One More Time
5 Capítulo 4 - A Time
Notas iniciais
Cap novo para vocês, espero que gostem...
Damon
Eu realmente não queria chegar a uma decisão tão definitiva como essa, mas Elena não tinha me deixado outra escolha. Ela precisou passar dois dias no hospital depois da sua última tentativa de suicídio e precisou fazer uma lavagem estomacal para poder retirar todos os calmantes do seu organismo, segundo o doutor Mikaelson, ela teve muita sorte dessa vez.
- Chegamos! Lar, doce lar – abri a porta do quarto, minha esposa passou sem nem ao menos olhar e já estava se dirgindo as escadas, não precisava pensar muito para concluir aonde ela estava indo – Pode ir parando bem ai!
- Já basta você ter ameaçando quebrar todo o quarto a Mia, agora vai querer me impedir de ir até lá – cruzou os braços e ficou me encarando.
- Eu disse que precisávamos ter uma conversa definitiva quando chegássemos em casa – lembrei – E é exatamente isso que iremos fazer agora.
Elena apenas desceu os degraus que já tinha subido e se sentou no enorme sofá branco que tinhamos na sala. Ficou esperando que eu falasse alguma coisa.
- Olha, Lena, vai ser muito difícil isso que eu tenho para te falar – comecei, calmamente – Mas não está dando mais, precisamos de um tempo.
- Como é? — me olhou em dúvida – Você está querendo me largar, é isso mesmo que eu estou ouvindo?
- Não foi isso que eu disse, apenas preciso de um tempo – passei a mão pelos cabelos – Acho que isso vai ser o melhor para nós dois.
- Claro que esse não é o melhor para nós dois – podia ver algumas lágrimas escolhendo pelos seus olhos – O melhor é estarmos juntos. Foi isso que o psicologo falou, para permanecermos juntos e assim superar a perda do nosso bebê.
- Eu tentei isso, Elena, todo mundo viu isso – falei – É você quem parece não querer superar. Já perdi as contas das vezes que eu chamei você para sairmos, ver um filme, namorar como um casal normal e até para desmanchar o quarto da Mia e dar todas essas coisas para uma instituição de caridade, mas você simplesmente finge que não me ouve.
- Você acha que isso tudo é fácil para mim? — agora ela estava brincando – Um dia eu estava aqui esperando a chegada da minha primeira filha e no outro ela simplesmente não existia mais. Estou tentando ser forte, mas é difícil.
- Da mesma maneira que é difícil ver a minha esposa definhando aos pouquinhos – argumentei – Por isso estou indo embora.
- Espera, Damon – segurou o meu pulso – Eu vou tentar, prometo. Vou fazer de tudo para sermos um casal normal novamente.
- Já ouvi essa promessa uma vez, Elena e depois disso você foi parar no hospital depois de tomar vários calmantes – balancei a cabeça negativamente – E mesmo que você tente denovo não vai conseguir, só quero evitar que uma outra tragédia aconteça.
- Não! Não! Não! — se jogou no chão e começou a bater as duas mãos com os punhos fechados – Você não pode fazer isso, Damon! Já perdi a minha filha, não posso perder o meu marido também!
Eu me ajoelhei ficando na sua altura e levantei seu rosto para que me olhasse melhor.
- Você não está me perdendo, Lena! — limpei as lágrimas que estavam caindo dos seus olhos – Mas esse tempo vai ser bom para pensarmos em tudo que vem acontecendo.
- E você não pode pensar nisso tudo aqui em casa? — perguntou, vê-la daquele jeito me cortava o coração, mas não tinha jeito.
- Não torne tudo mais difícil do que já é, Elena – pedi fechando os olhos – Só estou fazendo isso por que eu te amo.
- Se você me amasse de verdade, não estaria pensando em ir embora – deu um longo suspiro.
Dei um beijo no topo da sua cabeça antes de me levantar e subir as escadas. Peguei uma mala pequena e comecei a pegar algumas das minhas roupas, não esvaziei todo o meu lado do guarda-roupa pois seria um choque muito grande.
Quando voltei para a sala Elena estava sentada no sofá encarando os próprios pés, pelo menos ela não estava trancada no quarto da Mia como fazia todos os dias nos últimos dois meses. Assim que ouviu os meus passos se virou na minha direção.
- Essa é mesmo a sua decisão final? — perguntou – Vai mesmo destruir nosso relacionamento como se esses últimos seis anos nunca tivesse acontecido?
Dei um longo suspiro. Ia tentar explicar que não estava acabando com o nosso casamento, mas não iria adiantar nada, quando ela estivesse mais calma conversaríamos melhor.
