One Night
25 Enfrentando Rebecah
Notas iniciais
Muitas coisas vão acontecer aqui.... E tenho certeza que o ódio de vocês pela a Rebecah vai aumentar e muito!!
E mais um aviso... Alem desse capitulo, tem mais três e o epilogo!! Depois acaba... Pois é, logo chega o fim da Fic!!
Enquanto isso.. apreciem sem moderações o capitulo!
Damon dormiu em meu apartamento mesmo, a viagem tinha nos deixado muito cansado e quando amanheceu, ele levantou cedo, se trocou e foi trabalhar, eu levantei com ele e fiz o café da manha.
- Sabe que não precisava, certo? — já era a decima vez que ele dizia isso
- Estou treinando pra quando você vir morar comigo. — sorri
- E quem disse que você precisa treinar alguma coisa? — ele disse sorrindo tambem
- Diga pra Marisa que hoje depois do almoço eu vou passar lá
- Tem certeza?
- Claro.
- Okey.
Tomamos o café juntos e logo ele saiu, eu voltei pro meu quarto, tirei a camisola e coloquei outra roupa, abri toda a casa e comecei a fazer faxina, desfi minhas malas e a do Damon, coloquei algumas roupas pra lavar e as outras eu guardei, ate a do Damon eu guardei no guarda-roupa. Eu terminei de fazer faxina era dez pro meio dia, estava bem cansada já, então tomei um banho e pedi uma comida num restaurante aqui perto, almocei assistando TV e depois eu fui me trocar, pra ir ate a revista. Eu estava muito ansiosa para ver o quarto da Hannah, pois eu tentei abrir a porta, mas descobri que estava fechada, com certeza era obra da Elena e eu ia aproveitar a minha ida ate a revista para pegar a chave com a minha amiga.
Fiz o caminho que tanto me fazia falta, cheguei na revista em vinte minutos, coloquei o carro na garagem e subi o elevador, quando cheguei no meu andar, algumas meninas vieram me recepcionar, todas falando em como eu fazia falta e eu como eu estava bonita gravida, e mais um monte de coisas. Antes de ir pra sala da minha chefe, passei na sala da Elena, eu estava sentido muita falta da minha amiga, bati três vezes e sua voz soou lá de dentro, pedindo que eu entrasse, abri a porta sorrindo e ela pulou, vindo corrrendo me abraçar.
- Cici. — ela me abraçou apertado
- Oi Lena.
- Que saudades. — ela se afastou
- Tambem estava — fechei a porta e sentamos no sofá
- Me conta tudo. Quero saber como foi a lua de mel antecipada.
- Foi maravilhosa. O Caribe é lindo, mas depois eu conto com mais detalhes.
- Okey. E minha sobrinha como está?
- Está otima, mexendo sem parar, nem deixando a mamãe dormir. — brinquei passando a mão na minha barriga
- E o Damon?
- Ele está bem. Não o viu aqui na revista?
- Não parei um segundo se quer desde semana passada. Está uma correria só. Sabe a minha companheira de trabalho está de licença. — brincou rindo
- Desculpa Lena, mas eu vim aqui pra isso mesmo.
- O que? Vai voltar a trabalhar?
- Não, calma ai. — sorri com o nervossismo dela — Só vim conversar com a Marisa e levar algumas coisas pra casa
- Ah ta. — ela sorriu mais calma
- Eu tenho uma novidade. — disse mais empolgada
- O que? — Elena tambem se empolgou
- Sua sobrinha já tem nome.
- Serio? Não acredito. Como é?
- Não sei se merece saber. — disse seria e ela fechou a cara
- Nem vem, pode me falar
- Okey, vou falar. — ri com a cara de brava dela — Ela vai se chamar... — fiz suspence
- Fala logo.
- Paciencia é bom e todos gostam, Lena. — brinquei e ela ficou mais brava ainda — Ta bom, ela vai se chamar Hannah.
