Notas iniciais
Desculpem pela demora, porém ai está mais um capitulo, espero realmente que vocês gostem. "Halloween", Boa Leitura.

"Halloween", o dia em que todos voltam a ser crianças e vestem de monstros, princesas de conto de fada e criaturas desconhecida, que são criadas apenas em ficções cientifica. E pra Rachel, hoje seria um dia bem agitado, pois varias crianças iriam a sua porta pedir doces ou travessuras, entretanto, todos querem doçuras a travessuras. A mulher jogou toda aquela tripa de abobora no lixo e voltou a fitar a mesma, fez uma cara estranha a ver que sua abobora não tinha ficado como ela imaginara que ficaria. Pensou que seria mais fácil ter comprado uma já pronta em alguma loja ou mercado, porém, não teria a mesma graça, e esse seria seu primeiro Halloween sozinha.

Lavou as mãos e enxugou com papel toalha. Fora até a sala de estar e pegara alguns enfeites que tinha colocado sobre o sofá e saiu em seguida. Fitou a porta por alguns segundos pensando na melhor posição para pregar os morcegos falsos, que já tinha há alguns anos. Rachel nunca foi de jogar nada fora, pois sempre achava o momento certo para usar suas coisas velhas. Sorriu e pregou os morcegos na porta, após fitou outra vez sorrindo, mais ainda a ver como tinha ficado bacana. Virou-se para encara a vizinhança e desanimou-se por sua casa ser a menos decorada. E sem intenção começou a fitar o homem que acabara de sair. Revirou os olhos e voltara a fita-lo em seguida.

Halloween”, uns das datas comemorativas que Finn mais odiava, principalmente, pelo fato de que todos agiam-se como uns bobos. O Hudson já amou essa festa, porém agora era diferente, pois já não tinha mais aquele animo que havia anos atrás. E hoje seria mais um dia que passaria a noite sozinho, preparando aulas para seus alunos ou lendo algum livro deprimente.

Finn posicionou o papel sobre o balcão e tirou a tampa do pincel com a boca, deslizou o marcador pelo papel branco escrevendo a frase que já era tradição, pois sempre a escrevia nessa data. Pegou o papel e saiu do cômodo, passando pela sala e abrindo a porta em seguida. Sem delongas, encaixou a folha na janela da porta a fintando em seguida, levou as mãos ao papel novamente, para deixá-lo bem alinhado. O rapaz odiava desorganização, e fazia sempre o possível para não ser, não era tão difícil, pois o fato de morar sozinho facilitava as coisas já que, não fazia muita bagunça.

Olhou para os lados, revirou os olhos a ver como toda vizinhança com aquelas luzinhas e enfeites que, na opinião do professor, era desnecessário. Olhou mais para o lado e mais uma vez revirou os olhos a ver aqueles olhos castanhos convergidos a ele. Fechou mais a cara, demonstrando expressão de tédio e entrara em seguida batendo a porta atrás de si.

A ver que o rapaz entrou, sua curiosidade fora mais forte e a baixinha correu para ver o que ele tinha posto na porta. Fitou aquela porta, em seguida leu aquelas letras legíveis formando a frase “Não bata na porta, sem doces sem travessura”, não se surpreendeu, já era de se esperar do professor fechado para qualquer um. Mordeu o lábio inferior e se pôs a andar em direção a sua casa, tinha muita coisa pra fazer e não podia perder tempo com bobagem.

...

Rachel sorriu e colocou as balas e doces na cestinha da criança, que estava fantasiada de chapeuzinho vermelho. A pequenina olhou para sua cesta, checando a quantidade de doces que já tinha e sorriu, agradeceu a professora em seguida e saiu correndo para acompanhar alguns amigos passava pela rua. Fechou a porta em seguida e subiu para o quarto. Iria vestir sua fantasia, pois iria ao festival que estava tendo no centro da cidade, todavia estava um pouco desanimada por ter que ir sozinha, porém não deixaria ir. Vestiu a fantasia que era de uma personagem que ela amava demais, sim, Rachel gostava de animes. Não era otome, porém curtia.