- Não vou para tão longe assim, vou ficar na casa do Stefan – expliquei – E eu pedi para a Caroline ficar aqui com você, pelo menos nos primeiros dias.
- Para evitar que eu tente me matar novamente – sussurrou.
- Exatamente! — decidi ser sincero – Vou ficar esperando até a Car chegar, ela não deve demorar muito.
Como eu tinha previsto, menos de dez minutos depois minhas cunhada estava tocando a campainha. Abri a porta e ela entrou trazendo a sua mala rosa de rodinha.
- Muito obrigada por ficar aqui, Caroline – comentei com ela.
- Não tem problema, Elena é minha melhor amiga e quero fazer tudo que estiver ao meu alcance para ajudá-la – afirmou – E cuida do Stefan para mim.
- Pode deixar, cunhadinha, não vou deixar o Stef fazer nenhum tipo de bobagem – garanti – Tchau, Lena – acenei, mas ela fingiu que não estava me vendo.
Meu irmão estava me esperando com a porta de casa aberta. Quando entrei na sala ele deu um tapinha de leve nas minhas costas.
- Não fica com essa cara, Damon – disse – Tenho certeza de que logo vocês dois vão se acertar.
- Assim eu espero – dei um longo suspiro – Não era a minha intenção sair de casa, ainda mais com a Lena sensível desse jeito com a perda do nosso bebê, mas a situação estava ficando crítica e...
- Eu sei, Damon – Stefan me interrompeu – Bom, o quarto de hospedes já está pronto para você. Pode colocar as suas coisas lá se quiser.
- Certo! Obrigado, Stefan – balancei a cabeça afirmativamente antes de me dirigir ao andar de cima da casa.
O quarto era bem espaçoso com uma cama de casal, um armário e um banheiro só para mim. Terminei de arrumar as minhas coisas quando ouvi o meu celular tocando e fui atender.
- Alô! — disse atendendo o aparelho – Damon Salvatore falando.
- Damon, aqui é a April! — ouvi a voz da minha secretária do outro lado da linha – Só queria saber se está tudo bem com o senhor, já que não foi trabalhar hoje.
- Estou bem sim! — afirmei – É que eu ainda estava no hospital com a Elena, mas ela já recebeu alta e foi para casa hoje.
- Claro, a Elena – ela deu um longo suspiro – E pelo jeito ela continua te dando os problemas de sempre.
- Eu sai de casa – decidi falar – Pedi um tempo para ela.
- Oh! eu sinto muito – não parecia estava sendo sincera – Sabe, se precisar de alguma distração pode vir ao meu apartamento, estava esperando uma amiga, mas ela não pode vir e vou ficar aqui sozinha.
Meu primeiro pensamento foi dizer não, isso não seria justo com Elena, principalmente pelo fato de que April sempre dá em cima de mim. Mas por outro lado seria uma boa ideia me distrair um pouco.
- Vou sim, April – respondi, por fim.
- Perfeito! — pareceu bem satisfeita – Anota meu endereço, vou estar te esperando aqui.
Peguei um papel e anotei o endereço dela antes de desligar o telefone. Quando cheguei a sala Stefan estava saindo da cozinha.
- Sabe, a Car deixou vários potes de comida congelada para a gente – disse – Mas eu estava pensando em pedirmos uma pizza, o que acha?
- Não vou jantar aqui com você, Stef – avisei – Vou dar uma volta, vou até a casa de April.
- April, a sua secretária? — balancei a cabeça afirmativamente – Tem certeza de que isso é uma boa ideia? Você estava dizendo que não quer se separar definitivamente de Elena e vai sair com a sua secretária que obviamente é afim de você.
- Nós só vamos conversar – garanti – Pode ficar tranquilo, cara, eu sei muito bem me cuidar.
- Se você diz – deu de ombro – Só não quero que você faça alguma coisa da qual vai se arrepender depois.
- Eu tenho bastante juízo, Stefan – coloquei a mão sob o seu ombro – Não devo demorar muito, mas não precisa me esperar.
O apartamento de April não ficava muito longe da minha casa. Era um prédio de três andares e ela morava no último andar, toquei a campainha e não demorou muito para ouvir o barulho da chave.
- Oi, Damon! — sorriu antes de me abraçar – Você veio mesmo!
Eu e a olhei de cima a baixo, estava usando uma blusa regata e um short jeans bem curtinho.
- Claro, achou mesmo que eu não viria – disse – Eu costumo cumprir todas as minhas promessas.
