — Emma pergunta.
— Estou ótima. — ela responde e olha de soslaio para mim, rapidamente.
— Que bom. — Emma diz sorrindo. — Esse é Merlin. — ela o apresenta.
— Oi... Prazer. — ela ergue a mão para ele.
— O prazer é meu, donzela. — ele, invés de apertar sua mão, se curva e a beija.
Aurora cora e agradece.
— Ahn... Pessoal! — Archie vem na nossa direção. — Podemos entrar agora!
Carrego Emilie para protegê-la da multidão e Emma, Kyle. Entramos e sentamos na frente. Em alguns minutos, Archie sobe no palco e apresenta os dois: Regina e Neal.
Ele pede para Regina entrar, e a mesma aparece, sentando ao lado direito de Archie e arrancando aplausos da maioria das pessoas.
Então ele chama Neal, que senta-se ao lado esquerdo de Archie. Algumas pessoas aplaudem, outras vaiam, e Emma revira os olhos, com Kyle em seu colo com um pirulito na boca.
O debate começou muito tedioso. As coisas só foram esquentar quando um pôde fazer uma pergunta para o outro.
— O que irá fazer pela segurança, Neal? Vejo que está prometendo demais... — diz Regina.
— Muito mais que você. — ele responde.
— Sabia que deveria estar atrás das grades? É a lei, sabia? E mesmo assim estamos a burlando te dando uma chance de conseguir isso do modo certo.
— O poder é algo que não foi feito para você, Regina. — ele discute.
— Era para vocês estarem discutindo as suas propostas. — Archie esclarece.
— Tudo bem. Eu vou fazer uma limpeza naquele departamento. Vou tirar as pessoas inúteis, ou seja, todo mundo, com excessão de Emma. — ele a encontra com o olhar.
— O que estou fazendo aqui? — Emma pergunta para si mesma.
— E você acha que irá funcionar? Vai melhorar algo? — grita Leroy.
— Ah, vai sim. Um xerife bom tomará conta desta cidade. — Neal responde com um sorriso no rosto.
— Você não acha que está bom do jeito que está? — Regina pergunta.
— Eu acredito que o mundo não está bom do jeito que está. E como Storybrooke estaria diferente? A cidade está uma merda! — ele responde.
— Sinto dizer que não será aceito este tipo de linguagem, candidato. — interrompe Archie.
— Como um candidato não mostra respeito pela cidade que espera virar prefeito? — pergunta Regina.
— Enquanto os xerifes estavam fazendo seja-lá-o-que em seja-lá-que-lugar, a energia caiu, prefeita. Por que isso aconteceu?
— Você tem demência? — grita Regina, me fazendo rir. Emma olha para mim com desaprovação, eu apenas dou de ombros. — Isso é inevitável! Até em grandes cidades tem isso, seu infeliz!
Caio na gargalhada.
— Killian, se comporta. — Emma pede.
— Acho que vou sair para comprar uma pipoca. — respondo.
— Oh, Killian está aqui, não é mesmo? Eu acabei, sem querer, descobrindo algo sobre vocês dois, Regina. — diz Neal, me fazendo engolir o riso e ficar sério.
— Não é para expor os habitantes, Neal. É para falar sobre o que irá fazer por eles. — Archie intervém.
— São irmãos, sabiam disso? Eles são irmãos! — Neal fala para metade da cidade, ignorando o aviso de Archie.
As pessoas começam a cochichar uma com as outras e o som de suas vozes tomam conta do ambiente.
— Silêncio! Silêncio! — pede Archie.
Me levanto e deixo Emilie sentada em meu lugar, já que estava sentada em meu colo. Subo o palco e arranco o microfone da mão de Neal.
— Regina Mills, prefeita de Storybrooke é a minha meia-irmã. Descobri há pouco tempo, ok? Somos filhos da mesma mãe, só que de pais diferentes. — conto.
— Killian, você não precisa...
— Eu contei, Neal! Mudou algo? — ignoro Regina.
— Claro que mudou. Tenho certeza que você só virou xerife por conta disso... — ele responde. — Escondeu isso por quanto tempo, Kill?
Ah, ele sabe quem sou... Ele sabe que sou o maldito Kill.
— Eu gostaria de um pouco mais de respeito, Neal Cassidy. — peço.
— Começamos com isso há muito tempo, Killian. E foi com Emma que tudo se iniciou. — ele aponta para Emma e eu olho para ela. Ela está acariciando a cabeça de Kyle enquanto o mesmo tenta dormir, encostado em seu peito. Ao seu lado, posso ver as mãos de Emilie e suas pernas na cadeira, mas Sidney Glass está em sua frente, a impedindo de ver.
— Por que você não vai embora? Quer dinheiro? Eu posso te dar. O quanto você quiser. Apenas saia e nunca mais volte. — proponho.
— O que eu quero, você nunca vai me dar, Killian. E esse é o seu maior problema: ser egoísta.
— Egoísta? — repito me aproximando dele.
— Você tem Emma há quanto tempo? — ele se aproxima mais de mim.
Olho para trás e a vejo. Tão pequena, do lugar onde me encontro, tão linda, tão brilhante... Ela é meu tudo.
Admirando sua beleza, uma força atua sobre meu corpo e me faz cair no chão. Neal me empurrou? Sim, ele fez isso. Mas daqui há alguns segundos estará se arrependendo.
Eu me levanto rapidamente e me jogo em cima dele. Alguém me puxa, tentando me separar dele e me fazer parar de golpeá-lo. E então ouço Regina dizer:
— Killian, seus filhos estão aqui!
Eu não quero que eles me vejam bater em alguém. Não quero que vejam isso de modo nenhum. Que tipo de exemplo estou dando? E se eles se tornarem isso? Ou o pior do que sou? E se eles não conseguirem controlar a raiva assim como eu?
Penso nisso. Penso em tudo. Até que o punho de Neal se choca com o meu nariz. Cambaleio para trás e o pressiono com a mão. Está sangrando.
— Fique parado! — ouço a voz de David.
— Para com isso! — Regina grita.
Estou olhando para o chão. Não vejo ninguém. Apenas ouço suas vozes e as pessoas gritando e correndo. Todas elas.
— Eu vou adorar ver todos morrerem... — alguém grita.
Tudo se faz em silêncio. Ninguém respira. Estão paralisados. Daí escuto um barulho de alguém correndo no palco, descendo e correndo para fora. Levanto meu olhar, e apenas vejo as pessoas me olhando.
Merda. O que aconteceu aqui? O que houve? O foi aquilo tudo?
Despenco totalmente no chão e fico olhando para o teto.
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