Online Cinderella

4 Star Wars Sheets.


Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês. Um pouco grandinho, sim, mas vale a pena, vocês vão ver!

Katie_xoxo disse: Algo mais interessante do que Jake ter mais um parente aconteceu hoje?


Ryder_Lynn disse: Nada demais. Só um trabalho de história pra fazer.

Katie_xoxo disse: Sobre o que?

Ryder_Lynn disse: Um daqueles presidentes mortos.

Katie_xoxo disse: Tem vários presidentes mortos, sabe?

Ryder_Lynn disse: Hahaha. Espertinha. Eu sei disso. Eu acho que é Abraham Lincoln.

Katie_xoxo disse: Vai ter que fazer sozinho? Isso é bem chato!

Ryder_Lynn disse: Na verdade não. Promete guardar segredo?

Katie_xoxo disse: Não tenho muitos conhecidos seus para contar, tenho?

Ryder_Lynn disse: Certo... É a irmã do Jake.

Katie_xoxo disse: Ah, a garota que seu melhor amigo praticamente condenou ser “Aquela que não deve ser nomeada”? Entendi.

Ryder_Lynn disse: É muito errado? Eu sou um amigo horrível. Depois de tudo o que aconteceu com a Marley, o mínimo que eu deveria fazer é ignorar a irmã dele.

Katie_xoxo disse: Não acho que deveria ignorar ela. Pelo que você me disse, todos já estão. A garota está recebendo gelo suficiente, acredite.

Ryder_Lynn disse: Você tem razão. Jake não vai saber de qualquer jeito.

Katie_xoxo disse: Você vai encontrar ela hoje?

Ryder_Lynn disse: Sim. Mais tarde.

Katie_xoxo disse: Ah... Ansioso?

Ryder_Lynn disse: Com ciúmes?

Ryder estava sorrindo. Passou a mão pelo rosto e respirou fundo, olhando para o teto. Ele não entendia o poder que aquela garota, que ele nunca tinha visto na vida, tinha sobre ele. Nesses últimos dias, mesmo com todas as controvérsias e problemas que eles tiveram, ele ainda não conseguia deixar de pensar nela.

Em outra situação, todas as mentiras o fariam cair fora. Mas algo dentro dele o fazia insistir.

Afinal, nem tudo nela era falso, não é? Ele sabia disso, sabia que conhecia aquela garota e que as conversas que eles tiveram nos últimos dias eram verdadeiras. Ele sentia isso. Por isso estava disposto a colocar essas coisas para trás.

Mas ainda assim, ele precisava saber quem ela era. Precisava ver ela com os próprios olhos, poder dizer que ela tinha sido uma tola de ter feito todas aquelas coisas e que tudo o que importava era o que eles sentiam.

Depois de descobrir que a garota da foto era Marissa e não Katie e que o celular dela estava no Glee Club, ele percebeu que ela havia ficado mais distante e isso o enlouquecia. Ele queria que tudo voltasse ao normal. E a simples menção de ciúmes por parte dela fazia seu coração acelerar, como uma promessa de que a relação deles voltaria ao normal... Seja lá o que normal seja nesse sentido.

Katie_xoxo está digitando...

Ele encarou o computador da biblioteca, esperando ansiosamente. Ela demorou vários minutos para digitar algo, e quando mandou...

Katie_xoxo disse: Tenho que ir agora babe, nos falamos mais tarde? Xoxo

Ryder franziu a testa e começou a digitar, mas quando estava no meio da frase ele viu:

Katie_xoxo está off-line.

Ryder deu um soco na mesa de raiva. Isso o levou a receber um olhar passivo-agressivo da bibliotecária. Ele pediu desculpas e voltou a olhar a tela. Não acreditava que ela estava fazendo isso outra vez, fugindo dele, mudando de assunto quando ele tentava falar sobre os sentimentos dela. Isso o enlouquecia.

Ele olhou no relógio e percebeu que era tarde, havia passado horas falando com Katie, se não corresse acabaria deixando a irmã de Jake esperando na porta de sua casa.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Quando ele chegou correndo em casa, Lola estava esperando sentada nos degraus da varanda. Ele riu e balançou a cabeça, acelerou o passo para chegar mais rápido a ela.

– Hey... – Ele disse, subindo as escadas. – Está aqui há muito tempo? Eu estava na biblioteca... Consegui alguns livros para a pesquisa...

Lola guardou o celular e olhou para Ryder. Levantou das escadas e sorriu de leve.

– Na verdade, acabei de chegar... – Ela disse, docemente.

