One More Time
4 Capítulo 3 - Saving Hope
Notas iniciais
Ai está o cap novo, espero que gostem
Depois de uma tarde no shopping e ter comido quase todas as batatas do Mc Donalds de tanto que Damon enfiava na minha boca entramos para ver o filme do qual nem vi o nome. Ele queria que nós fossemos novamente um casal normal e eu tentava fazer tudo por ele mas por dentro eu não estava nada bem, meu pensamento era na minha filha. Comemos pipoca e assim que terminou o filme do qual Damon riu completamente inteiro saímos de mãos dadas e fomos em direção ao nosso carro. Ele comentava sobre o filme durante o caminho e eu ria sem vontade mas sem que ele percebesse. Assim que entramos em casa minha depressão voltou, fui até a cozinha e peguei um copo a garrafa na geladeira me servindo em um copo.
—Vou tomar um banho meu anjo... Assim que sair podemos nos deitar e ver aquele seriado Friends—ele sabia que eu amava demais e tinha o box completo de todas as temporadas, foi seu primeiro presente de namoro para mim—É só o tempo de eu me trocar e te chamo—sorriu e beijou o topo de minha cabeça, assenti e o vi subir as escadas. Por mais que ele quisesse mostrar que seríamos um casal normal de novo eu não acreditava nisso, essa realidade estava longe. Subi as escadas e passei pelo corredor e fui até a porta que ficava no final, uma porta branca onde o nome Mia estava escrito em rosa, girei a maçaneta e entrei me sentando na minha poltrona, peguei seu sapatinho e como sempre chorei sem medo, solucei com aquela imagem.
—Amor cadê meu...—Damon estava de cueca no corredor e me viu no quarto passando as mãos no cabelo e bufando entrou —De novo? Eu te levo para uma tarde completa de alegria, de distrações e você passa bem ai é isso que acontece? Você se entrega ao seu choro novamente? Eu simplesmente não aguento mais...
—Alegrias para você—digo o olhando—não me diverti, aliás não me divirto mais eu só tentei te agradar, para com isso... Eu quero estar aqui, porque eu amo a minha filha.
—Elena, ela está morta! Aceita isso... Eu não aguento mais ficar ao lado de uma mulher inválida que não aceita a realidade—o mobile tocava a mesma música de ninar e ele estava se revoltando—eu estou de saco cheio—pegou o mobile que eram elefantinhos rosas que subiam e desciam em rodas e o jogou na parede o quebrando sem conserto, gritei em desespero.
—Seu idiota, você quebrou... Ah meu Deus—me ajoelhei e peguei o brinquedo, estava chorando.—Some daqui, some... Seu monstro... monstro
—É o que eu vou fazer, e sabe de uma coisa... Quero a minha Elena de volta... A minha Elena, você é um projeto de tristeza que eu desconheço... E agradeça que eu não quebrei tudo!—ele saiu da minha frente e eu me apoiei no sofá ouvindo meus soluços de desespero, ouvir aquilo tudo só me fez mal. Fui até o telefone em forma de bailarina e liguei para a minha amiga.
—Elena, o que foi?—atendeu depressa
—Caroline, me ajuda... Ele quebrou o mobile da Mia, ele quebrou... O que eu vou fazer agora amiga? A Mia não dorme sem música ela não vai aguentar ficar sem seus elefantinhos, ela só vai me dar trabalho...—chorei
—Ah meu Deus Elena, cadê o Damon?
—Sumiu, me ajuda... Minha filha vai chorar
—Estou indo ai—Como ela era a minha vizinha, não demorou para que ela entrasse no quarto de Mia e se ajoelhasse ao meu lado me vendo caída no chão.
—Ah minha amiga... Ah meu Deus—me abraçou e ficou ali comigo acariciando minha cabeça enquanto eu chorava sem parar ....—Shhh vai passar meu anjo, vai passar—beijou o topo da minha cabeça. Stefan apareceu na porta e nos olhou, Stefan me ajudou a levantar, com muito cuidado minha amiga me ajudou no banho e depois me deitou na cama e me cobriu, esperou que eu pegasse no sono.
