One Way Or Another.
4 Capítulo 4 - Amigos?
Notas iniciais
-Não mamãe, não precisa. Se isso tiver que acontecer, acontecerá. E eu sei que você ainda ama ele, não é? Sam olhou assustada para Luke.
-É claro que não, meu filho. Sam disse rápido e sem jeito. Luke riu com o desconcerto da mãe.
-Mamãe, não sou ingênuo. Sempre que se fala em meu pai, você fica triste. E você é a mulher mais linda dessa terra, e nunca arrumou um namorado por mais de 6 meses. Eu não quero você assim, eu estou bem sem ele, e você também. Você é tudo que eu preciso, e, pra mim isso basta. Meu Deus, que garoto incrível que eu tenho, pensou Sam.
-Obrigada meu amor. Eu te amo.
-Também te amo, mãe.
Ficaram ali por mais um tempo. Até que Sam quebra o silêncio.
-Você nunca teve curiosidade em saber o nome do seu pai, Luke? O garoto suspirou.
-Não mãe. Por que, se eu soubesse o nome dele, eu o acharia, é fácil achar alguém pelo nome na internet. Os dois riram, e encerraram o assunto. Entraram no restaurante, e tudo ficou bem. Sam sentia um alivio enorme no peito. E Luke, passou a ver seu pai de outra forma. Ele sabia que Sam, sua mãe sofria por ele. Se ele pudesse, procuraria esse homem por todo o mundo, e o traria pra sua mãe. Mas, ele sabia que, ele poderia ter outra esposa, outros filhos. Então, ele deixava essa ideia pra lá.
Falando sobre Freddie.
O ar de Nova York fizera muito bem para o homem que andava tranquilamente pela calçada. Ele se sentia bem, se sentia em casa, mesmo nunca estado ali. A viagem foi boa, saiu de Los Angeles pela manhã, chegou em NY e se hospedou no melhor hotel. Ficaria por volta de 1 semana, resolveria tudo, e voltaria para o agito de LA. Olhou para o relógio em seu pulso esquerdo, e se espantou com a hora. 23:47, nem vira a hora passar, ficou andando por mais de 2 horas pelas ruas. Se apressou em voltar para o hotel, no dia seguinte teria que acordar cedo. Iria a Cleverland, selecionar estagiários para sua nova filial. Seria um dia cheio.
O sol vazava pelas frestas das cortinas e batia no rosto do rapaz, o fazendo acordar lentamente, resmungando consigo mesmo.
-Droga, que horas são? Perguntou retoricamente. Olhou no relógio em cima da pequena peça de madeira ao lado da cama, e se assustou: Estava atrasado. Pulou da cama, e em 15 minutos estava impecavelmente arrumado. Terno preto, camisa branca e uma grava vermelho sangue. Penteou os cabelos em seu costumeiro topete, engoliu um café e seguiu seu caminho.
-Senhor Potter, me desculpe o atraso. Freddie dizia meio encabulado, nunca se atrasava.
-Ora senhor Benson, não tem problema. Aliás, foram apenas o homem olha em seu relógio 9 minutos de atraso. Está perdoado. Ambos riram, e entraram na ampla sala.
-Bela sala. Freddie elogiou ainda tentando se desculpar.
-Obrigado. Sente-se. O homem apontou para uma cadeira a frente da grande mesa, enquanto se sentava em uma cadeira maior atrás da mesma. O homem mexia em alguns papéis em uma das inúmeras gavetas da mesa, enquanto Freddie observava o lugar. A uns 2 anos atrás, pensou em ser reitor. Recebera uma oferta, mas recusou, por ser na faculdade de Seattle.
-Prontinho, aqui está a ficha de todos os alunos do terceiro ano. Ele pegou o punhado de folhas das mãos do Senhor Potter, e as analisou em silêncio.
Toc toc toc.
Alguém batia na porta. Sr. Potter murmurou um entre quase inaudível, mas por incrível que pareça, a pessoa do lado de fora ouviu. A porta se abriu, e a secretária entrou, acompanhada de um garotinho.
-Com licença Chefe. Mas o Sr. James chegou. O homem olhou o garoto e esboçou um largo sorriso.
-Oh claro Katherine, obrigado. A mulher saiu, e o garoto foi até o homem.
-Bom dia Kyle. É um prazer revê-lo.
Freddie acompanhava tudo, com os olhos semicerrados, apenas olhando para o garoto.
-Bom dia Luke. Aonde está sua mãe?
-Minha mãe me deixou lá em baixo, e foi para o trabalho. Ela insistiu em me trazer até aqui, mas eu disse que não era necessário. O garotinho sorriu, e olhou para o rapaz sentado na cadeira ao seu lado.
-Ah, Luke, esse é o Sr.Benson. Sr. Benson, esse é Luke James, meu mais novo aluno. Freddie abriu a boca em um pequeno “o”.
-Prazer em conhece-lo Senhor Benson. Luke estendeu a mão para Freddie, que automaticamente apertou sua pequena mãozinha. Ele se sentiu encantado com o garoto.
-O prazer é todo meu, Senhor James. Freddie sorriu. –Mas você não é muito novo para estar em uma faculdade? Freddie estava surpreso.
