One Way Or Another.
3 Capítulo 3 - Pai e filho.
Notas iniciais
Triste, não? Imaginem como Carly ficou após lê-la. Se sentiu horrível, a pior amiga do mundo, sentiu tanta dor no coração, que precisou ser levada ao hospital por Spencer. Tentou de todas as formas achar Sam, sem êxito. Por um longo ano, tentou. Mas não conseguiu, a garota havia sumido do mapa. No dia seguinte, após receber a carta, ligou pro Freddie, pra lhe contar oque houve. O garoto ficou pior que Carly. Ele sabia que a culpa de tudo era dele, havia destruído a vida de Sam, e a de Carly, separando duas amigas. Pediu desculpas pra Carly, de todas as maneiras que pode, mas Carly estava diferente, estava fria. Havia perdido a única amiga de verdade que tivera em toda a sua vida, por tentar ajudar Freddie com seu erro. Foi ingênua e a culpa não era só dele, mas ela não queria saber. Disse pra ele viver a vida dele, pois, se ela não tinha mais a Sam, não queriam ais ter a amizade dele. Freddie entendeu, não questionou. Depois disso, só tiveram contato no natal do ano seguinte, quando Freddie apareceu de surpresa, e acabaram fazendo as pazes, mas nada ficou como antes. Freddie se foi para Los Angeles, trabalhava na Samsung, desenvolvia aplicativos e jogos, bem a cara dele, né? Bom, Carly se casou, com o Griffin, o namorado Badboy, de quando eram adolescentes, acabou reencontrando ele na faculdade, e então firmaram matrimônio. Spencer se casou logo que Sam foi embora, e tinha 2 filhos, gêmeos. Karen e Kieran, uma menina e um menino, exatamente nessa ordem. Ele vivia feliz em uma fazenda, que era de sua esposa Vivian. Visitava Carly as vezes, pois até com ele ela mudou. Ela se formou em moda, e lançou sua própria Grife, Carlotta Shay. Não tinha filhos, não queria por enquanto. Griffin tinha uma empresa de brinquedos, era bem conhecida. Ou seja, as duas estavam bem, tinham estabilidade financeira, um bom emprego, casas, carros.. mas não tinham o mais importante. A amizade uma da outra.
Falando sobre Freddie.
Bom, e aqui estamos, vamos ver como Freddie se saiu nos últimos 6 anos.
Quando desligou o telefone, naquele dia, seu mundo havia desabado. Por um erro, um vacilo dele, havia perdido a amiga, e o amor de sua vida. Ficou em casa sem sair por um mês, trancou a faculdade, e ficou lá, deprimido. Sua mãe o obrigou a ir a um psiquiatra, e ele conseguiu retomar sua vida. Abriu a faculdade, e terminou seu curso. Conseguiu um bom emprego na Samsung, e isso lhe abriu várias portas para abrir seu próprio negócio. E ele abriu: Benson App. Uma empresa criadora de aplicativos para iPhone e Android. Eram poucas as empresas que trabalhavam com isso, por isso, ele ganhou logo seu espaço no mercado de trabalho. Em 3 anos, sua empresa se consolidou no mundo dos negócios, e ele era seu próprio chefe. Tinha tudo oque queria, uma casa enorme, carros (sua paixão, ele amava carros) dinheiro, uma boa vida. Tinha as mulheres que queria ao seus pés. Ele parecia feliz, mas não estava, sentia falta dela. Depois de 6 longos anos, ele ainda a amava. Ele não lutava contra isso, entendia que era o castigo que ele tinha que pagar: Amar Sam pro resto da vida, sem poder tê-la. Sem ao menos saber de seu paradeiro, se está bem, se se casou. Era horrível, essa sensação, e a culpa era só dele.
-Senhor? Freddie se vira em sua cadeira, encarando um homem alto e de meia idade. Seu mordomo.
-Sim, James? (nome típico dos mordomos kk)
-Está na linha o Senhor Potter, o homem que quer abrir a filial em Nova York Senhor.
