One Step Closer
1 Prólogo.
Com o cabelo ainda molhado pós banho, Finn desceu os degraus de sua casa até a sala de estar. O dia estava calmo e o céu estava sem nuvens, sem contar que o sol parecia estar mais quente que o normal. Com um suspiro forte ele abriu a porta de sua casa e fora até seu carro que já se encontrava estacionado de frente a sua residência. Arrastou sua visão pela rua e viu que tinha um caminhão estacionado na vizinhança.
Com certeza mais um vizinho chato e feliz, que gosta de demonstra o quanto sua vida é perfeita.
Que saco.
O Hudson seguiu em direção ao seu carro e entrara no mesmo. Olhou pelo retrovisor do carro e vira uma mulher próximo ao caminhão, deduziu que era a nova vizinha. Ela era baixa e com um sorriso lindo. Isso fez o rapaz lembra-se dela, da mulher que ele mais amou nessa vida, e foi pensando nela que quase deixou uma lagrima escapar. Suspirou forte, antes de dar a partida e sair.
O trafego de carro estava fraco e isso facilitou muito. Ele não queria ficar preso no congestionamento logo hoje, um dia que, para o homem era um dia quase sagrado. Apesar de está triste, não podia chorar, não mais. Por que o certo era superar, entretanto isso ainda estava difícil.
Parou o carro e antes de sair, pegou um buquê de rosas que estava no banco da carona e saiu em seguida. Com passos lentos fora andando pela grama verde e cortada, observava algumas arvores e uma nostalgia invadiu seu interior, como ele sentia saudades daquela que o fez o homem mais feliz.
“Ficaremos para sempre”. Suspirou com um sorriso no rosto. “Teremos uma casa enorme e filhos”.
“Filhos?”. O homem perguntara surpreso.
“Dois. Uma menina e um menino”. Deu um breve beijo no namorado “Derek e Daphine. São belos nomes”
“São sim, igual ao seu”.
Balançou a cabeça pra afastar essas lembranças. Ele prometera que não iria chorar, entretanto, estava muito difícil. Como ele queria ver aquele sorriso novamente, como ele queria abraçá-la como antes. Mas agora, não tinha mais como, por que ela se fora e nunca mais voltaria.
Finn parou frente aquele tumulo, e comprimiu a boca em uma linha tentando segurar as lagrimas, porém, não conseguiu. Abaixou-se lentamente e pôs o buquê sobre a pedra de mármore.
“Marley Rose-Hudson”
1988 – 2010.
“Eternamente em nossos corações”.
Como de costume, Finn contava tudo o que acontecera com ele nesse tempo que não vinha a visitar. Sobre como ainda sentia sua falta, sobre seu trabalho como professor de literatura, que dava muita dor de cabeça. Também falava de como sua vida estava vazia e sem sentido. Finn sentira tanta falta dela, e sabia que, nunca iria amar alguém do mesmo jeito que a amou. Às vezes lagrimas desciam pelo seu rosto, e as vezes dava pequenos sorrisos lembrando dos bons momentos que teve ao seu lado.
Depois de algumas horas conversando, com sua falecida esposa. Ele levantou-se do tumulo, onde havia sentado há algumas horas. Passou a mão pela blusa a ajeitando, e com um sorriso saiu andando de volta pro seu carro. Ele sentia-se tão bem por desabafar com a falecida, mesmo sabendo que talvez ela não tivesse escutado nada, todavia ele preferia acreditar que ela sempre esteve ao seu lado.
...
Ela olhou a sua volta e viu quão linda era aquela rua pacata e simples. Era tudo que ela precisava. Paz. Desde que começou a namorar com o Brody, essa palavra nunca fora mais vivida, entretanto, estava tudo mudado. Agora ela viveria em paz.
“Com o pé direito, começo uma nova vida”. Ela deu o primeiro passa pra entrar na casa. Como era muito supersticiosa, claro que entrou primeiramente com o pé direito, para que ela tivesse sorte.
Depois que os homens da companhia de mudança colocaram todos os móveis. E o restante da tarde ela ficou organizando tudo em relação à louça, roupas, posições dos moveis. Até ficar completamente a cara dela. Suspirou quando finalmente terminara e sem delongas se jogou no sofá para descansar um pouco. Estava exausta, e provavelmente não sairia dali tão cedo.
“Sua vadia filha de uma puta. Eu já disse que não quero você com aquele cara”. O homem estava irritado e gritava alto. Rachel apenas chorava.
“Mas... Somos amigos desde sempre. Só amigos, Brody. Eu amo você”. A mulher falou entre os soluços. Sue rosto já estava inchado e vermelho.
“Cala a boca, cala a boca”. Ele disse acertando uma tapa, muito forte, no rosto da namorada que caiu sobre a cama.Ela Levou a mão até o rosto e o sentiu queimar e arder.
“Brody, me desculpa. Por favor, não me bata”. Brody já estava alterado e não quis saber para o que ela pedia.
Rachel acordou atordoada com o sonho que acabara de ter. Nem notou quando pegara no sono. Ainda com a respiração densa ela levantou-se e fora até o quarto, para tomar um banho e relaxar. Precisava tirar todos aqueles pensamentos de sua cabeça.
A mulher entrou no banheiro e ligara o chuveiro para deixar o local mais abafado e quente. Saiu do mesmo para procurar qual roupa usaria, por fim, escolhera uma roupa mais causal. Um jeans curto, uma blusa de alça branca. Em seguida voltara para o banheiro.
Fale com o autor