- Hannah? — assenti — Ahhhh, que nome lindo. — Elena gritou e levantou, fazendo uma dança muito estranha
- Que isso, menina?!
- Minha sobrinha vai ter nome de princesa, Hannah. A pequena Hanninha. — Elena dizia quase gritando
- Okey, okey. Chega ne?! — me levantei e parei na frente dela
- Okey. — ela disse suspirando — O Stefan já sabe?
- Acho que não, não sei se o Damon contou.
- Okey, vamos combinar assim: hoje a noite vamos todos jantar lá na minha casa, vou ligar pra Serena e pro Guilherme.
- Só se o Stefan for cozinhar? — brinquei, mas eu estava morrendo de vontade de comer a comida do meu cunhado
- Pode deixar, tenho certeza se eu disser que foi você quem pediu, ele não vai pensar duas vezes.
- Então está combinado. Mas agora eu tenho que falar com a Marisa.
- Certo, então ate a noite. — fui saindo de sua sala, mas lembrei de algo e voltei.
- Ah Lena
- O que?
- Quero a chave do quarto da Hannah.
- Nossa é verdade. — ela disse com um sorriso suspeito
- Que sorriso é esse?
- Você precisa ver como ficou. Maravilhoso.
- Antes de ir embora, eu passo aqui e pego a chave.
- Quem disse que você vai ver?!
- Saiba que não se pode deixar uma gravida ansiosa.
- Okey, você venceu. — ela disse triste — Mas é só por causa da Hannah.
- Agora ta assim é?!
- Claro.
Sai de sua sala rindo e fui pra sala de Marisa, passei por mais algumas meninas que me deram oi e vieram falar comigo, outras garotas que não gostavam de mim, apenas viraram a cara e ficaram queitas, mas antes de entrar na sala da Marisa, vi algumas cochicharem entre si. Bati na porta de Marisa, que veio atender a porta pessoalmente, me abraçando assim que me viu.
- Cici, que saudades.
- Tambem estava morrendo de saudades de você. — estavamos dentro da sua salá já
- Como foi a viagem?
- Foi maravilhosa, consegui descansar bem.
- E o bebê?
- Está bem tambem e já tem ate nome
- Ah é? Qual vai ser?
- Hannah.
- Que nome lindo, você que escolheu?
- Sim. — assenti
- Damon disse que você viria falar comigo.
- É sobre o trabalho.
Começamos a falar de trabalho, sobre alguns editorial, entrevistas e desfiles. Depois de tudo acertado, sai de sua sala e voltei pra da Elena, peguei a chave do quarto e fui pro elevador, parei no andar do Damon e fui andando ate a sua sala, antes de chegar Sheron, colega de trabalho do Damon, me parou sorrindo falso.
- Cecilia, tudo bem? — disse com a voz fina e irritante
- Olá Sheron. — nem respondi sua pergunta, eu não era falsa a esse ponto
- Veio falar com o Damon?
- Sim, o que mais eu estaria fazendo aqui?
- Ele não está no momento. — ela disse sorrindo mais ainda
- Ah é? E onde ele foi? — perguntei, mas sabendo que Damon estava sim em sua sala
- Ele recebeu a ligação da namorada dele e foi ate ela. — ela não podia ter dito uma mentira pior
- Namorada, tem certeza?
- Claro, a Rebecah.
- Não sei se você sabe, mas eles terminaram. — ela fez cara de surpresa, mas não se abalou
- É, mas ela ligou e ele saiu pra falar com ela.
- Sheron, posso saber o que você ganha inventando essas mentiras? — eu já estava perdendo a paciencia
- Não é mentira.
- Okey. — peguei o meu celular e fui ate o numero do Damon — Então eu posso ligar pra ele, certo? — mostrei o visor do celular com o numero dele — Ele vai confirmar o que você disse? — ela vacilou e se manteve quieta — Eu vou fazer isso e se você tiver mentindo, as coisas vão ficar ruim pro seu lado.
