Notas iniciais
Demorei, mas cheguei. Espero que gostem e perdoem os erros pq não deu tempo pra eu poder revisar então... Vocês sabem. Bom, boa leitura!


Assim que entramos na delegacia, prendemos Neal dentro da cela. Liguei para Peter quando estávamos no carro, então ele deve estar chegando.

— O que fazemos agora? — pergunto.

— Vamos falar com seus amigos de Nova York sobre isso. — David me responde.

— Tudo bem. Vou ligar para Merlin. — tiro meu celular do bolso e disco o número dele.

Merlin não atende, então ligo para Phillip e Lancelot; nada. Nenhum deles estão atendendo.

— Não atendem. — falo.

— Ok, agora vá para a casa de Regina. Emilie e Kyle estão com saudades e precisam de você. Ainda mais em um momento como esse. — ele dá dois tapinhas nas minhas costas.

— Sim. — balanço a cabeça positivamente e saio da delegacia.

Estou com um sentimento de que esqueci algo... Ah, sim, Peter. Ele virá para a delegacia e com certeza irá conversar com David. Ele saberá a resposta para o quer que tenha sido aquilo tudo.

O inverno em Storybrooke nunca tinha sido tão rigoroso. Está fazendo muito frio e, aparentemente, uma camisa e uma jaqueta não está sendo o suficiente para me aquecer. Estou morrendo de frio e agora a neve inventou de cair logo no momento que estou caminhando para a casa de Regina.

Me abraço para tentar me aquecer.

— Killian! Killian! — ouço uma voz conhecida me chamar.

Me viro para o lado esquerdo e vejo Graham dentro do carro de xerife.

— Entra aqui! Você está congelando! — faz um gesto para eu entrar.

Abro a porta do carro e entro, sentando-me ao lado dele.

— Aonde está indo? — Graham pisa no acelerador.

— Para a casa de Regina. — respondo, batendo os dentes.

— Quer passar no Granny's para beber um chocolate quente?

— Posso esperar um pouco até chegar na casa de Regina para beber um, vai ser de graça.

Graham ri e continua focado na pista.

— Conseguiu descobrir quem tentou te matar? — ele me pergunta.

— Não. E não sei se é Neal. Se fosse ele, eu saberia. — encosto a cabeça no vidro da janela.

— O que vai fazer com quem que tiver feito isso com você?

— Antes de tudo, vou esmurrá-lo. — Graham arregala os olhos. — Desculpa ser insensível, mas é o mínimo que eu faria com alguém que tentou me matar. Depois eu iria prendê-lo. Com certeza ele iria para um presídio fora da cidade, o que me deixaria aliviado.

— Acho que... Não há necessidade. Ele não conseguiu.

Olho para Graham, o estranhando.

— Tentativa de homicídio é crime! — lembro para ele.

Graham fica em silêncio pelo resto do percurso. Ele estaciona na frente da mansão de Regina.

— Obrigado, Graham. — saio do carro.

— De nada, Killian. Qualquer coisa, me ligue.

Balanço a cabeça positivamente e o vejo ir até o final da rua e virar para a esquerda. Bato na porta da mansão e, em menos de um minuto, a porta se abre.

— Killian? — Regina parece estar surpresa. — O que faz aqui? Ah, quer dizer... Esqueça essa pergunta e entre. — me dá um espaço para entrar.

Entro na casa e suspiro de felicidade ao sentir o calor outra vez. O aquecedor de Regina me salvou.

— Eles estão dormindo no sofá. — ela fecha a porta, sobe as escadinhas e me guia até a sala de estar.

Olho para o sofá e observo duas criancinhas abraçadas, num sono profundo e cobertas com um edredom azul.

— Estão sentindo a sua falta. — me conta.

— Eu os vi há dois dias.

— Eu sei. Mas cada segundo sem você é como hora. — Regina fica ao meu lado. — Quer um chocolate quente?

— Sim, obrigado. — sigo-a até a cozinha. — Obrigado por ter cuidado deles.

— Ah, não foi um favor. Sabe que os amo e são como filhos para mim. Só que você poderia estar mais... — ela pausa. Fico esperando ela continuar, mas ela não continua e fica preparando o chocolate quente.

— Sim? — a incentivo.

— Você sabe... Sem Emma, você meio que fica... Ah, você está me entendendo, Jones...

Eu não sei do que ela está falando.

— Você é mais lerdo do que eu pensava! — ela está mexendo o chocolate.

— Eu realmente não sei do que está falando.

Ela me empurra a caneca fervendo de chocolate quente.