Depois de um tempo, acordei e pude ver ela deitada ao meu lado dormindo, aproveitei seu sono pesado e vi que Stefan não estava mais ali. Fui até o banheiro e peguei três vidros de comprimidos calmantes e tomei de uma vez, não demorou que desmaiasse no chão.
Damon
Tinha perdido as contas de quantas horas estava ali com April, havíamos nos encontrado e eu ria muito com nossa conversa, além dela ser muito atraente estava dando em cima de mim descaradamente. Eu sendo homem e estando sem sexo a mais de três meses estava quase ficando louco ali com ela. Sem contar na briga que havia tido com Elena, quebrei aquele mobile querendo quebrar o quarto inteiro, estava muito triste pelo que tinha dito pra ela. Eu a ofendi, tinha que ter mais paciência com ela.
—Ah sr... Desculpa, Damon—ela se corrigiu depois que eu já havia pedido para parar com essa de senhor Damon—Eu não acredito que nunca tenha vindo nesse barzinho
—Elena não gosta muito dessas coisas—disse, e realmente ela não gostava de sair para barzinhos quando começamos a namorar, e eu não ligava para isso
—Ah sim... Elena o seu problema—meu celular vibrou no meu bolso e eu pedi para que ela aguardasse um minuto, peguei meu celular e atendi a voz de Caroline desesperada.
—O que foi Caroline?
—Estamos no hospital... Elena ingeriu três tipos de calmantes quando eu adormeci e esta desacordada na cama de hospital... Ah Damon eu não sei mais o que fazer, eu quero a minha amiga!—chorava
—Ah não, não... Quero minha esposa Car... Estou indo para ai ... Onde estão? Saving Hope?
—Sim... Vem depressa, eu e Stefan estamos aqui na recepção
—Certo... Estou indo ai. —desliguei—April tenho que ir, me desculpe mas houve um problema
—Ah sim, pode ir, mas quero que saiba que se precisar estarei aqui e adoraria ser a solução de seus problemas, pense no fato dela estar acabando com a sua vida. —assenti e sai depressa.
Ver minha esposa mais que magra cheia de tubo no nariz e soro na veia me fez sentar na cadeira do corredor do outro lado do vidro, abaixar a cabeça e chorar em silêncio.
Elena
—A senhorita sabia que poderia ter se matado?—um homem de cabelos lisos e cheios, um nariz definido, olhos castanhos e um corpo na medida me olhava atentamente.—Elijah Mikaelson... Prazer...
—Quando posso ir embora?—o ignorei e tossi me sentindo fraca
—Sorte que vai poder ir embora logo, mas quase que não foi para outro lugar pior... Eu vou te dar alta daqui a pouco.—olhou meu prontuário—Você perdeu um bebê a três meses atrás, estava de sete meses...—fechei os olhos—mas você tem que viver e se cuidar, as coisas acontecem e temos que aceitar.
—Você nem tem ideia de como isso é ruim, você não viveu isso
—É tem razão...
—Então não fale o que não sabe
—Foi pior, perdi um filho de quatro anos e uma mulher que estava casado há três anos... Então Elena Gilbert, eu sei muito bem o que eu falo!—saiu do quarto me deixando completamente estática com sua história
—Elena, o que eu falo pra você?—Damon entrou bravo
—Não quero papo—disse séria
—Não, eu só quero que pare com isso... Ou eu te interno
—Elena, fiz uma receita e acredito que a medicação vai retirar o efeito, qualquer coisa pode me ligar... Esse é meu telefone—Elijah me entregou o seu cartão e assinou minha alta—Pode me telefonar quando precisar
—Desculpa pelo que...
—Tudo bem!
—Vamos Elena, quando chegarmos em casa vamos ter uma conversa definitiva!—Damon me disse olhando em meus olhos e eu o encarei por um momento.
Notas finais
Qual será a conversa definitiva que o Damon quer ter com ela?
Comentem e digam o que estão achando.
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