Notas iniciais
Oooooi!!! Olá, amiguinhos? Tudo bom com vocês? Então, amiguinhos (que raios é isso?), eu estou aqui, não é? Esse capítulo é um pouco diferente. Ele vai ser narrado por Henry (sim, você leu certo). Eu quis fazer algo diferente, então eu espero que gostem. Eu gostei, e acho que também vão achar isso. Então... Boa leitura!

Depois de dançar com minha mãe e discutir sobre quem deve guiar, vou caminhando até a mesa das bebidas.

— Ahn... Minha mãe, Emma, ela me pediu para pegar uma bebida para ela. Um vinho tinto, por favor. — digo.

— Quantos anos tem? — o cara me pergunta.

— Vou fazer dezoito semana que vem. — minto e ele ri. — O que foi?

— Você não tem dezoito. — ele responde.

— É, mas minha mãe pediu um vinho tinto, então eu preciso voltar com taça cheia.

— Você quer beber, não é? — ele cruza os braços.

— Não, minha mãe quer. Olha, é só encher a taça e me entregar. É simples... Quer que eu faça no seu lugar? — me aproximo mais e pego a garrafa.

— Se der merda, não diga que deixei. — ele avisa, enquanto encho uma taça. — Está escutando? Não me dedure.

— Não vou fazer isso. — pego outra taça e a encho. — Pode ter certeza.

Deixo a garrafa com ele e saio com as duas taças na mão. Bebo ambas rapidamente e fico observando os casais dançando. Meus olhos repousam naquele magnífico ser conversando com algumas garotas ao seu lado. Uma coragem estranha tomou conta de mim e fui até ela.

— Oi, Violet. Quer dançar? — pergunto.

— Ah, oi, Henry... Não, obrigada. — ela responde com um sorriso nervoso.

— Por que não? — pergunto. — Preciso conversar com você.

— Aqui não é lugar e nem momento. — ela me responde.

— Por favor... Não vai demorar... — imploro com o olhar.

Ela suspira e concorda com a cabeça. Sorrio e seguro sua mão. Nos juntamos aos outros casais e eu deslizo minha mão pela sua cintura. Com movimentos calmos e cautelosos, inicio a dança.

— O que queria falar? — ela pergunta apressadamente.

— Quero dizer que sou um completo idiota, Violet. — assumo.

— Olha, Henry...

— Eu sou um idiota! Como não percebi o quão idiota sou? — a interrompo. — Estive louco para me tornar um deles que... Meu Deus, eu sou uma catástrofe!

— Não é para tanto, Henry...

— É, sim. Eu amo você, Violet. De verdade. E eu nunca me senti assim em toda minha vida. Não posso desperdiçar tudo isso... Está entendendo?

— Sim, Henry, estou.

— Eu só queria fazer as pazes com você, Violet. Por favor, me perdoa!?

— Eu te perdôo, Henry. — ela sorri.

— Eu sabia que iria me perdoar! — sorrio com a animação e me inclino para beijá-la.

Após alguns segundos, ela se afasta e põe a mão em meu peito.

— Henry... O que é isso? Você bebeu vinho? — ela pergunta.

— Só duas taças. — dou de ombros.

— Quem te deu? — ela se espanta.

— Um amigo. Quer? — pergunto.

— Hmm... Pode ser. — ela sorri.

Levo Violet até a mesa de bebidas e sorrio para o cara.

— Ah, pronto... Agora trouxe a namoradinha... — ele pragueja.

Pego a mesma garrafa de antes e sirvo duas taças.

— Obrigado pela compreensão. — digo entregando uma taça para Violet.

— Sua mãe deixa você beber? — Violet pergunta, andando pela festa comigo.

— Ela me colocaria de castigo mesmo se sonhasse com isso. — respondo.

— Está correndo risco. — ela fala rindo. — Ela pode estar em qualquer lugar...

— Deve estar com Killian. — respondo, olhando ao redor.

Violet bebe seu vinho em silêncio.

— Você sentiu a minha falta enquanto estive em Nova York? — pergunto para ela e espero sua resposta degustando o meu vinho.

— Me perguntei onde você estaria e se estava pensando em mim. Sim, senti sua falta.

Termino de beber meu vinho e deixo a taça em uma mesa qualquer. Violet faz o mesmo, então seguro sua mão e a levo até a mesa onde Killian e minha mãe estavam, a qual está com a bolsa da mesma. Me aproximo e abro sua bolsa.

— O que está fazendo? — Violet pergunta.

— Pegando algo... — acho as chaves do seu Fusca e fecho sua bolsa. — Vem, Violet.

Saio da festa com ela e recebo a pouca luz do Sol em meu rosto. Abro a porta do carro de Emma, ao lado do motorista e faço um gesto para Violet entrar.

— Não acho isso uma boa ideia. Você bebeu, Henry. — ela não entra.

— Sim. Mas não estou bêbado. Pelo menos, não que eu saiba... — respondo. — Entra, só vamos dar uma volta. Eu dirijo muito bem.

