One love story

2 2 - First day of school Part. 2


É porque nenhum amor tem rótulos, é porque amor de verdade acontece de repente e só uma vez em cada vida. — Diego

(Pov. Bia)

Era um novo ano pra mim, não em relação a escola nova mais em tudo. Eu consegui essa bolsa pra estudar aqui, e vim pra cidade grande. Sinto falta do cheiro da minha casa, da minha terra, da minha gente. Aqui é tudo tão estranho, pessoas estranhas que andam como se estivessem indo a um desfile — Pensou, ao olhar algumas garotas indo pra escola.

– Eu nunca vou ser igual a elas... — Sussurrou baixinho, até que chegou na escola. Droga, deveria ter entrado sem chamar atenção, todos estão me olhando. Quando ela disse todos era todos mesmo. Então ela pegou um livro e começou a ler, pra disfarçar a vergonha.

– Ai! — Falei quando senti algo batendo de frente comigo, acabei caindo, meu dia estava indo de mal a pior.

(Pov. Lucca)

Eu tava meio que fugindo da Debora, quando ela me visse ia começar a tagarelar nos meus ouvidos. A Marina já tinha chegado, ela estava linda. Mini saia azul com detalhes prateados, a blusa branca com o símbolo da escola e botas curtas da cor marrom. Seu cabelo estava feito uma trança e ela estava sorrindo pra mim, não que eu gostasse dela, mais sei lá... Aqueles foram um dos anos mais felizes da minha vida e ela tava comigo, não dá pra esquecer completamente ela. Vi a Luna entrar com as garotas.

– Pronto, chegaram. — Falou Vitor, atrás de mim. Elas estavam lindas, mais lindas do que nunca e na mesma ordem de sempre: Luna, Júlia, Rafa. As outras soltaram gritinhos abafados indo até elas. Vi Marina ir cumprimenta-las, quando cheguei perto Luna me olhou com um olhar de: ´´Se você chegar mais perto, te garanto que vai ter ovo mexido aqui´´. Luna era minha prima preferida, não que eu tivesse muitas, mais mesmo assim ela continuava sendo.

– AONDE A VACA VAI, AS BEZERRA VÃO ATRÁS! — Gritou Maria, Déb e mais duas garotas do ensino fundamental que ficavam atrás delas.

– De vaca só tô vendo uma, e ela tá mugindo bem na minha frente. — Dissera Luna, quando começaram as risadinhas.

– E de bezerras só tô vendo duas e elas tão atrás de vocês — Disse Marina, olhando pras duas garotas que ficavam atrás delas. Déb estava me olhando, tão calada, que fiquei realmente com medo dela não querer mais falar comigo.

Revirei os olhos, aquela briga daquelas meninas me irritava, tudo isso por causa do Vitor que escolheu a Luna, na boa, até eu escolheria. Garotas são complicadas demais, eu não sou tão complicado.

Meus pensamentos estavam tão grandes que dava pra escutar, ou era minha barriga roncado de fome... Não sei mais enquanto eu estava naquela batalha de pensamentos, acabei tropeçando em alguém.

Era uma garota, tinha cabelos até a cintura, lisos porém presos. Seu rosto era algo inexplicavelmente perfeito. Talvez, ela não fosse do gosto da maioria dos meninos da minha idade, mais... Aquela garota, era diferente de todas as garotas que eu já tinha visto na minha vida.

– Desculpa. — Resolvi falar, vi ela ficar vermelha igual uma pimenta e chegava a ser engraçado, seus olhos eram ainda mais belos, se não estivessem guardados dentro dos óculos. Eu também usava óculos, mais tinha vergonha de usar, e ela não, logo no primeiro dia de aula... Ual!

Ela não me respondeu, apenas pegou o livro do chão e se levantou. Ela também estava me olhando, parecia estar assustada.

– A culpa foi dela, ela não tá usando óculos? Deveria ter visto você na frente dela. — Se intrometeu Débora. — Não vê? Que truque barato garota, e tão... Antiquado quanto você. — Ela sorriu olhando a menina da cabeça pra baixo. Ela não respondeu, nada, apenas abaixou a cabeça.

– Isso não foi um truque, nem foi culpa dela, fui eu que esbarrei nela e que eu saiba isso não é da sua conta Déb. — Falei

– Ora, já está falando comigo amorzinho? Bem, é, você é meu namorado e tenho que te manter longe dessas... — Ela pensou um pouco antes de falar — Barangas. — Enfim saiu, jogando o cabelo. Aquela era uma cena tão típica e idiota, eu odeio coisas normais, comuns, aquilo me fez sentir mal, eu queria defende-la mais não saia palavras da minha boca. Apenas meus olhos estavam fitados nela, não só meus olhos, minha alma. Até que ela teve a reação de correr, todos ficaram a olhando. Vi Luna ir correr atrás dela, será que ela conhecia?

