Notas iniciais
Gente, esse capitulo talvez tenha ficado chato por que não estava como eu esperava, mas está ai. Espero que gostem.BOA LEITURA. E MUITO OBRIGADO PELOS COMENTARIOS,

Finn ajeitara a gravata antes de levanta de sua cadeira. O sinal acabara de tocar indicando o intervalo, e pra felicidade do homem, hoje só teria mais uma aula. Com um pouco mais de paciência pegou suas papeladas e colocou em sua bolsa masculina. Pegou alguns livros que estavam na sua gaveta e suspirou.

– Sr. Hudson aqui está o relatório do livro que o pediu – A asiática estendeu os papeis para o professor, que pegou com um sorriso de lado.

– Mas é para próxima semana senhorita CohenChang– Ele observou os papeis, e folheou rapidamente, vendo que parecia ser um trabalho bem feito.

A asiática era uma das alunas que o Finn mais gostava, já que era sempre responsável e estudiosa. O Hudson sentia orgulho de ter uma aluna assim, pois ela era umas das poucas que se interessava em sua matéria.

– Eu me adiantei. E gostaria de saber se o senhor poderia me dar mais um livro, como nota extra – Ela falou meia sem graça. Pois o Hudson era considerado um dos professores mais bonitos da escola, e praticamente, todas as meninas eram loucas por ele.

– Claro, eu iria pedir pra turma lerem próxima semana, mas como você é uma boa aluna, te darei – Finn abriu sua bolsa e tirou o livro de lá. Olhou rapidamente para certificar-se que era ele e logo entregou a aluna – Aqui está, é ótimo e sei que você vai gostar.

Ela deu uma breve lida no titulo e deu um sorriso em seguida, pareceu gostar dor livro. Finn, mesmo não sendo de costume sorrir, sempre se sentia bem com a aluna, como se ela fosse uma filha pra ele. O professor sempre sonhara em ter filhos junto com sua falecida esposa, mas com a tragédia, o professor sentia que esse sonho nunca se realizaria.

Tina agradeceu e fora em direção a saída da sala, mas antes de sair ela virou-se e sorriu, e falou algo que o deixou, de certa forma, feliz.

Andando pelos corredores com intenção de ir à sala dos professores, Finn não tirava aquela frase da cabeça. Parecia que a Cohen-Chang acertara em cheio em seus pensamentos.

“Sabe? As pessoas dizem que você é chato e não sabe ser feliz. Mas sei que lá no fundo, você quer ser feliz. Apenas não sabe como”.

O professor de literatura sorriu, pensando em como uma adolescente fora tão sabia. Apesar de não saber de onde tirou essa frase, pois poderia ser de algum livro que nunca lera ou até mesmo de redes sociais. Mas que, o fez pensar sobre isso, fez.

...

Suspirando, Rachel sentou-se em sua cadeira giratória frente a sua mesa de madeira, olhou pela janela que era, praticamente, do tamanho da parede com saudades. Ela já estava temendo seu primeiro dia de aula como professora. Rachel se formara há pouco tempo em Geografia, e hoje era seu primeiro dia, de ensinar tudo que aprendera durante anos. Como toda criança que começa seu primeiro dia de aula, Rachel também estava com medo. Não sabia se seus alunos iriam gostar dela. Mas a mulher sabia que, seria melhor que o ultimo professor, pois ela escutou boatos que ele era super rígido e todos os alunos o odiavam.

Rachel calculou por mais alguns minutos as chances dos alunos gostarem dela, que na sua cabeça, não era tanta assim. E após alguns minutos os alunos começaram a chegar. Ela se levantou com seu marcador na mão e começou a escrever “Srta. Berry” no quadro para que os alunos soubessem o nome dela.

No começo fora tudo difícil, pois ela estava nervosa e às vezes gaguejava. Mas depois da segunda aula, a baixinha começara a se entrosar e viu que aquela era mesma a profissão que ela queria seguir. Alguns alunos não paravam de elogiá-la, e deixava a professora levemente vermelha, e levantando aos pouco sua auto-estima.

Rachel estava começando a se empolgar dando aula, alguns alunos participavam e perguntavam, claro que tinha aqueles que dormiram toda a aula, mas a maioria estavam atentos na explicação. Mas logo o sinal tocou indicando que o intervalo havia chegado, alguns alunos saíram correndo e outro com mais calma.

– Lembrando, que próxima aula será sobre cartografia. Tragam o material certo – Tentou ter mas uma vez a atenção dos alunos, porém a maioria dos alunos já haviam saído.

Rachel organizou suas coisas e saiu da sala.