Sheron estava nervosa, eu podia ver o arrependimento em seus olhos, mas tambem podia ver furia e isso ate que estava me divertindo, mas resolvi deixar pra lá e ir logo falar com o Damon.
- Sai da minha frente. — disse seria e ela abaixou a cabeça e saiu andando
Cheguei na sala dele e nem bati, apenas entrei e sentei no sofá, eu já estava começando a sentir o cansaço de tudo o que tinha feito hoje e essa conversa com Sheron apenas me desgastou mais. Ao me ver ali, Damon largou o que estava fazendo, fechou a porta e veio ate mim.
- Hei, está bem? — ele estava preocupado
- Estou sim, só essa barriga de sete meses que está me deixando cansada muito rapido. — eu não queria preocupa-lo
- Tem certeza? — mas ele era dificil de convencer
- Sim. — sorri e lhe dei um selinho
- Como foi com a Marisa?
- Normal, resolvi varias coisas e descobri que sem mim aqui, nada acontece.
- Minha mulher é tão importante. — ele brincou sorrindo
- E sou mesmo.
- Sei que é. — ele me deu um beijo na testa — Como está nossa filha hoje?
- Bem, chutou um pouco e mexeu, mas nada de ruim.
- Que bom. — ele acariciou minha barriga
- Teve noticias de Rebecah?
- Nada, ainda.
- Eu já estou esperando a proxima coisa que ela irá fazer.
- De mim ela não terá nada.
- Eu sei, mas ainda tenho medo pela a nossa filha.
- O que quer fazer?
- Realmente?
- Sim.
- Quero que você se mude lá pra casa hoje. — sorri fraco, mas era a verdade
- Por mim eu já tinha me mudado a muito tempo.
- Eu sei e tem mais
- O que?
- Quero contar pro seus pais. Eu já estou de sete meses, quase oito, eles merecem saber, como meus pais merecem saber.
- Tem certeza disso?
- Absoluta.
- Então iremos contar.
- Já tenho o lugar certo.
- Onde?
- Hoje, na casa da Elena. Ela nos convidou pra jantar lá.
- Okey. Assim que eu sair daqui, vou pra minha casa e pego todas as minhas roupas e levo pro seu apartamento, amanha e depois eu vou fazendo as mudanças
- Okey. — assenti feliz e decidi ir embora, estava muito cansada
Fui o caminho todo pensando no que ia acontecer hoje, no que eu ia contar e pensei nos meus pais e resolvi que precisava ligar pra eles, eu queria eles logo aqui, eu precisava deles. Assim que cheguei em casa, liguei pra eles.
- Mãe. — falei assim que escutei sua voz
- Oi filha, como foi o Caribe?
- Uma maravilha.
- Você não foi sozinha, não é?
- Mãe, eu falei pra você que o Damon foi comigo.
- Eu sei, mas as vezes eu acho que você disse isso apenas pra não me preocupar
- Eu realmente fui com o Damon.
- Filha, você tem algo para nos dizer?
- Em certo modo tenho sim, mas não é algo que se diga por telefone.
- É algo grave?
- Não. — disse sorrindo — Onde vocês estão?
- Estamos no Brasil.
- Serio? — na mesma hora eu pensei no açai
- Sim, por que?
- Vocês poderiam me trazer algo?
- Claro, mas isso quer dizer que você nos quer ai?
- É mãe. — choraminguei — To precisando de vocês. Desculpa estar sendo egoista em pedir isso, mas tem como vocês abandonarem a viagem e vir pra cá.
- Não é egoismo filha. Você está passando por um momento delicado de sua vida, é normal querer os pais nessas horas.
- Mãe, sinto tanto a sua falta e a do papai tambem. — eu comecei a chorar e minha mãe chorou comigo
- Oh filha. Nós vamos pra casa logo, viu. Seu pai só esta resolvendo algo por aqui, talvez leve uma semana ou duas, mas assim que tudo acabar pegaremos o primeiro voo e estaremos ai.
