Oneshots De Séries

207 4 Desmaios E Um Sequestro - Magnum PI


Notas iniciais
Nome da música do pedido: Baby That's Not All - Josh Ritter

— A próxima bebida vai para Thomas. – Juliet sorriu para o namorado. – Por ser esse doce de homem.

— Se a gente tivesse um medidor de glicemia por aqui, a gente veria que é tudo doce. – Rick brincou. – Mas eles se amam.

— Ah, Orville. – TC brindou com o amigo. – Angela te deixou?

— Ela se chama Anilé e ela é brasileira. – Rick sorriu. – E ela teve que voltar para casa por causa de seus pais.

— Eu tenho certeza que ela não vai deixar você. – Thomas sorriu. – Kumu, aceita um drink?

— Não mesmo. – A governanta colocou os óculos escuros. – Eu vou até o centro cultural. Parece que houve uma perturbação. Mas eu volto.

— Eu dispenso. – Katsumoto recebeu uma mensagem. – Tenho um caso.

— Obrigado, Gordie. – Juliet deu um beijo na bochecha de Katsumoto como agradecimento. – Eu espero que você reconsidere.

Gordon deixou a mansão de Robin, deixando apenas os quatro fazendo uma festinha particular para Juliet. Mas não parecia que as coisas iriam ficar bem.

Do outro lado da estrada, dentro de um carro, alguém fumava um cigarro e decidiu que era a hora certa para fazer o seu movimento.

Eles estavam aqui para sequestrar Thomas. Afinal de contas, Juliet era seu verdadeiro alvo, mas seria muito melhor levar alguém que ela amava profundamente. E com certeza ela viria para eles.

Acionando o botão programado, ele esperou para que seu gás fizesse a magia.

Thomas e Juliet estavam na sala da casa principal junto com Rick e TC jogando banco imobiliário. Eles adoravam esse jogo e nem ao menos notaram o gás saindo pela ventilação.

Magnum foi o primeiro a sentir a letargia começar. Ele olhou para Juliet e depois para Rick e TC sofrendo a mesma coisa.

Tentando levantar para abrir a janela, Thomas acabou caindo no chão, desmaiando. Juliet queria chegar ao amado, mas ela não conseguia se mexer. Era a mesma coisa que TC e Rick tinham.

Logo os quatro desmaiaram. Zeus e Apollo também acabaram nocauteados com o gás.

O portão do Robin’s Nets foi aberto remotamente e fazendo o menor movimento de porta para que o gás não saísse da sala, dois homens entraram com máscaras de oxigênio e arrastaram Thomas, derrubando uma garrafa que se quebrou e cortou o braço de Thomas no processo.

Depois que a porta foi fechada, um pouco mais de gás foi bombeado dentro da sala e então desligou por completo.

Thomas foi colocado dentro da van e imediatamente foi algemado ao chão dela, vendado e amordaçado. As pernas dele foram amarrados com cordas. Como eles queriam e muito ver a reação do pessoal, dois tiros foram disparados contra a janela, sem atingir ninguém.

Acordando de qualquer droga que foi bombeada dentro da casa, Juliet olhou para onde Thomas deveria estar, porém só encontrou uma trilha de sangue e nada de Thomas.

Rick e TC abriram os olhos, respirando o ar fresco que entrava.

Por sorte, Gordie percebeu que o caso era uma completa farsa e voltou correndo para a mansão. Ele entrou quando percebeu que o portão estava aberto e correu.

— Juliet! – Ele abriu a porta e a deixou aberta. – Você está bem?

— Alguém sequestrou Thomas. – Juliet apenas disse ainda fraca. – Eu não faço ideia do que aconteceu aqui.

— Fomos drogados. – TC ajudou Rick a sentar no sofá. – E eu acho que Thomas pode estar ferido.

— Vou chamar uma ambulância para vocês e quero um teste de drogas. – Ele saiu e encontrou mais sangue.

A ambulância veio, verificou os sinais de todos. Noelani veio, tirou uma amostra de sangue de cada e uma amostra do sangue do chão para mandar ao laboratório.

— Há alguns anos eu fiz muitos inimigos quando trabalhava para o MI-6. – Juliet começou a contar. – E antes que me perguntem, eu sei que é por minha causa. Não sei quem, mas talvez eu tenha meu top dez de inimigos.

— Certo, quem são os três primeiros? – Rick sabia que os três primeiros eram os mais prováveis.

