One Step Closer
3 II. Capítulo.
Notas iniciais
– Não vai se acostumando com carona não, hoje foi a primeira e última – Falou estacionando o carro frente à casa da mulher.
– Só por que somos, praticamente, vizinhos não quero ficar olhando pra sua cara. Então não se preocupe – Ela saiu do carro sem ao menos olhar pra ele, não entendia como uma pessoa podia ser tão chata como esse cara. A baixinha chegou até desconfiar que ele não fosse humano.
– Eu que ao quero olhar pra sua cara, mal agradecida – Gritou observando ela ir até sua casa. Sem delongas dirigiu até sua casa, que eram apenas três casas depois da dela. Estacionou, pegou suas coisas no banco de trás e saiu em seguida.
Observou a vizinhança e viu a Rachel sentada no batente dos degraus da frente. Deu de ombros e andou até sua casa, entrando em seguida. Jogou o molho de chaves encima do sofá e fora direto pra cozinha beber um pouco de água. Passou por uma pequena mesa que ficava na algumas fotos. Ele suspirou e pegou um dos portas retratos e deu um pequeno sorriso lembrando daquele momento.
“Eu não quero tirar fotos, não estou num bom momento”. Falou sentando num banco da praça junto com a esposa.
“Temos que guardar esse momento, não é sempre que vamos a Paris”. Pegou a câmera digital que estava em sua bolsa e mirou a lente para os dois.
“Diga, eu amo o Finn”. Falou irônico e fora pego de surpresa com o fleche da câmera. E quase ficara cego.
“Te amo, meu eterno amor”. Deu um beijo em sua bochecha dele e voltara a focar na câmera, para poder olhar como ficara a foto.
O professor de literatura fora tirado dos seus devaneios, a escutar alguém bater em sua porta. Balançou a cabeça e fora abrir a porta. Caminhou em passos lentos, não estava com paciência de escutar bobagens dos vendedores de portas. Abrira a porta com a cara de pouco amigos, e deu um sorriso irônico a ver ela parada em sua porta.
– O que você já quer? Olha, minha dispensa não tem comida pra mendigos – Ironia dançava em suas palavras. Ela revirou os olhos, e logo voltara a fita-lo.
– É que perdi a chave de minha casa, e não tenho onde ficar. Você não teria alguma ferramenta pra eu tentar abri a porta? – Murmurou sem jeito. Estava odiando-se por ter que se rebaixar a isso, entretanto, ela não podia passar o dia fora de casa.
– Hum... Não vou ajudá-la, tenho mais o que fazer – Disse fechando a porta, mas Rachel foi mais rápido e colocara o pé entre a porta, impedindo de ela ser fechada. Ela abriu a porta e fuzilou ela com mil metralhadoras.
– Você é sempre assim, grosso e egoísta? Não custa nada você me ajudar – Disse em quase um grito – Você é só mais um desses homens que não sabem viver. Não sei como alguém consegue chegar ou até mesmo dialogar com você. Sue anti-social – Virou-se depois de, praticamente, cuspi essas palavras na cara dele e saiu pisando forte.
Finn atropelou a menina mentalmente e fechou a porta com brutalidade. Quem ela pensa que é pra falar desse jeito? Fora até a cozinha e pegou uma garrafa pet na geladeira e bebeu sem ao menos respirar. Aquela mulher conseguia tirar ele completamente do serio só com um sorriso, jogou a garrafa na lixeira ao lado do balcão e saiu em direção ao seu quarto. Parou no meio dos degraus e se arrependeu surrealmente pelo que ia fazer.
Desceu a escada e foi até a sua garagem. Procurou sua caixa de ferramentas e saiu de casa. Viu de longe a mulher sentada cabisbaixa nos degraus da frente de sua residência. Foi o caminho todo se matando, nem sabia por que estava fazendo aquilo. Parou receoso frente a Berry.
– Te ajudarei dessa vez, mas não vá acostumando. Lembra que estou de bom humor hoje – Ele não dirigiu o olhar pra ela, não queria vez aquele sorriso de vencedora dela. Estava completamente arrependido de ter vindo até aqui.
– E quem disse que ainda quero sua ajuda, estou muito feliz em está sentada aqui, nesse sol brilhante – Se arrependeu de ter falado algo, quando viu o quão bobo fora suas palavras. Deu uma pequena risada e levantou, ficando da altura do homem, pois estava alguns degraus acima.
– Vai quere ou não? Não ficarei aqui implorando pra ajudar outra pessoa – Deu ênfase na palavra “ajudar”, sem um pingo de paciência. Ela sorriu e assentiu.
Finn subiu os degraus e fora até a porta, em seguida olhou com uma cara estranha, Rachel arqueou uma das sobrancelhas sem entender o que o homem tinha. Ela apenas abriu a porta e abriu passagem. A mulher sorriu sem jeito.
– Agora, estou realmente irritado. Você me faz sair de minha casa pra vim abrir uma porta, que estava destrancada, pra você!? – Ele passou por ela quase a arrastando, mas a mulher não tinha mais nada o que fazer. Ela jurava que tinha trancado a porta antes de sair, e ficou ate chateada por ter o feito sair de sua casa, pra fazer, literalmente nada.
– Apesar de você não ser educado ou bom humorado. Mas obrigado, de verdade – Ele parou e suspirou. Virou-se, e pela primeira vez, durante anos ele sentiu uma coisa estranha, algo que ele não sentia há muito tempo, só não lembrava o que era.
– Não foi nada. Só não seja distraída, isso não combina com você – Deu um sorriso de lado com um pouco de ironia. Que do ponto de vista da mulher, foi lindo.
– Vou receber isso como um elogio – Retribuiu o sorriso, só que o dela foi de orelha a orelha. Apesar de brigar com o professor desde a primeira vez que se falaram ela não gostava disso, preferia mais ser amigo a inimigo. Já sofrera muito, por causa de brigas, e queria deixar isso no passado.
– Mas não vai se acostumando, não receberá muitos de mim – Disse por fim e saiu. Sentia que os olhos dela estavam em suas costas. Sorriu de leve e estranhou, pois ele nunca sorrira tantas vezes em apenas um dia.
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