Notas iniciais
Para os que estão relendo, um enorme obrigada, e aos leitores novos, espero que gostem. Beijos :*

"Daryl foi tirado de seu sonho bruscamente, com o choque da realidade atingindo-o em cheio. Carol não estava lá. Ele estava sem sua doce amada ...

Ele passou inutilmente os dedos nos lábios, mas jamais houvera beijo nenhum. O caipira ficou agoniado, se sentindo mais sozinho que nunca.

Daryl a desejava, a amava, e só queria uma oportunidade para tê-la de novo e fazê-la feliz, como seu ex marido Ed jamais fez.

Ele daria sua vida à ela. Ele sempre a seguiria , nos momentos bons e ruins, a faria sorrir nos piores momentos, tornaria Carol Peletier a mulher mais feliz daquele mundo. Não haveria lugar no universo em que ele não procuraria por ela.

Já tinha perdido tempo demais...

Se levantou, pegou a besta, e disse à Beth que deveriam seguir adiante na floresta.

Mal sabia ele, que Carol se encontrava pensando nele, cheia de saudades, a poucos quilômetros dali,

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Ah. Daryl Dixon... o nome dele dançava em seus pensamentos...

Haviam três palavras, que Carol Peletier está querendo à muito tempo dizer. São como queimaduras em seu coração, como um fogo que não vai embora.

Somente três palavras... ela queria que Daryl soubesse que são verdadeiras. Dizer que o amava, que o desejava... queria ser envolvida por seus braços fortes, queria satisfazê-lo, dar o carinho que ele nunca recebera... queria vê-lo de novo, tentar ao menos uma última vez... obter uma resposta séria do caçador...

Seu coração aumentava o batimento cardíaco absurdamente toda vez que a imagem dele vinha à tona. Carol bem sabia fazer provocações para com ele, arrancando-lhe sorrisos e vendo-o ruborizar. Mas ela precisava saber o que realmente havia entre eles. Ela precisava dele para ser feliz.

Carol procuraria por ele. Seria a pessoa que o faria feliz se ele permitisse. Jamais o abandonaria.

Mas estava sozinha com Tyreese, longe dos braços acolhedores do seu Dixon.

Onde ele se encontrava agora? Ela necessitava sentir aqueles lábios e dizer o quanto era perdidamente apaixonada por ele.

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Enquanto isso, Daryl caminhava com Beth em se encalço, enquanto avançavam na floresta, rumo ao sul. Ela andava encolhida, praticamente grudada em Daryl, com medo do barulho até dos próprios pés. Daryl não a culpava, todo o mundo perfeito que ela achava que era a prisão, fora tirado dela, junto de seu pai, e talvez a irmã também. Daryl sabia como era ficar sozinho, mas não estava a fim de ficar de babá daquela garota para sempre.

Os dois caminharam um bom pedaço, até os pés reclamarem de exaustão. Sentaram sob uma árvore, respirando ofegantemente, durante alguns minutos, com os ouvidos sempre alertas.

Daryl se levantou, e saiu com sua besta à procura de algum animal para a refeição, enquanto Beth cuidava da fogueira.

Ele acabou por capturar um esquilo magro, mas que serviria para manter o estômago cheio.

Eles prepararam, e comeram em silêncio. Ela nunca falava, e Daryl também não fazia questão de puxar assunto.

–Daryl, sempre achei que você sentia algo pela Carol. — diz Beth, inesperadamente.

Hein? Ele só podia ter ouvido errado.

–Eu em garota, de onde você tirou isso? — ele responde de volta.

–Ah, sou bem observadora. Eu via os olhares que você lançava a ela todo momento na prisão. Um olhar distante, meio bobo e apaixonado. Sempre achei...

–Ei ei. Pode parar por aí, você não sabe de nada, eu não sinto nada por ela, você é maluca e vê coisa onde não tem — rosnou Daryl, secamente.

–Tudo bem Daryl... — ela abaixou a cabeça envergonhada."

Até parece que ele contaria a Beth sobre sua intimidade. Ela deveria cuidar da própria vida. Ele só precisava que Carol soubesse do amor que ele sentia por ela.

Somete ela.

A simples menção ao nome de Carol, provocou uma sensação engraçada em Daryl. O deixara nervoso.

Ao pôr do sol daquele mesmo dia, Beth e Daryl chegaram à rodovia mais ao sul da cidade e acharam um ônibus escolar abandonado para passar a noite.

Daryl se acomodou no banco de motorista, que tinha uma ampla visão da traseira do ônibus, através dos retrovisores.

Ficaram em silêncio durante as horas seguintes.

...

Após algum tempo, Daryl olhou o interior do veículo. Beth dormia nos últimos bancos, bem longe dele. Ele chegou a se perguntar se tinha sido muito rude com ela, mas não ligava a mínima.

Ah Carol. Como eu queria você comigo agora...– suspirou ele.

Daryl não conseguia adormecer, se virava de um lado pra outro, inquieto.

Decidiu então esticar as pernas um pouco lá fora, pra tomar um ar.

Ele andou uns cem metros, quando ouviu risadas. Daryl paralisou onde estava, debatendo consigo mesmo se seguia adiante ou não.

Por fim ele deu um passo a frente, e viu perto dali, sentados perto de um carro, conversando, Carol e Tyreese.

Ele mal podia acreditar no que seus olhos viam. Ele reencontrara o amor de sua vida, viva, aparentemente bem.

Mas se incomodou ao ver também, Tyreese sozinho com ela."