One Night
22 Cuidado dobrado!
Notas iniciais
Recebi apenas dois comentarios no capitulo anterior... Isso foi desanimante!!!
Eu prometi a mim mesmo que só postarei capitulos quando tivesse varios comentarios... E eu ia seguir com essa promessa, mas cheguei a conclusão de que as leitoras que comentam sempre não merecem ficar sem os capitulos.... Por isso vim postar mais um capitulo!!
Mas espero que dessa vez tenha mais capitulos... Preciso de animo para escrever e para postar!! Conto com vocês....
Apreciem e curtam esse capitulo!
Mesmo nós não tendo marcado a consulta, Meredith aceitou me atender, ela tinha um tempinho e aproveitou. Mas eu sabia que não ia sair daquele consultorio sem uma consulta, porque foi o que a Elena disse e deixou bem claro para a recepcionista. Acabei ate ficando com dó da moça, ela ficou ate assustada e pensou que era algo grave, ate perguntou se eu queria passar na frente, mas disse que não precisava e que a minha amiga estava fazendo um pouco de drama.
Ficamos esperando cerca de uma hora e meia no consultorio, vimos varias mulheres entrarem ali, algumas sozinhas, outras com a mãe ou alguma amiga e poucas com o marido ou namorado. Quando a minha vez chegou, Elena decidia entrou comigo, sentamos em frente a mesa e Meredith sorriu, eu abri a boca para cumprimenta-la, mas Elena não me deu tempo, falando sem parar.
- Eu quero que a Doutora examine a minha amiga, ela não esta bem e sei que a minha afilhada pode não estar tambem. Ela pasou muito nervoso esses dias, teve febre, perdeu o apitite e tenho ate certeza, mesmo ela não tendo falado nada, que ela teve sangramento. Então nós não vamos sair daqui sem um exame completo e de você me dar a confirmação que de eu não devo me preocupar e que esta tudo bem com a mãe e o bebê.
Eu e a Meredith olhamos com os olhos arregalados para Elena, que se manteve seria todo o tempo. Depois o olhar foi direcionado pra mim e se o olhar cortasse, posso ter certeza que a minha pele estava toda cortada, pois o olhar de Meredith para mim era bem profundo.
- É verdade tudo isso Cecilia? — sua voz soou repreendedora e brava
- É.. Mais ou menos. — eu disse fugindo do seu olhar
- Tenho certeza que é verdade. — Meredith disse balançando a cabeça e se levantando da cadeira. — Vem aqui. — ela me chamou perto da maca
Fui ate lá sem abrir a boca e passamos a primeira meia hora fazendo varios tipos de exames, andei por varios corredores daquele consultorio e Meredith ate cancelou algumas consultas e depois de uma hora e meia, ela tinha todos os exames em mão, tudo porque ela pediu que fosse feitos com urgencia, me deixando um pouco nervosa. Por que o primeiro exame, que foi o ultra, ela não fez uma cara muito boa.
- E ai doutora? — Elena perguntou nervosa, mas menos do que eu.
- Você tinha razão Elena. As coisas não estão boas.
- Como? — eu perguntei alarmada. — Diga que a minha filha esta bem? — pedi quase chorando
- Ela esta bem Cecilia, por enquanto. — sua cara não era das boas a cada exame que ela abria. — Você esta proibida de se exaltar, de ficar nervosa ou ter muitas emoções juntas.
- O que ela tem realmente?
- Ela esta com a gravidez em risco. A qualquer momento ela pode sofrer um aborto. Sua pressão esta alta, você esta com um pouco de diabete...
- O que eu posso fazer? Eu não quero perder a minha filha.
- Você não vai perder a sua filha. Não é tão grave assim, mas pode ficar. Você tem que tomar outro tipo de vitamina, que eu irei prescrever. Vai ter que pedir licença do trabalho mais cedo e evitar emoções fortes, como eu já disse.
- Mas eu não preciso ficar de repouso, certo?
- Não, mas é sempre bom, pelo menos duas ou três horas por dia, ficar deitada, descansar.
- Certo, Cecilia fará tudo isso. — Elena ia assentindo em tudo.
- Cecilia. — Meredith me chamou seria. — Cuidado dobrado agora.
- Pode deixar.
- E qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, venha ate mim. Mesmo um pouco de sangramento. Entendido?
- Sim.
- Obrigada doutora, por nos atender mesmo sem termos marcado consulta.
