One More Time
3 Capítulo 2 - I am also suffering
Notas iniciais
Damon
Só consegui sair para o trabalho depois que Caroline chegou para ficar com Elena. Não queria deixá-la sozinha por nenhum um minuto sequer desde que a encontrei caída no banheiro com os dois pulsos cortados, já perdi minha filha, não posso perder a minha esposa também.
Todos ficam sempre me lembrando o quanto eu preciso ter paciência com ela e o quanto a perda de um bebê é difícil de superar. Isso é tudo que eu tenho feito nos últimos dois meses, mas às vezes parece que Lena não quer a minha ajuda, não sei de casa e se deixar fica um dia inteiro no quarto que tínhamos arrumado para a nossa filha. Além disso ela age como se eu não me importasse com a morte de Mia e é muito pelo contrário, ainda sofro todos os dias com o que aconteceu e está cada vez mais difícil me fazer de forte na frente dela.
O transito não estava muito cheio aquela manhã e não demorou muito para eu chegar a Lincoln's LTDA, comecei a trabalhar na empresa quando ainda estava na faculdade, e quando ainda era estágiario comecei a ganhar a confiança de Lincoln, meu chefe, que sempre disse o quanto eu era dedicado ao que fazia, quando eu me formei ele me ofereceu um emprego na diretoria e eu aceitei na mesma hora, afinal, eu e Elena estávamos começando a formar uma família.
- Bom dia, April – cumprimentei a minha secretária – Tem algum recado para mim? Alguém ligou?
- Bom dia, senhor Salvatore! — ela abriu um enrome sorriso para mim – Não tem nenhum recado, mas o senhor me pediu para te lembrar da reunião hoje as duas da tarde.
April é uma jovem muito bonita, não deve ter mais do que 18 anos, mas isso não impede que eu não admire a sua beleza. Tem os cabelos pretos formando pequenos cachos, a pele branca e os olhos profundamente azuis, imagino que fora daqui deve ter vários caras atrás dela.
- Muito obrigado por me lembrar, April – afirmei com a cabeça – Se alguém me ligar transfira a ligação imediatamente, principalmente se for da minha casa.
- Está bem! — completou.
Entrei na minha sala e liguei o computador. O papel de parede é uma foto minha e de Elena na praia de Santa Barbara na nossa lua de mel, eu a abraçava por trás com as duas mãos em sua barriga de três meses de gravidez, que estava começando a aparecer, ambos estávamos com um enorme sorriso, não poderiamos estar mais felizes.
Uma lágrima involuntária caiu dos meus olhos. Ainda me lembro do dia em que fiquei sabendo que iria ser pai.
*Flash Back*
Parei o carro na garagem de casa e dei um enorme suspiro. Estava exausto por causa do dia de trabalho e só de pensar que ainda preciso preparar o meu jantar me deixava ainda mais cansado, essa é desvantagem de se morar sozinho.
Quando entrei na sala senti um cheiro muito bom vindo da cozinha. No inicio achei que fosse meu estômago me pregando um peça, mas quando cheguei ao outro cômodo lá estava minha namorada mexendo a panela de molho.
- Oi, meu amor! — se aproximou e me deu um selinho – Espero que não se importe de eu ter entrando, mas queria começar a fazer o jantar antes de você chegar.
- Claro que não me importo, Lena, te dei uma cópia da chave para você ter acesso lire a minha casa – garanti me aproximando do fogão – Será que eu posso saber o que você está preparando? O cheiro está incrível!
- Pedi para a minha mãe a receita daquele macarrão que eu sei que você ama – pegou um pouco de molho com a colher e me deu para provar – Espero que esteja tão bom quanto o dela.
- Está sim, pode ter certeza! — afirmei – E qual o motivo desse jantar sem mais nem menos? Não me diga que hoje é nosso aniversário de namoro?
- Não, Damon, hoje não é nosso aniversário – ela não pode deixar de sorrir – Tudo que eu posso dizer por enquanto é que essa noite será mais do que especial, para nós dois.
- Você está mesmo querendo me deixar curioso, não é senhorita Gilbert? — a puxei para mais perto de mim – Você é muito má.
- Não sou má, apenas sai guardar segredo! — passou a mão pelo meu rosto – Diferente de certas pessoas. Ainda me lembro quando você me deu o meu presente uma semana antes do meu aniversário por que não ia aguentar esperar.
Ficou na ponta dos pés para me dar um selinho, mas eu não a deixei se afastar depois disso aprofundando o nosso beijo. Quando nos separamos ela estava sorrindo.
- Por que você não vai tomar um banho enquanto eu termino as coisas aqui? — sugeriu.
E foi o que eu fiz. Tomei uma rápida ducha para tirar a sujeira que se acumulou durante o dia e coloquei uma roupa bem confortável. Quando voltei para o andar debaixo da casa Elena já tinha colocado os pratos, os talhares e as duas taças com suco de uva em cima da mesa, agora trazia uma travessa com macarrão e depois o molho.
