One Night

26 Chegou a hora!


Notas iniciais
Estou de volta com mais um capitulo!
Estão ansiosa para saber o que aconteceu com a Cecilia e a Hannah?!
Então corram para ler o capitulo!!
Espero que gostem!!
Apreciem sem moderações!!

Em alguns momentos eu percebia uma movimentação a minha volta, escutava vozes e ate sentia mãos em mim, mas eu continava no escuro. Eu tentava abrir os olhos, fazer algum movimento, eu tentava colocar a mão em minha barriga, pois precisava ver se minha filha estava bem, só que nada acontecia. Por um momento eu queria ter forças para gritar, perguntar como Hannah estava e me tirar dessa agonia, mas a minha voz não surgia e eu tinha que me contentar com a escuridão e rezar para tudo ficar bem.

Senti uma mudança de temperatura e percebi que já não estava mais em meu apartamento, eu devia estar na rua, entrando na ambulancia talvez, ate que escuto a voz dele e uma esperança domina o meu corpo, ele estava ali e nada ia acontecer, ele tinha prometido. Sua voz estava grave, urgente e ele gritava o meu nome, perguntava como eu estava.

- Cecilia. Meu amor. O que aconteceu? como ela está?

- Conseguimos estancar o sangramento, mas ela precisa ir urgente pro hospital.

- E minha filha?

- Só vamos saber lá.

- Então vamos.

Senti mais movimentação e uma porta ser fechada, eu queria chamar pelo o Damon, queria saber onde ele estava. Mas antes de entrar em desespero, sinto sua mão segurar a minha e ele falar comigo.

- Vai ficar tudo bem. Estou ao seu lado sempre.

Escutei uns barulhos de aparelhos, vozes e o barulho da ambulancia, só que isso não durou muito tempo, pois eu apaguei, a escuridão me levou pra longe, onde eu não podia escutar e nem sentir nada e quando tive forças pra voltar um pouco, eu já estava no hospital, podia escutar a voz da minha medica, a doutora Meredith.

- O que houve, Damon?

- Não sei, ela me ligou desesperada e depois o telefone ficou mudo. Liguei para a ambulancia ir pra lá e quando cheguei ela já estava quase dentro da ambulancia.

- Okey. Vou conversar com o enfermeiro que a atendeu.

A voz de Meredith foi ficando distante, mas eu ainda sentia a mão do Damon na minha. Sua mão suava e eu sabia que ele estava nervoso, eu queria acalma-lo, dizer que eu estava bem e nossa filha tambem, pois eu consegui senti-la, ela mexeu dentro de mim e com mais essa esperança, usei toda a minha força e consegui ir mais adiante, consegui vencer a escuridão e abri os olhos. No começo eu via apenas o teto do hospital, ate que eu virei a cabeça pro lado e vi Damon olhando pra frente, seus olhos não estavam brilhando como antes, ele estava atentos, olhando pra frente, em sua testa tinhas varias rugas de preocupação. Para chamar sua atenção, usei minha pouca força e apertei sua mão, então ele olhou pra mim e sorriu:

- Cici? Meu amor, você acordou.

- No..ssa fi..l..ha?!

- Shiii — ele colocou a mão em minha boca — Não fala nada. Vai ficar tudo bem.

Chegamos em frente a uma porta, eu passei e o Damon ficou, os medicos não deixaram ele entrar. Ele brigou e discutiu, tentou entrar, mas não deixaram.

- Damon? — sussurrei fraca, vendo seu rosto preocupado e nervoso sumir entre as portas

- Calma. — Meredith chegou ao meu lado — Logo você verá ele, mas temos que pensar primeiro em sua filha. Lembra dela? — ela sorriu, mas percebi que estava nervosa

- Não deixe que nada aconteça com ela. Por favor. — eu pedi chorando e já sentindo as minhas forças sumir

- Eu prometi pra você. Ela vai ficar bem.

