Notas iniciais
Olha eu de novo aqui! Gente, quero agradecer os reviews de vocês! Que lindos, lindos, lindos! Estou amando! Muito obrigada! E continuem mandando pq eu adoro ahhaha (modo convencida/carente on) Bem, esse cap. é um dos que eu mais adorei escrever... Tem bastante fluffy pra quem gosta de fluffy. Não é necessariamente uma fic cronólogica reta, como já disse antes. Ah! Vou fazer um pedido: nos próximos reviews, digam se eu posso por um pouco de Swan Queen, ou não. Tem alguns caps escritos aqui no pc, mas que tem cenas de SwanQueen. Anyway... Bom, aproveitem. Dica: eu escrevi ouvindo a música For Good - Idina Menzel (Wicked, o Musical). É uma musica que a Euphaba canta pra Glinda, sobre amor de irmãs... Bem fofa. hahah

O dia não estava tão brilhante quanto deveria, com sol ou passarinhos cantando. Pelo contrário, uma nuvem escura cobria a cidade Storybrooke mantendo uma garoa fina e gelada. Nem por isso Neal acordou menos feliz. Era o dia de seu aniversário, e bom, ele estava ansioso para completar seus 6 anos, mas isso não era o que ele vinha esperando tão exasperadamente. Assim que abriu seus olhos, sua casa ainda estava escura. Desceu as escadas devagar e foi até o quarto dos pais, que ainda estavam dormindo, e subiu na cama. David abriu os olhos, sentindo Neal passar por cima dele sem o menor cuidado.

— O que você está fazendo acordado à essa hora, Neal?

— Papai, hoje é meu aniversário.

— Eu sei... Mas você poderia nos deixar dormir só até às sete, não? — Snow acordou também.

— Que horas Emma vai chegar?

— Ah, com certeza bem mais tarde. Neal, volta pra cama... Tá muito cedo ainda.

— Posso ligar pra Emma? — Ele pediu.

— E nessa hora, deveríamos considerar bastante em deixar ele com Emma. — Snow reclamou, colocando o travesseiro na cara.

— Se eu levantar, você pode esperar até que seja dia de verdade pra ligar pra sua irmã?

— ... Tá.

David levantou como filho e ficaram vendo televisão, enquanto Snow descansava mais. Não estava preocupada em fazer comida ou qualquer coisa do tipo porque havia alugado o restaurante da Granny. Charming conseguiu adiar a ligação de neal para Emma o máximo que pode, o que foi só até às 10 horas.

— Emma?

— Bom dia pra você também, Neal... — Emma riu do outro lado da linda. — Como você tá se sentindo velhinho? — Ela riu.

— Não tô velhinho! Quando você vem pra cá?

— Em breve. Fique pronto. Até daqui a pouco, pequeno. — A loira desligou.

Realmente, não demorou muito para que Emma passasse no apartamento.

— Vou ficar com ele até a hora da festa, ok? — Emma avisou.

— O que vocês vão fazer? — Snow perguntou.

— Segredo! Não fala, Emma! — Neal gritou da escada.

— OK. Você ouviu o menino Neal. Segredo. — Ela sorriu e eles saíram. Emma seguiu com seu fusquinha amarelo pela estrada que acompanhada a floresta, até próximo à placa de saída de Storybrooke.

— Cadê o Henry?

— Ele ficou dormindo. Você não me deixou ter esse direito.

— Desculpa.

— Tudo bem. — Emma sorriu e estacionou numa clareira. — Vamos.

— O que vamos fazer aqui?

— Calma, rapaz.

Ela colocou o menino sentado no capô do fusca e ficou da altura dele.

— Primeiro de tudo: happy birthday, lil’ buddy! — Ela sorriu radiante e o encheu de beijos.

— Obrigado! — Ele abraçou-a.

— Segunda coisa: seu presente.

— O que é?

