Oneshots Criminal Minds
32 Stay With Me
Notas iniciais
Penelope havia sido enviada para a sede da NCIS em uma emergência. Luke estava com a equipe no Novo México.
Felizmente, ela conhecia os agentes de lá. Ela e Torres eram grandes amigos depois de tudo o que aconteceu.
— Timothy! – Penelope abraçou o amigo. – Quanto tempo!
— Penelope! – Ele se levantou e abraçou a garota. – Eu senti sua falta.
— Garcia! – Bishop a abraçou com força. – Como você está?
— Estou noiva. – Ela mostrou o anel. – Ele finalmente me pediu antes do caso o arrastar.
— Agora sim há beleza. – Gibbs a abraçou. – Como vai meu pequeno raio de sol?
— Muito bem. – Ela viu Torres parado. – Vai ficar parado aí, ou vou precisar dar palmada em você?
— Eu estou feliz por você! – Ele a girou. – Você sempre mereceu tudo.
— Você e a Bishop, hein? – Ela cantou. – Já estão juntos há o que? Seis meses?
— Shh. – Ele a abraçou. – Ainda é segredo.
— Então raio de sol. – Gibbs a chamou. – Não que eu não esteja feliz com você por aqui, mas o que traz aqui?
— Preciso verificar os computadores da base. – Ela respondeu. – Pensei que poderia usar você e Torres como meus seguranças hoje.
— Conte comigo. – Torres a fez rodar. – Ninguém chega perto para te machucar.
— Faço das palavras dele as minhas. – Gibbs pegou a arma da gaveta e o distintivo. – Vamos.
Depois de mais ou menos duas horas, eles fizeram uma pausa. O gabinete de um general bem suspeito na base foi o lugar emprestado para fazer isso.
— Tomei a liberdade de pedir algo para vocês. – Ele entregou um prato para cada um. – Esse vegetariano é seu. Eu sei que você é contra carnes.
— Obrigado. — Penelope ficou feliz.
O general ficou na outra ponta, apenas olhando para os três agentes. Ele não contou que colocou sedativos nos pratos. Ele precisava de Penelope para roubar alguns fundos e drogar o prato dela foi uma idéia brilhante. Torres e Gibbs eram apenas danos colaterais.
Ele até colocou um vírus na rede da base para ter uma desculpa para chama-la.
Penelope começou a se sentir extremamente cansada. Não era nem 30 minutos desde que ela começou a comer. Gibbs e Nick também começaram a se sentir cansados.
Olhando para o general, ela entendeu o que aconteceu. Ela foi drogada pelo homem a sua frente.
— O que você quer? – Ela começou a piscar. – Por favor.
— Eu quero você, Penelope. – Ele viu Gibbs e Nick caírem apagados. – Não se preocupe. Você não vai ser morta. Ainda.
A arrastando para fora da pequena sala, ele pediu para seus capangas cuidarem de Gibbs e Torres.
Colocando Penelope no carro, ele se dirigiu ao final do estaleiro da marinha. Ele a colocou nos braços e a colocou em um navio meio deserto. Havia uma pequena sala no final do quarto corredor onde ele havia transformado em um tipo de prisão improvisada.
Uma cadeira com algemas, uma cama do mesmo jeito, e ele sentado no final do quarto com uma arma apontada. Ele não a usaria a menos que ela não colaborasse.
Penelope foi amarrada a cadeira, com força suficiente para impedir que seus dedos se movessem.
Ele desabotoou o casaco de crochê dela e deixou a alça do vestido exposta. Passando o dedo por debaixo da alça do sutiã, ele sabia bem o que faria.
O coronel Scott foi no passado, acusado de estupro, porém como nada foi provado, o caso foi deixado de lado. Ele recebeu uma reprimenda e foi liberado.
Gibbs foi o agente responsável por investigar o caso. Ele nunca se convenceu da inocência do homem e pediu a Penelope que buscasse os arquivos. A vítima, uma jovem marinheira, acabou tirando a própria vida dois anos mais tarde.
Então, quando ele conheceu Penelope via vídeos, ele sabia que ela seria perfeita para uma volta. Ele agora era um serial Killer e havia matado quatro mulheres. Quando ele adicionou o vírus que atrairia Penelope, ele contou com a escolta de Gibbs, porém não previu a de Torres.
Gibbs e Torres acordaram do lado de fora do pátio naval, com dores de cabeça. Era incrível que eles ficaram fora por meia hora no máximo.
— Onde estamos? – Torres ficou em alerta. – E onde está Garcia?
— Eu sabia que algo estava errado. – Gibbs esbravejou. – Está com seu celular, Torres?
— Estou. – Ele tinha uma dor de cabeça horrível. – O coronel nos drogou e sequestrou Penelope. Por que?