- Obrigada mãe. — agradeci limpando minhas lagrimas
Comecamos a falar de minha filha, acabei contando o nome que escolhi pra ela e por fim desliguei. Fui pro quarto e deitei na cama, eu precisava descansar e como eu já tinha separado uma parte do guarda-roupa pro Damon, não me preocupei com as roupas que ele ia trazer e dormi ate ele chegar.
Só acordei quando ouvi uma movimentação no meu quarto, tirei a coberta do rosto e abri um olho, vendo um homem alto mexendo no meu guarda-roupa, pela as costas eu já sabia quem era, sorri e me mexi, sentando-me na cama e observando Damon guardar suas roupas no armario. Cinco minutos depois, ele percebeu que eu já estava acoradada e o observava.
- A quanto tempo está acordada? — ele perguntou vindo me beijar
- Faz cinco minutos. E você, chegou faz tempo?
- Vinte minutos. — ele voltou pro armario — Não quis te acordar. Parecia bem cansada.
- E estava mesmo. — concordei bocejando
- Percebi. Cheguei aqui em casa e estava tudo arrumado e limpo. — ele me advertia com os olhos
- Sabe que eu não gosto de ficar parada. Eu estou gravida e não doente.
- Mas é uma gravidez de risco.
- Não é uma gravidez de risco.
- Ainda, você quis dizer. — ele falava com a voz alterada
- Não quero brigar. — levantei e fui pro banheiro.
Me tranquei lá e liguei o chuveiro, nesse meu cochilo, acabei suando muito e estava precisando de um banho, sem falar que daqui a pouco iriamos sair. Enquanto tirava a roupa e entrava no box, fiquei pensando nessa conversa e na reação do Damon, e o pior de tudo era que ele estava certo, eu não podia ficar me esforçando e tuda a culpa era minha, se algo acontecesse com a minha filha, nunca que me perdoaria. Depois de um tempo, sai do chuveiro, me sequei e me enrolei na toalha, sai do banheiro e fui ate o armario, Damon já tinha terminado de arrumar suas coisas no quarto e pelo o barulho que eu estava escutando, ele estava no outro banheiro tomando banho. Vesti uma lingerie e um vestido, calcei um sapatinho baixo e fui pentear meu cabelo, enquanto fazia isso, Damon entrou no quarto com uma toalha em volta da cintura, em nenhum momento olhou pra mim, foi ate o armario tirou uma calça e blusa e se trocou, indo pendurar a toalha no banheiro.
Aquele silencio permaneceu por um tempo e começou a me irritar, ele mal olhava pro meu rosto e eu não estava gostando disso, era o primeiro dia morando juntos e já estavamos assim, eu não queria continuar assim e não queria que isso se repetisse, então engoli meu orgulho e me aproximei dele, que estava na varanda, abracei sua cintura e sussurrei:
- Me desculpe — senti sua mão fazer carinho no meu braço — Sei que não devia ter feito muito esforço, mas eu juro que descansei depois e não estou sentindo nada. Prometo não fazer mais isso, mas, por favor, fala comigo. — eu estava quase chorando
- Não estou bravo com você. — ele disse se virando e me abraçando — É que eu tenho medo de perder você e nossa filha, se algo acontecer eu nunca que vou me perdoar. — ele me abraçou mais apertado
- Nada vai acontecer, eu vou me comportar.
Ficamos um tempo abraçados e depois nos afastamos um pouco, para ele poder me beijar. Não sei quanto tempo ficamos ali, só se que escutei o meu celular tocar e foi ai que lembrei do jantar.
- O jantar. — me afastei entrando
- Estava quase me esquecendo — ele entrou atras de mim
Peguei o meu celular e vi que tinha uma chamada não atendida da Elena, retornei a ligação e escutei um sermão de como estavamos atrasados, disse que já estavamos indo e desliguei. Mas ao passarmos pela a porta do quarto que seria da nossa filha, lembrei da chave em minha bolsa e tive vontade de ver como tinha ficado, mas eu sabia que se abrisse agora, não chegariamos tão cedo no jantar, então deixei pra lá e fomos pro jantar.
