One love story

3 3 - Love is in the air, more so when?


Notas iniciais
O amor está no ar, mais até quando?

Pov. Luna

Eu realmente tinha gostado de conhecer aquela garota, ela era bem original. Eu gosto de coisas originais, diferentes. Mas, aquele primeiro dia de aula tinha sido um inferno pra mim.

– Flashback Onn -

Os meninos tinham feito um circulo em volta de algo ou alguém.

– Olha quem tá aqui, o nerd da turma — Luiz falava olhando para o garoto de pele bronzeada, olhos verdes e corpo pouco cuidado. Talvez eles não conheciam aquele corpo, como eu conhecia: Júlio.

– Porque vocês insistem em fazer isso com ele? — Falei, desviando a atenção do grupo para mim. A expressão de cada um deles, estavam hilárias, principalmente a de Vitor. Eu tinha sumido no final do ano passado, já estava com notas o suficiente para passar de ano, não queria ver toda aquela gente, então digamos que eu tenha dado um tempo ao mundo real.

Os meninos saíram me deixando sozinha com Júlio. Ninguém nem pensará o que aquele garoto poderia ser capaz de fazer, destruir sozinho um império era fácil.

– Olha, você por aqui... — Ele falou, me desafiando. — Pensei que não voltaria mais depois daquilo que tinha acontecido entre a gente.

– Não aconteceu nada entre a gente. E você deveria me agradecer, se não tivesse chegado a tempo você estaria trancado em um desses armários.

– Eu saberia como sair deles. — Ele falou e logo saiu, começou a andar, ou seja lá o que ele tenha feito para sair igual a um foguete daquele lugar.

– Flashback Off -

Eu estava tão vazia aquele ano. Parecia que o mundo girava em todas as direções menos para a minha. Então optei por guardar o que estava sentindo e sorrir dizendo que estava tudo bem. Pois eu já sabia que bem no fundo,ninguém nunca vai se importar. Era como se você já tivesse sentido tudo e aquele era o fim, pois você já tivera sentido tudo. E já saberia como agir, falar... Eu senti tanto, que acabei deixando de sentir. Aquilo estava me possuindo cada dia mais, eu haveria de algum dia explodir com aquele sentimento.

Pov. Matias

Eu tinha chegado muito tarde na escola. Estava atrasado pra caralho, então decidir faltar. Afinal, meus pais não iriam reparar.

Era uma tarde linda para andar de skate. Não tinha trazido o meu, havia uma garota andando de skate, ela era bem bonita. Fiquei a tarde inteira com ela, ela era bem maloqueira, mas não fazia bem o meu tipo.

Então olhei os alunos saindo da escola. Tinha as garotas fúteis e sem conteúdo, mas gostosas de um lado. Outro, garotos com óculos e camisetas xadrez olhando para as garotas gostosas. Outros garotos, com uniforme diferente e jaquetas bem legais, eu iria ser daquele grupo, estava decidido. E tinha as outras, o resto.

– Ai meu deus, eu estou caindo de cara no mundo hoje, que raiva! — Ouvi uma garota falar isso do meu lado. Ela tinha deixado cair alguns livros e eu como bom cavaleiro de sempre fui ajuda-la.

– Talvez, se você trouxesse menos livros não aconteceria isso. — Falei ajuntando alguns livros. Ela havia sorrido pra mim. — Bem, meu nome é Matias e o seu?

– Beatriz.

– Então você estuda nessa escola? — Ô pergunta idiota, ela tava com o uniforme da escola e livros apenas passeando pela cidade.

– U-uhum — Ela sentou em uma das mesas que havia na praça, ela ficou olhando tipo pro nada. Sentei do lado dela, ela afastava pro lado cada vez mais.

Assim acabou meu dia, tinha conhecido duas meninas gatas, porém diferentes. Uma era quieta demais e a outra maloqueira demais. Seria uma combinação perfeita encontrar uma garota assim: Complicada e perfeitinha.

Pov. Júlia

Acabava de sair do banho. Era umas 19h00, então fiquei encarando as roupas no que havia no armário e as joguei sobre a cama. Então fiquei encarando-as, esperando uma resposta divina do que usar. Nada. Decidi então vestir a camisa do Luiz que havia me emprestado quando havíamos passado aquele terror de feriado juntos ouvindo aquela banda demoníaca cantando.

Então me deitei na cama, não havia ninguém online aquela hora e o Luiz deveria tá jogando ou dormindo ou... Ai não Julia, você não pode pensar isso. O Luiz não seria capaz de fazer isso.

Caí no sono quando ouvi umas três batidas na janela do meu quarto. Parecia algum ladrão, não sei. Quando abri a janela quase que o idiota do Luiz me acertava. Pelo menos, ele foi recompensado quando vi ele com um lindo buquê de rosas vermelhas. Ele veio até a mim, um ninja sentiria inveja dele naquele segundo. Ou então, o medo do meus pais acordarem e verem ele ali seria maior que qualquer coisa.

– Eu prometo fazer você sorrir todos os dias. Eu prometo te fazer feliz apesar do meu jeito, eu prometo estar sempre com você. Eu prometo te fazer a mulher mais feliz do mundo Júlia. — Ele me olhou, sorrindo e eu me entreguei. Aquele sorriso e aquele jeito já me ganhava de primeira.

Eu ouvirá dizer que a vida tinha que ser vivida e não conhecida. Porque talvez só vivemos uma vez. E isso era tão clichê deveríamos viver pra sempre. E sempre ter o poder de recomeçar, assim não faríamos as coisas erradas. Mas aquele momento, ninguém poderia me tirar. Era eu e ele. Era eu e o amor da minha vida, não havia nada de melhor no mundo que aquilo. Aquilo poderia ser eterno, poderia acabar o mundo e eu não me importava com nada. Ah não ser....

– JÚLIA! — E de repente todas as luzes da casa tinham sido ligadas.

– Ai meu deus, se esconde! — Eu falei, Luiz se escondeu embaixo da cama, porque inteligência não era o forte dele mais tudo bem.

Quando tudo acabou e meus pais foram dormir, certificando que não tinha nenhum tarado chamado Luiz no meu quarto. Ele saiu debaixo da cama.

– Eu espero que seus pais não estejam com a gente na lua de mel — Ele falou, rindo.

– Fala baixo Luiz, eles ainda estão acordados, mais obrigado pelas rosas, são lindas. — Falei lhe dando um selinho, ele me abraçou como nunca tivera feito antes. Eu concordo com as meninas de dizer que não precisávamos de homem para viver. Mais aquela sensação de estar protegida, não se supera.

Pov. Vitor

Eu estava voltando pra casa quando ouvi um grito. E mais outro, e mais outro... Aquilo estava ficando estranho, não que eu estivesse com medo, mais tipo... Estranho!

– Maria? — Vi ela rindo nas estreitas ruas da escola.

– An? Ah, oi. — Ela acenou ao me ver.

– Porque tá aqui? Deveria tá na sua casa, dormindo. — Falei a segurando pelo braço — Vamos, eu te levo.

– Não quero que me leve. Ai meu deus, garoto não percebeu? Você está fora dos meus planos, escolheu a vadia errada. Não venha me procurar mais — Ok, ela estava bêbada, típico dela. Precisava fazer algo, não poderia deixar ela sozinha...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.