- Está tudo lindo! — comentei enquanto puxava a cadeira para ela se sentar – Vamos comer logo, estou com fome.
- Eu também estou com fome – confirmou.
Começemos a comer, estava tudo uma delícia, da mesma maneira que a senhora Gilbert fazia quando éramos crianças. Ela me perguntou como foi o dia na emprea e ela também me contou como estavam indo as coisas na escola aonde ela está estagiando como auxiliar da educação infantil, Lena sempre gostou de crianças e tenho certeza de que será uma ótima mãe um dia.
Depois de terminamos o prato principal ela trouxe a sobremesa, sorvete de passas ao rum com calda de caramelo, o meu favorito.
- O jantar foi mesmo maravilhoso – comentei enquanto a ajudava a levar a coisas de volta para a cozinha – Mas você não vai mesmo me dizer o que vai tornar essa noite especial?
- Tudo bem, eu vou falar, acho que já te torturei o suficiente – avisou – Espera aqui, tenho uma coisa para te dar.
Ela voltou pouco segundo depois com uma pequena caixa de papelão na mão e me entregou. Eu a abri e encontrei um par de sapatos de tricô cor-de-rosa, eram tão pequenos que só caberiam em uma boneca ou então em um bebê recém-nascido.
- Bom, eu ainda não sei exatamente se é ele ou ela, mas tenho certeza de que é uma menina – explicou – Dizem que dá sorte, então...
- Lena! — foi tudo que eu consegui dizer, uma de suas mãos estava pousada em sua barriga – Você está falando sério?
- Sim, Damon – afirmou com a cabeça – Já tinha alguns dias que eu estou desconfiada, mas só tive 100% de certeza hoje. Você é a primeira pessoa que está sabendo, não falei nem com Caroline ainda.
- Uau! — foi tudo que eu consegui dizer, ainda estava meio em estado de choque, afinal não é todo dia que se fica sabendo que vai ser pai.
- Você não parece tão feliz assim – ficou encarando os próprios pés – Mas eu quero que você saiba que eu já amo esse bebê e vou ficar com ele ou com ela mesmo que você não queira, não sou uma inutil, posso criar de uma criança sozinha.
- Eu nunca disse isso, Lena, só estou um pouco surpreso – a peguei no colo e dei uma volta de 360º graus – Essa foi a melhor noticia eu já ouvi em toda a minha vida.
- Sério mesmo? — perguntou.
- Claro que sim, Lena! Eu te amo e essa criança é a maior prova disso – passei a mão na barriga dela – E eu quero fazer tudo direito. Elena Gilbert, você aceita se casar comigo?
- Casar? — me olhou totalmente surpresa – Damon, você não precisa fazer isso só por que eu estou grávida!
- Já queria fazer isso há algum tempo, saber da sua gravidez só me deu um incentivo a mais – garanti – E então, o que você me diz?
- Sim, claro que sim! — respondeu logo em seguida – É claro que eu aceito me casar com você, Damon Salvatore!
Puxei seu rosto para mais perto de mim e a beijei mais uma vez. Eu ia me casar com a mulher que eu amo e teriamos um filho dentro de poucos meses, nada poderia ser mais perfeito.
*Fim do Flash Back*
Aquele certamente foi o dia mais feliz da minha vida. Acompanhar minha filha crescendo um pouquinho a cada dia e no dia em que eu ouvi seu coraçãozinho pela primeira vez eu chorei. Desde o inicio tinhamos decidido que, se fosse uma menina, ela se chamaria Mia, que era o nome da boneca favorita de Elena e quando confirmamos isso tudo que foi preciso fazer foi começar a arrumar tudo para a sua chegada. Não tenho a menor dúvida de que nossa filha teria sido a criança mais amada do mundo.
Tem momentos que eu não consigo acreditar que tudo simplesmente acabou, ainda parece tudo muito surreal para mim, o bebê simplesmente morre e todos os meses de espera simplesmente foram em vão. Ainda tenho esperanças de que vamos ter outros filhos e eles irão nos ajudar a superar um pouco da dor que estámos sentindo, é claro que ninguém nunca irá substituir totalmente a nossa pequena Mia, tenho pela consciência disso.
Decidi parar de pensar um pouco em Elena e Mia e comecei a trabalhar. Depois do almoço e estava me preparando para a minha reunião quando o meu celular começou a tocar, era o número de casa e atendia imediatamente.
- Alô! — disse na mesma hora em que atendi.
- Damon, sou eu! — escutei a voz da minha cunhada do outro lado da linha – Não sei como te dizer isso, mas eu não sei aonde a Lena está!