- Faça tudo o que poder, mas salve ela.

Meredith assentiu com a cabeça e eu pude ver lagrimas brotar de seus olhos. Ela soltou a minha mão e começou a mexer nas coisas, em seu lugar ficou uma enfermeira que olhou pra mim sorrindo, me dando forças, tentei sorrir juntos, mas não consegui e resolvi me entregar a escuridão e tudo apagou, novamente eu não ouvia e nem sentia nada. Assim fiquei por varios minutos e quando voltei a sentir e a escutar, pude ouvir as vozes dos medicos e os barulhos de aparelhos, mas tudo o que eu queria ouvir era o choro da minha filha, queria saber se ela estava bem.

Mas alguns minutos passaram e eu ouvi a voz da Meredith falar:

- Só mais um pouco. Isso. Vamos. — e por fim o choro da minha filha — Ela está bem. Tragam a tesoura aqui. Peguem ela.

O choro da minha filha me deu as forças que eu precisava, consegui voltar a enxergar a claridade e abri os olhos, a enfermeira ao meu lado sorriu e chamou Meredith, que veio com a minha filha nos braços.

- Aqui Cici. Ela está bem. Sua filha. — ela trouxe a minha filha pra perto, onde eu pude ver seu lindo rostinho

- Tão linda. — sorri acariciando sua cabecinha.

- Ela está saudavel, mas tenho que leva-la, ela nasceu fora do tempo.

Assenti sorrindo e vendo Meredith afastar, suspirei aliviada por ver a minha filha forte e saudavel, no fim ela estava bem. Sorrindo eu fechei os olhos, imaginando o rosto de felicidade do Damon, ele pegando nossa filha nos braços, então eu senti uma forte dor na barriga e tudo começou a rodar, ficar turvo, o aparelho ao meu lado começou a apitar e tudo apagou completamente, sem tempo pra pensar ou agir. Mas agora eu não estava com medo, apenas me deixei levar e a escuridão me levou pra longe, onde não teria mais volta.

Só podia ser um sonho, pois a ultima coisa que eu me lembrava era de estar no hospital tendo a minha filha. Mas agora eu me encontrava num lindo jardim, estava sentada num balanço e ia pra cima e pra baixo, com um sorriso que ia de orelha a orelha e apreciando a minha vista. Eu escutava os passarinhos, sentia a brisa do vento em meu rosto e tudo estava em paz, o balanço foi parando aos poucos e ao longe vejo uma linda garotinha vir correndo em minha direção, atrás dela estava um rapaz alto, cabelos escuros e olhos azuis, a menina se aproximou de mim sorrindo e falando:

- Mamãe! Mamãe! — então ela pulou em meu colo — Papai que te dar algo. — ela falou com a voz de criança

- Ah é? O que? — perguntei sorrindo, vendo sua carinha de anjo

- Fala pra ela, papai. — o rapaz se aproximou mais e sentou ao meu lado

- Quer casar comigo? — ele abriu uma caixinha, onde tinha uma aliança linda

Eu sabia quem era eles. Era o Damon e minha filha Hannah. Eu tinha ficado sem palavras, mas quando ia responder, tudo escureceu, Damon sumiu, minha filha sumiu e só restou eu e a escuridão. Tentei correr e gritar, mas só tinha o eco para me fazer companhia e quando estava começando a entrar em desespero, enxerguei uma luz clara bem longe, recuperei o folego e corri ate ela, quanto mais eu me aproximava mais a claridade aumentava, ate eu não conseguir enxergar mais nada, a claridade tinha me cegado, fechei os olhos e quando voltei a abrir, vi um teto branco. Voltei a fechar os olhos e passei a escutar o barulho em minha volta, eu podia ouvir os passarinhos, podia ouvir vozes ao longe, passos e algo fazendo um barulho irritante ao meu lado. Ao perceber que esse barulho era da maquina que controla os batimentos cardiacos, tratei de abrir os olhos e olhar em volta. Passei o olhar lentamente em cada canto, ate chegar num canto onde tinha um sofá e Damon estava dormindo todo encolhido, pois o sofá mal cabia ele. Acabei sorrindo com isso, mas parei logo em seguida, pois a minha barriga doeu e ao pensar nela, me lembrei de minha filha e quando ia abrir a boca para falar algo, vejo a minha mãe entrando no quarto.