— Eu quero dizer que, sem Emma, você meio que... É como se Emma fosse seu calcanhar e você fosse Aquiles. Enquanto ainda tem o seu calcanhar, você é indestrutível, mas se o acertarem, você meio que esquece da sua glória e tudo da sua vida, por aquilo ser o seu ponto fraco. Mas não pode deixar-se vencer por conta disso.

Inclino a cabeça para o lado, a fim de observá-la melhor.

— Se algo acontecer com Emma, você fica fraco, é o que quero dizer. Olha, esquece! Apenas acho que deveria continuar vivendo. Todos estamos sofrendo e mesmo assim não caímos no abismo da sofrência.

— Acha que caí no abismo da sofrência?

— E você ainda pergunta...? — ela passa por mim. Levanto a caneca até os meus lábios e bebo o líquido. Gemo e afasto-a, por ter me surpreendido com o quão quente o chocolate está. — Ah, está quente, Killian.

— Obrigado por avisar, majestade. — ironizo e vou para a sala.

— Killian? — Henry pergunta, descendo a escada. Ele me abraça e sorri. — Veio ficar com a gente?

— Ahn... Acho que sim. — dou de ombros.

Ele está apenas com uma cueca samba-calção azul e uma camiseta branca sem manga e meias brancas nos pés . Parece estar mais pálido que o normal, mas eu até entendo as circunstâncias.

— Que bom. Estava chato ficar ouvindo minha mãe falar sobre a prefeitura e a eleição. — ele olha para Regina e ri da sua expressão de repreensão.

— Então eu vim para animar essa festa. — sorrio.

— Pai!! — Emilie solta um grito alto e pula do sofá, correndo na minha direção. — Senti muito sua falta!! Eu te amo! Te amo! Te amo! Te amo! — me aperta. Regina tira a caneca da minha mão, facilitando minha ação de carregar a minha filha.

— Também te amo, amor. — beijo sua bochecha.

— Papai! — Kyle me abraça também. O carrego pelo outro braço e beijo o seu rosto.

Henry nos abraça, tornando aquilo em um abraço em grupo.

— Regina Mills, Rainha Má, minha majestade; junte-se à nós. — peço.

Emilie distribui beijos no meu rosto e Regina finalmente nos abraça. Nunca senti tanta felicidade em um abraço coletivo antes. Mas está sendo muito bom abraçá-los juntos.


***

Estou fazendo cócegas em Emilie e eu realmente amo ouvir a sua risada. A abraço forte e acaricio seu rosto.

— Papai, mamãe vai voltar hoje? — ela me pergunta.

— Não sei, Flor-de-lótus. Eu realmente não sei. — respondo.

Ela me olha tristemente e deita-se na cama.

— Hora de dormir! — Regina entra no quarto com Kyle. — Killian, quem, normalmente, dá banho nesta criancinha de Deus?

— Eu. Por quê? — cruzo os braços. Kyle pula para cima da cama e me abraça.

— É uma maravilha dar banho nele. — é sarcástica.

— Oh... Está passando pelo o que eu passo? — afago o cabelo de Kyle.

Emilie passa a pular na cama e eu tento impedir Kyle de fazer o mesmo.

— Tudo bem, crianças. Hora de dormir. — Regina deita Emilie e Kyle e os cobre com o cobertor.

— Espera, e a história? — Kyle cobra.

Regina olha para mim e depois para eles.

— Tudo bem. Ahn... — ela pensa um pouco. — Havia uma vila na Floresta Encantada...

— Mas ontem também foi na Floresta Encantada! — reclama Kyle.

— Ou é na Floresta Encantada, ou em lugar nenhum! — Regina se revolta. Kyle suspira enquanto ela se senta ao lado deles na cama.

— Por favor, Regina, seja mais delicada... — peço. Ela me fuzila com o olhar e suspira em seguida.

— Havia uma vila na Floresta Encantada, bem longe do castelo do Rei Encantado. — continua.

— O príncipe virou rei? — Emilie pergunta.

— Sim. O bem vence o mal, não esqueça. — Regina tira uma mecha do cabelo do rosto de Emilie. — Nessa vila, vivia um garoto chamado Draco Malfoy.

— Isso não é Harry Potter? — Henry aparece no quarto.

— É a minha história! — Regina se defende. — Bem, continuando... Esse garoto, Draco, era filho de um feiticeiro muito mal.

— Não é a história do filho de Rumplestiltskin? — pergunto, enquanto Henry se deita na cama.

— Podem, por favor, me deixar contar a história? — Regina eleva a voz. — Esse feiticeiro se chamava Darth Vader.

Eu e Henry caímos na gargalhada.