Ryder a observou por um momento. Ela realmente era o oposto de Jake e Puck. Era doce e compreensiva. Além dos fatores físicos, é claro. Mas olhando de perto, não era algo tão ruim assim.

Lola tinha o cabelo loiro preso em um alto rabo de cavalo e uma franja de lado desobediente caia em cima dos grandes óculos. Ele pode ver a parte “Puckerman” do cabelo dela: cachos nas pontas do rabo de cavalo. Ela usava um cardigã azul escuro com uma blusa listrada azul e branca por baixo e um cinto que ficava por cima de tudo isso. Skinny jeans azul escuro e uma sapatilha.

É, ela não era tão ruim assim. Ryder queria que Jake pudesse ver isso. Ela só havia sido criada de outra maneira, e não ao estilo bad-ass que os outros dois tinham.

– Conseguiu tirar o slushie do cabelo, pelo que eu vi... – Ele disse, rindo. Afastou-se para abrir a porta da entrada e deixou que Lola passasse primeiro. Não pode deixar de notar ela sorrir. – Não repare na bagunça...

– Sério? Você deveria ver os montes de caixas da minha casa para falar algo assim... – Ela disse, rindo.

– Ah... Você acabou de se mudar, não é? – Ele disse, entrando e trancando a porta. Logo subindo as escadas e sendo seguido por Lola. – Meus pais não estão aqui hoje, foram a um evento de caridade no centro. Não se importa, não é?

Lola parou por um segundo na escada. Sozinhos na casa do garoto dos meus sonhos. Aposto que não vou passar nenhum vexame.

– Sim... – Ela continuou subindo as escadas e seguindo ele para o quarto. – Há alguns dias, na verdade. Só não tivemos tempo de arrumar as coisas ainda. E ah! Não... Não tem problema.

Lola entrou no quarto de Ryder e olhou em volta. Sorriu com os vários bonequinhos de ação e algumas roupas espalhadas que ele tentava esconder sem muito sucesso. Logo ela se sentou numa cadeira ao lado da dele na escrivaninha e começou a tirar um caderno. Ryder tirou os livros enormes que ele pegou na biblioteca e colocou na mesa. Lola sorriu.

– Acho que vai demorar um pouco mais do que a data de entrega pra gente ler isso daí. – Ela disse, sorrindo.

– Ah... Eu pensei... Que a gente podia ver só algumas coisas. Não tinha nada menor na biblioteca. – Ele disse, envergonhado.

– Estou brincando, bobo. – Ela riu e começou a explicar pra ele algumas coisas sobre Abraham Lincoln e o que eles deveriam falar na pesquisa.

Após alguns minutos, Ryder disse:

– Uau... Você realmente é inteligente. Como você é uma Puckerman? – Ele brincou, rindo. Lola se perdeu por um segundo na sua risada.

– Jake e Puck podem muito bem ser tão inteligentes quanto eu sou... Só que eles preferem a reputação e o fato de serem os malvados da escola. Eu só... Não tive nada disso. Eu morava na Inglaterra... Não tem muita ação por lá. – Ela disse, folheando o livro que Ryder tinha pegado.

– Você tem razão... Jake é realmente inteligente. E muito bom dançarino. O que me irrita se quer saber. – Ele disse, rindo. – O cara é extremamente bom em tudo o que faz! Como isso é possível?

– Acho que dedicação, talvez? – Ela ainda estava folheando o livro. – Eu me dediquei a estudar. Ele a tocar violão e dançar e cantar e ser artístico. Puck a mesma coisa, só que ele é melhor em ser o terror das pessoas, pelo que eu vi.

– Você parece chateada com o que aconteceu. – Ele estava sério agora, analisando a expressão da garota que estava a sua frente. Por algum motivo que ele não entendia, sentiu a mesma coisa que sentia quando Katie ficava indiferente.

– Ah... – Ela parou de folhear o livro e olhou para ele. – Eu poderia mentir, sabe? Poderia dizer que eu entendo o lado deles... Mas sinceramente eu não entendo. Por mais que eles não gostassem da minha existência, não é minha culpa e eles não precisavam ter me humilhado na frente da escola inteira. Família não faz isso.

– Jake só está irritado... E Puck não perde uma oportunidade. – Ele tentou explicar, mas viu que não adiantaria. Levantou-se e pegou a mão dela, Lola ficou olhando para a sua mão na dela sem saber o que fazer. Ele a puxou para a cama e sentou-se ali. Abriu a gaveta da mesinha do lado da sua cama e tirou um CD de músicas de lá. – Jake me emprestou esse CD há algumas semanas, é da banda preferida dele. Ouça e pelo menos vai ter alguma coisa pra falar com ele, eventualmente...

