Notas iniciais
Oie, pessoas lindxas. Eu ia postar esse antes, mas deixei para postar no meu aniversário. Sim, Happy birthday to me! Bem, não tenho muito o que falar hoje, então... É isso. Então... Boa leitura e espero que gostem (perdoem os erros).

Henry está correndo pelo navio de Killian. Ele não para de correr e gritar: "Sou um pirata agora, ninguém pega meus tesouros!". Killian só consegue rir enquanto guia Henry pelos lugares do navio. E eu, bem, estou tão focada nos detalhes e objetos que nem consigo controlar meu filho.

— Eu sou um pirata agora, ninguém pega meus tesouros! — Grita Henry enquanto passa correndo ao meu lado.

— Swan... — Killian diz naquele tom. E eu sei o que significa.

— Ta. Tudo bem. — Permito. Killian sorri e corre atrás de Henry.

— Mas eu sou o capitão e mando no navio! — Killian grita correndo atrás dele.

— Não ouse me desafiar, capitão! — Grita Henry.

— E nem você, pirata! — Responde Killian.

Me viro para olhar os dois e os vejo numa luta de "espadas" com dois pedaços de madeira. Rio e vou andando pelo navio.

Tem uma porta perto de mim, me viro para checar se Killian está mesmo distraído. Não que eu queira quebrar a privacidade dele, mas eu só quero ver o que tem ali.

Abro a porta e entro no pequeno quarto. Tem um quadro na parede de dois meninos que parecem ter entre cinco e sete anos de idade. Deve ser Killian e o irmão desaparecido dele. Tem uma cama de solteiro, mas... Tem algo debaixo dela.

Me aproximo e me abaixo, puxo o objeto. É uma caixa larga de madeira. Parece que tem algo escrito, limpo a poeira com a manga da minha blusa. Fico espanta ao ler: "Para Emma Swan". Abro a caixa com um grande desespero. Tem algumas fotos e cartas.

Pego uma, me sento na cama e leio:

"Para: Emma Swan.

De: Killian Jones.

Com todo o amor que sinto por essa garota"

Killian escreveu uma carta para mim? Posso jurar que essa letra não está igual á dele atualmente. Mas... Como assim? Killian me conhecia? Como? Quando? Onde? Oi?

Abro a carta e começo á ler com toda atenção.

"Querida Emma Swan,

Sei que não irá ler esta carta pois não te entregarei. Graham falou que era para eu te entregar, mas eu não concordo. Sei que ainda estamos na oitava série e você nem olha para mim. Não é aqueles filmes clichês de romance dos quais você curte, que tem um garoto novato e anti-social que tem uma paixão louca por uma garota que pouco sabe que ele existe. É ao contrário. Você me conhece muito bem, até demais, e deve me odiar. Na verdade, ouvi ontem você dizer que praticamente me odeia. "Ah, ele é tão sem graça. Nem acho ele tão bonito. As meninas ficam loucas perto dele e ele se acha por isso. Ele adora ser o mulherengo, isso é ridículo. Ele é ridículo", foi o que você falou. Não sabe como isso me afetou.

Primeiro de tudo: Não sou mulherengo e nunca fui. Ilusão sua ao pensar. Não posso fazer nada se tenho uma beleza exagerada e as meninas piram. Elas vivem me assediando e me agarrando. E toda hora que vou falar com você, aparece uma para nos atrapalhar.

Emma, eu sinto muito mesmo por ser assim. O que posso fazer para você me enxergar? Eu gosto tanto de você. E odeio aquele seu amiguinho, Neal. Acho que você não gosta de mim por eu implicar tanto com ele. Mas, Emma, me diz que temos uma chance. Por favor.

Com todo amor possível,

Kill. "

Kill? Killian assinou como Kill? Killian é o Kill?