— Parem com isso! — Regina pede, impaciente:

— Essa história está ridícula! — comento aos risos.

— Mas, titia Regina... Darth Vader é de Star Wars... — Kyle lembra para ela.

— Aquele filme horroroso roubou o meu personagem sem nem pagar pelos direitos autorais. Esqueçam aquela farsa e foquem na minha história. Killian e Henry, se não pararem de rir, os dois vão dormir na neve!

— Não vamos dormir, vamos brincar... — olho para Henry, e ambos começamos a cantar:

— "Você quer brincar na neve? Um boneco quer fazer? Você podia me ouvir e a porta abrir, eu quero só te veeeeer!!!"

Regina revira os olhos e conserta a postura.

— Muito bem. — limpa a garganta.— Draco não sabia quem era a sua mãe, e nunca teve interesse de saber. No entanto, uma tragédia aconteceu em sua vila enquanto esteve fora, com seu pai e quando volta, ela está pegando fogo. Uma moça estava presa em uma casa e gritou por ajuda. Logo Draco foi resgatar a moça.

— Não deveria ser uma princesa? — Kyle pergunta.

— Nem todas as moças são princesas, Kyle. — Regina responde para ele. — Depois disso, Darth Vader, Draco Malfoy e Miranda, como se chamava a moça, partiram para remoçar as suas vidas. Mas Darth queria o coração da moça para uma poderosa maldição.

— Uma maldição? — Emilie repete.

— Sim. O último ingrediente estava na sua frente: um coração puro de ingenuidade. Era só pegar e esmagar. Pegar e esmagar. — ela enfatiza com um tom sombrio. — Mas ele não podia magoar seu filho, Draco, que já estava se apaixonando pela garota.

Me deito na cama e fico acompanhando a história de Regina.

— No meio do caminho se encontram com um dragão vermelho, que Darth Vader matou facilmente com a sua magia negra. A única coisa que importava para ele, era o seu filho.

— Por que ele queria lançar a maldição? — Henry pergunta.

— Porque ele queria se vingar. Queria se vingar de... Hm... De todo mundo que o tratava mal. E... Hm... Principalmente das pessoas que mataram o seu pai, quando ele tinha dez anos. Cresceu traumatizado com isso, então gerou um grande ódio em seu coração. — faz uma pausa. — Numa noite, quando Draco e Miranda conversavam, ouviu-a comentar sobre o quão seu pai era sombrio. No dia seguinte, se recusou à continuar viagem com eles. Como não queria perder a oportunidade de lançar a sua maldição, arrancou o coração dela e o esmagou com os outros ingredientes.

— O que essa maldição fazia? — Henry pergunta.

— Prendia todos em um cubo gigante, limitado. Era tudo branco, e nenhum deles sabiam de onde vinham. Se lembravam quem eram e o que faziam, mas não de onde tinham vindo. — Regina cobre mais os dois, significando que já está quase terminando a história. — Mas antes de todos serem pegos pela maldição, Darth tentou convencer Draco de escaparem da mesma.

Bocejo alto, deixando a parecer que estou entediado. Regina me olha com censura e depois para as crianças.

— Draco manipulou o seu pai para conseguir ir para o submundo e encontrar a sua amada Miranda. Então Darth se viu sozinho, sem ninguém e com um vazio no peito. Conseguiu sua vingança, mas perdeu Draco. E fim.

— E fim?! — quase grito.

— Essa história foi horrível, mãe. — Henry se levanta da cama.

— Pois foi a minha história. Draco conseguiu seu amor, Miranda, e Darth Vader, a sua vingança. Olha, eles dormiram. — Regina se levanta e desliga o abajur. — Vai ficar aí, Killian?

Beijo ambos e me levanto, saindo do quarto em seguida.

— Querem sopa? — Regina pergunta.

— Não sabia que você era a tia do lanche, majestade. — passo por ela, que me dá um tapa fraco no braço e me segue escada abaixo.


Cinco dias depois


Enxugo o suor da minha testa e continuo na minha posição: pé esquerdo para frente, o joelho meio dobrado e a arma erguida. Eles podem estar em qualquer lugar.

Noto um movimento, ouço som de sapatos batendo no chão. Me aproximo devagar, fazendo de tudo para não ser notado. Vejo um pedaço de tecido preto e a única coisa que faço é atirar.

— Mas que droga é essa? — Regina reclama, jogando na minha direção as balas falsas que atirei nela.

— Ah, é você... Pode, por favor, não me atrapalhar? — recarrego minha arma.

— O que estão fazendo? — ela olha ao redor, procurando Emilie, Kyle e Henry.