Lola pegou o CD nas mãos e ficou olhando. Você está sozinha com ele, no quarto dele. Por que não diz de uma vez? Por que ficar fugindo dele? Ela pensou. Ah é, por que ele provavelmente não vai aceitar quem você é..., ela respondeu.

Quando ela levantou a cabeça para agradecer Ryder, ele estava deitado na própria cama, com os braços atrás da cabeça e olhando para o teto.

– Ahm... Obrigada Ryder. – Ela desviou o olhar, tentando não fazer contato visual com o físico de jogador de futebol que ele tinha. Sério, Deus? Eu sou uma pessoa tão má assim?

– Podemos descansar um pouco? Toda essa história acaba comigo... – Ryder disse, logo depois percebendo a ambiguidade da frase. – Eu quero dizer... O trabalho de história.

– Eu entendi. – Ela sorriu. Fechou os olhos e respirou fundo. Olhou pela janela e decidiu que teria que relaxar. Não adiantaria nada ficar com medo de que ele perceba alguma coisa, pois assim ele vai perceber mesmo.

Lola colocou o CD de lado e deitou na cama dele, ao seu lado. Pensou que ele acharia estranho, mas ele não disse nada, só ficou olhando para o teto.

Silêncio...

– Você é uma garota, Lola. – Ele disse, sem olhar para ela. – Preciso que me dê sua opinião em uma coisa.

– O que? – Ela olhou para ele. Ele ainda olhava para o teto.

– É a coisa mais estúpida do mundo, mas... – Ele respirou fundo e fechou os olhos por um segundo. Então abriu os olhos e olhou para Lola. – Eu conheci essa garota por um chat...

Lola congelou.

– E por mais inusitado que isso pareça, parece que eu conheço ela há anos, entende? Nós temos absolutamente tudo em comum e eu não consigo passar mais do que algumas horas sem falar com ela... Ela é perfeita. Eu a quero, eu quero ficar com ela e... – Ele continuou. – Mas parece que ela não quer a mesma coisa.

– O que faz você pensar isso? – Lola podia ouvir os batimentos cardíacos acelerados, sua respiração estava pesada e seu pensamento a mil por hora. Adeus à Lola relaxada.

– Bom... Primeiro ela mandou uma foto de uma garota que não era ela. Eu acabei me declarando para uma garota que eu nem conheço. – Ele riu. Lola franziu a testa. – E foi extremamente constrangedor. E depois eu a intimei a me encontrar no corredor, mas ela não apareceu... E agora ela mal fala quatro frases sem que uma seja com um tom de indiferença, sabe? Ela está distante. Eu tento encontrar ela, mas ela parece fugir sempre que eu chego perto.

– Isso é... Complicado. – Lola disse e agora ela estava olhando para o teto, rezando para que ele não escute os batimentos do seu coração.

– Não me diga... Quando eu falo sobre isso com os meus amigos eles dizem que eu estou louco. Que eu deveria simplesmente desistir e ficar com alguém que eu conheço. – Ryder disse.

– Não! – Lola disse, depois olhou para Ryder e viu sua expressão confusa. Pense rápido, Lorelaine! – Eu quero dizer... Por que você deve desistir de algo que você acha que é especial por que não é o estilo convencional? Ou por que seus amigos não entendem? Se o que você sente é real, Ryder, por que você tem que desistir?

– Você tem razão... – Ele disse, com a expressão mais tranquila.

– As melhores histórias de amor não são criadas por aqueles que simplesmente desistem... – Lola disse, ainda olhando ele. Ryder sorriu.

– Você é realmente um gênio. – Ryder disse.

– Eu tento... – Ela disse, rindo. – Só não diga isso ao Jake, ele pode ter um surto.

– Não vou contar ao Jake, pode deixar... – Ryder estava rindo, abertamente. Era espontâneo. – Estou feliz que resolvi fazer esse trabalho com você... Você não é tão mal quanto todos pensam.

– Ahm... Obrigada? – Lola disse, sem saber o que dizer.

– Estou falando sério. – Ryder estava olhando para ela. Lola olhava para o teto. – Você só precisa se soltar um pouco... Ser mais Puckerman.

Lola ficou em silêncio por um segundo.

– Yo! Se você não me der todo o seu dinheiro da semana agora, eu vou te jogar em três latas de lixo todos os dias pelo resto do ano! – Lola disse, imitando Puck com a voz grossa e fazendo gestos de gângster. Ryder começou a gargalhar.

