One Way Or Another.
2 Capítulo 2 - Como tudo aconteceu.
Notas iniciais
FlashBack
Sam estava feliz, pois finalmente se acertou com Freddie. Depois daquela noite no elevador, depois do término estranho, haviam se passado quase 1 ano. Sam amando Freddie, e Freddie amando Sam. Mas, eles resolveram deixar o orgulho de lado, e reataram o namoro. E como foi bom, Sam jamais se esqueceria da sua primeira vez, não pelo fato de ser sua primeira vez mas, sim pelo fato de ser com ele, Fredward Benson, o garoto que ela sempre amou. A noite foi mágica, os dois se completavam de uma forma absurda. Estavam vivendo bem, mas sabiam que isso duraria pouco. 1 semana depois do acontecido, Sam vê que Freddie está estranho ultimamente, um pouco longe. Ela resolveu conversar com ele a respeito, mas sem querer, acabaram brigando.
-Eu te amo.
-Eu também te amo. Só tenho medo que você esteja mentindo pra mim.
-Não estou mentindo, Princesa Puckett, não estou. Será que é tão difícil pra você acreditar em mim?
-Então por que não me contou que foi admitido em Harvard? O garoto ficou calado, tinha uma expressão triste no rosto.
-quem te contou? Sam Olhou pro lado, não queria encará-lo. –Carly, não foi? Ele mesmo respondeu a sua pergunta. –Olha, eu ia te contar. Mas fiquei apreensivo, com medo de que não me apoiasse.
-E por que não te apoiaria? Você lutou a sua vida toda por isso. Eu seria a primeira a dizer: Você pode contar comigo. Ele sorriu pra ela, e lhe envolveu em seus braços fortes, sussurrando um obrigado em seu ouvido.
No dia do garoto embarcar, Sam chorou como nunca. Freddie já estava pensando em desistir, quando Sam disse que ela ia ficar bem. Só estava emocionada. Ele assentiu. Prometeram que se falariam todo dia por telefone, ou via chat. Se abraçaram, e trocaram o último beijo. Apaixonado, intenso, quente, no começo singelo, mas no fim, era desesperado. Ficariam um longo tempo sem os lábios um do outro. Sam acenou, e o garoto subiu no avião. Todos acenavam e murmuravam um adeus ou um boa sorte. Carly abraçou a amiga, e foi com ela pra casa. As duas foram admitidas em faculdades ali mesmo, em Seattle.
-Não fique assim Sam. Vocês vão poder ser ver todos os dias, por videochat.
-Você tem razão. Espero que ele cumpra com sua palavra.
-Ele vai.
Uma semana depois da partida de Freddie, Sam começa a sentir uma estranheza em seu corpo. Enjoo, perda de apetite, tonturas. Tudo de uma só vez. Procurou um médico, e ele recomendou que ela fizesse um exame de gravidez. Ela entrou em desespero, não podia estar grávida. Se lembrou que quando ela e Freddie transaram, não usaram proteção. Foi até a farmácia apreensiva, e com medo. Não queria que ninguém soubesse, e também não queria se precipitar. Orava mentalmente pra que desse negativo. Ao chegar em casa, foi direto ao banheiro, e para sua decepção e completo desespero, o exame deu positivo. Sam ficou ali, apenas pensando como seria sua vida de agora pra frente. Naquela semana, ela e Freddie se falaram todos os dias, e então ela pensou em uma maneira de dizer pra ele. Mas, logo achou que seria impossível, ele estava feliz lá. Estudando, fazendo o que gostava. Se ela dissesse que estava grávida, Freddie voltaria correndo. Mas ela tinha que dizer, ela não podia criar um filho sozinha. Ela decidiu não contar a ninguém, faria isso quando começasse a criar barriga. Uma semana se passou, e Freddie não fez contato. Duas, três. Sam se desesperava quando o dia acabava e ele não entrava em contato. Carly tentava acalma-la, mas era em vão. Pensava em mil coisas, pensava que ele havia sofrido um acidente, morrido, ou descoberto que ela estava grávida e desaparecido. Mas a última opção era impossível, só ela sabia, e sua barriga nem sequer aparecia ainda. Até que um dia, depois de um mês sem noticias de Freddie, e sua barriga crescendo um pouquinho, ela ouviu. Ouviu Carly falando com alguém no telefone. Ela cochichava, mas Sam ouviu. Pela infelicidade dela, ela ouviu Carly dizer o nome de Freddie.