Damon foi dirigindo seu carro, enquanto conversavamos sobre coisas banais, chegamos na casa da Elena em vinte minutos, estacionamos o carro e seguimos pra porta, Damon tocou a campainha e eu senti minha mão suar e um frio na barriga, mas respirei fundo e Damon me deu um selinho, iamos entrar de mãos dadas, mas seus pais já devia estar ai e eles ainda não sabiam do nosso namoro. Elena veio nos atender cinco minutos depois.
- Cici, Damon, ate que enfim. — ela sorriu me abraçando
- Desculpa Lena — abracei-a de volta — Damon se mudou pro apartamento hoje — sussurrei em seu ouvido
- Desculpas aceitas — ela disse depois de afastarmos e sorrindo
- Ola gente — disse entrando na casa para Serena e Guilherme
- Oi Cici. Mas como você está linda. — Serena se levantou e veio me abraçar
- Obrigada
- Linda mesmo — foi a vez do Guilherme me abraçar
Eles cumprimentaram o filho tambem, depois sentamos todos para conversar, Stefan estava na cozinha fazendo o jantar, Elena trouxe um copo de vinho para Damon e um de suco pra mim, depois sentou com a gente e eu resolvi contar como tinha sido o Caribe, sempre editando as partes minha e do Damon juntos. Depois de alguns minutos Stefan veio anunciar que o jantar estava pronto e foi no meio do jantar que eu resolvi começar a contar as coisas, primeiro eu ia começar com a mais simples, o nome da minha filha.
- Eu tomei uma decisão. — disse chamando a atenção de todos — Consegui decidir o nome da minha filha. — Elena sorriu
- E qual é? — Serena perguntou curiosa, Stefan e Guilherme tambem estavam
- Ela vai se chamar Hannah.- esperei a reação dos três e não demorou a vir
- Que nome lindo. — Serena sorriu largo
- Perfeito. — Guilherme falou em seguida
- Vai combinar perfeitamente — Stefan sorriu e olhou de mim a Damon
Depois eu respirei fundo, tomei um gole do meu suco e dei uma olhada de canto pro Damon, que assentiu com a cabeça me encorajando, agora que seria a revelação mais dificil.
- Tem mais — todos voltaram a olhar pra mim, Damon abaixou o olhar e segurou a minha mão
- Mais? — Elena me encarou confusa
- Sim. — sorri nervosa — Algo que eu preciso contar a Serena e ao Guilherme.
- O que é, querida? — percebi Serena ficar nervosa e segurar na mão do marido
- Todos perguntam quem é o pai da minha filha, eu disse a todos que não sabia quem era... Mas eu menti. — Damon segurou mais forte a minha mão por baixo da mesa e Elena e Stefan me deram um olhar encorajador — Espero que vocês não me julguem por isso, se eu menti foi pra proteger a minha filha, a mim e ao pai.
- Cici, pode falar, não iremos te julgar — Guilherme me encorajou e eu resolvi falar de uma vez
- O pai da Hannah é o Damon. — soltei de uma vez e esperei a reação
Damon me encarou e sorriu, para depois encarar seus pais que estavam sem expressão, olhavam pro nada, com o olhar desfocados e isso estava me deixando nervosa.
- Não vão falar nada? — Damon perguntou — Pai? Mãe?
- Hannah é filha do Damon. — Guilherme repetiu como um robo
- Filha do nosso filho. — Serena disse e tambem parecia um robo — Minha neta. — esperava que ela fosse gritar e brigar, mas ao contrario, ela levantou e veio ate mim, achei que ela fosse me bater, mas não, apenas me ajudou a levantar e me abraçou — Eu vou ser avó. Vó de uma menina. Guilherme, você acredita nisso? — ela continuava a me abraçar enquanto gritava.
