One Night

21 Inimiga declarada!


Notas iniciais
Bom.. Vamos ver o que vai sair desse almoço!!
Esse capitulo vai ser um pouco tenso...
Espero que gostem!
Apreciem sem moderações!!

Meio dia eu e Elena entravamos pela a porta dos fundo do restaurante Bulemar e seguiamos para uma mesa bem no canto, onde era de dificil acesso. Dali conseguiamos ver todo o restaurante, mas as pessoas do restaurante não consegui nos ver. Olhei em volta e não encontrei nenhum dos dois.

- Ele nem tinha saido ainda da redação, quando eu sai.

- Certo.

Um graçom veio nos atender e eu pedi um suco de maracuja, eu precisave me acalmar.

Enquanto tomava meu suco, vejo uma moça loira entrando e indo se sentar, observo bem e vejo que é Rebecah, pelo menos eles não vieram juntos. Fico olhando fixamente para a porta, ate que vejo Damon chegar, sua cara não era das boas e ele estava bem serio. Rebecah sorriu ao ver ele e se levantou, indo beija-lo, senti meu coração se apertar e meu estomago revirar, só imaginando ver os dois se beijando, mas para o meu alivio, Damon virou o rosto e se sentou, sem falar nada.

- Queria tanto escutar eles.

- Ai você quer demais. — Elena riu

Rebecah estava com a cara fechada e não parecia de bom humor, mas ela tentava puxar conversa e pelo o que eu podia ver Damon cortava todas. Comecei a sentir o clima se fechar na mesa, o garçom chegou em nossa mesa e eu resolvi fazer algum pedido e pedi uma salada verde com frango grelhado, estava sem fome e bem nervosa.

Eles tambem fizeram seus pedidos e Rebecah novamente tentou puxar conversa, e dessa vez Damon deu corda, parecia que era do interesse dele. Imaginei que ela estivesse contando da viagem ao Brasil, contando as mentiras. Elena me observava, enquanto eu observava eles.

- Acho melhor parar de encarar.

- Oi? Como?

- To vendo que não esta fazendo bem isso a você

- Nada a ver Elena.

- Cici, você esta nervosa, pode fazer mal pro bebê.

- Elena, deixar eu prestar atenção.

Voltei a ignorar a minha amiga e encarar Damon e Rebecah. A mesa estava em silencio e Damon olhava pra todo o lugar, menos para Rebecah, enquanto ela tentava chamar sua atenção, falando ou tentando pegar em sua mão. Eu realmente estava nervosa e percebi que estava comecando a me atingir, já que um leve incomodo começou na parte de baixo da minha barriga, coloquei a minha mão lá e acariciei, para ver se assim a dor passava, só que mais demorava para terminar aquela conversa, mais eu ficava nervosa e mais a dor aumentava, comecei a respirar fundo pra me acalmar. Ate que vejo Rebecah ficar brava enquanto Damon falava e ele parecia bem serio.

- Acho que ele tocou no assunto. — Elena falou e eu não tirava o olho de lá, fazendo eu me esquecer da dor

O garçom chegou com os nossos pratos e eu acabei nem tocando na comida, enquanto via Damon e Rebecah discutindo, a voz deles ate aumentaram um pouco, mas da onde eu estava ainda não conseguia escutar.

Senti vontade de ir ao banheiro, só que eu não sabia se era por causa da dor que aumentou ou apenas xixi, mas tive que ir mesmo assim.

- Fica de olhou pra mim, não perca nada.

- Pode deixar.

Me levantei e fui ao banheiro, chegando lá, fui para um reservado e tranquei a porta, abaixei a minha calça e sentei no vaso sanitario, fiquei pensando nas coisas enquanto fazia xixi, quando acabei fui me limpar e qual foi a minha surpresa ao ver um pouco de sangue no papel. Levei a mão ao coração que acelerou, mas logo tentei me acalmar, respirando fundo.

Levantei do vaso e olhei pra dentro, a cor da agua estava vermelha, tinha sido bastante sangue pra quem estava gravida. Me apoiei na parede e voltei a respirar fundo, dei uma checada e vi que não tinha mais sangramento, então resolvi me vestir.

- Calma, foi apenas um pouco de sangue. — eu tentava me convencer

Dei descargar e quando ia sair, escuto alguem entrando e percebo que é Rebecah, já que escutei a voz dela.

- Terminar comigo? Quem ele pensa que é? Ninguem terminar com Rebecah. E que conversa era aquela de que não tinhamos mais um namoro fazia tempo?! Será que alguem andou falando com ele? Só pode ser aquela amiguinha apaixonada. Ah mas ele que pensa que eu vou aceitar facil assim, esta muito enganado. Vou cancelar o meu contrato no Brasil e voltar a trabalhar aqui, vou grudar nele como chichete e ainda vou falar com aquela biscate da Cecilia. Ninguem vai tirar o Damon de mim.