- Não sabe aonde a Lena está? — gritei mais alto do que estava planejando – Como é que é que isso foi aconteceu, Car? Eu te pedi para ficar de olho nela.
- Eu precisei ir em casa, pegar um livro para fazer o meu trabalho da faculdade – explicou – Elena estava deitada na cadeira do quarto da Mia como sempre e achei que não fosse sair de lá tão cedo e eu disse a ela que não demorava. Só que quando eu cheguei ela não estava mais lá e não está em lugar nenhum da casa também.
Passei a mão nervosamente pelo cabelo, se dependesse de mim eu tinha desmanchado aquele quarto no dia seguinte quando voltamos do hospital, mas o psicologo que falou comigo aconselhou que eu tinha que esperar a própria Elena sentir vontade da fazer isso, só assim ela superaria a perda da nossa filha. Só que ficar o dia inteiro lá dentro olhando aquelas coisas de bebê que nunca foram usadas só está fazendo mal a ela e eu não aguento mais isso.
- Tudo bem, Caroline, não adianta nada eu ficar aqui gritando com você! — disse por fim – Bate na porta de todos os vizinhos e pergunte se eles viram a Elena eu vou procurar ela pelo bairro. Tenho certeza de que ela não deve ter ido muito longe.
- Certo! — concordou – Vou ligar para o Stefan, ele também pode ajudar.
Desliguei o aparelho e o coloquei no bolso da calça juntamente com a carteira.
- April, por favor, remarque a minha reunião para amanhã na mesa hora – pedi – Tenho que resolver um problema em casa, urgente!
- Está bem, senhor Salvatore – nem ao menos me virei para olhá-la, já estava me dirigindo ao elevador.
Peguei o meu carro e dirigi o mais rápido que o limite de velocidade me permitia. Aonde será que Elena estava? Meu maior medo é que ela tenha tentado cometer outra loucura.
Elena
No momento em que Caroline avisou que daria uma saída, tudo que conseguir pensar que eu precisava fazer a mesma coisa, mas teria que ser rápida e ir antes de minha amiga voltar, precisava ficar um pouco sozinha e ela não me deixa fazer isso nunca.
No momento em que coloquei os meus pés na soleira da porta e senti o vento bater no meu rosto me senti bem melhor, talvez fosse tudo que eu precisasse. Comecei a andar tranquilamente e avistei uma das nossas vizinhas carregadas de sacola de compra.
- Olá, Isabele! — a cumprimentei – Quanto tempo que eu não te vejo.
- Olá, Elena! — ela me deu um simpático sorriso – Realmente, precisamos dar uma passada para visitar você e Damon. Como é que você se sentindo?
Sempre que eu encontrava alguém que sabia do que tinha acontecido me fazia essa pergunta. Já estava ficando cansada disso.
- Estou muito bem! — menti, para ser sincera acho que nunca mais vou estar bem outra vez.
- É muito bom ouvir isso – comentou – Bom, eu preciso ir, o chefe do Joe vai jantar lá em casa hoje e tudo precisa estar mais do que perfeito. Mas foi muito bem te ver novamente, Elena.
Observei ela continuar caminhando até desaparecer na curva da esquina e voltei a andar tranquilamente. Foi quando eu observei uma pracinha, tinham várias crianças brincando e rindo muito e sendo observadas atentamente por suas babás, decidi me sentar em dos bancos de concreto e fiquei ali admirando aquela cena, já perdi as contas de quantas vezes eu imaginei Mia com os seus amiguinhos, da mesma maneira que eu, Caroline e Stefan quando éramos pequenos.
- Com licença, será que posso me sentar aqui? — uma mulher que não devia ser muito mais velha do que eu parou eu meu lado, ela estava empurrando um carrinho de bebê cor-rosa.
- Claro que pode sentar – afirmei, dei uma rápida olhada no carrinho, uma meninha de no máximo três meses dormia como se não tivesse nada ao seu redor – A sua filha é muito linda! Qual o nome dela?
- Obrigada! O nome dela e Cecily – respondeu – Eu a trouxe para um banho de sol, aproveitando que não está muito quente.
- Oh sim, claro! — concordei com a cabeça.
- E então, qual desses é seu filho? — quis saber, se referindo as crianças que brincavam nos brinquedos.
- Nenhum deles – dei de ombros – Estou apenas observando. Tem alguma coisa relaxante em ver crianças brincando, é um sinal de que o mundo ainda conservou a sua inocência.
- Isso é verdade – concordou – A proposito, sou Amber – esticou a mão na minha direção enquanto se apresentava.
- Elena! — retribui o gesto dela.
- Sabe, eu mal posso esperar até a Cecily ter idade o suficiente para brincar ai – continou – Embora eu vá morrer de preocupação. O meu marido diz que eu sou muito ansiosa.
- Acho que todas as mães são assim – disse – Eu também tenho uma filha, o nome dela é Mia, ela é a coisa mais importante da minha vida, faria qualquer coisa para protegê-la.