- Cici?! — ela veio toda emocionada pra perto de mim

- Mãe. — minha voz saiu grave

- Oh filha, que susto que deu na gente.

- Cadê a minha filha? — perguntei

- Ela está bem. Está na incubadora, ela nasceu prematura, precisa ficar lá ate ganhar o peso ideal.

- Ta. — assenti, tentando assimiliar tudo. — O que ele está fazendo ali? — apontei para o sofá onde Damon ainda dormia

- Ele está ali desde que você veio pro quarto. Só saiu do seu lado pra babar na filha. — ela sorriu voltado seu olhar pra mim

- Você sabe? — perguntei nervosa

- Serena me contou. Já estava na hora, não acha? — ela falou seria, mas depois sorriu passando a mão em minha cabeça

- Desculpa esconder. Tinha tantas coisas envolvida.

- Eu sei filha. Não estou brava.

- A quanto tempo eu estou apagada?

- Dois dias.

- Tudo isso?! — me espantei e acabei falando mais alto, acordando o Damon.

- Meu amor. — ele levantou e veio pro meu lado, dando um beijo em minha testa

- Oi — sorri fraco pra ele

- Como está?

- Acho que bem.

- Vou chamar a medica. — minha mãe me deu um beijo na testa e saiu

- Você parece cansado.

- Que isso. Estou bem.

- Minha mãe falou que você não saiu daqui e isso já faz dois dias.

- Ao seu lado eu ficou quantos dias for.

- Okey — assenti não querendo brigar — E nossa filha?

- É o bebê mais lindo do mundo. Tão pequena, mas tão forte. Parece muito com você.

- Quando eu a vi, achei parecida com você.

- Você não estava enxergando direito, pois ela se parece muito com você. — ele brincou e me deu um selinho

- Queria tanto pega-la no colo

- Logo você vai.

- Você pegou?

- Sim. Fiquei ate com medo de machuca-la.

- Mas você não vai, por que você é o melhor pai. — sorri

Damon sentou na cadeira ao meu lado e ficamos falando sobre a nossa filha, ate que nossa conversa foi interrompida pela a entrada de Meredith e outro medico.

- Boa tarde Cecilia — ela saudou

- Oi Meredith.

- Como está?

- Bem. — sorri

- Então vamos te examinar.

Damon se afastou um pouco e os dois medicos vierem me exminar. Apertaram, apalparam e perguntaram, depois uma enfermeira entrou e tirou o meu sangue, saindo depois sendo acompanhando do medico.

- Tudo normal. — Meredith começou a falar — Vamos ver seu exame de sangue e se tiver tudo em ordem, você recebera alta.

- E minha filha?

- Ela está bem, está ganhando peso rapido, logo ela ganha alta tambem.

- Quando eu poderei vê-la?

- Já pedi que uma enfermeira a traga e você dará de mamar tambem.

- Serio? — perguntei emocionada

- Sim. — ela sorriu concordando

Meredith ficou mais um tempo ali, ate Hannah chegar. Minha filha estava dormindo num bercinho quando chegou ao quarto, sorri emocionada e a enfermeira pegou ela e me deu. Ao senti-la em meus braços foi magico, não tinha nem palavras, acariciei seu rostinho e ela se mexeu, abriu rapidamente os olhos e voltou a fechar, nem tive tempo de ver a cor.

- Oi meu amor. É a mamãe. — ao dizer isso, ela se mexeu toda e se aninhou em meus braços.

