— Você viu Penelope? – Luke perguntou com medo. – Eu não sei, mas sinto que há algo errado.

— Ela deveria entrar daqui há meia hora, Alvez. – Emily escondeu o próprio medo. – Eu sei que ela está bem.

— Certo. – Luke parecia menos preocupado, porém mais ansioso. – Vou esperar. Há alguns relatórios que eu preciso que ela introduza no sistema dela.

Emily assentiu. Vendo Luke indo em direção ao escritório de sua amiga, ela deixou seu humor cair. Ela ainda não podia dizer que Garcia estava desaparecida. E mesmo que ela dissesse, não havia nada a se fazer naquele momento.

Noite anterior...

Colocando a chave em seu carro clássico, Penelope começou a abrir. A porta da van ao seu lado abriu e um capuz preto foi colocado na sua cara. Ela nem teve tempo de reagir quando algo foi injetado em seu pescoço e ela caiu completamente mole.

O homem a arrastou para a van, deixando as chaves e o celular dela no chão. Ele a deitou no chão da van, passou fita em seus braços e pernas e colocou um pedaço sobre a boca dela.

Amarrando uma algema de plástico sob as mãos com fita, ele prendeu em um gancho no chão da van e saiu a toda.

Emily foi até o estacionamento e notou o carro de Garcia ainda aberto. Chaves no chão com o telefone. A bolsa dela sob o banco do carona e seu casaco na parte de trás.

Isso era ainda mais assustador. Penelope não estava à vista de ninguém e o pior dos cenários apareceu. Penelope Garcia havia sido levada.

— Emily? – Rossi estava ao lado dela perto do carro. – O que houve? Onde está Penelope?

— Foi sequestrada. – Ela parecia em um mundo paralelo. – Eu não sei a quanto tempo, não há uma câmera aqui. Nada para começar.

— Deveríamos alertar a equipe. – Ele a viu balançar a cabeça. – Por que não?

— Ainda não há pistas Dave. – Ele se sentiu mal. – E se achamos que ela está desaparecida, mas ela já está morta?

— Não há nenhuma indicação de crimes aqui. – Rossi a tranquilizou. – Deixe ao menos JJ e Spencer saberem. Peça a eles que não falem para Luke ainda.

— Eles se amam, Dave. – Emily revelou. – Ele vai ao escritório dela com relatórios que ele mesmo poderia arquivar, apenas para ver ela.

— É fofo. – Rossi suspirou. – Mas acredito que se ele souber agora ele só vai ser impetuoso.

— Certo. – Emily discou para JJ. – Só espero que saibamos o que estamos fazendo.

Agora...

Penelope tinha a maior de todas as dores de cabeça. Ela descobriu cedo como analista técnica que ela poderia ser o alvo de algum psicopata trabalhando com a BAU, mas isso era angustiante.

Mãos firmemente amarradas com fita grossa, pés igualmente amarrados e um pedaço na boca. No chão de uma van, presa ao chão.

Imagens de vítimas vieram a mente e ela precisou morder o lábio embaixo da fita para não chorar.

Se você for apanhada por um unsub não implore. A voz de Rossi veio à mente. Eles querem isso. Querem que você implore pela liberdade.

Ele falou isso na época que eles caçavam Peter Lewis. De todas os membros, ele a escolheu para uma conversa particular por motivos óbvios. O primeiro era que ela mais vulnerável da equipe.

Não que ele a achasse fraca, mas porque ela nem sequer tinha uma Taser. O segundo e ela não fazia idéia era que ele era seu pai. Ele apenas disse que precisava proteger ela.

— Vejo que acordou. – Eric falou quando percebeu que ela se mexeu. – Eis a regra: você fica quieta e eu te solto no final do dia, com alguns machucados ou eu fico uma semana com você e te solto apenas no México.

Penelope parou de tentar gritar. De nada adiantaria se machucar à toa. Ela sabia que provavelmente ele a iria matar.

— Boa garota. – Ele parou a van em um acostamento e veio para ela. – Quer saber por que eu escolhi você? Porque você é exatamente meu tipo.

Ela arregalou os olhos quando a mão dele foi para debaixo de seu vestido. Ela tentou pensar em algo feliz, porém tudo que conseguiu foram lágrimas.

Ele riu e voltou para a direção, indo à direção a uma cabana abandonada. Seu destino estava selado.

— Como assim Penelope foi sequestrada? – Luke gritou alto. – Por que vocês não me contaram?

— Luke. – Matt segurou o amigo. – Você precisa se acalmar.

— Com a merda que eu vou. – Luke estava irritado. – Penelope foi levada a mais 13 horas. Por que ainda estamos aqui?

— Estamos quase chegando ao suspeito. – Rossi confessou. – Você reagiria ainda mais raivoso se soubesse na hora. Pensamos em poupar um escândalo.

— Ok. – Ele se sentou. – Eu sinto muito. É só que...

— Você a ama. – Spencer concluiu. – E a sensação de pensar o que um psicopata está fazendo com ela, aumenta seu medo de perder ela.

— Eu deveria proteger ela. – Luke olhou para as próprias mãos. – E eu não fiz isso.

— Temos uma identificação! – Rossi gritou. – Thomas Hershey.

— Ele não é o Estuprador de Miami? – JJ estava em pânico. – Se ele sequestrou Garcie, ele a levou para alguma cabana perto. É o método dele.

Luke estava em um pânico maior. Spencer começou a procurar padrões e sufocou um grito.

— Ele tem uma cabana no lago Milwauke. – Spencer levantou o papel. – Fica há uma hora daqui.

Thomas arrastou Penelope até a cabana. Ela estava drogada outra vez. Ele a escolheu de propósito. Fora do circuito de Miami, longe de Caine e dos estupidos CSI’s.

Amarrando as duas mãos dela ao quadro da cama, ele afastou as pernas e começou a tirar o vestido dela.

— Uma deusa. – Ele tocou as pernas dela. – Vamos nos divertir muito juntos.

A equipe estava a cinco minutos da cabana. Eles chegaram em um helicóptero emprestado pelo diretor do FBI. Ele era um grande fã de Garcia e já havia deixado o veículo pronto.

Colocando uma música sensual, Thomas começou sua hora sádica. Penelope estava completamente apagada ainda, mas se ele esperasse mais, ele iria pirar.

Ele estava prestes a fazer a primeira investida intima quando a porta foi estourada por um tiro. Um baque alto anunciou que ele não iria machucar Penelope o fez pegar uma coberta e colocar nela.

Era seu ponto final, ele sabia. Se virando, ele viu os agentes e apontou a arma em suas mãos para eles. Antes que ele apertasse o gatilho, um tiro soou e ele sentiu seu coração ser perfurado por uma bala de Rossi.

O agente mais velho foi impiedoso em acabar com esse homem. Luke desamarrou Garcia das restrições e a levou embora.

Ela tinha apenas contusões das algemas, mais algum dano psicológico. A equipe ficou ao lado dela. Ela e Luke começaram a namorar logo depois que tudo foi explicado.

Cada um contou seus sentimentos e isso os fez ararem de serem cegos. Ela ainda tinha bastante para passar, porém com o tempo, tudo seria curado.