— Ele foi acusado de estupro, dez anos atrás. Investiguei o caso com o NIS e foi bem complicado. – Gibbs estava bravo. – E levei Penelope para uma armadilha.
— Dez anos atrás? – Torres não entendeu. – Já az tempo que o NIS virou NCIS.
— Venha. – Gibbs conseguiu ficar em pé. – Vou mostrar uma coisa para você.
Eles foram para a casa de Gibbs, certos que se avisassem os outros antes do tempo, Penelope sairia machucada.
— Depois que o NIS foi extinto, eu fiz um pedido para Mike. – Ele tirou uma pasta velha, cheio de arquivos. – Nós fizemos um NIS secreto. Foram dez anos em um porão, paralelo ao NCIS.
— E o coronel foi investigado? – Torres pegou a ficha da vítima. – Karen Wescott. Fichas médicas, registros da marinha.... Certidão de óbito?
— Ela se matou há seis anos. – Gibbs respondeu. – Dois depois do acontecido. A mãe dela me procurou quando Karen sumiu. Ela estava no rio Potomac.
— Sinto muito. – Torres estava chateado. – Deve ter sido triste.
— A senhora Wescott me procurou depois do fato. – Ele mostrou o diário dela. – Disse que Karen nuca se mataria. Depois que ela foi vítima de estupro, ela começou a cair, porém ela arranjou outro emprego. Ela tinha um namorado, uma vida feliz. E estava grávida.
— Deveríamos avisar a equipe. – Nick disse. – E Luke.
— Isso não vai acabar Nick. – Gibbs tinha seus medos. – Se ele a sequestrou por retaliação isso só acaba de dois jeitos: com Penelope morta ou com Scott morto.
— Vamos esperar que seja Scott. – Nick desbloqueou o celular. – Timothy, escute. Precisamos reunir a equipe. Algo aconteceu. E encontre Luke.
Timothy sabia que algo estava errado. Ele rapidamente puxou o telefone de Gibbs e Torres na rede de telefone e então percebeu que o celular de Garcia estava desligado. Definitivamente, algo estava errado.
Então ele ligou para Torres e ele só confirmou. Algo aconteceu. E tinha a ver com Penelope.
Penelope acordou, não sentindo os braços que estavam presos a cadeira com tanta força.
— Bem-vinda Penelope. – Scott ameaçador. – É bom ver você acordada. Temos negócios a tratar.
— Negócios? – Penelope gritou. – Eu não faço negócios com um cara como você.
— Cale a boca. – Ele deu um tapa nela. – A partir de agora, estamos sozinhos para sempre.
— Meus amigos vão te achar. – Ela gritou para ele. – E vão te massacrar.
— Vejo que você fala demais. – Ele preparou uma injeção. – Isso vai calar a sua boca até podermos sair daqui.
— Não. – Ela caiu com a cadeira no chão. – Se afaste de mim.
Ele apertou o braço dela e injetou o sedativo. Penelope choramingou e viu seu mundo começar a desacelerar rapidamente. Ela apenas esperava que Gibbs a encontrasse.
— McGee! – Gibbs gritou. – Coloque um alerta para Scott Dawer e mande a foto de Penelope para a mídia.
— Ele a levou, não é? – McGee estava preocupado. – Scott Dawer a levou.
— Sim. – Gibbs se virou para os agentes. – E precisamos encontrar ela antes que ele faça o que fez com Karen.
Subindo as escadas, pronto para ir à sala de Vance, Gibbs parou e olhou para os outros agentes.
— Escutem todos! – Ele gritou para a sala toda. – Uma mulher foi sequestrada do estaleiro naval há aproximadamente duas horas. Ela também é uma agente federal e uma amiga pessoal dessa agência. Precisamos encontrá-la.
Todos vieram escutar. Penelope sempre foi bem vista no NCIS. Era algo que todos concordavam.
— Eu não me importo as regras que quebrarem. – Gibbs falou de novo. – Ou quantos e quais favores vocês precisam pedir. Eu quero trazer Garcia para casa e fazer esse psicopata pagar.
A multidão se dissipou e Vance olhava para ele orgulhoso. Era a atitude de líder.
— Chefe. – McGee o chamou. – Acho que Scott Dawer nunca deixou o estaleiro naval. O carro dele foi encontrado perto do Corsellis.
— Vamos pegar esse cretino. – Torres preparou sua arma e distintivo. – E trazer Pen de volta.
— Luke está vindo. – Elle falou. – Conseguiu um avião particular para voltar.
— Ótimo. – Gibbs fechou a gaveta. – Vamos mostrar a Scott o que acontece quando se mexe com uma amiga.
Scott andava de um lado para o outro. A falta de alimento o fazia pirar e ele precisaria sair rapidamente. Eram apenas 17:15 e ele estava com Penelope desde o meio dia.
Ela no momento, estava desmaiada, com a cadeira virada no chão. Ele não percebeu os agentes entrando no corredor.
A porta bruscamente arrancada com um tiro de espingarda o fez girar, pegando Penelope como refém desajeitamento.
— Gibbs. – Scott apontou a arma para a cabeça de Garcia. – Você não pode salvar essa também.
— Você é um covarde Scott. – Gibbs olhou para Penelope. – Acha que machucar ela vai trazer tudo de volta?
— Cale a boca, Gibbs! – Scott apertou a arma ainda mais forte. – Eu preciso ter minha vingança.
— Não vai ser assim. – Gibbs claramente tentando convencer. – Você sabe que se a matar, eu mesmo te mato.
— Você tirou tudo de mim. – Ele parecia instável. – Minha vida, minha família. A mulher que eu amo.
— Você matou Karen, não é? – Gibbs precisava tirar essa dúvida. – Por que?
— Porque ela se afastou de mim. – Scott começou a chorar. – E eu a queria para mim.
Então tudo aconteceu rápido. Uma abertura pequena quando a mão dele deixou a arma cair de lado. Torres disparou um único tiro no meio da testa de Scott, o fazendo cair no chão, com Penelope.
Ele e Gibbs correram para Penelope. Gibbs pegou a faca e cortou as fitas dos pulsos e pernas. A colocando de lado, Gibbs a pegou nos braços.
Luke entrou pela porta e olhou para sua mulher caída e se ajoelhou ao seu lado.
— Pen. – Ele não sabia o que falar. – Ela vai ficar bem certo?
— Algum dia. – Timothy falou. – Mas Gibbs e Torres a salvaram de um destino.
— E agora? – Luke olhou para sua linda noiva. – Ela precisa de um.... – Ele não conseguiu falar. – Kit estupro.
— Vamos levar ela para ser verificada. – Gibbs o chamou com a mão. – Ela é toda sua.
— Luke. – Penelope gemeu faca. – Luke.
— Estou aqui. – Ele a levantou. – Apenas durma meu amor.
— Eu sinto muito. – Ela envolveu seus braços no pescoço dele. – Eu fui descuidada.
— Você não precisa se desculpar docinho. – Ele beijou sua testa, a levando para fora. – Vamos verificar você e depois levar para uma cama quente.
Entrando no hospital, Penelope precisou se inclinar e vomitou. O médico preocupado, pediu um teste de sangue. Incluindo um de gravidez.
Luke manteve a mão protetora nela durante toda a consulta. O médico entrou com um sorriso na sala.
— Parabéns, agente Alvez. – O médico viu a confusão do agente. – Sua esposa está grávida.
— Ela é minha noiva. – Luke não corrigiu mais nada. – Você quer dizer que ela está esperando um bebê meu?
— Sim. – Ele entregou o teste. – Ah, e o kit estupro... Ele veio limpo graças a deus.
Luke não podia deixar de sorrir. Colocando a mão na barriga dela, ele começou a rir.
Ele nem podia deixar de agradecer por ela estar aqui. A bela loira dormindo daria algo maravilhoso para ele. Ele contaria a ela quando ela acordasse.
Há algumas horas, quando a ligação de que ela fora levada, seu maior medo se tornou realidade. Ele fez tantos planos com ela e sentiu como se um rolo compressor esmagasse cada um deles.
Agora que todos estavam mantidos, ele acrescentou mais alguns. Todas as fotos, roupas e ensaios que eles poderiam fazer e o bebê que nasceria dela. Ah, ele estava pronto para isso. De verdade.
— Seus miolos estão queimando? – Ela resmungou ao acordar. – Ou está apenas pensando?
— Ambos. – Ele a beijou. – Como minha mulher está?
— Como se tivesse sido drogada. – Ela percebeu que não foi uma coisa boa. – Desculpa.
— Tudo bem Penelope. – Ele deu uma risadinha. – Eu tenho novidades para você, gatinha.
— Eu estou grávida, não é? – Ela agiu como se soubesse. – Todos os enjoos e tonturas.
— Mulher sempre sabe, né? – Ele beijou o nariz dela. – Então. O que acha de irmos para aquele cartório e nos casarmos?
— Oh! – Ela estava contente. – Com certeza uma boa idéia.
Todos estavam presentes. Timothy com Delilah e os gêmeos. Bishop, Nick e Gibbs. Emily, Spencer, JJ, Tara, Simmons, Rossi, Ducky e Palmer. Muita gente para pouco espaço, porém era Penelope que estava se casando.
Eles disseram sim, sob aplausos dos amigos e saíram para comemorar em família.
Dizer que Luke estava ansioso para os próximos meses era eufemismo. Ele queria era mesmo que eles viessem.
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