Guilherme tambem levantou sorrindo e veio me abraçar, depois de um tempo estavam todos me abraçando e falando varias coisas que eu não conseguia entender, quando todos se acalmaram, voltamos a sentar na mesa e a conversar sobre a noticia.
- Vocês não fazem ideia de como essa noticia me deixou — Serena dizia sorrindo — Eu já me sentia avó dela, agora sabendo que sou mesmo, estou nas nuvens.
- Só acho que vocês devia ter contado antes. — meu sogro disse serio
- Desculpe. Mas foi tão repentino e o Damon estava namorando ainda. Como eu disse, foi pra proteger nossa filha e eu não queria estragar o relacionamento dele com a Rebecah.
- É, mais agora eles não estão mais juntos. — Serena continuava a sorrir
- E tem isso tambem — foi a vez do Damon falar — Eu e a Cecilia estamos namorando faz um tempinho e hoje eu me mudei pro apartamento dela.
- E estavam escondendo tudo isso da gente? — Serena esbravejou — Não confiam em nós?
- Confiamos sim Serena — apressei em falar — É que envolve tantas coisas e nós estavamos com medo da reação de vocês, de todos e principalmente da Rebecah.
- Mas ninguem ia dizer nada — Guilherme falou.
- Não é bem assim não. — Stefan consertou
- Como? — Serena e Guilherme perguntaram sem entender
- Rebecah não aceitou o fim do nosso namoro, ela já ameaçou a Cecilia uma vez e ameaçou nossa filha tambem, isso por que ela nem sabe que é minha filha.
- Mas vocês tem que fazer algo. Não pode viver escondidos pra sempre.
- E não vamos Serena. Estamos apenas esperando a Hannah nascer. Não quero que a Rebecah faça algo comigo que possa machucar minha filha.
- Pai e mãe, por favor, por enquanto vocês tem que manter em segredo.
- É mesmo Serena e Guilherme, é muito importante isso.
- Pode deixar, de nós ninguem saberá. — Guilherme sorriu e Serena concordou
- E seus pais? — minha sogra perguntou
- Eles ainda não sabem, mas falei com eles hoje, daqui duas semans no maximo eles chegam e ai eu conto tudo.
Ela assentiu e começamos a conversar sobre varias coisas, sobre como tudo aconteceu, em como isso estava na cara que um dia ia acontecer e mais um monte de coisas. Depois que o jantar acabou, Stefan trouxe a sobremesa e comemos, depois todos foram ajudar ele a arrumar as coisas.
- Estava tudo uma delicia, Stefan — disse enquanto ajudava-o a tirar as coisas da mesa
- Matou as saudades? — perguntou divertido
- Pergunta pra sua sobrinha — peguei a mão dele e coloquei em minha barriga, onde Hannah se mexia toda
- Nossa, do jeito que ela esta se mexendo, minha comida estava maravilhosa.
- Pode ter certeza disso. Seu restaurante vai fazer sucesso.
- To longe de conseguir ter um restaurante.
- Mas quando tiver, vai fazer muito sucesso.
- Espero. — ele sorriu e terminamos de tirar as coisas
Depois sentamos todos no sofá e continuamos a conversar, era assunto que não acabava mais, só que ficou tarde e fomos embora. Assim que chegamos em casa, fui direto pra porta do quarto de Hannah e esperei o Damon.
- O que está fazendo ai?
- Eu peguei a chave com a Elena hoje. — sorri mostrando a chave — Quer ver?
