One Way Or Another.
7 Capítulo 7 - Reencontros e explicações.
Notas iniciais
Falando sobre Sam.
O dia havia sido corrido para a loira. Desde as 6:00 da manhã, quando levantara, deixara Luke na faculdade, e correra para o trabalho, o dia havia sido intenso. Ela estava incomodada com algo, seu coração palpitava sem motivo aparente, e às vezes o ar lhe faltava mostrando certa ansiedade. Pensou estar com indícios de infarto. Mas riu logo após, tinha uma alimentação saudável e visitava o médico mensalmente, sua saúde era ótima. Uma sensação boa, e desesperadora ao mesmo tempo, invadiam a mente da mulher, e ela estava exasperada com isso. Ela estava esperando uma cliente as 7:00 da manhã, e ela nem ao menos sabia o nome da pessoa. Ela nunca fazia isso, sempre se informava de tudo sobre os clientes com quem trabalhava, mas dessa vez, ela se esquecera totalmente. Maggie já havia anunciado que minha cliente havia chegado, e mais do que depressa mandei entrar, queria concluir meus compromissos do dia logo, queria conhecer o tal amigo do Luke.
Ouviu a porta se abrir, mas não ergueu a cabeça dos papéis que lia com atenção, ouviu uma voz harmoniosa e um pouco conhecida agradecendo Maggie, e 4 passos de um salto fino de madeira se chocando contra o mármore do seu piso. Mas só 4. Depois pararam. Ouviu o barulho de algo caindo no chão, e se assustou. Ainda imersa aos papéis, levantou a cabeça e arrumou os óculos sobre o nariz óculos a deixam com um ar mais sério e se sexy e estarreceu-se. Diante dela, uma morena alta, magra com algumas curvas perfeitamente contornadas sobre o curto vestido preto de renda, a olhava com um misto de expressões no rosto.
–Oh-meu-Deus... A morena sussurrou deixando lágrimas caírem pelo rosto.
Sam não sabia o que fazer. Ela estava assustada mais feliz, fazia 5 anos que ela não via a amiga, e as saudades eram tantas... Mas ela escondia essa saudade bem lá no fundo, tentando convencer ela mesma de que não existiam mais. Tirou os óculos lentamente, e não se permitiu deixar cair nenhuma lágrima. Por enquanto.
–Carly? Sam disse com uma voz firme e doce.
–Sam! Oh meu Deus, Samantha Puckett.
Carly quebrou a distância que havia entre elas, se dirigindo a passos largos até a mesa de Sam, a puxando pelo braço, e lhe envolvendo em um abraço forte. A princípio, Sam não correspondeu ao abraço, seus olhos esbugalhados de susto ainda não tinham entendido oque houvera ali. Depois de uns 10 segundos de abraço não correspondido, Sam a apertou contra si, com vontade. Carly molhava todo blazer cinza da loira, chorando e murmurando coisas desconexas. Sam por mais que tentasse segurar o choro, não podia, era impossível não chorar diante daquela situação, daquele reencontro, daquelas saudades e mágoas adormecidas. Ficaram ali 5, 10, 15 minutos? Não sabiam dizer. Mas quem tomou a iniciativa de desfazer o abraço foi Sam. Carly tinha os olhos vermelhos e inchados, e todo borrado pela maquiagem. Sam tirou alguns lencinhos de papel da gaveta e lhe ofereceu, ela aceitou de bom grado com um grande sorriso no rosto, mas Sam via, nos olhos dela, bem lá no fundo, alguns indícios de tristeza. O que dizer agora? Sam não tinha ideia. Então deixaria isso com Carly, permanecendo calada. Depois de secar o próprio rosto e se recompor, Carly a fitou.
–Olha só pra você. Eu senti tanto a sua falta!
Sam queria ceder. Queria dizer a ela o quanto sentiu falta da amiga, o quanto queria que ela estivesse ao seu lado nos momentos difíceis pelo qual ela passou. Mas aí ela se lembrou daquele dia, dos sussurros. Seu coração bateu mais forte.
–Sente-se, Carlotta. Apontou para a cadeira a frente da sua mesa.