Nesse momento Cecily soltou um pequeno sonzinho e ficou mexendo os bracinhos e as pernas. Amber a pegou no colo e sorriu de maneira protetora.
- Será que eu posso segurá-la, um pouco? — pedi.
- Claro! — percebi que ela achou o meu pedido um pouco estranho e pensou alguns segundos antes de responder.
Ela passou o bebê para mim com todo o cuidado. Cecily era bem quentinha e tinha um cheiro muito bom, era exatamente assim que imaginava que seria quando eu pagasse a minha filha pela primeira vez, dei um beijo no topo da sua cabeça e senti o seu cabelo ralinho contra os meus lábios.
- Lena! — me virei a ponto de encontrar Damon, ele estava com uma expressão preocupada – Finalmente eu te encontrei, você me matou de preocupação.
- Não precisava se preocupar comigo, Damon – avisei, trouxe o bebê para mais perto de mim – Só vim dar uma volta.
- Poderia ter me ligado avisando ou dito para Caroline – comentou – Vamos para casa, Lena.
Dei um suspiro triste. E mais uma vez estava sendo tratada como uma louca que não pode ficar sozinha, entreguei Cecily de volta para a mãe antes de levantar.
- Sinto muito por isso, senhora – meu marido disse – Perdemos a nossa filha há dois meses e ela ainda não superou isso totalmente.
- Muito obrigada por me deixar segurá-la – foi tudo que eu disse.
- De nada! — falou para mim antes de se virar para Damon – E não se preocupe, estávamos apenas conversando, sua esposa foi muito simpática.
- Vem, Lena, vamos embora! — colocou a mão nas minhas costas enquanto eu caminhava em direção carro.
Passei todo o caminho de volta em completo silêncio. Assim que entrei em casa Caroline veio me abraçar.
- Ainda bem que você apareceu, Elena – disse – Não sabe o quanto eu fiquei preocupada.
- Não precisa ficar assim, eu já estou aqui – me afastei, friamente – E agora que o Damon está aqui você não precisa bancar a minha babá, pode ir para casa fazer o seu trabalho.
- Bom, então eu vou indo! — avisou – Damon, qualquer coisa sabe que pode me ligar.
Ele a levou até a porta. Quando voltou eu estava olhando para ele com os braços cruzados.
- Você não precisava ter contado para aquela mulher do parque o que aconteceu com a Mia – disse.
- Precisava sim, você estava segurando a filha dela – seu tom de voz era calmo – Você não pode fazer esse tipo de coisa na rua.
- Eu não ia sequestrar a menina, só queria segurá-la um pouco – garanti – Não precisa me tratar como uma louca que precisa de tratamento de choque.
- Tem certeza? — me olhou de cima a baixo – Por que as vezes parece que é isso mesmo que você é.
- Só preciso de um tempo Damon – pedi – Não é fácil passar por isso que eu passei.
- Como eu se eu não tivesse passado também! — começou a gritar – Olhá, Lena, eu entendo tudo que está acontecendo com você, a Mia também era minha filha.
- Pois as vezes não parece que você me entenda – também gritei, talvez até mais alto que ele – Está agindo como se tudo isso fosse a coisa mais normal do mundo e que não tem nenhum motivo para estarmos tristes.
- Eu sou estou tentando ser forte para você! — admitiu, foi então que eu percebi que seus olhos estavam cheios de água – Quando a doutora Fell foi me dizer que tinhamos perdido o nosso bebê senti o chão sumir dos meus pés, foi o pior sentimento do mundo. Desabei no telefone quando liguei para os seus pais e na hora que o meu irmão chegou chorei no ombro dele, mas quando você saiu da cirugia eu limpei os meus olhos e fui esperar você acordar, pois sabia que precisaria de todo o meu apoio e não ajudaria em nada se eu ficasse lá chorando.
Eu puxei deixando que ele chorrasse no meu ombro, lá estavam todas as lágrimas que ele não derramou nesses dois meses. Estava sendo muito egoista só pensando nos meus problemas e esquecendo que Damon também estava sofrendo.
- Sinto muito, Damon, por tudo! — o beijei de leve nos lábios – A partir de agora eu vou ser mais solidaria a sua dor. Vamos superar tudo isso juntos!
- Obrigado! — limpou o rosto com uma das mãos – O que acha de irmos ao cinema? Estreiou um filme de comédia na semana passada que eu sei que você vai amar e também podemos comer alguma coisa por lá.
Exitei um pouco para responder. Não sabia se estava pronta para ficar duas horas dentro de uma sala de cinema, mas precisava fazer isso por ele, além disso, tinha estragado o nosso último passeio juntos.
- Claro! — disse, por fim – Parece divertido.
Notas finais
comentem e recomendem
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