Kill era o garoto mais famoso da escola por pegar várias garotas e ser bem bonito. Ele era o príncipe encantado de toda garota. Mas ele era um príncipe com a coroa torta, porque ele não era príncipe de uma só garota, se ele pudesse, ele seria príncipe de todas as garotas. O Kill vivia me paquerando e me chamando para sair, lógico que eu pensava: "Só vou ser mais uma na listinha dele", e não aceitava. Mas o pior era que Kill não desistia. Eu nem sei quantos foras eu tinha dado no Kill. Ele sempre tirava vantagem em tudo. Ele era tipo... O garoto errado. Chegava atrasado nas aulas, colava, aprontava, etc. Se acontecesse qualquer coisa por causa dele, era só citar o nome "Kill" que tudo estava resolvido: Ele se safava. E não era duas nem três, eram várias vezes. Até que um dia o Kill me acompanhou até em casa. Eu acabara de ter um bom papo com ele e percebi que ele não era tão ruim como eu pensava, então ele me falou que ia sair da escola. Eu perguntei o porquê, e ele não me respondeu. Perguntou se podia ficar com algo meu de lembrança, dei meu colar com um pingente de cisne. Ele falou que ia guardar para sempre, se despediu e saiu andando pela rua. Essa foi a última vez que eu tinha visto Kill.

Sempre achei o nome dele estranho, não existe muitas pessoas com um nome Kill. Eu me perguntava: "Que tipo de mãe coloca o nome do filho de Kill?". Mas, para mim, tanto faz. Depois daquela tarde em que Kill me deixou em casa, eu não parava de pensar nele. Aquele foi o único dia em que eu tinha notado o quanto os olhos de Kill eram lindos. Igual á ele.

Acordo do meu transe de pensamentos e abro outra carta. Engulo á seco e começo á ler.

"Querida Emma Swan,

Não consegui esquecer o seu olhar. Você estava tão linda hoje (como está todos os dias)... Esqueci de falar sobre o que sinto por você. Na verdade, não esqueci, apenas não contei. Você sairia assustada pela rua depois do meu desabafo. E esse não seria meu intuito. Amei o seu colar que me deu, não consigo parar de olhar para ele, que me lembra você. Obrigado pelo dia de hoje, pude te conhecer mais ainda. E seu cheiro... Ah, seu cheiro é maravilhoso. Tive que me controlar para não me ajoelhar e te pedir em casamento na mesma hora. Pena que você não gosta de mim assim, como gosto de você.

Com todo o meu amor,

Kill "

É ele. Killian era o Kill. Mas, por que ele não me contou? Por que não falou que era apaixonado por mim? Por quê?

Pego outra e abro.

"Querida Emma Swan,

Nem sei como estou conseguindo viver sem teu sorriso, sem teu olhar, sem você. Espero voltar um dia e te rever. Eu te amo. Palavras fortes, eu sei. Mas, eu te amo. Espero que não pense em mim como um menino bobo da escola. Eu tentava te impressionar, mas você nem me dava bola. Emma, parece até que arrancaram meu coração. Você é tudo para mim. Eu sei, você nem me dava atenção. Caramba, eu te amo. Eu faria tudo por você. Qualquer coisa. Me diz o que você quer. Eu pego até as estrelas para te dar. Eu só quero te chamar de "amor", Emma. Quero calar nossas brigas com um "eu te amo". Quero te amar intensamente, para sempre. Não sei mais viver sem você.Você é a pessoa com quem sonho toda noite. E toda manhã eu acordo, por um segundo, feliz ao sonhar com você, depois fico triste ao lembrar que não posso te ter. Eu só queria que você soubesse que eu te amo.

Com todo amor que tenho em meu peito,

Kill "

Vejo uma gota d'água pingar no papel e então percebo que estou chorando. Não de tristeza, de emoção. Eu tinha todos os ingredientes para ser feliz e desperdicei. Se eu tivesse aceitado ser parceira dele na aula de biologia, se eu tivesse aceitado almoçar com ele, se eu tivesse respondido os recadinhos dele no meio da aula... Tudo seria diferente.

Enxugo as lágrimas e abro a última carta. Respiro fundo e leio.