–Não me chamam assim desde a época do colégio. Ela riu sem humor, percebendo a dureza na voz de Sam. Ela sabia que a conversa seria longa, teria muito oque explicar.
–Eu não sabia, desculpe. Sam respondeu educadamente, mas ainda séria.
–É claro que não. Você foi embora, e nunca mais deu notícias.
Carly disparou, um pouco nervosa. Sam a olhou com um olhar triste e magoado.
–Não acha que tive motivos o suficiente pra fazer isso, Carly?
Carly abaixou a cabeça, tentando segurar o choro, e vão.
–Me desculpe Sam! Eu juro que eu não queria! Mas é que o Freddie me implorou tanto.. e ele parecia mal! Eu não queria, mas os dois eram meus amigos! E eu só concordei por que ele me prometeu que iria falar com você!
Ela falou rápido, e em meio ao choro, mas ainda assim, Sam entendeu tudinho. Ela não tinha tanto ódio da amiga, e depois do que Carly disse, seu coração amoleceu.
–Tudo bem. A culpa não é sua, você só quis ajudar.
Carly abriu um sorriso gigantesco, enxugando as lágrimas com o indicador.
–Sério Sam? Você tipo, não me odeia? Eu senti tanto sua falta amiga!
E desabou em lágrimas novamente, daquele jeito histérico dela, até pra chorar. Sam riu fracamente, um pouco aliviada por tê-la ali, com ela.
–Como posso te odiar? Não é, nunca foi culpa sua. Eu só estava de cabeça quente, com raiva na hora, e deu no que deu.
–Eu me sinto tão mal... Freddie também e..
Sam cortou a amiga bruscamente. Ouvir o nome dele ainda lhe causara dor.
–Eu não quero saber o que Freddie pensa ou deixa de pensar Carly. Carly a olhou assustada pelo tom de voz, e ficou sem graça logo em seguida. Como dizer a Sam que Freddie estava do lado de fora esperando pra ser atendido? Ela suava frio, e estava nervosa. Não sabia se contava a Sam o motivo de Freddie a ter deixado sem noticias, ou se deixava que ele mesmo fizesse isso. Mas pelo jeito, Sam não queria ver Freddie nem pintado de ouro.
–Sam... Você se precipitou demais. Se tivesse esperado um dia mais, teria recebido a ligação de Freddie.
Sam arqueou a sobrancelha.
–Não me importa. Ele se escondeu de mim durante um mês inteiro Carly! Não teve coragem o suficiente de me enfrentar.
Nesse ponto, Sam tinha razão, Freddie nunca fora do tipo corajoso. Carly suspirou longamente, deixando de lado a expressão tensa e colocando o melhor dos sorrisos no rosto.
–Mas agora, o que importa é que você está bem aqui, na minha frente. Por favor, prometa que não vai sumir de novo? Carly fez beicinho e Sam riu com humor, pela primeira vez no dia.
–Tudo bem Carlotta, eu prometo.
–Yay! Temos tanta coisa pra conversar! E também tenho algo a te contar... Carly hesitou um pouco Você não tá muito ocupada né? Podemos conversar agora?
–Claro. Eu tenho outros 2 clientes, mas só daqui 2 horas.
–Ótimo. Bom, vou falar logo, mas prometa não surtar, gritar, ou ir lá foram atá-lo, ok? Carly mordeu o lábio inferior e olhou pra amiga preocupada.
–Ir lá fora matar quem? Sam perguntou confusa e divertida.
–Hmmm. E agora Carly, vamos lá, você consegue. Se ela tentar sair, você tenta impedi-la de todas as maneiras. Carly pensou e disparou. –O Freddie. O Freddie está lá fora me esperando, e ele é o próximo cliente que você vai atender.
Sam empalideceu. A expressão da mulher ficou indecifrável. Seus olhos azuis encaravam Carly, tentando achar algum indício de que ela estava blefando. Mas não achou. Carly permaneceu séria, e Sam se desesperou por um momento.
–Carly me diga que você está blefando. Sam suplicou, com a voz oscilante.
–Não Sam. Não estou blefando. Ele de fato está lá fora. E agora?
Sam se levantou da cadeira, e por impulso, Carly se levantou e se pôs de pé em frente a amiga.