Desceu em seguida, passando pela sala e pegando suas chaves e saindo da casa em seguida. Fechou a porta e se pôs a caminha em direção a calçada de pedestre, passou pela casa do professor e viu que estava toda fechada. Pensou que não seria tão ruim convidar o rapaz, alias ele tem carro e seria mais rápido pra chegar. Suspirou andou até a porta e apertou a campainha em seguida.

Finn acabara de sair do banho quando escutou a campainha tocar, bufou. Sabia que era alguém pedindo doces. Enrolou a toalha na cintura e desceu os degraus passando a mão no cabelo. Abriu a porta e fechou mais a cara quando viu a Rachel com um sorriso de lado.

A Berry passou seu olhar por toda extensão do corpo do outro, e ficou admirada, não que ele fosse forte, mas seu corpo grande e pouco dividido a deixou completamente vermelha, desviou o olhar dele e começou a fitar o chão.

— O que você quer? – Perguntou sem paciência, observando o rosto rosado da garota.

— Hm... Só pensei que você poderia ir comigo ao festival que está acontecendo no centro – Mordeu o lábio de baixo, mas sem fitar os olhos castanhos do rapaz.

— Não – Respondeu seco, sem demonstra nenhuma emoção.

— Por que você é tão chato? Não custa nada se divertir um pouco.

— Se sou tão chato, por que veio me chamar, então? – Rachel levantou a cabeça e fitou aqueles olhos, e por segundos, sentiu sua barriga formigar.

— Sério? Vai ser legal, se você não gostar voltamos cedo – A mulher se matava mentalmente por está insistindo. Não queria andar até o centro, seria uma caminhada grande.

Finn pensou por alguns segundo, não estava com a mínima vontade de ir, entretanto não queria ficar em casa hoje. Estava mais tedioso que o normal, mesmo preferindo a tranqüilidade e conforto de sua casa. Suspirou, já se arrependo da resposta. Respondeu que iria e Rachel deu um sorriso largo, pediu que ela esperasse um pouco e subiu pra se arrumar. Pensou em ir sem fantasia, porém, a ver seu uniforme de futebol americano do colegial, sorriu e o vestiu em seguida.

Desceu e Rachel ficou sem acreditar, mas não falou nada para não irritar o outro e perder a carona. Após isso foram até o carro do rapaz e saíram em seguida.

...

— Nunca mais vamos nessa casa de sustos! Estou com aquele zumbi em minha cabeça – Disse Rachel se lembrando de agora a pouco quando foram numa casa de sustos, onde a mesma fora perseguido por vários “zumbis”. Finn por outro lado não dava ouvido a nada que a outra falava desde que entraram no carro. Mesmo demonstrando total tédio, fazia tempo que não saia assim, pra se divertir com algum, mesmo fingindo está entediado. Rachel continuava comentando sobre o susto que tinha tomado, mas logo parou de falar quando viu que o outro não estava nem dando a minima pro que ela falava.

Finn sentia-se perdido no meio da multidão sorridente, e apenas ele com aquele olhar serio e frio. Andaram mais um pouco um ao lado do outro, sem trocar uma palavra, porém, o rapaz viu que a garota estava entediada, não sabia por que estava sendo tão legal com uma pessoa que não fazia nem duas semanas que a conhecera. Se bateu mentalmente antes de perguntar se a mulher queria algum sorvete ou algo do tipo, Rachel sorriu e assentiu com a cabeça. Finn saiu para compra algo para eles comerem, deixando Rachel num banco a sua espera.

O professor de literatura parou na fila, onde se vendia batatas fritas. Sem muita paciência começou a observar as pessoas ao seu redor, e ficou um pouco triste a ver um casal de jovens se beijando e trocando carinho. Isso trazia lembranças do passado perfeito que teve junto com a falecida, e fez seu coração quebrar novamente. Balançou a cabeça e continuou esperando na fila até chega sua vez. Pediu uma porção de batatas e dois refrigerantes de lata, em seguida voltou para onde se encontrava sua companhia essa noite.

— Hm... Aqui está, não sabia do que você gostava então trouxe isso – Disse entregando a porção de batatas fritas a garota e seu refrigerante em seguida. Rachel agradeceu e se pôs a comer, Finn apenas dava um ou dois goles de sua bebida, já que não estava afim de comer nada.