"Querida Emma Swan,

Já se passaram alguns anos desde o nosso ultimo encontro. Você deve estar mais linda ainda. Eu queria te dizer que estou bem. Estou na Europa, pra falar a verdade. Ultimamente estou viajando muito. Deve ser duas da manhã e estou no meu navio. Sim, tenho um navio. Estou te escrevendo porque lembrei de você. Eu estava vendo algumas coisas antigas e vi o seu colar com o pingente de cisne. Claro que bateu uma enorme saudade de você. Obrigado por me ensinar tudo que sou hoje, Emma. Aprendi que com o tempo, a dor vira saudade. E eu tenho que admitir, é uma saudade boa. Penso em voltar á cada dez minutos, mas não posso. Eu não quero atrapalhar sua vida. E além do mais, um dia eu volto, Swan. Um dia eu volto...

Ainda com todo amor que tenho e uma enorme saudade no peito,

Killian Jones (e não Kill) "

Eu não consigo parar de chorar. Killian é tão romântico...

Não acredito que o magoei. Eu o julguei só pela imagem que ele deixava transparecer. Eu achava que ele que não tinha coração, mas na verdade eu é que não tinha.

Vasculho a caixa e vejo uma foto da escola. Uma daquelas fotos anuais da turma que obrigam a gente tirar. Eu de um lado e Killian do outro. Eu nem tinha percebido na época que Killian não estava olhando para a câmera, e sim para mim.

Vasculho outra vez a caixa e encontro várias fotografias minhas, sempre tinha assinado atrás: "Eu te amo, Emma Swan". E, bem no fundo, vejo um colar. O tiro da caixa e fico observando o pingente de cisne. Era o meu colar.

Ouço a porta do quarto se abrir e engulo á seco.

— Emma? — Killian pergunta entrando. — O que está fazendo aqui?

— Onde está Henry? — Pergunto me levantando. Killian percebe a caixa aberta em cima da cama e o percebo gelar.

— Ele brincou tanto que dormiu... — Killian responde pegando as cartas em cima da cama e guardando na caixa.

— Killian, ei... — O chamo. Parecia até que não estava bem. Do nada ele ficou estranho.

— Só um momento, está tudo bem. — Ele continuo juntando as cartas e as fotografias.

— Deixa que eu te ajudo.

— Não, não precisa. — Ele pega a caixa e guarda debaixo da cama.

— Killian...

— Sim, eu sou o terrível Kill. — Ele me interrompe. — Eu tentei esquecer essa história. Não deu. Então vim para Storybrooke. Tentei agir como se nada tivesse acontecido. Como se não te conhecesse.

— Por que não disse que era o Kill?

— Porque eu não queria te afastar outra vez. Você não me quis por eu ser Kill. Então decidi começar do zero, tentar te conquistar como Killian.

— Você sabia que gostei de você, naquela tarde.

— Eu tinha as minhas dúvidas, eu não queria me iludir.

— Você não se iludiu, Killian. Aquela foi a melhor tarde que tive em minha vida. Eu pude conhecer o Killian, e não Kill.

— Eu detesto esse apelido. Parece até que sou terrorista.

Não consigo evitar uma risada.

— Foi tão fofo e romântico o que você fez para mim... — Me aproximo dele.

— Bem, escrevi com o coração. Se bem que tivera outras coisas que eu gostaria de escrever mas sempre me bateu uma preguiça. — Ele cora e eu sorrio.

— Para mim, tanto faz se você é Kill, Killy ou Killian. Eu gosto de você do mesmo jeito.

Killian enxuga minhas lágrimas e me beija. Um beijo sincero, um beijo urgente, repleto de amor. Passo a mão entre os fios escuros do cabelo de Killian enquanto ele me abraça forte. Eu nunca quero o largar. Na verdade, eu acho que também o amo. Sim, eu o amo. Amo cada qualidade, cada defeito, cada piada, cada sorriso... Amo tudo nele. E acho que nem preciso falar o quanto amo os olhos dele.