Senti raiva ao escutar ela falando tudo aquilo, minha vontade era de sair do reservado e bater nela, ate ver aquele rosto de puta desfigurado, mas me segurei por causa da minha filha, se eu já sangrei, imagina se me irritar mais ainda. Esperei ela sair do banheiro e sai logo atras, ate me esquecendo da dor na barriga e do sangramento.

- Você esta bem? Demorou — Elena falou se levantando

- Estou bem sim. — disse sorrindo ou tentando

- Você encontrou a Rebecah? Ela foi ao banheiro

- Ela não me viu, eu fiquei no reservado.

- Você parece com raiva

- Você não ouviu o que ela disse

- O que? Eles discutiram bastante

- Ele terminou com ela

- Que bom, não é?

- Muito bom, se ela aceitasse.

- Como?

- Vamos embora que eu te conto tudo.

Pedimos a conta e fomos embora, sendo que eu nem comi nada. Elena me encheu por causa disso e eu disse que comia depois. No meio do caminho contei tudo o que ouvi Rebecah falar no banheiro.

- E o que vocês vão fazer agora? Se ela descobrir sobre o bebê, é bem capaz de fazer algo.

- Ela não vai descobrir e eu vou falar com o Damon. Temos que pensar em algo. — Elena assentiu — Eu não tenho medo dela, só tenho medo por causa da minha filha

Elena me deixou em casa e insistiu em ficar comigo, mas ela tinha que voltar a trabalhar e depois de afirmar que eu ficaria bem, ela se foi. Eu senti meu corpo fraquejar e me sentei no sofá, minhas mãos e pernas tremiam e meu coração estava apertado, minha filha chutou e a dor foi grande, coloquei a mão na barriga e tentei me acalmar e acalmar o bebê. Depois de varias respiradas e um copo com açucar, fiquei mais calma e me levantei, eu precisava ser forte e eu teria Damon sempre ao meu lado, Rebecah não ia fazer nada.

Fui pro meu quarto e troquei de roupa, colocando algo mais fresco, já que a temperatura do meu corpo estava um pouco elevada, deitei na cama e dormi. Acordei sentindo uma mão passar pelo os meus cabelos e rosto, abri os olhos preguisosamente, já imaginado quem seria a fazer o carinho, sorri ao encarar aqueles olhos azuis, que me fitavam alegres, mas que percebi no fundo um pouco de preocupação.

- Oi. — sussurrei e Damon se aproximou selando nossos labios

- Oi. Dormiu o dia inteiro? — ele perguntou se aconchegando ao meu lado

- Não. — disse e pensei se contava ou não que fui no restaurante.

- Que foi? — ele perguntou notando algo estranho

- Não fica bravo. — falei já sentindo meu coração se apertar, ele me encarou e pediu que eu procegisse. — Eu fui com a Elena no restaurante Bulemar.

- Você foi? — ele perguntou, mas seu rosto estava serio e eu não conseguia indentificar suas emoções

- Fui sim. Eu precisava, eu queria estar lá.

- Você não estava acreditando que fosse terminar com ela? — sua voz continuava calma, mas percebi que ele estava um pouco decepcionado

- Não é isso. Claro que eu acreditei. Mas eu estava nervosa por nos dois e queria te dar apoio, mas não seria legal se eu tivesse ao seu lado, por isso fiquei numa mesa afastada. — disse um pouco nervosa.

Damon ficou quieto, me encarando, sem nenhuma reação ou palavra e isso me deixou mais nervosa. E quando eu ia voltar a falar, Damon sorriu e me beijou e eu fiquei sem entender.

- Te amo. — ele disse e voltou a me beijar

- Tambem te amo, mas não estou entendendo sua reação.

- Você é perfeita. Não existe mulher igual a você.

- Você não esta bravo? — perguntei receosa

- Por que ficaria? Você só queria me dar apoio, como uma mulher apaixonada.

- Eu devia ter te contado.

- Já passou, não tem importancia. Mas me responda uma coisa

- O que?

- Foi ideia da Elena, certo? — ele perguntou rindo

- Certo. — sorri tambem

- Minha cunhada não tem jeito.

- Ela só queria me ajudar

- Eu sei amor.

Damon pousou sua mão em minha barriga e acariciou, falando com nossa filha, só que hoje ela não mexeu e ele percebeu:

- Por que ela esta quietinha? — eu tambem estranhei e acabei ficando preocupada, mas tentei não aparentar

- Ela deve estar dormindo, ela mexeu muito hoje.

- Ah. E você?