- Só fiz isso por que me apeguei a Cecilia e ao Damon, e sei como essa gravidez é importante.
- Mesmo assim obrigada.
Agradeci Meredith tambem, ela me passou a receita da vitamina e saimos de lá. Fomos pro carro e Elena manteve uma cara fechada e eu sabia o porque, eu me deixei levar por tudo o que aconteceu, eu não soube me proteger e deixei que os sentimentos ruins me atingisse, principalmente com a chegada de Rebecah.
Elena queria me levar ate em casa, mas como o meu carro estava na revista, fomos pra lá mesmo. E mesmo que ela não falasse, eu ia pedir hoje mesmo a minha licença, ia explicar as coisas para a Marisa. Ao chegarmos na revista, subimos de levador ate nosso andar e eu fui direto para a sala de Marisa.
- Cici! — ela sorriu, mas percebi que estava seria tambem
- Oi Marisa.
- Fiquei sabendo que saiu e não avisou ninguem.
- Desculpe, sei que fiz coisa errada. Mas foi por algo serio
- Aconteceu algo? É com o bebê?
- Sim, acabei de voltar da minha medica
- E o que foi?
- Tenho que pegar licença mais cedo. Tipo agora. Minha gravidez esta em risco. — disse triste
- Nossa. — ela levou a mão a boca e levantou vindo ate mim. — Mas é serio?
- Não tanto, mas pode virar.
- Então esta concedida a sua licença e você pode ficar o tempo que precisar, seu emprego aqui não será afetado.
- Obrigada Marisa, eu sabia que ia me entender.
- Sempre, ainda mais por causa de uma gravidez.
- Mas eu não quero ficar totalmente afastada. Quero, por e-mail, continuar trabalhando.
- Tem certeza?
- Sim, absoluta.
- Okey, e será ate melhor, não sei como seria sem suas opiniões.
Marisa assinou a minha licença e eu sai de sua sala, a partir de hoje eu poderia ficar em casa. Passei na minha sala, peguei tudo o que eu ia precisar nos dias que estaria fora e fui ate a sala da Elena. Ao chegar a sua porta, vi Fernanda me encarando, sorri triste pra ela e entrei.
- Fernanda não ta com uma cara muito boa
- E é pra ficar assim mesmo. — Elena mexia em algumas papeladas e disse brava
- Ainda brava?
- Um pouco. — me sentei em sua frente — Mas já estou me acalmando
- Brava comigo?
- Não, mas estava. — ela sorriu e parou de mexer nas folhas. — Já pediu a licença?
- Pedi sim.
- E o que faz aqui ainda?
- Vim conversar com você e dizer tchau.
- Você vai fazer falta aqui. — ela disse triste
- Eu não vou me afastar totalmente
- Como assim?
- Minhas tarefas serão feitas em casa, mandarei tudo por e-mail e se precisarem de minha opinião tambem.
- Ah entendi. Já esperava isso de você. — ela sorriu pra mim
- Então eu já vou.
- Passo mais tarde na sua casa.
- Okey, te espero lá.
Dei um beijo em sua bochecha e fui ate a porta, abri e antes de sair, disse:
- Pega leve com a Fernanda, ela não fez por mal.
- Vou ficar de olho nela agora, mas um em falso e pronto.
Sai de lá balançando a cabeça e fui ate o elevador. Ele desceu três andares e parou, abrindo a porta pra mim. Eu estava no andar que Damon trabalhava, então fui ate sua sala, algumas meninas de lá me olharam de canto e alguns homens me cumprimentaram sorrindo, quando cheguei em sua porta, bati e esperei ele responder.
- Oi. — disse abrindo a porta, depois de ouvir ele pedido pra entrar
- Hei. — ele levantou a cabeça assim que ouviu a minha voz e veio ate mim, fechando a porta. — Tudo bem? — ele perguntou e me deu um selinho
- Agora sim. — sorri tentando passar tranquilidade.
- Por que agora sim? E o que é essa sacola? — ele foi me guiando ate o sofá que tinha ali
- Podemos conversar mais tarde, em casa?! — perguntei fazendo careta.
- Podemos. — ele demorou pra responder e respondeu derrotado. — E essa sacola?
- São as minhas coisas.
- Suas coisas? — ele perguntou enrugando a testa
- Sim, eu já estou de licença.
- Como assim de licença? Mas não era só daqui dois meses?
- Tive que adiar.