-Ah sim. Pode passar pra minha linha, James. Obrigado. James fez reverência com a cabeça e saiu do escritório de Freddie. Após conversar com o senhor Potter, Freddie estava satisfeito, havia acabado de fechar negócio com o mesmo, e em breve teria uma filial da Benson App em Nova York. Ele estava animado, pois iria viajar. Sim, ele sempre viajava até a cidade em questão para gerenciar pessoalmente a contratação dos funcionários, e o andamento da papelada toda, alvará, e toda documentação necessária. Gostava de manter tudo do jeito dele. No dia seguinte viajaria para Nova York, estava entusiasmado, pois nunca estivera na cidade antes. Às vezes, ele trabalhava em casa mesmo, havia se tornado um homem preguiçoso digamos assim, a boa vida lhe acostumou mal. A única coisa que fazia, era ir na academia, pra manter o físico invejável, pelo qual as mulheres, todas elas, babavam. E ele tinha noção disso, e também ficara muito convencido, as pessoas puxavam seu saco e enchiam seu ego. Mas era só na frente dele, por trás, todos falavam mal, como ele era convencido e esnobe. Freddie era feliz na frente das pessoas, mas quando estava sozinho, era triste.
Falando sobre Sam.
-Bom dia amor. Acorde, vamos! Sam entrou no quarto do filho, e abriu as cortinas. Os fortes raios do sol invadiram o ambiente, iluminando cada canto do quarto. Mas, Luke não era só inteligente como o pai. Era também preguiçoso, como a mãe. O garoto fingiu continuar dormindo. Sam revirou os olhos, e foi até a cama do pequeno, e começou a fazer cócegas, sem dó nem piedade. O menino gargalhava, ainda de olhos fechados.
-E agora? Ainda continua dormindo?
-Tudo bem, dona Cruela. Já estou acordando. Sam sorriu satisfeita.
-Ótimo. Vista-se depressa. Tenho uma surpresa pra você.
-Uma surpresa? O que é mamãe? Os olhos dele brilharam.
-Ora, se eu dizer não será mais surpresa, espertinho. Ela saiu do quarto e fechou a porta. Luke se apressou, e em poucos minutos estava arrumado. Apesar de ser um “nerd” Luke não se vestia como um. Suas roupas eram descoladas, e ele fazia muito sucesso com as menininhas por onde quer que fosse. A camisa xadrez, azul com branco, a calça jeans azul e os tênis pretos, lhe deixavam um verdadeiro homenzinho. Penteou os cabelos em um moicano perfeito, e passou gel. Desceu as escadas correndo, chamando por sua mãe.
-Estou aqui querido, na sala de estar.
Luke ouviu a voz de mais alguém ,e constatou que tinham visitas. Ajeitou a camisa, e andou até a sala. Ao chegar, se deparou com sua mãe sentada em um sofá, e um homem estranho em outro. Caminhou até o homem, e o cumprimentou.
-Olá Senhor. Me chamo Luke. Estendeu a mão ao homem que o olhava encantado.
-Olá Luke. Sou Sr. Potter, mas pode me chamar de Kyle. O homem sorriu largamente para o garoto, que retribuiu de uma maneira mais tímida, e foi se sentar ao lado de sua mãe.
-Meu amor, você sabe quem é o Senhor Potter? Sam estava sorridente. Luke respondeu que não com a cabeça. –É um velho amigo da mamãe. Ele é reitor em CleverLand. A boca do garoto se abriu em um perfeito “o” e seus olhinhos brilharam.
-A faculdade de tecnologia? O garoto se levantou do sofá.
-Isso mesmo Luke. O homem falou. –E eu quero você estudando lá. Luke tinha a expressão mais feliz do mundo no rosto.
-Não acredito! Olhou pra sua mãe, que acenou com a cabeça, e com um sorriso. O garoto começou a pular e a dançar pela sala, arrancando gargalhadas de Sam e de Kyle. Depois que garoto se acalmou um pouco, Kyle teve que ir embora, pois tinha outros compromissos. Se despediu de Luke, e disse que ele poderia começar hoje mesmo.
-Mamãe! Eu já disse que você é a mãe mais linda desse mundo? E que eu te amo tanto tanto tanto, mais do que eu amo bolo gordo? Hein? Sam estava feliz por ver seu filho feliz.
-Hmm, você jám e disse, mas eu gostaria de ouvir novamente.
-Pois você é a mãe mais linda do mundo, e eu te amo mais do que eu amo bolo gordo! O garoto correu até ela e se pendurou em seu pescoço.
-Espero estar fazendo a coisa certa. Luke desfez o abraço, e olhou pra ela. Em seu rosto, havia uma expressão preocupada.
-Fez sim mãe. Olha, eu prometo que mesmo estudando em CleverLand, eu vou brincar, e fazer amigos da minha idade, tá? E prometo também que vou te encher de orgulho, mamãe. Eu vou cuidar de você, pra sempre. Os olhos da loira se encheram d’água. Luke era como Freddie, protetor. Ela tinha tanto orgulho do menino, enfrentou tantas coisas, mesmo tendo apenas 6 anos.