- Não precisa nem perguntar — ele sorriu e se juntou a mim
Coloquei a chave na fechadura e girei, peguei na maçaneta e abri, lentamente fui emburrando a porta, antes de entramos acendi a luz e ofeguei, coloquei a mão na boca sem conseguir acreditar no que estava vendo, o quarto estava perfeito, do jeito que eu imaginava. Olhei pra trás e a expressão do Damon era indecifravel, era uma mistura de felicidade, surpresa, contentamento, sei lá, só sei que estavamos sem palavras. Entramos no quarto, olhando cada canto. Tinha de tudo ali, o berço no meio do quarto, o trocador, a poltrona de amamentação, o guarda-roupa, sem falar nas paredes que estavam lindas, as cores escolhidas e o papel de parede combinavam direitinho, tinha ate um lustre perfeito.
Depois dessa noite, os dias passaram como dias normais, em dois dias Damon fez sua mudança e nesses dois dias fizemos algumas mudanças no apartamento tambem, tudo para ficar mais aconchegante. Nessa semana Serena mandou gravar o nome da Hannah num enfeite de porta e ficou lindo, na segunda-feira seguinte eu tive uma consulta com a Meredith e o Damon foi comigo, fizemos os exames de rotina, estava tudo bem comigo e com a minha filha, mas eu ainda tinha que ficar em repouco e tomar cuidado, no exame de ultra-som conseguimos escutar de novo o coração acelerador dela e a doutora viu que ela já tinha se virado, comentei que teve uns dias que ela se mexeu demais e Meredith disse que podia ser ela se virando, agora só faltava ela se encaixar e esperar mais alguns dias para podermos ver o rostinho dela, eu tinha acabado de completar oite meses.
Estava fazendo duas semanas que Damon se mudará lá pro apartamento, era uma sexta-feira, meus pais iam chegar no sabado e eu já estava nervosa para a reação deles perante a nova noticia, que Damon era o pai da minha filha e meu namorado e juntando com o fim da gestação, só piorou. Eu estava em casa como fazia todos os dias, hoje eu nem tinha almoçado, estava sem fome e resolvi arrumar o quarto da Hannah, ela tinha ganhado roupas novas e eu precisava guardar. Eu passava a maior parte do tempo no quarto dela, arrumando e olhando tudo, era o meu lugar preferido na casa. Estava lá distraida, quando a campainha toca, estranhei isso, pelo o fato de não estar esperando ninguem e pelo o porteiro não ter avisado, cheguei a conclusão que podia ser o Damon que equeceu a chave, então fui ate a porta e abri, me arependendo no minuto seguinte, antes de conseguir fechar a porta, Rebecah seguro-a e entrou com tudo, fazedo com que eu fosse pra trás.
- O que esta fazendo aqui? — perguntei passando o meus braços em volta da minha barriga
- Vim ter uma conversinha com você. — ela disse ironica
- Não tenho nada pra conversar — dei mais um passo pra trás
- Mas eu tenho. — ela avançou — Como vai a "coisinha"? — perguntou apontando pra minha barriga
- Não é da sua conta. — disse com a mandibula travada
- Okey, vamos direto ao assunto — ela sorriu — O que quer pra se afastar do Damon?
- É serio isso?! — sorri incredula — Quer me pagar pra me afastar dele?!
- É isso ou o bebê? Quer se afastar por bem ou por mal?
- Você nunca vai encostar um dedo na minha filha. — olhava furiosa pra ela
- E quem vai impedir? Você? Ou o pai... — ela colocou a mão na boca e sorriu — Ops, sua filha não tem pai.
- Você não sabe o que está falando. Ninguem vai deixar você encostar na minha filha, principalmente eu.
- Mas você esta sozinha aqui e gorda, não consegue fazer nada contra mim.
- Você que pensa. Eu faço qualquer coisa para proteger a minha filha.
- Então vá embora e se afasta do Damon.
- Como se ele fosse aceitar isso.
- Nada prende ele a você. Logo ele esquece que você existiu e volta pra mim — sorriu triunfante
- A melhor coisa em ter você aqui na minha frente, é que eu posso ver essa sua cara de iludida. Tão boba, tão idota. Você acha mesmo que o Damon te ama? Acha que eu coloquei coisas na cabeça dele para terminar com você? — ri da cara que ela fez — Damon sabe de tudo o que você fez, sabe das traição, das mentiras.