- Eu to bem, descansei bastante. — menti, mas eu não queria preocupa-lo

- Tem certeza? Você parece um pouco quente. — ele disse passando a mão pelo o meu rosto

- Tenho sim. — coloquei a minha mão na testa pra ver se estava quente, mesmo que não precisasse, eu me sentia quente. — Eu estou quente por causa das cobertas e a casa toda fechada

- Okey. Ta com fome? — ele mudou de assunto, mas percebi que não estava convencido

- To sim.

- Vou fazer algo pra comermos.

- E eu vou tomar um banho.

Esperei Damon sair do quarto e levantei, indo pro banho. Me analisei pra ver se tinha algo de errado, mas estava tudo em ordem, não tinha mais sangramento e quando eu entrei debaixo do chuveiro, senti a minha filha se mexer um pouco, sorri com isso e passei a minha mão, para logo tomar banho e sair.

Quarta, quinta e sexta passaram voando que eu nem notei, minha filha voltou a se mexer normalmente, não tive mais sangramento, mas meu apetite tinha diminuido bastante e tinha vez que eu nem comia, e sem falar em minha temperatura, ela estava alta desde de terça, eu medi e marcou 37°C, mas pra mim não era nada a se preocupar. As vezes eu ficava em estado febriu.

Damon dormiu todas as noites desde de terça em casa, Rebecah como eu tinha escutado ela falar, voltou a trabalhar aqui e eu acabei contando para Damon o que ouvi e ele disse que iamos encontrar uma maneira de nos vermos livre de Rebecah. Serena ficou muito contente quando Damon contou que tinha terminado com Rebecah e já falou que dessa vez era para Damon escolher melhor sua namorada, ele sorriu e me deu uma olhada de canto.

Rebecah não deixou Damon sussegado esses dias, sempre ligando e mandando mensagem. Ela não tentou procura-lo, mas eu sabia que era coisa de tempo para ela comecar a segui-lo.

No sabado eu tirei para fazer uma pesquisa de preço em relação ao quarta da minha filha, fui com Elena em varias lojas e fui marcando os preços, para depois conversar com o Damon. Na parte da tarde ficamos em casa pesquisano na internet modelos de quartos, preços de tintas, papel de parede e decoradores. No domingo eu fui almoçar na casa da Serena, passei a tarde lá e tive que me segurar muito para não ficar grudada em Damon e ele tambem teve. Conversamos sobre o quarto do bebê, Serena deu algumas ideias e disse que ia comprar um enfeite de porta que tinha visto numa loja muito bonito e só estava esperando que eu escolhesse o nome, para mandar gravar.

Segunda-feira chegou com neve, o que para mim era uma maravilha, já que sempre gostei de neve. Tomei uma chuverada bem quente e fui escolher uma roupa, para sair nesse dia frio. Eu me sentia bem, a minha temperatura tinha abaixado, só que mesmo assim eu não tinha vontade de comer muito. Não senti dor nenhum e minha filha continuava a se mexer, agora ate mais. Damon não tinha vindo dormir esse noite aqui em casa, já que teria uma reunião logo cedo e não queria se atrasar, já que a ultima coisa que a gente faz é dormir.

Eu sai de casa, passei numa lanchonete e comprei umas rosquinhas e chocolate quente e fui pra revista, eu senti que hoje seria um dia tranquilo e agradavel, era essa sensação que a neve me passava. Mas meus sentimentos mudaram assim que cheguei ao meu andar e Fernanda veio falar comigo.

- Bom dia Cici.

- Bom dia Fer. — disse sorrindo levemente e tomando o meu chocolate

- Tem uma moça lhe esperando em sua sala.

- Okey. — dei de ombros, imaginando quem poderia ser.

Fui andando ate a minha sala sorrindo para as minhas colegas de trabalho e assim que entrei e vi uma moça alta, magra e loira parada de costas para a porta, senti um arrepio e uma sensação ruim. Fechei a porta e Rebecah se virou pra mim sorrindo.

- Bom dia Cecilia. — senti o veneno saindo de sua boca ao falar meu nome

Não respondi e continuei a sustentar seu olhar, ela me olhou de cima a baixo e vi seu sorriso morrer ao poucos, ao notar o tamaho de minha barriga. Quando voltou a falar seu humor tinha mudado e estava seria, quase cuspindo odio.

- Vejo que realmente esta gravida. — ela deu um passo pra se aproximar de mim e eu inconscientemente passei meus braços ao redor da minha barriga e fui andando ate a minha mesa, me sentia mais segura atras dela.

- O que quer aqui Rebecah? — perguntei

- Vim conversar com você.

- Sobre?

- Não se faça de sonsa, sabe muito bem. — levantei uma sobrancelha e ela bufou. — Vim falar sobre meu namorado.