— Vou confiar em você. Mas se nos meter em algum acidente, saiba que meu pai irá te matar. E não é no sentido figurado. — ela entra e eu fecho a porta.

— Relaxa, Violet. David me ensinou a dirigir bem. — me sento ao seu lado e coloco o cinto.

Violet liga o rádio quando eu ligo o motor e acelero. Ela fica tensa no início, mas depois se acalma, aproveitando o vento em seus cabelos.

— É, você dirige muito bem. — ela me elogia.

Paro o carro na frente de um mercado e desço com Violet. Quando voltamos, estamos carregados com doces e porcarias. Ficamos comendo tudo no carro, ouvindo música e eu com os pés no painel. Aproveito e tiro aquela gravata que estava me sufocando.

Quase tudo o que minha mãe disse para eu não fazer, eu fiz.

— Quer dar mais uma volta? — pergunto ligando o motor.

— Seria um prazer. — ela sorri.

Acelero e utilizo do que aprendi com David em nossas aulas de direção. Passamos por vários lugares da cidade, e quando finalmente estamos voltando, a sirene de xerife soa atrás de mim. Ignoro e continuo a acelerar. Quando olho para o lado, lá está meu avô me fazendo um sinal para estacionar o carro. Suspiro e faço o que mandou. Logo ele sai do carro e se inclina na janela do motorista.

— Uma multa, rapaz. — ele estende o papel para mim. — Como pôde roubar o carro de sua mãe e sair por aí?

— Hmm... Eu sou bem esperto. — respondo.

— Acho que posso te deixar de castigo também, não é?

— Acho que sim. Mas deve saber também que eu bebi três taças de vinho tinto.

— Olha... Mais um para o currículo... Quer fazer o teste do bafômetro?

Balanço a cabeça negativamente.

— Não estou bêbado. — afirmo.

— Então resolveremos isso na delegacia, que tal? — David sorri.

— Por mim, tudo bem. — dou de ombros.

— E você, Violet? Ele te sequestrou? — David olha para ela, que está encolhida no banco, de tanta vergonha.

— Não, eu vim por vontade própria. — ela responde.

— Henry, nunca mais faça isso, ok? Ou da próxima terei que chamar os pais de ambos.

— Mas, vovô... O senho vai contar para as minhas mães do mesmo jeito. — fico olhando para ele.

— Tem razão. Mas eu não vou falar nada com o pai de Violet. Na verdade, depois do casamento, pode passar na delegacia, Henry?

— Minha agenda está lotada, xerife. — respondo.

— Não vou esquecer disto, Henry. E se eu souber que você está bebendo outra vez, eu vou castigá-lo pela lei.

— Sim, vou tomar cuidado para ninguém descobrir da próxima vez. — sorrio e acelero o carro. Olho pelo retrovisor e o vejo com os braços cruzados, olhando para mim e balançando a cabeça negativamente.

— Você está doido?! — grita Violet. — Ele é o xerife!!

— Ele também é meu avô, ele vai me perdoar. Ele me entende, sabe? Claro que vai me dar uma bronca e me deixar de castigo, mas vai me perdoar. — respondo.

Violet fica em silêncio durante o percurso. No entanto, invés de ir para o local da festa de casamento de Ruby e August, estaciono na frente da Torre Do Relógio.

— Por que parou aqui? — Violet pergunta.

— Vem... — digo, saindo do carro e entrando com Violet.

Subimos as escadas e paramos na parte interior do relógio. Em uma determinada parte, podemos ver a cidade inteira daqui. Ela se aproxima e olha pelo buraco enquanto segura firmemente a minha mão.

— A vista daqui é legal. — comenta ela.

— É, eu sei...

Ela se afasta e se vira de frente para mim.

— Deveríamos voltar... — ela diz.

— Deveríamos ficar... — respondo.

Me aproximo e a beijo. A iluminação solar que bate no relógio, reluz em mim e Violet. É como um beijo calmo de cinema. Violet acaricia meu cabelo e para de me beijar.

— Estou falando sério. — Violet fala.

— Vamos, já que você insiste. — seguro sua mão e desço as escadas.

Quando saímos da Torre do Relógio, entramos no carro de minha mãe — espero que ela não tenha sentido falta da chave — e eu dirijo, tendo cuidado com as placas e semáforos, os quais sempre ignoro sem querer.

— Henry, está começando a nevar. — Violet nota. — Sabe dirigir na neve?

— Bem... Eu sei dirigir na chuva, então deve ser a mesma coisa, não?

— Henry! Não é a mesma coisa! Para o carro! — ela se balança no banco.

— Não se preocupa, não está tendo uma tempestade de neve ou algo do tipo. É só neve.

Violet respira fundo e o silêncio é interrompido pelo walkie-talkie de minha mãe:

— Henry, Henry! — é a voz de meu avô, David. — Onde você está?

O pego e deixo próximo aos meus lábios.

— Estou voltando. Por quê? — respondo.

Uma ambulância passa ao nosso lado, com a sirene tão alta que não consigo ouvir o que David diz. Quando ela nos ultrapassa, pergunto:

— O que falou? Eu não ouvi. Uma ambulância passou. Aliás, o que aconteceu?