Logo já estava na sala dos professores, onde quase todos já estavam lá. Rachel sentia-se deslocada ali, mesmo tendo alguns professores que a cumprimentaram. Fora até a cafeteira e colocou um copo de café. Um pouco distraída nem notara que havia alguém atrás de si, e quando virou com o copo na mão acabou, sem querer, derramando em cima de um homem.

– Quente, quente... – O professor disse sentindo seu peitoral queimar. Parecia que uma parte de sua alma tinha sido arrancada, sem exagero.

– Meu Deus. Desculpa-me, eu... – Ela pegou um guardanapo que estava no mesmo balcão onde a cafeteira estava e começou a enxugá-lo – Sério. Me desculpe – Finn pegou o guardanapo da mão da mulher e começou a limpar-se sozinho.

– Droga! Olha o que você fez!? Tenha mais cuidado – Finn praticamente ordenou isso com o tom de voz um pouco alterada. Ele ainda limpava-se.

– Não foi minha intenção, por favor, deixa-me ajudá-lo – Tentou se aproximar mais dele.

– Você não acha ajudou bastante. Acabou de me fazer pagar um mico grande, e ainda terei que dar aula.

– Olha aqui, eu só estou tentando concertando um erro que... – Não teve chance de termina, pois o Hudson o interrompera.

– Um grande erro. Acha que... – Suspirou – Só me deixe em paz, se não for pedir demais – Disse virando-se e indo em direção ao que ela deduziu ser o banheiro masculino, dos professores, claro.

– Eu que não vou dar ibope pra você, seu grosso – Gritou bufando. Perguntava-se como uma pessoa podia ser tão besta assim. Saiu andando pisando forte até uma mesa, que não tinha ninguém sentado.

Ficou observando os professore ali, e sabia que todos estavam comentado sobre o que acabara de acontecer. “Boa Rachel, falada seu primeiro dia”, pensou ainda irritada com o professor. Depois de alguns minutos o grosso voltara para sala dos professores, a baixinha o olhou com cara de poucos amigos e em troca fora fuzilada pelo mesmo, que virou-se para o outro lado e saiu.

...

Finn entrou em seu carro e colocou suas coisas no banco da carona e logo deu a partida. Estava morrendo de dor de cabeça, e sua blusa estava toda manchada por culpa daquela baixinha irritante, que em sua opinião, fora muito atrevida. Vamos combinar que ele não fora nada simpático, mas tinha razão de está irritado, pois fora ele que se queimou.

O trafego mais uma vez estava calmo e pra alegria de Finn, chegaria mais rápido em casa e poderia finalmente tomar um banho. Suspirou. E pra seu azar, lá estava ela, a pequena petulante, andando pro que Finn deduziu, pra sua casa. Aproximou mais o carro do meio fio e baixou a janela.

– Cansada? – Perguntou irônico.

– O que você quer, seu chato? – Estava quente, e seu rosto já estava suado. Finn deu uma risada baixa observando o estado dela.

– Nada, só estou aproveitando o ar condicionado do meu carro. Nossa está perfeito – Soltou mais uma gargalhada e a garota bufou acelerando os passos. Mas Finn estava adorando aquilo, e também acelerou mais um pouco e ficou mais uma vez lado a lado com ela.

– O que foi? Está me seguindo? Que saco – Reclamou com um tom mais alterado.

– Não, minha casa fica nessa direção também – Finn ficou alguns segundos em silencio, suspirou, já se arrependendo pelo que ia fazer, mas não podia deixá-la nesse sol – Entra, vou te dar uma carona, e é melhor você aceitar, estou de bom humor hoje.

– Nossa, imagina quando está de mal. Não quero nem chegar perto de você – Nem dirigiu o olhar para ele, pensou em aceitar, mas assim ele seria vitorioso nessa.

– Anda logo, quero chegar logo em casa. Então eu vou parar o carro e você vai entrar – Falou já sem paciência. Rachel pensou em recusar novamente, mas estava tão quente que ela não resistiu.

– Só vou aceitar por que não gosto de ficar suada – Finn parou o carro e colocou suas coisas que estavam no banco da carona no de trás. Logo ela entrou e colocou o cinto em seguida. Olhou para o homem que estava com um sorriso vitorioso no rosto. Ela revirou os olhos – Você ganhou dessa vez, entretanto, é a ultima.

Finn deu a partida novamente com um sorriso de lado.

– Sou o Finn – Falou um pouco baixo, teria que se apresentar, pois ele não era mal educado.

– Rachel, e não é um prazer conhecê-lo – Ela deu um sorriu que conseguiu puxar o dele.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim...