Notas iniciais
Aqui está mais uma one-shot do baby Neal e sua irmã. Queria primeiro agradecer os reviews lindos que recebi. Como me perguntaram se tinha uma pitada de SwanQueen, eu respondo que: SIM! sou mega shipper de Swen, mas como sei que tem gente que não gosta, tentei deixar implícito, de modo que vocês criem o que quiserem. Se eu tiver mais reviews pedindo SQ, eu talvez coloque nos próximos one-shots. Outra coisinha, não sei a frequência que vou postar, até porque, não é uma história de cronologia certa, e muito menos contínua, são... episódios nas vidas deles. :) Eu imagino o Neal como o Raphael Alejandro, até porque a JMo ama aquela criança (embora eu saiba que o Rolland não é nada da Emma). Bom, vamos lá!

Emma estava na delegacia. Tinha acabado de voltar de uma busca de objetos roubados. Sr. Gold ainda tinha alguns inimigos na cidade que sabiam que a xerife havia conquistado a confiança dele, e que não o deixava tratar com violência quando um problema lhe surgia. Ele fora roubado e, contra sua vontade mas devendo isso à Emma e à Belle, foi até a delegacia reportar. Emma saiu e encontrou o sapateiro (ela não sabia quem era nas histórias) perto da ponte, tentando enterrar os pertences de Gold. Eram coisas insignificantes, afinal, tudo o que era importante e pessoal, as pessoas já tinham tomado de volta. Rumple agora possuía apenas algumas antiguidades de ninguém para venda e algumas poções, itens de troca.

A loira tinha acabado de sentar-se em sua cadeira e agora estava sem serviço, decidindo por ocupar-se lendo o jornal.

O telefone tocou.

— Delegacia de Storybrooke? — Ela perguntou, rotineira.

Emma?

— Hey! É você, meu amorzinho!

— É o Neal...

— Eu sei! O que foi, bebê? Aconteceu alguma coisa?

— Eu tô sozinho...

— Sozinho? Como assim?

— Vem me buscar?

— Onde você está? — Ela ficou de pé, preocupada, com as chaves na mão, pronta pra sair.

Em casa.

— Ok, eu tô indo. Fica aí. Não sai!

Ela desligou e dirigiu o carro da polícia na maior velocidade até chegar em seu antigo apartamento que dividia com Mary Margaret. Forçou a porta e ela estava aberta. Assim que entrou, encontrou os pais na cozinha.

— Emma?

— Ué... Cadê o Neal?

— Lá em cima... Porquê? — David perguntou.

— Emma! — O garotinho desceu a escada correndo e pulou no colo da irmã.

— O que você aprontou, Neal? — Emma perguntou, abraçando-o.

— Nada.

— O que houve, Emma? — Snow largou as coisas na pia, estreitando os olhos para o filho mais novo.

— Ele me ligou dizendo que estava sozinho aqui em casa, e como eu sei que vocês jamais deixariam ele sozinho, imaginei que tivesse acontecido alguma coisa. Como você ligou pra mim, Neal?

— Eu sei como... — Snow respondeu. — Ele pegou meu celular pra jogar e subiu. Sabia que ele tava quieto demais.

— E você sabe ler agora? — Emma encarou o irmão de quatro anos.

— Não, mas tem foto sua e da polícia. — Ele sorriu.

— Neal, você não pode ligar pra Emma o tempo todo... — David chegou perto do filho e aproveitou para beijar a testa de Emma, como sempre fazia ao cumprimentá-la.

— Eu tava com saudade...

— Awn, nenê! Eu falei que eu viria te ver amanhã, lembra? Você não pode fazer isso, porque se um dia acontecer alguma coisa, como eu vou saber se é verdade?

— Tá bom... Desculpa, mamãe, desculpa, papai. Desculpa, Emma. — Ele pediu. Emma colocou-o no chão.

Os três sorriram, aceitando as desculpas.

— Ele falou de você a semana toda. — Snow contou. — Não sei o que é tudo isso por você, porque todo esse apego. — Ela riu.

— Isso é ciúme porque ele gosta mais de mim do que da própria mãe? — Emma provocou, sentando-se ao balcão. No mesmo instante, Neal sentou-se no colo dela. — Neal, de quem você gosta mais: de mim ou da mamãe?

— Das duas, ué. E do papai.

— Bela resposta. — David riu, já sabendo que teria que evitar brigas entre a esposa e a filha.

— Que bom que passou por aqui, filha. Acabei de fazer cookies. Quer?

Emma pegou um.

— Isso me lembrou que tenho que ir... Nossa, tá muito bom. — Ela falou de boca cheia.

— Não fala de boca cheia! — Snow brincou.

— Ok, não vou falar de boca cheia! — Ela falou de boca cheia, provocando Snow e as duas riram. — Tenho que ir embora. Amanhã a gente se vê, criança.

— Ah, não... Fica mais, Em. Por favor?

— Quer saber? Quer ir pra delegacia comigo?

— Emma! — Snow espantou-se.

— Eu tô sem nada pra fazer agora... Não vou matar meu próprio irmão, né? — Emma virou-se para colocar o irmão no chão e viu David gesticulando para SNow por trás da filha. — Ah! QUAL É? Qual o problema de vocês? Que nojo! Vem, Neal, pega suas coisas. Você dorme em casa hoje!

— Eba! — o menino subiu para o quarto buscar alguns brinquedos.

— Vocês vão traumatizar ele também? Não basta eu e o meu filho? Sério? — Emma fez uma cara de nojo enquanto David e Snow riam.