–Calma Sam.
–Estou calma. Não vou até lá mata-lo, fique tranquila. Mas não quero que ele me veja, e não vê-lo também. Por favor, tire-o daqui Carly. Eu não quero ele em minha vida outra vez.
As mãos da loira tremiam, ela estava nervosa. Em poucos minutos, seu segredo poderia ser descoberto. Começou a andar pela sala enquanto esfregava as mãos uma nas outras.
–Eu entendo o seu lado Sam. Mas... Por que tanto ódio? Você ao menos sabe o que fez Freddie tomar essa decisão.
–Ei sei mais é que... Sam não conseguiu terminar oque ia dizer, desabou em lágrimas, desistindo de bancar a forte.
–Você ainda o ama, não é? Carly tinha ternura na voz.
Sam chorou mais ainda com a afirmação da amiga, dando a entender que sim. Ela não era mais a antiga Sam Puckett, ela havia mudado e, toda a sua vida também. Ela tinha um filho, cujo ela escondeu de todos. E agora? Como explicar o filho? Ele é tão parecido com Freddie... logo descobririam. Mas ela tinha que contar pra Carly sobre Luke, ao menos pra ela. Carly abraçou Sam enquanto esta chorava, e ali ficaram durante alguns minutos. Sam se acalmava aos poucos enquanto Carly acariciava seus longos cachos.
–Preciso te contar uma coisa. Sam se levantou do colo da amiga, secando as lágrimas e arrumando os cabelos. Carly se mostrou muito interessada no assunto, pois suas expressão ansiosa a denunciou.
–Conte! Estou ouvindo.
–Eu.. bem, quando eu fugi de vocês, naquela época... eu estava, eu estava diferente.
Sam vacilou.
–Diferente que jeito?
Carly estava confusa.
–Eu estava... AH DROGA, EU ESTAVA GRÁVIDA.
Agora foi a vez de Carly ficar sem expressão e perplexa. Ela realmente imaginara que a vida de Sam tinha mudado, pois dã, ela era dona de uma empresa de arquitetura, era rica, mas... um filho? Grávida? Sam passou a mão na frente de Carly algumas vezes, e ela despertou do transe.
–Grávida? SAM! Como pôde esconder isso de mim? Meu Deus eu não acredito! Ela colocou a mão na boca e andava de um lado para o outro. –Meu Deus, espera... Não vai me dizer que você..
–NÃO! Sam gritou entendendo o que a amiga quis insinuar.
–Ufa. Carly aliviou a expressão, mas não a tensão.
–Mas mesmo assim Sam! Você não podia ter feito isso! Poxa, como fez pra sobreviver? Nós poderíamos ter te ajudado, o Fred.. AH MEU DEUS O FREDDIE É O PAI!? Era uma afirmação e uma pergunta, as duas ao mesmo tempo. Sam abaixou a cabeça, não queria mais mentir ou esconder nada de Carly, agora que voltaram a se encontrar. Aí, então, a reação de Carly surpreendeu Sam. A morena começou a correr pela sala, dando pulinhos e gritinhos finos, rodava, cantarolava. Típico de Carly, claro, todos já estão acostumados.
–Carly! Sam a repreendeu. A morena se jogou no sofá com um sorriso no rosto.
–Isso é ótimo Sam!
–Pois me diga aonde está a parte ótima, por que eu não estou vendo. Eu escondi isso de Freddie e do Luke, todos esses anos. E agora, ele me aparece aqui?! Por Deus Carly, o leve daqui.
–Luke? É um menino? AHHHHHHH *-* Carly ignorou o que Sam havia falado, prestando atenção apenas naquilo que ela queria.
–Sim, um menino Carly. Sam bufou, derrotada.
–Ai meu Deus, eu preciso conhece-lo! Eu sempre gostei de crianças, mas nunca falei disso com o Griffin.
NÃO ESPERA, GRIFFIN? Você e o Griffin estão casados?
–Siiiiim amiga! Nos reencontramos na faculdade!