(Bia Pov.)

Ai que ódio, eu deveria ter ido pra diretoria ou pra algum lugar pra me esconder, aquelas garotas vão me zoar pra sempre eu vi nos olhos daquela garota. Eu entrei na cabine do banheiro e sentei no chão, faltava alguns minutos pra o horário bater, eu não sei se iria enfrentar aquele dia, preferia ficar lá. Coloquei meus braços em volta do joelho, e sem querer, as lágrimas insistiram em sair.

Ouvi a porta do banheiro se abrir, fiquei tão tensa que dava pra escutar meu coração batendo.

– Oi? — Ouvi uma voz doce e rouca falar ao mesmo tempo, tipo como se fosse uma cantoria. — Não fique mal por aquelas meninas, por favor, não fique. Elas não merecem uma lágrima sua.

Não sei porque, nem por que diabos eu fiz aquilo mais abri a porta pra ela. Era ela linda, cabelos loiros até a cintura e o rosto parecendo de uma boneca. Ela vestia o uniforme das lideres de torcida com uma jaqueta que deveria ser daquele menino. Talvez ela poderia ser a namorada dele.

– Eu juro que não fiz por mal... — Era pra ter saído como uma afirmação mais saiu como um sussurro.

– Eu sei. — Ela falou sentando do meu lado, e sorriu. — Acredite eu já passei por... Quer dizer, eu nunca passei por isso, mais eu imagino como é. E você não deveria ter abaixado sua cabeça de jeito algum para aquelas falsificadas. E sobre você ser antiquada, você já viu a bolsa delas? São da coleção do ano passado. — Ela riu e eu mesmo sem entender ria também. — Qual seu nome?

– Beatriz, mais pode me chamar de Bia e o seu? — Perguntei, minha voz ainda tava meio rouca por causa do choro.

– Luna. — Eu sempre achei esse nome Lindo

– Ahn... Você é amiga delas? Desculpa pelo incomodo todo, eu juro, eu não queria nada disso.

– Para de pedir desculpas por algo que você não fez por mal, para de gastar saliva pedindo desculpas. — Ela aumentou o tom de voz. — Aquelas garotas só fizeram aquilo pra te mostrar o quanto você vai ser importante pra elas, você não viu como o Lucca te olhou? Pelo amor de deus menina, se levanta e vamo pra aula porque... — O sinal bateu — Odeio quando esse maldito sinal atrapalha a minha fala. — Ela se levantou, e eu fui junto dela.

As pessoas ficavam olhando pra gente, era como se ela fosse a luz daqueles corredores quando passava. E eu ficava tentando desviar da luz, ela não tem nada haver com aquelas meninas, nem comigo. Ela era bem mais única do que eu, eu gostei disso, pensei que estava sozinha mais vi que não. Só que ao contrario de mim, ela era bonita e completamente segura de si.

Entramos na sala, tinha duas cadeiras vazias e ela me pediu pra sentar perto delas. Vi aquelas garotas sentadas do outro lado da sala, encarando a gente. Eu não acredito que cai na mesma sala que aquelas garotas.

A aula passou rápido, a Luna respondia até mais que eu as perguntas. Ela poderia não ser a amiga mais normal do mundo mais pelo menos, ela poderia ser a mais confiável. Não. Eu. Não. Devo. Me. Aproximar. Das. Pessoas... Ficava repetindo aquilo até o horário bater.

(Debora Pov.)

– Eu nunca vi uma garota gostar tanto de fazer caridades quanto a Lu, na boa. — Falei sentando junto com Marina e Júlia. Rafa estava logo na nossa frente e tinha o lugar da Luna vazio.

Eu não entendi o porque do Lucca me tratar tão mal, as vezes. Primeiro de manhã e depois agora? Argh, se ele não fosse tão irresistível eu juro que o trairia com o primeiro que aparecesse!

Eu sempre fui apaixonada por ele, desde que cheguei aqui, usei todos os meus truques por aquele garoto e não vai ser essa quatro olhos que vai me derrubar. Ah não mesmo.

Lucca, preciso falar com você, urgente! — Mandei uma mensagem pra ele e ele respondeu dois minutos depois.

Depois.– Ou ele estava fazendo drama... Ou ele estava cansado de mim? Eu conheço todas as artimanhas daquele ladrão de corações e sei que ele era tão imprevisível quanto as ondas do mar. Mais ele tinha que ser meu, ele tem que ser meu!