— Não, não, não... Surpresa. Mas você tem que prometer pra mim que não vai sair com seu presente sem mim, ou sem nossos pais. Ok?

— Combinado.

— Sendo assim, olhe pro banco de trás. — Ela tirou o menino de cima do carro.

— Uma bicicleta?! — Ele arregalou os olhos.

— Aham. Gostou?

— Eu... ADOREI! — o menino pulou no colo da irmã mais velha.

— Quer aprender com a melhor das professoras? -Ela sorriu e colocou-o no chão, tirando a bicicleta de seu carro logo em seguida.

— É dos Avengers! — Ele viu de perto.

— É... e tem uma buzina! -Ela apertou. — Vai, sobe aí! Se você conseguir achar seu equilíbrio, não vai cair.

— Mas até eu achar, né...? — Ele fez uma cara engraçada, rindo do óbvio.

Ficaram um bom tempo brincando com a bicicleta.

— por favor, Emma! Não me solta! — Neal pedia apavorado.

— Eu não vou soltar, relaxa, pequeno! — Ela sentiu ele apertando sua mão no guidão, desesperado. — Ei, calma! Confia em mim! Não vou te soltar não!

— É sério, não me solta...

A loira deu algumas voltas com ele, segurando a bicicleta. O irmão não deixava que ela soltasse nem por um segundo.

— Neal, agora você tem que pedalar sozinho. Eu não vou deixar você se machucar, mas eu preciso soltar o guidão...

— Não, não, não. Chega... — Ele pediu e saiu da bicicleta.

— Que medo é esse? O chão não vai te engolir não.- Ela riu e sentou-se com ele num banco de madeira. Estavam no novo parque, feito pela prefeita um tempo atrás. O local estava vazio e mudado do que era quando foi construído. A mata havia avançado um pouco, mas uma longa trilha circular na clareira ainda era visível. O local onde as crianças de Storybrooke andavam de bicicleta, quando não estavam no meio da cidade.

— Toma. — Ela entregou à ele um lanche com pasta de amendoim e uma caixinha de suco.

— Obrigado.

Eles começaram a comer quietos. Até Neal quebrar o silêncio.

— Emma?

— Hm? — Ela falou de boca cheia.

— Porque você escolheu uma bicicleta de presente?

— Não gostou?

— Eu amei, mas você não pode me soltar, mesmo assim. — Ele percebeu a jogada da irmã.

— Eu falei que não vou te deixar cair, só que você tem que aprender a andar sozinho. E se um dia eu não puder estar com você?

— Aí eu não ando.

— Ah, pára de ser medroso, moleque. — Ela riu, bagunçando o cabelo dele.

— Me fala! Porque você escolheu uma bicicleta?

Emma suspirou e olhou para a floresta, para o parquinho à sua frente antes de começar a falar.

— Lembra do que eu te contei, que... quando eu era criança, fiquei no sistema de adoção?

— Por causa da maldição?

— Isso. Bom, eu não conhecia ainda nossos pais e não sabia da maldição, então eu só achava que eles não me queriam e tinham me largado na estrada. Passava todos os dias chorando querendo que eles fossem me buscar, mas isso nunca acontecia. E quando já estava chateada demais com eles, eu sonhava que algum dia, apareceria no orfanato alguém, dizendo ser meu irmão mais velho que me levaria embora dali pra sempre e viveria comigo, cuidaria de mim, me ensinaria a andar de bicicleta. Como você sabe, isso não aconteceu.

— Como você aprendeu a andar de bicicleta?

— Sozinha. Caí bastante. — Ela sorriu. — Foi por isso que escolhi uma bicicleta pra você. Eu não tive esse irmão mais velho que eu sonhava pra cuidar de mim e me levar embora do orfanato, e não quero que seja assim com você nunca. Quero ser a big sister que nunca vai deixar você se machucar ou sozinho. E que vai te ensinar a andar de bicicleta. — Ela piscou pra ele, abraçando-o pelo ombro.