Killian afasta o rosto do meu e me olha.

— Eu te amo. — Ele diz.

— Eu sei. — Respondo e Killian sorri.

Me sinto meio insegura em dizer a verdade para ele. Em algum momento vou estar pronta para dizer.

— Está meio tarde, é melhor levar Henry para casa. — Killian diz.

— Claro, vamos. — Respondo.

— Ele está em meu quarto.

— Vamos, então, vou adorar conhecer seu quarto.

— Bom saber disso, Swan. — Ele responde e me guia até lá.

* * *

Killian coloca Henry na cama, dá um beijo em sua testa e se aproxima de mim.

— Acho que vou indo... — Ele diz.

— Mas já? — Pergunto começando á caminhar com ele até a escada.

— Sim. Estou morto de sono.

— Ta bom. — Desço as escadas com ele e vou até a porta.

— Até amanhã. — Ele se despede.

— Até. — Respondo e fecho a porta quando ele sai.

Subo as escadas e vou para meu quarto. Tomo um banho relaxante e deito na cama. Ainda não consigo acreditar nessa minha descoberta sobre Killian.

Respiro fundo e durmo.

* * *

Entro na prefeitura e me deparo com Regina, Graham e uma pequena equipe de policiais em uma conversa.

— Affz, sua louca! — Regina diz ao me ver e me abraça.

— Ué, o que está acontecendo? — Pergunto. Regina se afasta de mim e pude ver o olhar aliviado de Graham.

— Nunca mais faça isso. — Graham diz se aproximando de mim.

— Isso o quê? — Pergunto.

— Podem ir. — Graham dispensa os seis policiais, que saem na mesma hora.

— Emma, são duas horas da tarde e você não tinha aparecido. Onde você estava? — Regina pergunta.

— Eu acordei, levei Henry para a escola, voltei pra casa e dormi. Depois saí para uma caminhada na floresta. — Respondo.

— Eu fui na sua casa para ver se estava tudo bem, se você realmente estava de folga, e você não abriu a porta. Chamei Graham para me ajudar e ele conseguiu entrar. Então não te encontramos.

— Eu saí pela porta dos fundos. — Respondo.

— E por que não te encontramos na cidade? — Graham pergunta.

— Nesse momento, provavelmente, eu estava na floresta. — Digo.

— Tudo bem. Que bom que está aqui. — Graham fala aliviado.

— Gente, eu estou bem. — Digo.

— Pode ir, Graham. Preciso falar em particular com ela. — Regina pede.

— Até mais. — Ele se despede e sai.

— Me conta tudo. — Regina diz se sentando.

— Sobre...? — Pergunto me sentando ao lado dela.

— Para onde você foi ontem?

— Me encontrar com Neal. Ele está em Storybrooke.

— Aqui? Aqui? Na minha cidade?

— Sim. E sim, ele tem um maldito plano.

— Que plano é esse?

— Quem sabe? O pior é que Tamara também veio.

— Estamos perdidas.

— Talvez não.

— O que tem em mente?

— Ainda nada, Neal destruiu o meu plano. Só preciso elaborar um melhor que o anterior.

— Ta bom. — Regina suspira. — Tem algo que você não me contou.

— Como assim?

— Te conheço muito bem, Emma Swan. Tem alguma coisa não contada por você. Comece á explicar.

— Você se lembra do Kill?

— Nome estranho, não.

— Ah, vai me dizer que não se lembra daquele coisa que vivia no meu pé na oitava série.

— Ah, sim... O Kill. Nunca entendi qual foi desse nome. — Ela faz cara de pensativa. — Aliás, achei errado vocês dois terem andado juntos naquele dia e você ter dado o seu colar de cisne pra ele.

— Não critique as minhas ações passadas. E eu não queria falar sobre isso, e sim que encontrei Kill.

— Você encontrou Kill? Como? Como ele está? Onde?

— Calma. Eu descobri a verdadeira identidade do Kill. E eu nunca pensei que eu estaria namorando o Kill.