-Eu já tenho muito orgulho de você meu amor. Muito, eu te amo mais do que tudo, tá? E vou te apoiar em tudo que lhe fizer bem. Se abraçaram novamente, mas logo se soltaram. Luke estava ansioso demais pra ir estudar. Vou explicar melhor o por que uma faculdade de tecnologia. Quando Tinha 4 anos, Luke mostrava muito interesse pelos aplicativos do iPhone de sua mãe. Jogava todos eles de uma forma incrível. Com 5 anos, ele criou seu primeiro aplicativo, e isso deixou Sam boquiaberta. Atualmente, ele já tinha 6 aplicativos criados, mas nunca mostrou a ninguém além de sua mãe. O garoto era um verdadeiro Einstein, e Sam tinha medo disso. Medo de que as pessoas tirassem proveito de seu menino pela inteligência dele. Mas, Luke se sentia feliz fazendo isso, então ela lhe deu uma chance.
Sam achou melhor que ele começasse a estudar no dia seguinte. Com muito custo conseguiu convencer o garoto. O dia passou tranquilo, e a noite eles iriam jantar fora, ele, Sam, Pam, Melanie e Peter. Um jantar em família. O restaurante era chique, mas nem tanto. Sam amava comidas caseiras e simples.
-Soube que conseguiu entrar pra faculdade, Luke.
-É sim tio Peter, a mamãe me colocou na CleverLand. O garoto sorria satisfeito. Peter sorriu pra ele de volta.
-Esse meu sobrinho puxou a inteligência do pai. Melanie disse distraída, mas logo se arrependeu. Todos na mesa olhavam pra ela, e ela lançava um olhar de me desculpe pra Sam. Freddie era assunto proibido perto de Luke. Sam havia dito ao filho a verdade, que o pai escolheu aos estudos. Mas sempre dizia que, Freddie os amava muito, e que a culpa não era dele. Não queria fazer a caveira do pai para o menino, ela sabia como isso era horrível pois Pam fizera isso com ela. Luke tinha água escorrendo pelos olhos, e seu rosto estava vermelho.
-EU NÃO QUERO SER PARECIDO COM MEU PAI! EU ODEIO ELE, ELE ABANDONOU MINHA MAMÃE E A MIM! O garoto desceu da cadeira, e correu pra fora do restaurante.
-Me desculpe Sam, eu não fiz por mal.
-Tudo bem Mel. Eu já volto, vou falar com ele. Sam se levantou da mesa meio envergonhada, pois alguns olhares ainda estavam sobre a mesa deles. Saiu do restaurante e viu o filho sentado no meio fio do estacionamento. Se sentou ao lado dele e ficou em silêncio, esperando que ele parasse de chorar.
-Por que tenho que me parecer com ele mamãe? Por que? Ele ainda soluçava.
-Meu amor. Você não pode se sentir assim sobre seu pai. Ele errou, mas todos erram, meu príncipe.
-Não mamãe. Ele nos deixou! Ele se foi.
-Ele não sabia que eu estava grávida Luke. Já conversamos sobre isso.
-Não me importa, ele te deixou mãe. Ele te fez sofrer, e isso só pessoas sem caráter fazem. Eu não quero me parecer com ele, eu não sou um mal caráter. Seus olhos se encheram de água novamente. Sam o envolveu em um abraço.
-Por favor Luke, não alimente isso dentro de você. É o pior dos sentimentos, digo isso por experiência própria. Você iria amar seu pai se o conhecesse. Ele era assim, exatamente como você. E eu o agradeço todos os dias por ter me dado você. Ele se foi, mas você está comigo, e isso é oque importa.
-Eu sei mamãe. Me desculpe, mas é que... eu sinto falta de um pai. O menino procurou os olhos da mãe. –Eu digo essas coisas por que, sei que nunca vou poder vê-lo, ou conhece-lo. As vezes, eu vejo alguns garotos na rua, cada um com seu pai. Eles brincam, jogam bola. Eu me sinto deslocado, diferente. Sam nunca falava sobre aquilo, daquela maneira com o filho. Ela fugia de todas as formas disso, mas sabia que um dia teria que enfrentar.
-Meu amor.. se você quiser, eu posso procurar seu pai, pra você conhece-lo. A voz de Sam falhou. Luke a olhou com carinho, e amor. Sabia que a mãe ainda amava seu pai.
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