— Guerra de Nerf. — respondo. — Parece que estamos num mini Country Strike.

— Que raios é isso?

— Um jogo. — ela me olha sem entender nada. — Esquece. — caminho pela casa.

Um barulho de alguém correndo no jardim chama a minha atenção. Sigo naquela direção e abro a porta. Henry está escondido em um monte de neve, e atiro nele antes de ele poder fazer o mesmo.

— Está morto, soldado. — aviso para ele.

Entro de volta na casa e encontro Kyle subindo a escada. Atiro nele, que fica fazendo um drama por conta disso.

— Corra, Emilie! Se salve! — Kyle grita, para o andar de cima.

Uma bela dica.

Corro escada acima e ouço alguém correr pra dentro de um quarto. Vou naquela direção e entro no quarto.

Qual lugar ela estaria?

Me viro para o guarda-roupa. Quando o abro, sou surpreendido com um tiro na barriga e um riso vitorioso de Emilie.

— Olha quem ganhou... — largo a arma no chão e a carrego. — Parabéns, Emilie!

— Obrigada, papai! — me beija na bochecha.

Saio do quarto e desço as escadas.

— Venham comer algo! Tem torta de chocolate! — Regina nos chama, para a mesa de jantar.

Sentamos e comemos a torta. Mas Regina acaba recebendo uma chamada no celular e atende. Parece se irritar no telefone, e ergue o olhar para mim quando desliga.

— Vá para o hospital. — me ordena. — Apenas vá, Killian, sem perguntas.

Me levanto da cadeira e pego a minha jaqueta.

— Ei! — Regina chama a minha atenção. — Vai precisar disso! — ela me joga as chaves do carro.

Saio correndo da casa e adentro o carro de Regina. Não sei o que aconteceu, mas acho que vou saber quando chegar no hospital.


***


— Killian!! — Mary me abraça. Retribuo rapidamente, por conta da euforia. — Eu não concordei com isso, me desculpe!

Do que ela está falando?

Balanço a cabeça positivamente e tento ir para o quarto de Emma. Algo me diz que algo aconteceu.

— Ah, Killian... Que bom que chegou. — Whale sai do quarto no momento que vou entrar. — Você vai gostar disso. — me dá espaço para entrar.

Entro no quarto e a vejo sentada na cama, com uma revista de caça-palavra no colo e um lápis na mão. A porta se fecha atrás de mim e ela levanta o olhar.

— Swan? — sorrio.

— Killian! Ah, meu Deus, senti sua falta! — ela ergue os braços na minha direção.

Me aproximo rapidamente e a envolvo num abraço quente e apertado.

— Senti sua falta! — me afasto um pouco e acaricio o seu rosto.

— Eu também senti. — ela me responde. Eu a beijo com todo amor que sinto por ela e noto lágrimas escorrerem pela sua bochecha.

— Calma, amor. Calma. — enxugo as suas lágrimas. — Está tudo bem, eu estou aqui e você também.

— Eu sei. — ela me abraça outra vez. — Como estão as crianças? Estou morrendo de saudades. Foi uma tortura ficar sem vê-los esses dias, e olha que eu...

— Esses dias? — interrompo-a.

Eu pensei que ela tinha acabado de acordar.

— Ahn... Bem... Eu e Regina combinamos de não te avisar sobre isso.

Ah, Regina, claro...

— Emma! — sento ao seu lado. — Eu tinha o direito de saber.

— Eu sei, eu sei. Olha... Escuta, Killian... — ela segura a minha mão e finalmente percebo que Emma está quente. — Regina me contou sobre as últimas semanas que você esteve aqui e eu realmente não aprovo isso. Então ela disse que você está com Henry, Kyle e Emilie e estão se divertindo muito e... Eu não quis atrapalhar, sabe? Você me perdoa?

— Como não te perdoar, amor? — me inclino para beijá-la.

— E então? — ouço a voz de David e um barulho de porta se abrindo, logo quando vou selar nossos lábios. — Eu não quero segurar vela, pessoal. Andem logo com isso! — fecho os olhos e Emma ri baixinho. — Juro que não vou assistir.

— Pai... — Emma o chama.

— Sim? — David responde.

— Pode nos deixar um pouco a sós?

— Oh, David... Deixe os pombinhos em paz! — Mary diz o puxando para fora do quarto e fechando a porta.

— Também somos pombinhos! — ouço David responder. Depois disso, nada mais.

— Onde estávamos...? — Emma pergunta.

— Bem aqui... — continuo me inclinando e a beijo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, babies. Até o próximo capítulo!!