— Espera, Killian é o Kill?

— Sim!

— Como?

— Kill era o apelido dele. E eu descobri que o Kill era totalmente apaixonado por mim.

— Na verdade, eu já sabia disso.

— Que o Kill era apaixonado por mim?

Regina balança a cabeça positivamente.

— Ele já me procurou pedindo para ajudá-lo á te conquistar, e eu disse não.

— Deve ser por isso que ele não gosta de você...

— É. Mas não consigo acreditar que Killian é Kill. Como uma pessoa pode mudar tanto?

— Eu não sei. Mas eu vi algumas fotografias e umas cartas que ele fez para mim. E adivinha, ele ainda tem o meu colar!

— Nossa, que fofo.

— Por que do nada você diz que uma ação de Killian é fofa?

— Ué, eu sou sincera...

— Sincera?

— Sim. Eu...

— Emma, eu estava te procurando. — Killian diz entrando.

— Desculpa, prefeita. Ele já foi entrando. — A secretária de Regina diz, logo atrás de Killian.

— Pode ir, está tudo bem. — Regina responde. A secretária se afasta e sai.

— Encontrei alguns policiais fazendo uma busca pela cidade, o que aconteceu? — Killian pergunta.

— Regina, a exagerada. — Respondo.

— Desculpa se eu pensei que você tinha sido sequestrada ou algo do tipo. — Regina responde.

— Sequestrada? — Killian se espanta.

— Ignore ela, Killian. Eu fui passear um pouco e ela pensou que eu tinha desaparecido. — Digo.

— Olha, eu não tenho culpa se... — Regina começa mas é interrompida pelo som de chamada de seu celular. — Só um momento. — Ela se levanta e sai do gabinete enquanto fala com alguém no celular. Killian senta no lugar dela e me abraça de lado.

— Dá para não me deixar tão preocupado? — Ele pergunta.

— Eu fui passear pela floresta. Só isso.

— Na floresta? Cuidado com o lobo mau... — Olho para ele rindo.

— Nossa. Isso é sério?

— Sim. Vai que aparece um lobo mau, nunca se sabe.

— Desculpem, tenho que dar uma pequena saidinha. Tomem conta do meu escritório no meu lugar. — Regina diz passando por nós.

— Claro. — Respondo me levantando. — Mas traga alguma comida quando voltar. Estou morrendo de fome.

— Você não cansa de comer? Parece uma criança! — Regina diz pegando a bolsa.

— Vou levar como um elogio. — Digo.

— Volto logo. — Ela diz por fim e sai, fechando a porta.

* * *

Estou olhando Storybrooke pela janela quando sinto Killian me abraçar por trás.

— Killian... — Alerto ele. Meu alerta foi visualizado e ignorado com sucesso, porque Killian começa á beijar minha nuca enquanto se aproxima mais. — Killian... — Alerto outra vez.

— Hm... O que foi? — Ele afasta meu cabelo e continua beijando.

— Killian, para. — Peço, contra minha vontade.

— Não está gostando? — Ele para.

— Sim, mas... Regina mandou a gente tomar conta do escritório dela. — Me viro de frente para ele.

Para quê? Não sei. Mas não consegui resistir aquela carinha dele, de cachorrinho sem dono, ainda mais com esses belíssimos olhos.

— Para de me olhar assim! É golpe baixo. — Digo.

— Assim como? — Killian vai me levando devagar em direção ao sofá cinza do escritório.

— Por favor... — Fecho os olhos.

— Ei, olha pra mim.

— Não.

— Por quê?

— Você para de me olhar assim, e eu te dou um beijo.

— Apenas um?

— Só um.

— Tudo bem.

Abro os olhos. Pelo menos ele não está fazendo aquela expressão fofa que não tenho como negar.

Nossa, eu queria tanto explicar o quanto meu coração bate acelerado perto dele...

— Cumpra a sua parte. — Ele diz.

— Claro, sou mulher de palavra.