— Fofinha! — Charming apertou as bochechas de Emma, irritando-a, e ela o empurrou, eles adoravam se implicar quando podiam, mas sempre em tom de brincadeira. Neal desceu com uma bolsa pequena nas costas e pulou no colo de Emma. Ela tinha a mania de pegá-lo no ar, quando ele pulava do meio da escada até ela.

— Eu não aviso mais. Se vocês se machucarem um dia, não quero nem saber. — Snow avisou, sem tirar os olhos do que fazia.

— Tchau! Boa div... Ah, credo. Não vale a pena. — Emma saiu com o irmão que acenou para os dois, e deixou seus pais rindo.

— Neal, como você consegue morar com eles? Acho que você ficaria melhor morando comigo.

— Posso morar com você? — Os olhos do irmão brilharam e Emma riu.

— Não, mas pode ficar em casa quando quiser.

—Porque não?

— Porque nossa mãe não deixaria. — Ela respondeu a coisa mais curta e voltaram pra delegacia. Lá, ele ficou o tempo todo com Emma. A loira colocou-o em cima da mesa e eles ficaram brincando. Emma desenhava e Neal pintava, ou imaginavam histórias, Emma fazia cócegas no menino e assim passaram o restante da tarde, até Henry chegar da escola. Snow não era mais sua professora, ele havia passado de ano e tinha outra professora. O ponto de ônibus era na frente da delegacia, então ele ia direto pra lá.

— Olha só que chegou! — Emma falou pro irmão.

— Oi, mãe. Oi, Neal! — Ele fez um hi-five com o tio.

— Oi, kid. — Emma bagunçou os cabelos de Henry. — Vamos?

Recolheu suas coisas, a mochila de Henry e de Neal e fechou a delegacia.

Foram para a casa entre conversas e Neal acabou dormindo durante o percurso.

Assim que chegaram, Regina esperava por eles com a janta encomenda da janta nas mãos, do lado de fora da casa de Emma.

— Oi, mãe. — Henry disse, falando com a morena, que estava sentada na parte coberta da frente da casa, e subiu para seu quarto trocar de roupa antes de jantarem.

— Oi... Entra! — Emma de um meio sorriso.

— Oi. Ele dormiu? — Regina perguntou, vendo o garoto no colo dela.

— Aham. Ah, ele vai dormir aqui hoje. Se quiser dormir aqui também... Você nem sabe o que ele fez! — Emma contou divertida, enquanto colocava Neal no sofá.

— O que? — A morena perguntou, enquanto arrumava a mesa da casa da loira.

— Inventou que estava sozinho, pegou o celular da minha mãe escondido e me ligou. Aí quando eu fui buscá-lo, achando que tinha acontecido algo, era só porque ele estava com saudade. — Emma riu.

— Como ele tem saudade de você é que eu não entendo.

— Haha.

Emma acordou o irmão para jantarem e depois, ela, o irmão, Henry e Regina sentaram-se na sala.

— Emma, eu quero desenhar! — Neal pediu.

— Tá... Pega algumas folhas no meu quarto.

O garoto subiu correndo até o quarto e voltou. Estavam assistindo Star Wars na TV. Henry e Emma tinham o filme como gosto em comum. Quando menos percebeu, Neal estava desenhando em seu braço, sua perna, enfim, em qualquer lugar nela, menos no papel.

— Neal! Você me rabiscou inteira!

— Não tô rabiscando.

— Ah não?

— Não... Eu tô fazendo arte. — Ele sorriu, inocente e Emma se derreteu.

— Ai, que vontade de te apertar até sair seus olhinhos do lugar! — Ela apertou-o contra si. — ok, agora eu quem vou desenhar em você. Uma tatuagem.

— Tá bom.

Eles ficaram desenhando no corpo um do outro até tarde, entre conversas. Regina e Henry acabaram dormindo no sofá.

— Emma? Conta uma história?

— Uma história?... Deixe-me ver... — Ela pensou e riu. — Ok. Vou contar a da branca de Neve.

— Da mamãe?

— Mais ou menos... — Ela riu e contou a história que conhecia quando criança, a história infantil que nada tinha a ver com a história de sua mãe. A cada novo personagem que ela introduzia, Neal piscava os olhinhos brilhantes, interessado e maravilhado pela história ter personagens com o mesmo nome dos seus familiares.

— E viveram felizes para sempre.

— E aí eles tiveram Emma e Neal?

— Nessa história não. — Ela sorriu.

— Mas parece muito com a mamãe, e o papai, e o Grumpy, Happy, Sneeze... — Ele coçou a cabecinha.

— É, parece bastante... — Emma cutucou Regina. — Quem você acha que é a rainha má?

O menino pensou, pensou e enfim respondeu.

— Eu acho que é... — ele olhou pros lados — o Rumplestiltskin, só que era a irmã dele na história.

Emma riu e Regina gostou do que ouviu.

— Banho e dormir, agora! — Emma pegou o irmão no colo, chamou Henry e subiu para o segundo andar da casa. Regina foi para o quarto de Henry e dormiu com ele.

— Eu posso dormir com você? — Neal pediu.

— Mas você tem sua cama no quarto do Henry...

— Eu tô com saudade de você e eu vou ter pesadelo.

— Neal, você tá espertinho demais pra quem tem só 4 anos. — Emma riu e jogou-o na cama.

—Aprendi com você. — Ele riu.

— Boa resposta. — Fizeram um hi-five. — Agora vamos dormir, de verdade.

— Tá bom. Boa noite, Emma. Eu te amo você. — Neal beijou a testa da irmã, imitando o que seu pai fazia.

— Também te amo. — riu.

Notas finais
E aí, gostaram?? Esse Neal é muito salafrário... hahahah Coisa fofa! Quero um desse pra mim ♥ Comentem aí, pessoas! Obrigada e beijas de lux