-Estou tentando Freddie, mas ela me pergunta de você todos os dias.
Silêncio.
-Eu sei, mas não sei se posso esconder isso dela, somos melhores amigas.
Silêncio.
-Ela vai ficar magoada quando souber, Freddie.
Silêncio.
-Você é quem sabe.
Silêncio.
-Tchau, beijos.
E a sala ficou silenciosa. Sam sentiu o chão sumir abaixo de seus pés, sentiu vontade de vomitar. Era isso mesmo? Freddie não queria falar com ela? E Carly o encobria? Sua melhor amiga, e seu namorado? “tchau, beijos”? o que era aquilo? Sam correu. Correu pra sabe lá Deus onde. Estava atordoada, machucada, magoada. Ela tinha que sumir, ir embora, criar seu filho longe de toda aquela gente. Não queria ouvir explicações de Carly, não queria ver mais ninguém. Ela só poderia confiar em sua mãe e em Melanie, as únicas que sabiam de sua gravidez. Ora, oque uma garota de 18 anos sabe da vida? Nada, precisava de ajuda. Foi pra casa, e chorou. Ignorou todas as ligações de Carly, e tomou uma decisão. Iria embora, sumir, ninguém nunca mais saberia dela. Chamou a mãe, e lhe contou tudo. Mais do que depressa, Pam se dispôs a ir com a filha. Melanie também. Sam sentia que sua vida iria mudar a partir daquele momento. Se mudaram para Nova York, a procura de oportunidades de emprego. No começo foi bem difícil pra elas, passaram dificuldades. No dia do parto, Sam teve complicações, e quase perdeu a criança. Mas ela conseguiu, era forte, e seu filho também. Nos primeiros meses, chegaram a passar fome, por pouco tempo, mas passaram. Moravam de favor na casa de um amigo de Pam, que por sorte, não se importava em ajudar no que podia. Mas um dia, tudo mudou. Sam voltava de mais um dia a procura de emprego, havia feito várias entrevistas. Era difícil, ela não tinha formação, havia desistido da faculdade, e tinha um filho. Estava passando pela calçada, quando avistou na parede de um prédio, um anuncio de emprego, estavam precisando de uma secretária. Sam logo entrou, e falou com a recepcionista que a encaminhou até a sala de entrevistas, era um empresa muito importante, uma empresa de engenharia civil, a maior de todo o estado, e lá, ela conquistou a confiança de seu futuro patrão. Sam era doce, meiga e inteligente quando queria. Em meio a tantas garotas ela foi a escolhida para o cargo, que fora anunciado ali, na mesma hora. Ela começaria na segunda feira, e seu salário inicial seria de 2.000 reais. Se passaram 3 meses, e Sam já conseguia pagar um aluguel de uma boa casa. Pam arrumou um bico, e ajudava como podia. Melanie fazia faculdade, e morava no campus, mas ajudava a cuidar de Luke. Com 6 meses no emprego, seu chefe viu um de seus desenhos. Ela desenhara uma ponte, a estrutura da ponte, ela desenhou apenas observando um desenho em sua frente. Com isso, Sam conseguiu uma promoção, e ganhou seu espaço na empresa. Em 2 anos, Sam conseguiu chegar a presidência da W&A construtora, com 20 anos já tinha uma estabilidade financeira admirável, e tinha seu próprio slogan de criação. Uma placa enorme, com o conteúdo: “Arquiteta e Design Samantha Puckett” estampava a frente de várias obras de Nova York. Passou a ser conhecida pelas obras diferentes. Ela ousava ao desenhar, criava projetos inovadores, sem nem mesmo ter faculdade alguma. Ela aprendeu tudo sozinha. A vida lhe ensinou, e ela aprendeu. E hoje, atualmente, com seus 24 anos, mora em sua própria mansão. Sim, ela fez questão de ter uma, queria o melhor pro seu menino, que hoje, com 6 anos, a enchia de orgulho.
