Oneshots Criminal Minds

31 A Beautiful Disaster.


Rossi achou que tinha se livrado de Henry Grace quando ele foi condenado a morte. Ele não contava com uma rebelião justamente durante o transporte dele até a cadeia. Henry conseguiu dominar um guarda e matou os outros dois e simplesmente fugiu.

Ele tinha dois alvos importantes nesse momento: Penelope Garcia e David Rossi. Ele conheceu Garcia brevemente, mas quando a viu sabia que tinha que ter ela. E o bônus de ela ter ajudado Rossi a condena-lo era o incentivo perfeito.

Durante as quatro semanas seguintes, ele a vigiou. Pedindo um favor ao único amigo que ainda possuía, ele forjou avistamentos em cidades diferentes.

Penelope andava muito no limite nos últimos dias. Kevin estava sendo um idiota por falta de palavra melhor.

Então a decisão de terminar o relacionamento apenas explodiu como um argumento no meio do prédio. Morgan defendeu Garcia depois de Kevin dar um tapa nela e a acusar de dormir com Morgan.

Então Derek entrou como salvador e a convidou em vários encontros. E eles dormiram juntos.

Eles começaram a namorar de verdade. E eles estavam felizes, mas a fuga de Henry Grace a enviou para o abismo. As palavras dele no tribunal foram duras.

“ Eu vou encontrar Penelope Garcia. E eu vou matar essa garota. Porque mulheres como ela não merecem viver sem medo. ”

Isso mexeu com ela. Quando Rossi descobriu sobre a fuga dele, ela foi a primeira pessoa a saber.

Rossi verificava álibis e qualquer coisa que pudesse determinar o paradeiro de Grace. Ele sabia que ele e Garcia seriam as primeiras pessoas que ele procuraria. Ele se amaldiçoou por envolver Pen nisso.

— Tem um minuto? – Hotch bateu na porta dele. – Você está bem?

— Eu não sei. – Rossi confessou. – Me sinto mal sabendo que arrastei Garcia para isso. E agora ele está procurando por ela.

— Como tem certeza que ela vai ser a primeira escolha? – Hotch teve medo da pergunta. – Você pode ser o primeiro.

— Você ouviu as palavras dele no tribunal, Aaron. – Rossi gemeu. – Coloque proteção em Garcia.

— Ela e Morgan estão namorando. – Hotch estava sorrindo. – Eu sei há dois meses.

— Logo depois de Kevin? – Rossi também sorriu. – Ela merecia coisa melhor mesmo.

— Nunca gostou dele, não é? – Hotch brincou. – Foi antes ou depois de ele falar “de homem para homem” com você?

— Era mais uma atitude de moleque. – Rossi não havia gostado. – Tive que ouvir ela falar dela como se fosse um brinquedo novo. Eu agi como um pai.

— Foi difícil? – Hotch não estava brincando agora. – O que você disse a ele?

— Que eu sei esconder um corpo. – Ele confessou. – Apenas no caso de ele machucar Penelope.

— Boa. – Hotch adorou. – Agora precisamos proteger Garcia. E você.

Henry se disfarçou como um homem da companhia de gás. Peruca morena e até macacão. Ele apostou suas fichas nisso.

Ele sabia que Morgan havia saído por algumas horas e deixado Penelope em casa sozinha. Pegando a fita, lacres de plástico e clorofórmio ele subiu até o apartamento dela.

Batendo na porta, ele esperou.

Penelope ouviu a batida e olhou para a porta. O homem não era alguém que ela esperava. O uniforme do gás deu a ela uma falsa sensação de segurança. Ela não reconheceu Henry com a barba e a peruca morena.

— Posso ajudar? – Ela abriu a porta. – Eu posso te ajudar em algo?

— Sim. – Ele disfarçou a voz. – Andrew Belle, empresa de gás. Estamos verificando um vazamento de gás no prédio e checando todos os apartamentos.

— Entre. – Pen inocente o deixou entrar. – Eu nem sabia sobre o vazamento de gás.

— Muitos não sabiam. – Ele a viu se distrair. – Posso te perguntar se você tem uma caneta? A minha acabou a tinta no andar de baixo.

— Claro. – Ela abriu uma gaveta, se virando. – Eu tenho algumas.

Henry tirou o pano previamente embebido em clorofórmio e se aproximou devagar. Prendendo os braços de Penelope forte o suficiente para cortar qualquer luta dela, ele pressionou o pano no nariz e na boca dela.

Quando respirar se tornou importante para ela, Garcia sabia que sua vida acabou e que aquele homem era Henry Grace. E ela o deixou entrar.

Perdendo a consciência, Penelope caiu no colo dele e seu destino ficou em dúvida.

Ele a pegou nos braços, junto com a maleta e a levou para sua van em espera. Lá, ele a amarrou com os lacres de plástico e passou fita em sua boca. Tirando um par de algemas profissionais, ele a prendeu na alça da van e deu o fora dali.