- Bom saber disso – abriu espaço que me permitiu ver um pedaço da sua sala – Mas entre, por favor!
Indicou o sofá de dois lugares para que eu me sentasse. April foi até a cozinha e trouxe uma garrafa de vinho e duas taças.
- Você pode abrir isso para mim? — pediu me entregando a garrafa – Nunca fui boa em abrir essas coisas.
- Agora mesmo! — retirei a rolha e coloquei um pouco de vinho em cada uma das taças – É uma pena a sua amiga não poder ter vindo.
- Pois é, mas terão outras oportunidades – avisou antes de tomar um gole da sua bebida – Eu encomendei uma lasanha para o jantar, está lá na cozinha. Quer um pedaço?
- Não estou com fome, obrigado – avisei – Vamos apenas beber.
Tomamos toda a garrafa e logo April veio com outras, que também terminamos rapidamente. Estava começando a me sentir um pouco tonto e o fato de não ter comido nada também ajudava.
- Mas me diga uma coisa, Damon – ela pediu – Por que foi que você decidiu deixar a sua esposa?
- Eu não deixei a Elena, exatamente, foi só um tempo – expliquei mais uma vez – Acontece que as coisas não estão bem entre nós desde que perdemos o nosso bebê.
- Sei muito bem disso – concordou com a cabeça.
- Você pode estar me achando um insensível, já que a Lena ainda está sensível com tudo que aconteceu – comentei – Mas já passaram mais de dois meses, sei que a saudade nunca vai passar, mas ela não precisa ficar nessa obseção toda. Acredita que ela manteve o quarto que montamos para a Mia e vai até lá todos os dias.
- Essa Elena é mesmo uma boba – começou a passar a mão por dentro da minha camisa – Tem um marido maravilhoso quanto você e está te deixando escapar pelos dedos.
- O que eu mais tenho saudades é do sexo – nem sei por que eu falei isso, devo estar mesmo muito bêbado – Costumávamos transar sempre, mesmo quando ela engravidou, mas agora não tenho mais nada.
Sem mais nada ela me beijou. A principio eu não fiz nada, mas então coloquei o braço em torno da sua cintura e a puxei para o meu colo. April começou a descer os lábios pelo meu pescoço e começou a abrir os botões da minha camisa, um por um, quando terminou a jogou no chão, fazendo o mesmo com a minha calça em seguida.
Retirou a minha cueca e deu um beijo no meu membro, me fazendo soltar o alto gemido. Ela não precisou de mais nada para colocá-lo todo dentro da boca e começar os movimentos de vai e vem utilizando os dentes em alguns momentos, aquilo era mesmo incrível. Não demorou muito para eu chegar ao ápice.
- E então, o que achou? — perguntou abrindo um sorriso divertido.
- Incrível! — foi tudo que eu consegui dizer, acho que não tinha ideia o quanto estava precisando mesmo de sexo.
- Pois saiba que você pode ter isso sempre – contornou os meus lábios com a ponta dos dedos – É só você querer.
Voltei a beijá-la e a fiz deitar no sofá, ficando por cima dela. Arranquei suas roupas rapidamente e a penetrei de uma só vez, estava descarregando todas as minhas frustrações naqueles movimentos. Quando terminamos estávamos deitados exaustos e, é claro que a culpa começou a bater.
- Preciso ir embora – me sentei e comecei a pegar a minha roupa.
- Mas já? — ela me abraçou por trás – Fica mais um pouco, ou melhor, dorme aqui comigo.
- Não posso, meu irmão está me esperando, vai acabar ficando preocupado com a minha demora – já estava vestindo a minha calça.
- Certo! — cruzou os braços e ficou me encarando.
- Olha, April, o que aconteceu aqui agora foi maravilhoso, mas não vai se repetir – avisei – Eu realmente amo a Elena e quero que o nosso casamento volte ao normal.
- Se é o que você quer, não posso fazer nada – deu de ombros – Mas saiba que qualquer coisa eu vou estar aqui te esperando.
Eu abri a porta e fui embora na mesma hora.
- Damon Salvatore, você é um grande idiota! — dei um soco no volante no momento em que entrei no meu carro.
Nunca tinha transado com nenhuma outra mulher que não fosse a minha esposa, não acredito que tinha sido tão fraca a esse ponto. Lena nunca vai poder saber disso ou então ela nunca mais irá me perdoar mesmo.
Notas finais
Quem ai está querendo matar o Damon? Será que a Lena vai descobrir?
Comentem e digam o que estão achando.
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