Oneshots Criminal Minds
45 The Tech Goddess
Notas iniciais
Cansada de esperar Derek a notar, Garcia decidiu que era hora de mudar. Derek parecia perceber perigo a uma milha de distância, mas quando se tratava de romance, deus o ajude, o cara era lerdo demais.
Ela terminar com Kevin deveria ser um sinal claro. Então quando ele apenas a parabenizou por terminar com seu ex, ela teve a sensação de uma bofetada. Ou foi mais como um soco no estomago.
A equipe iria sair para bebidas hoje à noite e ela fez questão de confirmar a presença. Se Derek não a quisesse, ela iria encontrar alguém que a quisesse.
Por outro lado, em sua própria casa, Derek se sentou em frente ao espelho, apenas pensando na merda que fez. Penelope praticamente disse a ele que terminou com Kevin e ele deveria sentir algo sobre isso.
— Deus do céu. – Ele colocou a mão no rosto. – Eu estreguei tudo.
Ele vestiu sua camisa e sua calça, colocou seu distintivo e arma e saiu pela porta. Ele sabia o que iria fazer e sabia porquê.
Hotch, Emily, Rossi, Reid e JJ já estavam no bar, com Drinks personalizados. Mas nada de Penelope ainda. Indo direto para o pessoal, ele se perguntou se ele tinha algo nos dentes.
— Vocês estão bem? – Ele viu o olhar de Rossi. – Vamos, eu aguento.
— Se você deixasse de ser tão criança. – Rossi disse. – Veria que Garcia te ama como nunca amou Kevin.
Isso atingiu Derek com a potência de um chute. Todos tentaram dizer isso nas últimas semanas, enquanto viam Penelope perder brilho e coração para um homem idiota.
Como Derek fora o último a perceber que ela correspondia seus sentimentos.
— Ela vem? – Derek vacilou um pouco. – Eu me sinto um idiota.
— Ela disse que iria achar alguém que lutasse por ela. – JJ solenemente falou. – E eu sinceramente espero que você entenda o quanto a perdeu. – Ela largou sua bebida no balcão ao lado de Hotch. – Preciso do banheiro.
Derek se sentiu mal. Ele era o problema e a idéia de Penelope encontrar algum outro cara que a fizesse feliz o fazia querer vomitar.
O olhar de Rossi se iluminou diretamente a porta. Penelope surgiu nela com um vestido que seria indecente se não fosse ela vestida nele. Todas suas curvas estavam agarradas e sua bunda se sobressaia naquela saia pequena.
— Ei gente. – Ela ignorou Derek de propósito. – Um martini por favor. Olá agente Morgan.
Derek precisou de ar. Ela o chamou de agente Morgan? Ele lembrou de quando ela o chamou assim pela última vez. Tamara Barnes, a irmã da vítima.
— Ei Baby Girl. – Ele tentou brincar. – O que é agente Morgan agora?
— Profissionalismo. – Ela sentiu que as lágrimas se acumularam. – Eu preciso de mais um.
Os homens olhavam para Penelope com fome, como urubus em uma carne e Derek sentiu seu pescoço queimando de ciúmes.
— Ei bonita. – Um homem mais jovem que Derek, mais velho que Reid chegou em Garcia. – Me dá a honra de uma dança?
— Claro. – Ela respondeu. – Eu preciso dançar.
Hotch olhou para Morgan, raiva escrita e transcrita no rosto dele. Ele olhou para Rossi, uma preocupação paternal por Penelope. Se ele não soubesse que ela de fato era filha dele, ele poderia jurar que ele poderia ser de qualquer jeito.
Morgan estava alimento esse sentimento de amor e proteção por Penelope. O jeito que ela sorria, o jeito que ela balançava na pista de dança...
— Chega. – Morgan quebrou o copo em sua mão. – Eu não posso mais fazer isso.
— Derek. – Reid o olhou angustiado. – Você está bem?
— Não estou cortado. – Ele respondeu. – Mas busque gelo para aquele rapaz.
— Onde você vai? – Reid ficou preocupado. – Derek!