— Acha que essa fantasia me caiu bem? – Perguntou insegura de si. Finn engoliu a seco antes de responder, pois quando observou aquele corpo bonito e gostoso ficou um pouco receoso e constrangido.

— Claro, achei que ficou legal. É algum tipo de estudante? – Rachel sorriu e assentiu. E mais uma vez seu rosto fico rosado e ela desviou seu olhar. Jogou o restante de batatas no lixo que estava ao lado do banco e Finn sentou ao seu lado em seguida.

— Gostei do seu uniforme, te deixa mais jovem – Comentou bebendo um gole de seu refrigerante e sorriu em seguida.

— Ah... Era do colegial, serviu muito bem, já que sempre fui grandão assim – Disse olhando para sua roupa e lembrando-se do seus dias de glorias. Suspirou, e sorriu de lado, fazia tempo que o mesmo não jogava futebol, nem assistia algum jogo na TV.

— É até difícil de acreditar que você já foi jogador. Você sempre é emburrado e arrogante – Finn olhou frio pra mulher após escutar seu comentário. Não tinha dado liberdade para que ela falasse dessa forma com ele, nem eram tímidos, apenas vizinhos e colegas de trabalho.

— Estava bom demais pra ser verdade. Você não consegue ser menos chata nem por um momento? – Falou arrogante e a mulher o fuzilou com seus olhares.

— Grosso, eu apenas fiz um comentário bobo, mas parece que você não é ignorante demais e não sabe levar nada na brincadeira – Levantou-se e saiu pisando fundo deixando o rapaz sentado. Finn apenas deu de ombros. Bebeu o restante de sua bebida e jogou na lixeira. Fechou os olhos e erguei sua cabeça para trás. Não sabia por que, mas sentia que tinha feito uma besteira.

A baixinha lembrava muito a Marley, que não parava um minuto de falar e sempre estava sorridente. Talvez por isso não fora com a cara dela desde o primeiro momento, pois não queria ficar perdido em apenas lembranças, queria superar, porém, se continuasse perto dela seria mais difícil. Respirou fundo e levantou-se para procura a mesma. Antes passou em uma barraca de tiro para ganhar uma lembrancinha para a Rachel em forma de desculpa, pois seu orgulho era maior.

Procurou ela pelo lugar e não a encontrou, pensou que talvez ela já estivesse ido para casa, porém, quando chegou ao estacionamento a viu encostada no carro do professor. Aproximou receoso e estendeu o bicinho de pelúcia pra Rachel, que no inicio estranhou o ato do rapaz e até pensou que era uma brincadeira de mau gosto, mas após vê-lo dar aquele sorriso de lado, soube que ele estava se desculpando, da maneira dele.

— Ta bom, eu te desculpo, porém, só porque gosto de ursinhos, principalmente com esse olhos grandes – Sorriu abertamente. Finn não sabia o que falar, apenas indicou que ela entrasse no carro, para assim voltarem para casa.

...

— Obrigada por me acompanhar – Disse abrindo a porta do carro e fechando em seguida. Finn apenas acenou e ligou o carro novamente, porém, Rachel colocou sua cabeça na janela do carro e sorriu – Gostaria de jantar comigo? Pra agradecer por hoje?

— Acho melhor não, não podemos quebrar o Recorde de passar mais de meia hora sem discutir – Disse com deboche.

— Vamos, não custa nada, vamos aproveitar esse que você está de bom humor – Ironizou e Finn arqueou o cenho.

— E quem disse que estou de bom humor? Estou apenas tentando ser legal.

— Hm... Mas não custa nada.

— Okay, eu vou, mas vou logo dizendo que sou vegetariano – Disse abrindo a porta do carro e saindo em seguida.

— Sério? – Perguntou.

— Não, claro que não. Sou carnívoro, e faminto – Brincou e foram andando até a casa da professora.

Notas finais
Gostaram? Espero realmente que sim...Fantasia da Rachel (http://image.dhgate.com/albu_290837654_00-1.0x0/ideamanga-durarara-sonohara-anri-woman-s.jpg).O nome da personagem da Rachel é de Anry Sonohara, uma personagem do anime Durarara, que na minha opinião é o melhor anime que já assisti.