- Não existe traição e nem mentiras.
- Serio? — sorri mais — E aquela vez que você disse que estava em Buzios, mas estava aqui? Eu te vi e ele sabe disso, eu contei pra ele. — disse baixinho provocando ela
- Você estragou meu namoro — ela avançou mais, parando em minha frente
- Eu não estraguei nada, você estragou. — sustentei seu olhar
- Eu vou acabar com você e essa cria nojenta
- Não fala assim da minha filha. — apontei um dedo em sua cara
- Vou fazer Damon te odiar. — me afastei um pouco dela
- Tenta. — desafiei, mas nessa hora eu senti uma pontada forte abaixo da barriga, mas não demonstrei
- Você vai desejar nunca ter me conhecido.
- Rebecah, eu não tenho medo de você. Você apenas fala e nunca faz nada. É uma idiota, burra e vadia. Nunca vai encontrar alguem que acredite em você, nunca terá uma familia.
- Damon vai ser meu, pode apostar nisso.
- Não vou apostar nada. Ele nunca vai ser seu.
- E nem seu — ela gritou brava
- Ele já é meu, querida — sorri e senti o meu rosto arder, Rebecah tinha me batido
- Vagabunda — voltei dois tapas na cara dela e quando ia dar o terceiro, senti uma nova pontada só que mais forte
- Damon nunca será seu, você o tem apenas em sonho. — ela estava ainda mais furiosa
- E você ainda acredita em coelhos da pascoa. Damon.Já.É.Meu. — disse pausadamente — E se quer saber, minha filha tem pai sim e o nome dele é DAMON SALVATORE.
E tudo aconteceu rapido demais, numa hora eu estava parada em frente a Rebecah e na outra estava jogada na parede da sala caida no chão, com uma dor absurda na barriga e nas costas, encarei Rebecah que sorria e tentei levantar, mas uma pontada muito forte me impediu, fazendo com que eu gemesse, o sorriso de Rebecah morria aos poucos e ao encara seu rosto, pude ver que ela olhava um ponto fixo em baixo de mim e quando segui seu olhar, me vi no meio de uma enorme poça de sangue, comecei a entrar em desespero e a tentar me levantar, mas não conseguia, encarei Rebecah pedido sua ajuda com o olhar, mas ela apenas dava passos pra trás se afastando e antes de passar pela a porta, ela disse:
- Se eu não posso ter o Damon, você tambem não pode.
- Rebecah, me ajuda. Minha filha pode morrer.
- Não é meu problema.
- Se ama o Damon, me ajuda. Ela tambem é filha dele, ele ama essa filha. — pedia já chorando
- Se você e nem ela estiver aqui, ele será meu. — ela saiu do meu apartamento sorrindo e fechou a porta
Tentei chamar por ela ou por alguem, mas ninguem veio. Cada vez mais a poça de sangue aumentava e a dor tambem, eu já não sentia mais a minha perna de tanta dor, junto da poça de sangue pude ver que tinha água, a bolsa tinha estourando, eu teria a minha filha agora e pelo o tanto de sangue não sabia se ela chegaria viva ou seu eu permaneceria viva por muito tempo. Me arrastando o quanto conseguia, fui ate a mesinha perto do sofá, consegui pegar o telefone e disquei para o primeiro numero que veio a minha mente.
- Damon... Me ajuda. — minha visão começou a embasar
- Cici? Cecilia? — eu conseguia ouvir sua voz
- Me....Aju..Da.. — minha voz estava fraca e minha visão ficou escura.
Escutei ele gritar meu nome e depois tudo escuridão, não via e nem ouvia nada, ate a dor passou e tudo o que eu pensava era na minha filha.
Notas finais
Deixem os reviews... Quanto mais reviews.. Mais rapido eu volto!!
Beijos
Ate o proximo capitulo!
Fale com o autor