Ele rumou até a pista de dança, parando o suficiente para tomar ar e pensar de novo.
— Precisamos conversar. – Ele a puxou com força e gentileza ao mesmo tempo. – E não aceito um não.
— Derek. – Penelope tentou protestar. – Amarre seus burros.
— Silêncio, Garcia. – Ele estava à beira de uma cena na pista. – Vamos lá para fora.
O rapaz na pista de dança sem entender nada, acabou encontrando outra parceira para dançar.
O ar frio da saída do bar fez Penelope perceber que ela pode ter causado problemas para ela e Derek. Ela queria se divertir, assim como ele sempre fazia, mas agora, ela realmente se arrependeu.
Ele a empurrou quase como uma pluma na parede e trancou o corpo dela nela. Por cinco minutos eles apenas se olharam. Nenhum deles sabia o que dizer ou como dizer.
Derek precisava extravasar, queria gritar com Penelope, mas vendo a tão assustada, ele se perguntou que merda ele fez.
— Eu sinto muito, Penelope. – Ele quebrou o silêncio. – Eu fui possesivo.
— Tudo bem. – Ela tinha uma voz hesitante. – Eu mereci.
— Não P. – Ele consertou. – Você não fez nada de errado. É só que eu percebi como é ver o amor da sua vida sendo apreciado.
— Eu não sou apaixonada por ele, Derek. – Ela sabia que era a hora. – Eu sou por você. Eu te amo desde que você me chamou de Baby girl pela primeira vez, mas eu nunca achei que iriamos dar certo.
— Eu tentei aceitar você e Kevin. – Ele confessou. – Eu só não consegui. Assim como Tamara e eu tudo o que fiz foi, sei lá, eu meio que te afastei.
— Kevin tem razão. – Ela estava a ponto de chorar. – Homens bonitos não cruzam bares lotados para garotas como eu.
— Ele é um idiota. – Ele sussurrou no ouvido dela. – Eu atravessaria toda Las Vegas a pé para te encontrar.
— O que isso quer dizer, Derek? – Pen viu ele se aproximando com a boca. – Derek?
— Eu vou te beijar, se não for óbvio. – Ele pegou as costas ela e as arqueou. — Então eu vou te levar para casa e fazer amor do jeito que você merece.
— E quanto a equipe? — Ela sabia que deveria ao menos avisar Hotch. – E se eles acharem que eu fui sequestrada?
— Baby girl. – Ele colocou as mãos por baixo do vestido. – Você já foi sequestrada por mim. Basta aceitar.
E até eles chegarem em casa beijos e caricias intimas foram trocadas no carro. Ele a viu hesitar antes de entrar, mas ele a pegou pela mão e a abraçou.
A medida que eles subiam as escadas, as roupas foram ficando pelos degraus. Naquela noite a casa estava lotada de gemidos satisfeitos, tanto de Derek, quanto de Penelope.
— O que você disse a Hotch antes de sair? – Penelope estava curiosa. – Quero dizer, você não pode apenas dizer que vai me levar para sua casa e me adorar.
— Eu disse que iria levar você para casa. – Ele beijou suas costas nuas. – Apenas não disse que seria a minha casa e a minha cama.
— Eu ainda não estou pronta para um anel. – Ela tremeu ao falar isso. – Mas podemos namorar por enquanto.
— Será ótimo baby. – Ele a virou e a beijou. – Apenas saiba que eu quero te dar um anel algum dia.
— E eu posso aceitar seu pedido. – Ela envolveu seu braço nele. – Afinal, você sim é o homem certo.
— Maldita mulher. – Ele brincou. – Você com roupas deveria ser ilegal. – Ele viu o vestido no chão, em um canto. – A partir de hoje, esse vestido é apenas para meus olhos.
Ela riu e eles fizeram amor de novo. Levou quase um ano para Derek resolver se casar e quando ele fez o pedido, ela aceitou logo. A equipe viu como Penelope e Derek estavam em uma nova sincronia.
Não demoraria para o casal ter uma bebe. Não mesmo.
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