- O que você não esta me contando? — ele estava serio
- Se eu contar agora, você não vai conseguir trabalhar e a Marisa não vai deixar você sair antes do horario.
- Eu já estou acabando o meu trabalho, daqui a pouco posso sair.
- Damon, não precisa...
- Cici, me fala logo.
- Então fazemos assim, eu espero você terminar tudo e vamos embora juntos. — sorri de lado esperando a sua resposta
- Okey. — ele disse novamente derrotado.
Fiquei sentada ali no sofá, vendo-o trabalhar. Nunca tinha visto-o trabalhar e como alguem podia ficar tão lindo ou no caso dele mais lindo ainda? Ele todo concentrado, mexendo nos papeis, ou quando ficava nervoso ou preocupado e mordia a caneta ou o canto da boca. Sem falar nas horas que passava a mão pelo o cebelo ou se espreguicava. Eu já estava começando a ter ideias e fantasias, que me fazia sentir quente. Eu já estava quase indo ate ele e o agarrando. Levantei do sofá e fui ate a janela, olhando lá em baixo e respirando fundo algumas vezes.
- Tudo bem? — sua voz soou perto da minha nuca, lançando seu halito quente e me arrepiando.
- Tudo. — me segurei para não agarra-lo ali mesmo e me virei. — Só vim ver a paisagem. — sorri
- Certo. — ele beijou meu pescoço e depois a minha boca
E foi ai que eu não consegui mais me segurar. Passei meus braços pelo o seu pescoço, o puxando pra mais perto, pedi passagem com a minha lingua, que foi concedida imediantemente, senti um choque passar pelo o meu corpo e desci minhas mãos pela as suas costas e depois subindo pela a frente. Quando cheguei em cima, comecei a desabotoar sua camisa, primeiro um e depois dois, três e quando estava indo pro quarto, ele segurou a minha mão e parou de me beijar.
- Estamos no trabalho. — ele estava ofegante
- Você que me tentou. — sorri pra ele e me afastei
- É só esperar mais um pouco. — ele sorriu indo pra sua mesa.
- Por que?
- Já acabei por hoje. — ele pegou sua pasta e a chave do seu carro. — Vamos? — ele perguntou ao meu lado
- Vamos. — sorri e fui ate a porta.
Passamos pelo os corredores juntos e vi varios olhares em nossas direções. Algumas meninas ali tinham inveja da minha amizade com o Damon e imagina o que elas sentiriam se soubessem que agora eramos mais que amigos? E que minha filha era dele? Eu sabia que ali tinha muitas mulheres que já tiveram um sonho com o Damon, que já se imaginaram tendo uma noite bem louca com ele. Eu já tive um sonho assim e que no meu caso realizou. Acabei rindo sozinha e Damon me olhou de canto, fazendo careta, só que não disse nada.
Fomos pro elevador e descemos pra garagem, depois cada um foi para seu carro. A todo o momento eu via o carro do Damon atras de mim e sorria comigo mesmo. Quando chegamos ao meu apartamente, abri o portão da garagem e nos dois entramos. Depois subimos de elevador e entramos em casa.
- Gente, que cansaço. — Damon se jogou no sofá, tirando seu sapato
- Quer uma massagem? — perguntei indo pegar um copo de agua pra ele
- Seria bom. — ele respondeu quando voltei pra sala. — Mas eu prefiro outra coisa. — sorriu malicioso.
- Safadinho. — entregeui o copo de agua e me sentei ao seu lado.
- Topa? — ele perguntou vindo me beijar.
E eu ate ia topar, se soubesse que depois ele não fosse ficar bravo. Eu tinha que contar agora pra ele, se deixasse pra depois eu ia escutar e muito. E tambem tinha o que a Meredith disse, eu não precisava ficar de repouso o tempo inteiro, mas não sabia se o sexo poderia complicar alguma coisa, então deixei uma nota mental de ligar pra ela hoje mesmo e perguntar. Damon começou a fazer careta e percebi que ainda não tinha respondido a sua pergunta.
- Não. — falei e vi-o enrugar a testa
- Não? Você escutou o que perguntei, certo?
- Escutei, mas é que eu tenho que te falar algo
- Ihh.. Já vi que não é algo bom.
- E não é.. Bem que eu queria que fosse bom.
- Fala logo então.
- Tem duas coisas. Mas vou começar com a menos pior. — Damon jogou a cabeça pra trás e bufou, voltando em seguida a me encarar. — Rebecah foi me procurar hoje lá na revista.
