Oneshots De Séries

208 O Problema De Patrick - The Mentalist


Patrick Jane não se sentia bem há uma semana inteira. Ele tinha espasmos de frio e uma febre que nunca passava. Ele, no entanto, nunca deixou de ir trabalhar.

Ele precisava de um pouco de rotina em seu dia a dia, mas estava ficando complicado para ele suportar qualquer coisa. Ele só queria ficar deitado no sofá e se enrolar cuidadosamente no cobertor.

— Jane, você realmente precisa ir para casa. – Cho olhou para o amigo. – Você está pálido.

— Está tudo bem, Kimball. – Jane tossiu um pouco e sentiu vontade de vomitar. – É só um resfriado ruim.

— Se você não melhorar, eu vou pessoalmente chamar Abott e chamar a emergência. – Cho se sentou e olhou para Wylie. – Ele não quer admitir que está sendo teimoso a respeito disso.

— Tenho certeza que Lisbon pode conseguir fazer com que ele vá ao médico. – Wylie sorriu. – Mas eu vou ficar por aqui mesmo.

— Qualquer coisa chame o Abott. – Cho se levantou, já prevendo que algo ruim aconteceria na sede.

Wylie olhou para Jane e depois para a agente Smith. Ele estava secretamente interessado nela.

Jane se sentia mal. Se alguma coisa, ele se sentia pior a cada segundo que passava deitado. Tentando levantar, ele só conseguiu dar um passo antes de que tudo ficasse escuro. Ele sentiu o baque, mas seu corpo se recusou a cooperar.

— JANEEE! – Wylie correu para o amigo junto com a agente Smith. – Meu Deus, alguém chame a emergência!

Abott, ouvindo toda a gritaria correu para ver o que havia de errado e viu Jane caído. Ele literalmente correu e puxou a caixinha de primeiros socorros. Tirando um esfigmomanômetro de dentro, ele o apoiou no pulso do amigo.

Lisbon apareceu correndo, tentando não gritar de horror. Cho chegou logo em seguida com dois homens em uma maca e eles pediram que todos se afastassem.

Usando a medida que o aparelho de pressão de Abott conseguiu, ele começaram a ver o que afinal Jane tinha. Uma linha IV foi colocada nele e um colar cervical. Afinal, ele tinha caído no chão e era melhor pecar por excesso do que ter problemas por poupar.

Entrando na ambulância com o namorado, Teresa sentiu seu coração bater mais rápido do que o normal. Seu melhor amigo e namorado estava deitado, inconsciente.

— Verifiquem os batimentos cardíacos dele. – O médico retirou a mão de Lisbon gentilmente. – Desculpe, é procedimento.

— Está tudo bem. – Lisbon olhou para Jane. – Ele vai ficar bem, não?

— Precisamos de exames para ver o que ele tem. – A enfermeira a tranquilizou. – Talvez você possa nos responder alguns dos sintomas dele.

— Ele estava bem doente nesses últimos dias. – Teresa estava feliz em ter algo para se concentrar. – Do tipo tendo calafrios e tosse.

— Poderia ser uma pneumonia grave. – A médica ia terminar, mas ouviu os aparelhos dele acelerarem e diminuírem. – Precisamos ir mais depressa.

Chegando no hospital, Lisbon foi deixada na emergência. Ela não podia seguir o namorado. Pegando a prancheta, ela se surpreendeu ao ver que sabia praticamente tudo dele.

— Teresa! – Abott correu para a gente. – Como ele está?

— Eu não tive nenhuma notícia até agora, Denis. – Ela olhou impotente para Cho. – Kimball, por que isso teve que acontecer?

— Vai ficar tudo bem, Teresa. – Ele abraçou a amiga e olhou para Wylie. – Acho que você deveria conversar com Wylie.

— Tem razão. – Ela caminhou até o agente loiro e sorriu para ele. – Ei, você está bem?

— Queria ter impedido Jane de cair. – Ele olhou distraído para as lajotas. – Ele vai ficar bem, certo?

— Claro, Jason. – Teresa usou o primeiro nome dele e sorriu. – Os médicos estão vindo.

— Agente Lisbon? – O médico evitou apertar a mão dela. – Eu sou o médico do seu namorado.

— Sim. – Ela se levantou e todos se aproximaram. – O que ele tem?

— Bem, o resfriado do senhor Jane se tornou uma pneumonia severa. – Ele deu um olhar triste. – Felizmente ele vai se curar, mas vai levar um tempo ainda.

— Graças a Deus. – Cho disse, dando um de seus raros sorrisos. – Podemos ver ele?

— Deem alguns minutos. – O doutor sorriu para ele. – A gente está acomodando ele. Posso dizer que ele não é um paciente fácil.

— Seria uma novidade se ele fosse. – Lisbon sorriu. – Mas será que podemos?

— Claro, me sigam. – O médico os levou para o quarto, onde Jane estava com uma cânula de oxigênio.

Assim que o médico saiu, Teresa se aproximou e o olhou com um pouco de frustração.

— Ah, não fique assim comigo, Teresa. – Ele falou, a voz um pouco áspera. – A vida pode estar desistindo de mim, mas eu não vou desistir isso.

— Você vai realmente usar uma frase de “ER” em mim, Jane? – Teresa usava o sobrenome dele quando estava irritada. – Eu estive com você na ambulância.

— Amor, estou bem. – Ele voltou a dizer. – Cho, pare de me encarar e venha aqui.

— Senhor Jane, seu remédio. – A enfermeira colocou a agulha hipodérmica no soro dele e sorriu. – Os remédios vão deixar você bem sonolento e eu sugiro que você durma.

Patrick olhou para todos e prometeu se desculpar com cada um, mas não no momento.

Ele acabou ficando quase três semanas internado com pneumonia. Quando a quarta semana começou e Jane foi liberado do hospital. Lisbon o fez ficar na sua casa, uma vez que era mais segura e sem vento.

— Acho que eu já fiquei deitado o suficiente, Teresa. – Patrick reclamou. – Por que não posso ficar no sofá com você?

— Porque você está doente. – Ela o fez se deitar novamente. – E eu vou ficar aqui na cama com você.

Os dois se aconchegaram e na metade do filme, ambos estavam dormindo.

— Eu estou feliz em estar voltando. – Jane sorriu. – Quando o elevador abrir, não vai ter uma festa me esperando, certo?

— Não posso prometer nada. – Lisbon sorriu e a porta do elevador se abriu para um Lobby todo decorado com balões e bolo. – Disse que não prometia nada.

— Bem-vindo de volta, Patrick. – Wylie foi o primeiro a abraçar o colega. – Eu fico feliz que esteja bem.

— Obrigado, Wylie. – Jane olhou para Cho. – Kimball...

— Patrick... – Os dois homens se abraçaram e sorriram.

— Obrigado a todos por essa calorosa recepção. – Patrick sorriu. – Prometo que não teremos mais desmaios por aqui, a menos se forem de gravidez.

Todos deram risadas e Teresa sorriu. Bem, ele poderia conseguir algo nesse sentido em alguns meses.

Sentando em seu sofá, ele notou que agora haviam dois cobertores felpudos.

— Uma coisinha para os dias frios, Patty. – Teresa sorriu. – Quer ajudar no caso que acabou de chegar?

— Apenas me dê um momento. – Patrick disse respirou fundo.

Como era libertador não ter espirros e nem mesmo dor ao respirar. Ele se levantou, foi para a sala de instruções, sorrindo.