E então, como se era de esperar, Sam e Carly mergulharam em conversas. Cada uma contando sobre sua vida, oque tinha acontecido. Sam contou tudo oque passou, desde o momento em que saiu de Seattle. Choraram, riram, brigaram, enfim, elas colocaram a conversa em dia. Carly tentou convencer Sam de conversar com Freddie. Em vão, claro. Sam pediu arduamente pra que Carly afastasse Freddie, mas Carly disse que não ia se meter dessa vez, eles que se entendessem. Sam disse que nunca mais iriam se ver, por que ele não sabia que ela vivia ali, e ela também não o procuraria. Carly acabou concordando em se mudar pra NY assim que Griffin voltasse do Brasil, e jurou manter segredo sobre Sam pra qualquer pessoa. Iriam se encontrar “escondidas”, pelo menos até Freddie voltar pra LA.
De repente, a porta da sala se abre, revelando umalegre garotinho moreno, que veio correndo em direção a mãe.
–Mamãe! Luke exclamou e se pendurou no pescoço da loira. Sam o abraçou pelas pernas, surpresa com a visita, e o beijou no rosto, o colocando no chão.
–Aproveitei o horário do almoço pra vim te ver. Estava com saudades, não sei por que se te vi hoje pela manhã. Só então, Luke reparou na presença da morena alta sentada logo atrás dele. Se virou, e a encarou por um momento, meio assustado, pois Carly o olhava de um jeito esquisito, como se fosse voar em cima dele, ou coisa parecida. Luke recuou dois passos e agarrou-se a perna da mãe.
–Mãe, quem é essa moça?
Carly ainda continuava petrificada ao olhar pro garoto. De longe, qualquer pessoa que o visse e conhecesse Sam e Freddie saberia que era filho deles. A perfeita mistura, os olhos e o nariz da mãe, os cabelos e a boca do pai. Incrivelmente lindo.
–Essa é Carly meu amor. Lembra, quando falei dela uma vez pra você?
Luke colocou a mão no queixo, e logo sua expressão medrosa se transformou em um sorriso.
–Claro que sim! Olá Carly, eu sou Luke, muito prazer. Luke estendeu a mãozinha pra Carly. Sam revirou os olhos com a formalidade do garoto. Carly, encantada, apertou a mão dele.
–Oh meu Deus! Você é tão incrível Luke. Pode me chamar de Tia Carly, eu sou sua tia e quero que você me chame assim.
–Tudo bem, tia Carly. Mamãe me falou um pouco sobre você, mas não muito. O garoto sorriu convidativo.
–Pois então venha almoçar comigo, o que acha? Podemos conhecer!
–Eu acho uma ótima ideia! Você também vem mamãe? Luke soltou-se de Carly e foi até Sam.
–Não meu amor, a mamãe tem alguns clientes agora. Mas vá, e divirta-se com a tia Carly. Luke acenou com a cabeça e beijou o rosto de Sam, que retribuiu. Pegou na mão de Carly, que já ia saindo com o garoto.
–Espera! Carly parou com os olhos arregalados. –Luke... quando você entrou, tinha um homem sentado no sofá? Carly olhou pra Sam, e Sam pra Carly, entendendo que Carly falava de Freddie. Se desesperou.
–Não tia Carly, não tinha ninguém! A Sala está totalmente vazia.
Sam respirou aliviada, e Carly também.
–Cuide bem do meu menino hein Carls. E não se assuste ok! Sam riu e fechou a porta, deixando uma Carly confusa. Se assustar com oque? Com o garoto? Só a Sam mesmo. E, Carly ficou bem impressionada com o afeto entre Luke e Sam. Ela estava sendo uma boa mãe, pelo que ela presenciou. Sorriu orgulhosa da amiga enquanto pegava o celular para ligar para o Freddie. Ele havia saído sem avisa-la, onde estaria? Se bem, que foi bem melhor assim. Ela estava feliz, aquele provavelmente fora o dia mais feliz nos seus últimos 5 anos. Ela estava segurando a mão do filho da Sam e do Freddie. Dá pra acreditar nisso? Era lindo. Mas, ao mesmo tempo triste. Mas ela torcia do fundo do coração pra que tudo ficasse em seu lugar. E se dependesse dela, isso não iria demorar a acontecer.
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