- Como? — ele se exaltou, como imaginei.
- Sim e nossa conversa não foi boa. Acabei ficando bem nervosa e quase fiz umas loucura.
- O que ela falou?
- Varias bobagem, me ameaçou, me acusou... Coisas da Rebecah.
- Te ameaçou? — ele segurava e puxava o cabelo
- Sim, mas eu não tenho medo dela e ela não vai fazer nada comigo.
- Certo, mas eu ficarei de olho e se precisar, vou falar com ela de novo.
- Não, não precisa. — disse me aproximando e lhe beijando, para ver se assim ele acalmava um pouco, para a proxima noticia
- E qual é a outra?
- Por causa desse encontro, Elena resolveu me levar pra ver a Dra. Fell. Ela queria ver se estava tudo bem
- E..?
- E que não esta nada bem. — vi as feições de Damon mudar aos poucos e ele perder um pouco da cor. — Damon? Meu amor? — segurei em sua mão e a senti gelada.
- Como assim não esta bem? O que a nossa filha tem? — ele disse depois de um tempo calado.
- Calma. Ela esta bem sim. Mas o problema maior sou eu. Eu estou com um pouco de diabete e pressão alta. Não posso me exaltar e nem ter muitas emoções. A Doutora disse que a minha gravidez esta em risco.
- Risco?
- É, mas não é pra ficar assim, não é grave. Ela só pediu que eu tirasse licença agora e ficasse de repouso, que tivesse cuidado redobrado.
Passei meia hora tentando acalmar e fazer Damon entender tudo o que estava acontecendo, ele ficou muito nervoso e eu achei que ele pudesse ter um treco, mas depois de muito conversar e dele ver que estava tudo bem mesmo, voltamos a conversa normal e sobre outros assuntos.
Damon ficou na sala assistindo um seriado e eu fui tomar banho, precisava relaxar um pouco. Quando a agua começou a ficar gelada, sai e fui me trocar, indo pra sala. Do corredor eu escutei duas vozes e já sabia quem era.
- Boa noite Elena e Stefan. — disse entrando na sala
- Como esta amiga? — Elena perguntou vindo me abraçar
- Bem melhor.
- Como esta a minha afilhada? — Stefan perguntou vindo ate eu e passando a mão em minha barriga
- To bem titio. — fiz voz de criança e ele riu. — To com muita fome, minha mãe não me dá comida. — continuei a fazer voz de criança, levando todos a rir.
- Mas que mamãe mais cruel. — Stefan entrou na brincadeira. — O titio vai fazer uma comida maravilhosa pra você.
Ele saiu da sala e foi pra cozinha, enquanto eu ia sentar no sofá. Acabou que eu e Elena ficamos conversando na sala e Damon e Stefan foram fazer o jantar. Stefan era um mestre na cozinha e não era de se surpreender ele ter escolhido fazer culinaria. Damon tambem era bom na cozinha, quase tanto quanto o Stefan, mas ele preferiu fazer jornalismo. Ser bom na cozinha era de familia, Guilherme era chefe de cozinha e tiverá um restaurante, mas as coisas foram mudando e agora ele é apenas empresario, tendo é claro varios restaurantes, que ele apenas comandava de fora.
Depois de uma hora de preparo, da cozinha já se podia sentir o cheiro delicioso, meu estomango roncou e minha filha se revirou toda, era como se ela pudesse sentir o cheiro tambem. Isso acabou me levando a rir e Elena riu comigo, sentindo a minha filha se mexer. Stefan nos chamou para jantar e nessa mesmo hora me celular tocou, eu ia deixar tocar, mas vi o nome da minha mãe e fazia uma semana que não nos falavamos, então decidi atender. Fui pro quarto e atendi:
- Oi mãe.
Ficamos conversando uma meia hora, contei o que estava acontecendo comigo e ela se desesperou, dizendo que ia vir pra cá, mas acalmei ela e a convenci de seguir viajem com o papai. Antes de desligar ela disse que logo chegaria um presente para a minha filha, vindo especialmente da Inglaterra, sorri com isso e tentei saber o que era.
- Só quando chegar. — ela disse.
- Vem jantar. — Damon apareceu no quarto
- Já vou. — sussurrei pra ele. — Mãe, preciso ir. Vou jantar.
Me despedi dela e desliguei, indo pra cozinha e sentando a mesa.
Notas finais
O que acharam??? Quero reviews. Recomendações!
Beijos
E ate o proximo capitulo!
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