Empurro ele fraco no sofá, o fazendo sentar. Killian fica olhando para mim sem entender nada. Me sento ao lado dele e o beijo. Um beijo tão quente quanto ele.

Não vou nem citar quais foram as reações de Killian depois desse grande beijo, que realmente não teve fim.

Na verdade, fim teve. E Regina fez o favor de entrar no escritório falando no telefone bem no nosso momento.

Paro de beijá-lo e me afasto um pouco dele.

— Eu vou fingir que não vi isso. — Ela diz guardando o celular. Coloco a mão na testa e abaixo a cabeça, deixando meu cabelo cair sobre o meu rosto corado. — Depois converso com você, senhorita Swan.

— Sim, senhora. — Respondo ainda de cabeça baixa.

— Se quiserem fazer isso, façam escondidos, por favor. Pelo bem de todos. — Ela avisa, e só ouço a porta se fechar outra vez.

— O que acabou de acontecer? — Killian pergunta.

— Fomos pegos no flagra. — Digo rindo e levanto a cabeça.

— Pelo menos não foi August.

— Nem me fale... — Deito e fico olhando para o teto.

— No que está pensando? — Killian deita ao meu lado, de frente para mim e apoiado com o cotovelo.

— Em como sou sortuda. Sortuda em ter Henry... Você... Meus pais... — Killian sorri de lado e faz carinho em meu braço. — Por que não me conta mais sobre Kill? — Noto Killian respirar fundo. — Desculpe.

— Tudo bem. O que quer saber sobre ele?

— Por que fala nele como se não fosse você?

— Por que somos pessoas totalmente diferentes. Ele não sou eu.

— O Kill gostava de mim mesmo?

— Acho que ele ainda gosta.

— Nunca tinha percebido que o Kill gostava de mim, até aquela tarde.

— Lembra daquele dia, em que Regina estava querendo dinheiro para ir com você num show de uma banda?

— Que ela teve a idéia maluca de nos vender numa barraca do beijo? E ela ainda me puxou junto.

— Sim. — Killian ri e passa a mão em meus cabelos. — Naquele dia, eu tinha dinheiro suficiente para ganhar dez beijos seus. — Olho atentamente para ele. — E você não aceitou.

— Não? Eu não me lembro.

— Você disse que poderia beijar qualquer um, menos eu.

— Wow. — Olho para o teto novamente. — Desculpa.

— Ambos erramos no passado, Emma. Não podemos mudar. Mas podemos fazer melhor.

— Você é tão fofo...

— Eu já falei sobre meu objetivo?

— Sobre ser sexy?

— Sim. Claro que sou, mas eu não quero ouvir você falar que sou fofo.

— Eu sei, eu sei. Você quer que eu te chame de sexy.

— Não é assim, você tem que falar: "Ah, Killian... Você é tão sexy..." — Killian tenta imitar minha voz.

— Você é péssimo nisso.

— Em ser sexy?

— Não, em me imitar.

— Ninguém consegue te imitar, sabe por quê? — Balanço a cabeça negativamente. — Porque você é única

— Você também. — Sorrio.

— Eu já disse o quanto você é linda?

— Você também é.

— E sexy, não se esqueça. — Rio.

— Você é perfeito.

— E você também. — Killian beija meu rosto.

— Acho que vou dormir um pouco.

— Então durma comigo. — Ele se deita completamente ao meu lado e me aconchega em seus braços.

— Quem vai tomar conta do escritório?

— Então fico acordado para ter certeza que tudo está ocorrendo bem.

— Obrigada. — Killian sorri e eu fecho os olhos. A última coisa que vejo são seus olhos azuis.

Eu podia jurar que tudo isso é um sonho, mas não é.

Notas finais
Preciso da opinião de vcs sobre o capítulo. Tipo... Se quiserem saber mais sobre esse passado dos dois é só avisarem. Bem, amanhã é feriado (ÊÊÊÊÊ) e espero ter mais tempo para terminar o próximo capítulo. Bem, é só isso. Até o próximo, bjs :) ♥