Levantei a cabeça sorrindo com os olhos cheio de lagrimas, Damon se aproximou e sentou ao meu lado, me abraçando e babando em nossa filha comigo. A porta se abriu e eu olhei pra ver quem era, Elena e Stefan entravam no quarto, os dois choravam e sorriam, Elena trazia uma camera na mão.

- A madrinha veio tirar foto — ela disse baixo pra não acordar Hannah.

Eu sorri mais ainda e me ajeitei, Damon se ajeitou ao meu lado e Elena tirou foto, depois Stefan veio para o meu outro lado e Elena tirou mais uma foto, quando ia ser a vez dela, meu pai entrou e tirou a foto. Mas já estava na hora de dar de mama, Hannah já estava começando a reclamar, então deixamos as fotos pra depois. Enquanto eu dava de mamar, o que era uma sensação incrivel, iamos conversando, agora no quarto estavam os meus pais, Elena, Stefan e os pais do Damon. Conversamos sobre tudo, desde a minha entrada no hospital ate agora e depois que eu terminei de dar mama e minha filha ter ido pra incubadora, foi que veio a pergunta que todos queriam saber:

- O que houve para acontecer tudo isso? — quem perguntou foi minha mãe

- Bom — respirei fundo — Eu recebi uma visita nessa dia.

- Rebecah. — Stefan, Elena e Damon falaram juntos, fazendo meus pais e meus sogros olharem

- Sim, Rebecah foi lá em casa. Veio me enfretar, me ameaçar por causa do Damon. Acabamos brigando e eu falando demais, quando eu falei que o pai da minha filha era o Damon, ela perdeu a cabeça, veio pra cima de mim e me empurrou na parede e o fim todos sabem.

- Ela te deixou lá sangrando? — Elena esbravejou, quase gritando

- Sim.

- Eu mato ela. — Elena disse brava, indo pra porta

- Você não vai a lugar nenhum — Stefan a segurou

- Deixa ela pra lá, Lena.

- Claro que não, o que ela fez não se faz.

- Elena, esqueça ela. Cecilia tem razão, deixa ela pra lá. — Damon concordou comigo

- Sim, vamos deixar ela pra lá. Mas se ela voltar a se aproximar da minha filha ou da minha neta, vou jogar um processo nela ou ate mesmo coloca-la na cadeia.

- Calma pai, não é pra tanto.

Mas meu pai não me deu ouvidos, ele estava serio e a Rebecah que se cuidasse agora. Olhei para a minha familia e sorri, depois de tudo, estavamos bem e feliz. Acabei bocejando e isso fez com que Damon espulsassem todos dali, pois eu precisava descansar.

Cada um veio me dar um beijo antes de sair, desejando uma boa recuperação e foram embora, ficando apenas Damon ali comigo.

- Você não acha que tem que ir pra casa desncasar não? — disse seria encarando meu namorado

- Não vou sair do seu lado

- Eu já estou bem, meu amor. — disse balancando a cabeça — Vá pra casa, descanse e amanha você volta.

- Não. — ele disse serio

- Por favor, por mim. — pedi fazendo bico e por um tempo ele se manteve firme, mas não resistiu e concordou

- Okey. Mas eu vou deixar seu celular aqui do lado e qualquer coisa é só me ligar.

- Damon — o chamei seria — eu estou num hospital, nada vai me acontecer.

- Eu sei, mas é só pra me deixar relaxado.

- Okey meu amor. — balancei a cabeça

- Vou falar com Meredith antes de ir.

- Ta.

Assenti com a cabeça e ele me deu um beijo intenso, me tirando ate o folego. Sorri vendo o ir embora, depois repousei a minha cabeça no travesseiro e fechei os olhos, me entregando ao cansaço.

Notas finais
E ai??? O que acharam?? Estão suspirando mais aliviadas?!
Será que os problemas acabaram??
Não esqueçam dos Reviews!!
Ate o proximo capitulo!!
Beijos'