-Sim, é oque todos dizem. Mas, digamos assim, que sou muito avançado pra minha idade. Até tentei me adaptar em colégios comuns, com crianças da minha idade, mas confesso que era muito difícil. Eu já sabia de tudo o que os professores ensinavam, e ainda mais do que os próprios professores sabiam. Por isso, eu tinha problemas com as outras crianças, elas não me aceitavam. Você acredita que um dia, uma garota me chamou de LukeNerd e puxou minha cueca?
Freddie riu com toda a confissão do menino, mas riu, não pelo o que ele disse, mas por que se lembrou da sua infância, quando Sam o chamava de Frednerd, e fazia cuecão nele. Suspirou.
É uma história e tanto, Sr. James.
-Me chame de Luke.
-Me chame de Freddie. Ambos sorriram, e Luke voltou sua atenção ao homem que acompanhava a cena.
-Sr. Potter, antes de sair, eu posso lhe mostrar algo? Os olhinhos azuis do garoto brilhavam. Freddie colocou os papéis que segurava sobre a mesa, se interessando pelo que o menino iria mostrar.
-Claro Luke, oque quer me mostrar?
-Se importa de eu usar seu laptop?
O homem deu espaço para ele, lhe dizendo que não. Luke retirou do bolso esquerdo um pequeno pen drive, e o conectou ao aparelho.
-Aqui estão alguns aplicativos que eu mesmo criei Senhor.
-Você criou isso? O homem olhava encantado para as imagens dos aplicativos.
-Sim. Esse aqui ele clicou sobre a última imagem eu finalizei ontem. É oque eu mais gosto, particularmente.
-Senhor Benson, o senhor precisa ver isso. Freddie se levantou da cadeira e se dirigiu até onde os dois estavam, e olhou a imagem. Olhou para o garoto, e depois para a tela do laptop.
-Inacreditável. Como conseguiu criar algo tão perfeito Luke?
-Bom.. Luke estava meio constrangido eu não sei. Apenas uso de toda minha criatividade pra deixar o gráfico mais perfeito possível.
-De fato você conseguiu. Freddie ainda olhava as imagens do jogo.
-Olha, eu tenho um vídeo do jogo aqui. Tipo um Trailler. Quer ver? Freddie fez que sim com a cabeça, e o garoto foi até outra pasta, e abriu o vídeo. Era incrível, a criatividade, a dinâmica e a desenvoltura do aplicativo. Era voltado para o público infantil, mas os adultos facilmente se deixariam levar.
-Como se chama o aplicativo Luke?
-Fruit Ninja. Eu tentei pensar em algo mais legal, mas não tive muitas ideias.
-Odeio interromper Luke, mas você está atrasado para sua primeira aula. Luke olhou assustado para o relógio pendurado na parede, e retirou o pen drive do computador.
-Tenho que ir, foi um prazer Freddie.
-O prazer foi todo meu Luke. Os olhos de Freddie brilhavam ao olhar para o garotinho. Ele jurava que aqueles olhos azuis lhe pareciam familiar.
-E Luke! O sr.potter chamou seus aplicativos são ótimos. Eu lhe garanto que você terá um brilhante futuro pela frente. Ele piscou para o garoto que sorriu e saiu da sala.
-Incrível. Freddie balbuciou indo se sentar em sua cadeira.
-Demais, não é? E ele só tem 6 anos. Esse garoto é um prodígio.
-Eu quero comprar o aplicativo dele, Kyle.
Freddie estava decidido, queria o Fruit Ninja fazendo parte do Benson app.
-Senhor, o garoto é menor, não teria como autenticar nada. Poderia negociar com a mãe dele, como tutora legal, mas eu acho que isso é impossível.
-E por que? Freddie estava frustrado.
-A mãe do garoto é conservadora demais, quando o assunto é o filho. Ele não estava brincando quando disse que sofria na escola. Os garotos batiam nele, muitas vezes, até os professores cometiam bulliyng com o garoto. Ela, por sua vez, tentava de todas as formas enquadrar o garoto, mas em vão. Então, ela decidiu priva-lo do mundo escolar, uma vez que ele sabia de mais coisas do que eu e o senhor juntos se duvidar, e eu, como amigo da avó de Luke, abri essa excessão.
-Entendo. Mas, se eu conversar com a mãe dele, tentar convencê-la de que, o talento dele poderá beneficia-los, mesmo assim ela ainda vai resistir?
-Freddie, a família de Luke é extremamente rica, se duvidar a mais rica daqui. Nenhum beneficio pode ser tão bom, comparado com oque eles já tem.
-Mas eu percebi que, o garoto ama isso. Ele faz por que gosta, não é?
-Sem dúvidas.
-E essa mãe dele, quer o melhor para o filho, não é mesmo? Sendo assim, ela concordaria se for para fazer o menino feliz. Freddie sorriu triunfante com sua tese.
-Bom, você pode tentar. Mas primeiro converse mais com ele. A mãe dele é uma fera, brava demais. Apesar de linda e sexy. Ambos riram, e seguiram em direção a sala do terceiro ano, para que Freddie pudesse selecionar estagiários.
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