— Andrew Garfield. – Ela mostrou a foto do homem. – Ele era um agente iniciante no MI-6 e eu fui sua mentora. Acontece que na verdade ele era um espião de uma das famílias de carteis mais impiedosas de Londres. Em segundo... Estevão Sant Luchasse. Italiano. Ele era um dos membros da máfia italiana. Eu o prendi em Londres depois de roubar o museu.

— E o terceiro? – Rick olhou para a tela quando Juliet mostrou a foto. – Esse cara esteve no La Mariana sempre que Tommy estava por lá.

— O nome dele é Carlos Fuertes. — Higgins suspirou. – Ele é meu antigo mentor procurado pela Interpol.

Abrindo a sala onde Thomas estava amarrado, Carlos bateu uma foto e fechou novamente. Como o ar lá dentro era escasso, Thomas jazia inconsciente no chão. Nos últimos momentos ele havia perdido uma quantidade significativa de sangue pelo chão.

— O que vamos fazer? – Rick olhou para Juliet com uma expressão vazia. – Esse cara vai matar Thomas.

— Oficialmente eu não posso autorizar uma missão. – Katsumoto deixou seu distintivo sobre a mesa. – Mas eu não vou deixar Thomas morrer por não fazer nada.

— Você vai estar violando um livro inteiro de regras, Katsumoto. – TC olhou para ele. – Tem certeza que quer arriscar sua carreira por causa de Thomas?

— Thomas é meu amigo, TC. – Gordon sorriu. – Ele pode ser um bom vivant, um aproveitador e um cara que pede favores, mas ele é meu amigo e está junto com a Juliet e a fazendo feliz. Então, sim. Eu quero arriscar minha carreira.

Apertando o revolver ao seu lado, Juliet saiu para o jardim. Ela havia recebido uma foto de Thomas completamente amarrado e com uma poça de sangue. Pegando a Ferrari, ela ignorou todos os gritos dos amigos e foi em direção da localização recebida segundos depois.

Rick, TC e Katsumoto entraram no porsche de Rick e foram de armas em punho a seguindo. Eles estavam em uma missão. Recuperar Thomas e o levar para o hospital.

— O que estão fazendo aqui? – Juliet disse assim que ela parou de fora de uma área arborizada. – Ele disse sem ninguém.

— Acha que ele quer libertar Thomas? – Rick olhou para Juliet. – Cristo Jules. Ele quer matar vocês dois e deixar ali jogados.

— Eu acho que agi por impulso. – Ela pegou a arma. – Vocês deveriam se separar então.

— Vou para o meu monte. – Rick pegou sua arma e foi em busca de um lugar para atirar sem problemas.

TC seguiu por trás da casa que o bandido matinha Thomas. Ele se abaixou onde o homem não o visse. Gordon seguiu com Juliet, fazendo o papel de segurança particular.

— Eu disse sem companheiros, Juliet. – Carlos a olhou. – Por que trouxe esse policial?

— Hoje ele não é policial, Carlos. – Ela se sentou e olhou para ele. – Desculpe, eu me convidei para entrar.

— Tragam Thomas. – Ele ordenou para os capangas. – É simples. Sua vida pela dele.

— E por que me matar? – Juliet se forçou a ignorar que Thomas não andava por si mesmo. – Você me treinou. Sabe bem que eu nunca vou me curvar a você ou seus pedidos.

— Então seu namoradinho vai morrer. – Ele levou a arma para a cabeça de Thomas. – É melhor....

Carlos nem terminou sua frase antes que um tiro o acertasse na cabeça. Ele caiu junto com Thomas.

Correndo para o namorado, ela o colocou deitado em seu colo. Gordon usou seu telefone e chamou uma ambulância para Thomas. TC olhou para Rick, que ainda estava no alto de uma colina, há 12 quilômetros.

Ele sorriu, sabendo que logo eles estaria por perto, pronto para ajudar Thomas.

Duas semanas depois...

Assim que Thomas foi liberado do hospital e Higgins passou pelo depoimento da polícia sobre o ocorrido e foi liberada, eles decidiram dar um tempo da mansão.

Kumu tirou férias e Juliet e Thomas se sentaram no sol do caribe. Alguém tocava uma música ao longe e Juliet sorriu, apesar de o braço de Magnum ainda ter a cicatriz de onde o vidro o cortou.

— Casa comigo? – Thomas perguntou para ela do nada. – Por favor?

— É tudo o que eu mais quero. – Ela sentiu ele deixando uma aliança em sua mão e sorriu.

Logo Juliet descobriu o nome da música e sorriu. Aquela seria a música mais linda que ela ouviria em sua vida.