– Ok... Não precisa ir tão longe assim. – Ele ainda estava rindo.

– Ou talvez eu simplesmente pegue um violão e saia por aí cantando... – Ela disse, também rindo. – Lógico que eu precisaria aprender a tocar primeiro, mas não acho que iria demorar tanto tempo assim... Eu posso aguentar uns slushies por mais alguns meses.

– Aproveite e faça umas aulas de dança nesse tempo... Aí você pode convidar os dois para uma batalha e tudo estará resolvido! – Ryder disse, entrando na brincadeira.

– É... Aposto que eu ficaria linda dançando... Especialmente se meu óculos cair e quebrar. Vou acabar destruindo tudo a minha volta por estar cega! – Lola disse, ironicamente. Ryder estava morrendo de rir, só de imaginar. – Isso sim vai fazer eles me adorarem!

– Com certeza! – Ryder disse, parando de rir aos poucos.

Lola estava olhando para ele e ainda rindo, quando ela notou os lençóis de Star Wars que ele tinha. Levantou-se rapidamente e olhou o lençol. Ela se lembrava do dia em que ele disse para ela sobre os lençóis e como ninguém mais sabia disso. Ele se levantou também e olhou para onde ela estava olhando.

– Ah... É... Eu me esqueci de trocar isso. – Ele disse, rindo de leve. – Eu agradeceria se não saísse por aí dizendo que eu ainda tenho esses lençóis... Por mais que seja meu tesouro.

Lola sorriu e olhou Ryder. Foi pega de surpresa ao ver o quanto perto ele estava dela.

Silêncio.

Mais silêncio.

Ryder estava confuso. Estava sentindo na pele aquela sensação de expectativa que sentia quando falava com Katie. Como isso era possível?

Lola podia jurar que pegou Ryder olhando para seus lábios. Ela se perdia no rosto dele, tentando decifrar sua expressão. Não sabia o que fazer, até que seu corpo tomou conta da sua vontade e quando ela viu, estava com a mão em cima da dele.

Ryder olhou para a mão delicada dela na sua, após tirar os olhos dos lábios dela. Ele não tinha percebido antes, mas eram lindos. O tipo Jolie de lábios. Mas agora sua atenção estava no jeito de que a pele da sua mão respondia ao toque da dela.

– Obrigada... – Ela disse, em uma voz baixa. – Por ser tão gentil comigo.

Ele voltou o olhar para o rosto dela e por um momento se viu querendo beijá-la. Mas não podia. Ele tinha Katie.

Mas ele havia jantado com Kitty alguns dias atrás e não havia sentido a mesma coisa.

Ele estava prestes a tomar uma decisão quando ouviu a campainha da casa tocar repetidas vezes. E então, do lado de fora da casa gritaram:

– RYDER, CARA! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ! – Era Jake, e ele não estava sozinho.

– RYDER, VAMOS! NÓS VAMOS JANTAR NO BREADSTICKS, VOCÊ QUER VIR? – Era a Marley.

– VAMOS IDIOTA! VIVA A VIDA COM PESSOAS REAIS. – Kitty estava lá também.

Ryder fechou os olhos e passou a mão no rosto, se levantou rapidamente e foi até a janela.

– Hey! Eu vou descer em um minuto! – Ele riu e fechou a janela. Voltou a olhar para Lola e percebeu que estava encrencado. – Uhm... Eles não vão me deixar ficar. E se eu resistir eles podem entrar aqui... E não podem saber de você, não é? Então... Eu vou deixar a chave da porta dos fundos com você, você sai e tranca pra mim, está bem? Só colocar a chave depois embaixo do vaso de rosas que está lá fora.

Ele foi procurando o agasalho do time de futebol da McKinley e o colocou. Estava prestes a sair do quarto quando parou e se virou para Lola.

– Você é uma garota legal, Lola... A gente termina o trabalho outro dia. Ok? Eu sinto muito. – Ele disse, e era sincero. Lola não disse nada, só sorriu de leve e acenou com a cabeça.

Ryder foi embora.

Lola foi saindo da casa dele após alguns minutos que ele desapareceu na rua. Trancou a porta e colocou a chave debaixo do vaso como ele tinha dito. Estava andando sozinha quando decidiu pegar o celular.

Katie_xoxo disse: Voltei! Sentiu minha falta?

Notas finais
Wow. Drama! Vocês nem sabem o que eu tenho preparado para os próximos capítulos!
Reviews me deixam muito feliz, sabia?
Obrigada por ler!