Ele havia construído uma cabana em Maryland, equipada com instrumentos de tortura, se fossem necessários.

Ele queria bater nela algumas vezes e mandar para Rossi assim que soubesse que ela estava desaparecida.

Derek estava preocupado. Penelope deveria ter chegado há meia hora para o almoço deles e agora, ela nem atendia ao telefone de casa ou celular. Ele obrigou Kevin a rastrear o telefone dela e viu que ela estava em casa. Seu coração acelerou ao pensar nisso.

— Derek! – Rossi viu como o agente estava com pressa. – Onde é o incêndio?

— Eu realmente espero que seja uma preocupação à toa. – Derek começou. – Mas eu acho que Penelope está com problemas.

— O que te faz pensar nisso? – Rossi também estava preocupado. – Derek?

— Fiz Kevin rastrear o telefone dela. – Derek começou. – Deveríamos ter ido almoçar juntos. Liguei para o celular dela e para o telefone de casa. Ela não atendeu ambos. O sinal do celular dela continua no apartamento, mas tem algo errado.

— Você não acha... – Rossi suspirou. – Eu vou com você.

Eles saíram em disparada pelas escadas. Eles sabiam que se Henry tivesse pegado Garcia, ele a mataria.

Rossi dirigiu até o apartamento de Penelope. Desde que ela foi baleada ele sabia onde ela morava.

Derek estava ansioso. Ele morreria se algo acontecesse com Garcia.

A SUV parou no meio fio e os dois agentes saíram com as armas em punho. Havia um carro de polícia estacionado na rua. Dois policiais falando com vizinhos de Penelope.

Pegando seus distintivos, Rossi e Morgan foram até eles.

— Agente Rossi. FBI. – David falou. – Esse é o agente Morgan. O que aconteceu aqui?

— Uma vizinha viu a porta da senhorita Garcia aberta e chamou a polícia. – O oficial disse. – Achamos que foi um sequestro.

— Temos certeza. – Rossi estava chateado. – Acha que podemos assumir a cena?

— Ela é funcionária do governo. – O oficial deu as transcrições. – Só não esqueça do relatório que eu vou precisar.

Ele agradeceu e prometeu mandar assim que possível. Derek estava quieto e quando Rossi viu, ele estava a meio caminho do apartamento. A carranca se transformou em lágrimas e ele desejou ter salvo ela.

Derek deu uma rápida olhada no apartamento antes de voltar para a BAU. Ele não podia ficar. Era uma cena de crime.

Sentado na mesa de briefing, ele chorou sozinho. Lendo cada uma das palavras descritas, ele sentiu que poderia morrer se a perdesse.

Penelope estava amarrada em um porão escuro e sujo. Ela não podia gritar, a fita na boca a impedia disso e suas mãos amarradas atrás dela a impediam de tentar fugir. Era uma luta perdida.

Henry apareceu e colocou sua maleta ao lado de Garcia e começou a puxar uma tesoura sobre as roupas dela. As alças do vestido colorido foram cortadas, seguidos pelo decote e pelo resto.

Agora, ela estava apenas em sua roupa intima. Ela se sentia exposta e enojada ao toque dele. Era teria dificuldade em se livrar do toque dele.

— Agora eu vejo o que Derek vê em você. – Ele traçou linhas no corpo dela. – Até o final do dia, você vai ser minha.

Ela balançou a cabeça e sentiu medo. Ele era obstinado com isso.

Ele pegou o cobertor em cima da estante pero da porta e estendeu sobre o chão. Ela tentou de tudo para protestar e se livrar do alcance dele, mas era completamente em vão.

Ela não culpava Morgan. Ela foi descuidada.

— Acho que encontramos algo. – Reid tinha um contato secreto. – Henry comprou uma cabana com porão há quatro meses.

— De dentro da cadeia? – Rossi achava misterioso. – Ele teve a ajuda de alguém.

— Eric Neur. – Reid jogou a pasta de arquivo. – Era o único amigo de Henry. Ele comprou a cabana para ele.

— O que quer dizer com era? – Rossi levantou uma sobrancelha. – Ele morreu?

— Ele foi encontrado assassinado na semana passada. – Reid mostrou a foto. – Só identificaram ele essa manhã.

— Ele a levou para a cabana. – Rossi sabia qual seria o jogo. – Ninguém usa seus celulares. Se eu conheço ele bem, ele grampeou todos. Eu vou dar um celular descartável para cada um.

Eles pegaram as SUV’s e saíram em disparada. Derek ajeitou a arma, assim com Rossi.

Penelope estava completamente desmaiada agora. A sensação de Henry a apalpando a fazer passar mal e ela se rendeu a uma escuridão bem-vinda.

Ele a largou ali no escuro e saiu. Ele teria que ver o porquê a equipe não ter tentado fazer contato.

Eles avistaram a cabana ao lado da estrada e descaram das SUV’s.

— Silêncio. – Rossi pediu. – Estamos chegando.