FlashBack off.
-Mamãe, está frio. Vamos entrar?
-Claro meu amor.
Sam pegou o menino no colo, e o levou para dentro. Imaginem uma casa perfeita. Era imensa, não se conseguia ver o fim da casa a olhos nus. Sam não era ambiciosa, ao contrário, ela só queria proporcionar conforto a sua família. Pam, Melanie e o marido Peter moravam com ela. Sem contar os empregados, claro. Todos eram bem tratados, e gostavam de viver ali. O tempo havia mudado a loira, a maternidade também. Aprendeu a ser solidária, prestativa, ajudava sempre que via alguém precisando. Claro, ainda continuava preguiçosa, comilona e cabeça dura. Mas ,de uma forma mais adulta, ora, existe alguém no mundo, sem esses pequenos defeitos? Acredito que não. Mas pensamentos ilícitos rondavam a cabeça dela, todos os dias, a 6 anos. Ela ainda não se conformava com seu passado, imaginava tudo acontecendo diferente, tentava pensar em como seria sua vida se Freddie soubesse de Luke. Freddie. Esse nome, que lhe causa arrepios até hoje, ela ainda o ama, mas nunca mais o viu, ou sequer ouviu falar dele. Nem com Carly, nunca mais falou com a amiga ou sequer ouviu falar nela. O único com quem ainda tinha contato era Gibby. Sim, a baleia, que já não era mais uma baleia. Ele havia ficado bem bonito, não muito mais magro, e sim mais forte, a gordura da barriga subiu para os braços e peitos, que ficaram extremamente definidos pela academia. Gibby se casou com Tasha, e teve uma filha, Emily. De vezem quando, ele visita Sam em Nova York, mas ainda morava em Seattle, tinha sua própria linha de restaurantes, um dos mais conceituados da cidade. Devem estar se perguntando: por que o Gibby? Bom, Sam descobriu, ainda na adolescência, que Gibby era um bom amigo. Sua amizade com ele cresceu de uma forma inesperada, e ele nunca havia decepcionado Sam. Confiava nele, e ele nela. Eram melhores amigos, digamos assim. Carly sempre perguntava se ele sabia por onde Sam andava, e ele sempre respondia que não. Sempre fiel. Falando em Carly, vocês devem estar querendo saber oque aconteceu com ela, não é? Vamos lá então.
Falando sobre Carly.
Depois que Sam foi embora, sumiu, desapareceu, Carly ficou diferente. Sam, antes de partir, deixou uma carta com Gibby, para que ele entregasse a Carly. Após ler o que a amiga escreveu, Carly nunca mais foi a mesma. A carta dizia o seguinte
Não tente me procurar, por favor. Eu ouvi você falando com Freddie no telefone ontem Carly. Você tem noticias dele, e não me disse. Achei que não havia segredos entre a gente, mas me enganei. Seja lá qual for o motivo disso, eu não quero saber. Eu quero que o Freddie se exploda. Não vou dizer que quero o mesmo de você, te desejo o melhor, sempre. Mas estou magoada, ferida, Carly. Você sabe o quanto eu o amo, por que fez isso? Por que me deixou um mês sem noticias dele? Você via como eu sofria, e sabia o tempo todo que ele estava bem, mas não me disse. Nada. Tudo bem, estou escrevendo essa carta, por que provavelmente quando você ler, já não estarei mais em Seattle. Vou pra longe, levar minha vida sem atrapalhar você, e o Freddie. Eu te amo, apesar de tudo, espero que fique bem. Não me procure, por favor, eu vou ficar bem, Pam e Melanie veem comigo. Seja feliz, Carly.
Samantha Puckett.
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