— Vá para a mansão de Regina, Henry. Agora. Sem passear, vá para lá. — meu avô responde.

— Por quê? O que houve?

— Sem perguntas.

— David? Por favor, vô, me diz!

Ele não responde. Chamo seu nome outra vez, e nada.

— Aconteceu algo de ruim, Henry. Eu sei disso. — Violet me diz.

— Vamos seguir aquela ambulância, Violet.

E é o que faço, eu a sigo. Ela está indo diretamente para o hospital, ou seja, nós também. Quando ela para, logo saem os paramédicos puxando uma maca de dentro. Killian também sai.

Sua roupa está amassada e ele está chorando. As pálpebras avermelhadas por conta de tantas lágrimas que deve ter derramado. Quando saio do carro, finalmente reconheço quem está na maca: minha mãe.

— Mãe?! — grito correndo naquela direção. Ela está desacordada. — O que aconteceu? Mãe!

— Henry, venha. — Killian me puxa para longe dela. — Se afaste, garoto.

— O que aconteceu? Por que ninguém diz? — grito, tentando me libertar dos seus braços.

A viatura de xerife chega, e meu avô desce correndo.

— O que deu em você, Henry? Por que não obedece? — David me segura e me afasta de Killian, me empurrando na direção da viatura.

— É a minha mãe!! O que aconteceu? — pergunto.

— Ela... Eu não sei, Henry. Uma hora ela estava bem e na outra... Puf! Ela caiu... — David responde.

— Henry, vamos fazer o que o xerife diz. — Violet pede, atrás de mim.

— Não, não vou fazer o que ninguém diz! — me viro para a ambulância e não vejo mais minha mãe, tampouco Killian e os paramédicos. Eles entraram.

— Sinto muito. — David fala, antes de pegar um par de algemas e algemar ambas minhas mãos.

— O que está fazendo? — tento soltar. — Eu ainda posso correr...

Tento correr, mas ele me segura e abre a porta da viatura. Ele me faz entrar e fecha a porta. Logo eu, David e Violet estamos indo para a casa de Regina.


* * *


— Não fuja. — ele diz tirando as algemas de mim. — Eu não vou te perdoar, Henry. Não fuja.

Ele toca a campainha da mansão de Regina.

— O que está tentando fazer? Me obrigar a entrar? Não, eu sou grande e preciso saber sobre a minha mãe. — digo seriamente, fazendo com que minha voz saia mais madura.

— Eu estou ocupado tentando saber o que aconteceu, Henry. E espero que não me atrapalhe com a sua desobediência. — ele se vira e caminha até a viatura.

— Sou desobediente, agora? — pergunto para ele, que me ignora e pisa no acelerador.

— Henry, por que não o obedece? — Violet pergunta, ao meu lado.

— Porque eles me tratam feito criança! — respondo.

— Você não é adulto. Não somos adultos. — ela me diz.

A porta se abre, e Regina me abraça ao me ver.

— Onde esteve? — ela pergunta, acariciando meu rosto.

— Com Violet. Estávamos... — engulo a seco.

— Eu sei que roubou o carro de Emma. — ela me diz.

— Mãe, eu não roubei... — explico.

— Entrem, está congelando aqui fora. — ela nos leva para dentro.

Realmente, aqui está melhor que lá fora. A gente sobe as escandinhas e atravessa a casa, para a sala de estar. Kyle e Emilie estão assistindo televisão, debaixo de um cobertor e comendo pipoca doce.

— Violet, vem comigo. Vamos ligar para o seu pai. Ele deve estar preocupado. — Regina fala e segue com Violet para um outro cômodo.

Subo as escadas e vou até o meu quarto. Me jogo na cama e acabo adormecendo. Quando acordo, é com o som do toque do meu celular. Olho para o relógio. É quase meia-noite. O tiro do bolso e vejo o nome de Killian na tela.

— Killian! — quase grito.

— Ela foi... — ele diz chorando e faz uma pausa. Killian respira fundo antes de continuar. — Ela foi envenenada, Henry.

Fico sem saber o que dizer. Apenas ouço as fungadas de Killian, olhando para a tela do meu computador.

— E como ela está? — pergunto.

— Em coma. Ela está em coma. Meu Deus... Ela está em coma! — ele responde, mais para si mesmo do que para mim. — Eu preciso desligar, Henry. Durma bem. — ele desliga.

Deito-me de novo na cama e fico olhando para o teto. A porta do meu quarto se abre, e minha mãe se deita ao meu lado. Ela segura minha mão e fica olhando para o teto, assim como eu.

— Ela está em coma, Henry. — Regina me diz.

— Eu sei. — respondo.

— Sinto muito. — ela acaricia meu rosto e beija a minha bochecha.

— Eu é que sinto. Por ela...

Notas finais
Gostaram, babies? Espero muito que sim. Próximo capítulo não tem uma datar certa de quando vou postar, mas será na semana que vem. Então... Vejos vocês até lá, bjs no core ♥ ♥ ♥