- Ex-namorado, você quer dizer. — cortei-a

- Mas será por pouco tempo, você sabe disso.

- Será mesmo? Eu acho que será difinitivo

- Você não sabe nada. — ela agora estava nervosa e perto da minha mesa. — Você acha o que? Que agora que o Damon esta solteiro, ele vai olhar pra você mais que apenas uma amiga? Que vai te dar mole? Se enxerga garota. Ainda mais agora que você esta gravida. — ela ria. — Quem foi o trouxa que te engravidou? Só pode ter sido um idiota para ter caido na sua labia. Não, já sei... Você nem sabe quem é o pai, já que dá pra todo mundo mesmo. — dessa vez foi eu quem ri

- Acho que você esta confundindo de pessoa. Eu não sou você Rebecah. Não sou eu quem já pegou metade da cidade enquanto namorava ou todos os modelos, fotografo e afins...

- Eu nunca trai o Damon. — Rebeca falou mais alto

- Claro, por que você é uma santa. Rebecah você não me engana e nunca enganou.

- Olha aqui. — ela apontou o dedo no meu rosto

- Abaixa esse dedo e tom, você esta no meu lugar de trabalho. — disse lhe encarando

- Você não sabe com quem se meteu. Damon nunca será seu e ele ainda vai voltar pra mim, você pode falar qualquer coisa pra ele, mas no fim todos sabemos que ele vai voltar pra mim.

- Claro, se você quer se iludir. Mas você já perdeu o Damon, perdeu ele no dia que traiu-o pela a primeira vez e eu vi.

- O que você viu? — notei um medo passar pelos os seus olhos

- Você sabe, já que estava lá. — sorri triunfante

- Você esta blefando.

- Tem certeza? — continuei sorrindo

- Saiba que você tem uma inimiga agora e é a pior que você podia ter arrumado.

- Não tenho medo de você. — ela já tinha virado as costas e estava perto da porta, quando eu falei.

- Mas tenha medo por esse bebê — ela apontou pra minha barriga e eu passei meu braço para proteger. — E será pior ainda se eu descobrir que esse bebê é filho do Damon. Ai você pode me aguardar.

E antes que eu pudesse rebater, Rebecah saiu da minha sala. Senti meu corpo tremer, minha boca ficar seca, uma dor forte em minha barriga me fez gemer baixo e com raiva, peguei o primeiro objeto que vi e taquei na parede, fazendo um barulho enorme. Elena entrou na sala com tudo e me encarou.

- Cici?! — ela veio correndo pro meu lado me amparando

- Eu odeio ela. — disse chorando de raiva e Elena me sentou

- Eu vi a Rebecah sair daqui, ela te fez algo?

- Não.

- Então o que houve?

- Eu a odeio. — voltei a repetir

- Você esta quente. — ela passou a mão por meu rosto

- Ela não vai fazer nada com a minha filha.

- Cici. — Elena não sabia o que falar. — Vem. — ela me levantou. — Vou te levar pra sua medica.

- Não. — protestei

- Sim, eu venho te percebendo desde terça-feira, você não esta bem. Passou muito nervoso e agora esse encontro... Temos que ver se sua filha esta bem.

Elena pegou a minha bolsa e saiu da sala comigo, não paramos em lugar nenhum, mesmo as pessoas perguntando o que havia acontecido, só paramos para pegar a bolsa da Elena. Quando iamos entrar no elevador, Fernanda parou na nossa frente, preocupada.

- O que houve?

- Nada Fernanda. — Elena nunca gostou dela e disse rispida

- Foi por causa da moça que eu deixei entrar? Ela fez algo com você?

- Você o que? — Elena perguntou mais brava. — Quando eu voltar irei conversa com a Marisa, mas já pode se preparar se não for pra rua, descera de nivel.

E o elevador chegou, eu ia tentar defender Fernanda, mas o que ela tinha feito era errado e não estava em condições de pensar em nada. Chegamos a garagem e fomos para o carro da Elena, ela me colocou dentro e foi pro motorista. Mas antes de sairmos completamente do estacionamento, Damon parou ao nosso lado com o seu carro, ele chegava de algum lugar. Ele olhou pra dentro do carro e me encarou de testa enrugada.

- Hei, aconteceu algo?

- Depois vocês conversam. — Elena continuava brava

- Cici? — Damon me chamou e eu lhe encarei com os olhos baixo

- Eu já volto Damon e a noite eu converso com você.

Elena subiu o vidro e arrancou dali, indo pro consultorio da Dra Fell.

Notas finais
E ai?? O que acham que vai acontecer com a Cecilia agora?? Será que é algo grave ou não??
Se vocês comentaram bastante.. Prometo voltar logo!!
Ate mais!!
Beijos'