— Emma, você é a melhor big sister que qualquer um poderia querer. — Neal falou, abraçando-a de volta.

— Ah, eu sei. — Ela riu.

— E a menos humilde também.

— Vai tentar sozinho agora?

— Achei que você tinha dito que não me deixaria sozinho...

— Não foi nesse sentido. — Ela revirou os olhos.

— Mas...

— Por favor? Você não vai cair. Tenta. Por mim, ok?

Neal pensou e se levantou, subiu na bicicleta e Emma foi atrás.

— Eu vou te dar o impulso e aí você continua, ok?

— Não me deixa cair, Emma! Por favor...

— Prometo.

Ele deu as primeiras pedaladas com Emma correndo atrás e ela o soltou. Neal conseguiu se manter em equilíbrio.

— Emma! Emma! Eu consegui! — Ele olhou pra trás e comemorou.

— Neal! Olha pra frente! — Não deu tempo de Emma falar. Ele estava indo de frente com o castelo de brinquedo e ia levar uma queda feia, isso se não quebrasse o dente. A loira só teve tempo de conjurar um feitiço de proteção.

— Opa... — Ele falou, baixinho, segurando um choro.

— Ei, tá tudo bem! Você vai aprender, já conseguiu andar um pouco, pelo menos! E eu disse que não ia deixar você se machucar.

— Eu sei... Obrigado. — Ele agradeceu baixinho.

— Acho que chega por hoje. Dica: olhe sempre pra frente. — Ela sorriu.

— Não vai ficar rindo de mim, né?

— Claro que eu vou! Emma, olha eu tô andando, cataploft! — Emma imitou o irmão e beijou a cabeça dele.

— Não tem graça.

— Tem sim. Faz parte, kid. Vem, vamos pra casa, tomar um banho, tirar esse fedor todo e ficar lindão pro sua festa.

— Já sou lindo.

— E depois eu que sou a exibida...

Entraram no carro e voltaram para a cidade.

Mais tarde, na festa, hora do parabéns, todos os convidados estavam em volta da mesa do bolo e Neal estava atrás dela, de frente pra todos. Snow e Charming em um dos lados da mesa. Cantaram parabéns e chegou a hora de assoprar as velas.

— Emma! — Ele chamou. — Vem aqui!

— Kid...

— Vem! — Ele pediu de novo. Henry e Regina empurraram Emma e ela foi, abaixou-se ao lado dele.

— Que foi?

— Você tem que assoprar comigo e fazer um pedido.

— Mas o aniversário é seu.

— E daí? Você é minha irmã, tem que me ajudar a soprar. Vai: 1, 2, 3!

Eles assopraram juntos.

— E aí? O que você desejou? — Ela perguntou.

— Pra você nunca sair de perto de mim.

— Ei, não pode falar seu desejo! — Ela agradeceu com um olhar, todo cheio de carinho.

— Claro que pode! Se eu não te contasse, vai que você vai embora... — Ele falou ocmo se estivesse falando o óbvio. — E você?

— Pra você nunca sair perto de mim também. — Ela deu um beijinho na testa dele e saiu, deixando-o atacar os doces com as demais crianças. Podia jurar que viu Snow e Charming limparem uma lágrima quando os viram juntos na mesa do bolo, mas não tinha certeza, porque viu apenas de canto de olho.

Bem, para Emma não importava muito: se era desejo de bolo, de estrela cadente, pozinho mágico ou magia negra. A única coisa que ela queria era poder estar lá por seu irmão qualquer hora que ele precisasse, pra sempre. Ser a irmã que ela gostaria de ter.

Notas finais
O que acharam? Eu acho que a Emma deve ser a mais fofa irmã do planeta, mas também com um irmãozinho tipo o Neal, quem não seria? Ai, chorei. hahaha Espero que tenham gostado. Beijas de lux!