— Dave Morgan e eu vamos pela direita. – Hotch instruiu. – JJ, Emily e Reid vão pela esquerda.

— Há grandes chances de ele estar armado. – Emily disse. – Temos que ter certeza que ela está em um lugar seguro.

— Ela provavelmente vai estar no porão. – Rossi se sentiu enjoado ao dizer isso. – Só temos que criar uma distração.

— Não tem tempo. – Hotch falou. – Vamos.

Eles se separaram, conforme Hotch instruiu. Ele iria trazer Penelope de volta. E se os deuses permitissem, Morgan iria se juntar a ela.

Era tudo o que Derek pensava. Ele iria casar com Penelope.

Circulando a casa com calma, os três homens foram ao porão. A visão que saudou Rossi o fez sentir enjoo. Penelope, amarrada, deitada no meio do porão, apenas de lingerie. Não era Penelope que o enojava. Era o pensamento do que poderia ter acontecido a ela.

Derek virou Penelope e desamarrou as mãos enquanto Hotch trabalhava para livrar as fitas dos pés. Rossi tirou a fita da boca e desejou que ela acordasse.

Quando o agente escuro pegou Penelope nos braços e a levou para fora do porão, ele teve a certeza de anotar isso na ficha corrida de Henry.

Com Penelope a salvo, era hora de capturar Grace e o trancar para sempre. Derek ficou com sua pequena Baby Girl.

Ele ergueu a cabeça quando ouviu tiros. Ele a cobriu com seu corpo, apenas no caso. Rossi apareceu, rosto sereno como se tudo enfim tivesse acabado.

— Vamos levar ela para o hospital. – Ele beijou a testa dela. – Ela vai ficar bem, Derek. Ele está morto.

— Eu só espero que ele não a tenha violentado. – Derek a trouxe mais perto. – Por que ela não acorda?

— Ela está com uma mistura de sedativos. – Rossi a olhou com carinho. – Vamos levar ela para um check up.

Derek cedeu o lugar para Rossi enquanto ele dirigia. O perfilador mais velho, precisava sentir que ela ainda estava com eles. Ele sempre sentiu que era o pai dela.

Chegando no hospital, Derek a pegou nos braços e cobriu com um cobertor que estava na SUV.

Duas enfermeiras ajudaram Derek a colocar Penelope em uma maca e a levaram para exames.

Uma hora depois, um jovem médico se aproximou deles.

— Penelope Garcia? – Ele viu Derek e Rossi pularem na frente. – Vou começar com as boas notícias. Ela não tem marcas de violência sexual, nem semem. O kit estupro veio limpo. Ela tem marcas de arranhões no corpo e provavelmente ele a induziu em uma ilusão para que ela achasse que a tinha estuprado.

— Desgraçado. – Derek suspirou. – Qual a má notícia?

— Ela tem uma concussão preocupante. – Ele falou. – A mandamos para uma tomografia que confirmou nossas suspeitas. No momento, ela está sedada. Mas ela vai ficar bem.

— Podemos ver ela? – Derek pediu. – Por favor?

— Claro. – O médico sorriu. – Os sedativos vão ser cortados amanhã e veremos se ela tem algum problema neurológico.

— Obrigado. – Tanto Derek quanto Rossi disseram.

A noite passou rápida o suficiente. Derek mantinha a mão protetora em sua Baby girl. Ela parecia tão plácida, ali dormindo. Mas ele desejava ver seus belos olhos.

Penelope acordou no hospital e viu Derek deitado ao seu lado. A mão dele, tinha a dela em segurança e ela começou a chorar baixinho. Era tão perfeito, ele veio por ela mais uma vez.

Derek sentiu um leve choro e teve medo. Olhando para seu belo anjo o olhando cheia de amor, ele não perdeu tempo. Ele a beijou nos lábios com ternura e amor reunidos.

— Eu te amo, Derek. – Ela falou para ele. – Eu sinto muito por isso.

— Shh Deusa. – Ele apagou uma lágrima dela. – Você não tem nada para se desculpar. Eu quem deveria pedir desculpas. Por deixar você sozinha quando tínhamos um psicopata a solta.

— O que aconteceu com ele? – Penelope sentiu Derek a abraçar. – Ele me...?

— Não. – Derek a puxou mais perto. – E ele está morto.

— Você vestiu sua armadura brilhante para me resgatar? – Ela brincou, liberando a tensão. – Oh, Hot Stuff. Eu realmente te amo.

— E eu amo você mais, Deusa. – Ele a beijou de novo. – Agora, eu sei que é cedo demais para perguntar, mas você vai me dar a honra de ser seu marido para sempre?

— Oh! – Ela ficou surpresa. – Eu quero sim.

Nos minutos seguintes eles se beijaram. Eles não sabiam para onde iriam a partir daqui, mas eles sabiam que ficariam para sempre juntos. E quem sabe, depois que ela fosse liberada, Derek a arrastaria para um cartório.

Porém, agora eles apenas precisavam se beijar.