Notas iniciais
Aí está, meus queridos leitores

"Daryl decidiu afinal, marcar sua presença ali. Ele chamou:

– Carol?

A conversa entre Carol e Tyreese cessou, quando viram Daryl próximo a um Chevrolet prata, olhando timidamente para os dois.

Carol paralisou, e olhou atentamente para ele, depois piscando algumas vezes, como se duvidasse do que os olhos viam. Ela levantou-se num pulo, quase que pisoteando Tyreese, em direção a Daryl.

–Oh Daryl!!!

Carol pulou em seus braços, respirando no pescoço do caçador, num abraço firme e desesperado, como se a qualquer momento ele fosse sumir dali.

Daryl foi pego de surpresa, mas logo em seguida sorriu e retribuiu o abraço, envolvendo-a com os braços fortes, fazendo dali, um ninho acolhedor para seu amor.

Ele enterrou o rosto no pescoço dela, e apertou ainda mais o abraço. Ah se ele pudesse congelar aquele momento! Um abraço sincero e cheio de saudades, como nunca recebera antes... ainda mais vindo daquela que ele amava...

Tyreese pigarreou atrás deles, com uma expressão azeda.

– Daryl! Que surpresa te ver cara! Você está sozinho? Tem notícias dos outros?

Daryl e Carol se separaram relutantemente, com as faces ruborizadas, claramente vistas à luz da meia-lua que iluminava a noite fria.

– Eu estou com a Beth – disse Daryl, secamente, só agora lembrando-se da garota adormecida que ele deixara no ônibus. – E estou tão sem notícia quanto você.

– Você não sabe o quanto senti sua falta, e o quanto fiquei preocupada com você – disse Carol inesperadamente, olhando para Daryl com um olhar sério.

Daryl olhou intensamente para ela, sentindo uma eletricidade percorrer seu corpo, com um nervosismo enorme.

– Eu estive muito... er... preocupado se te veria de novo, e estive er... com saudades também... – disse ele suando frio de nervoso. Ele mal controlava o que saia de sua boca.

Os dois ficaram se encarando no que parecia uma eternidade para Tyreese, que mais uma vez pigarreou alto, interrompendo o momento de Carol e Daryl.

– Daryl, você não acha melhor ir encontrar com a Beth e trazê-la para ficarmos todos juntos?

Daryl dirigiu um olhar gelado ao homem a sua frente. Será que ele atrapalhava de propósito?

– Sim claro, vou buscá-la.

Ele deu um rápido olhar à Carol, que piscou para ele com um olhar provocante, o que fez Daryl sorrir abertamente...

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Daryl percorreu todo o caminho de volta ao ônibus com impressionante rapidez, com pressa para voltar para junto de Carol.

Ele estava tremendo. Mal podia acreditar que estava junto dela de novo, com uma belíssima oportunidade bem na sua mão!

Ele entrou no ônibus e sacudiu Beth com pressa.

– Anda Beth acorda! Nós temos companhia! Encontrei Carol e Tyreese! ACORDA! – disse ele impaciente.

Beth resmungou e se virou pro outro lado.

Aquela garota só podia estar brincando. Ele sentia vontade de lhe dar uns tapas.

Ele pegou uma garrafa de água que trouxeram, e jogou um pouco no rosto da garota, que se ergueu com um pulo.

– Que merda você acha que está fazendo Daryl Dixon? – falou ela irritada.

– Porra, estou tentando te acordar e você não reage! Anda, precisamos ir ao encontro de Carol e Tyreese e...

– Ir ao encontro de quem?

Daryl suspirou com impaciência.

– Inferno, eu acabei de falar, eu os encontrei, estão perto daqui, anda, precisamos ficar juntos.

Ela rapidamente pegou seus poucos pertences, e eles saíram para noite fria. Com os olhos e ouvidos sempre alertas.

– Como você os achou? – Perguntou ela desconfiada.

– Shh, fale baixo. Eu sai para dar uma volta enquanto você dormia, e os escutei.

– Você simplesmente me deixou lá sozinha? – Perguntou ela com a voz esganiçada.

Daryl olhou para ela com vontade de esganá-la por atrasá-los com perguntas idiotas. Não respondeu.

Finalmente eles alcançaram o Chevrolet prata, e Carol ainda estava lá, esperando por ele.

Eles se olharam, sorriram, e automaticamente, foram de encontro a mais um abraço apertado. Era impressionante a sensação que Carol Peletier causava nele. Um misto de adrenalina, desejo, paixão e borboletas no estômago.

Se Merle o visse agora, com toda certeza estaria rolando no chão de tanto rir.
Logo foi a vez de Beth abraçá-la, e logo em seguida cumprimentar Tyreese.

Eles dividiram a vigília entre Daryl e Tyreese, e logo depois, Carol e Beth.

As duas foram dormir dividindo um cobertor puído entre elas.

Daryl e Tyreese puseram-se a vigiar, ambos se estranhando um pouco.

–A quanto tempo vocês estão fugindo juntos? – Perguntou Daryl inesperadamente, o ciúme tomando conta, incapaz de se refrear.

Tyreese notou o tom amargo na voz de Daryl, e sorriu.

– No momento em que o Governador apareceu em nossos portões com todo aquele reforço, amigo, eu sabia que não daríamos conta. Logo após tudo perder o controle, guiei Carol para longe dali, comigo.

Filho da mãe.

Era por isso que Daryl buscou desesperadamente Carol por todo canto antes de partir com Beth e não a encontrara, o maldito Tyreese já havia levado consigo seu amor.

Daryl rosnou.

– Não me chame de amigo...

Tyreese levantou as sobrancelhas para ele.

– Eu sei que você tem um sentimento por ela, amigo, e tenho plena consciência de que ela sente o mesmo por você. Mas estou disposto a lutar por ela. Ela merece coisa melhor do que você.

Daryl ficou sem fala.

Carol tremia no cobertor em que a protegia, Beth tomara mais da metade do cobertor. Ela estava com uma expressão apavorada, no meio de um sonho muito ruim. Daryl queria confortá-la de algum modo.

– Você não vai ganhá-la fácil. Ela é minha, é ela que eu amo, e não é um babaca como você que vai tomá-la de mim. – Disse Daryl secamente para Tyreese e pôs a se deitar ao lado de Carol, transmitindo seu calor, envolvendo-a com braços firmes.

Tyreese olhou com o mais profundo desprezo para ele. Sentindo inveja.

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Quando o sol começou a nascer, Beth se levantou e se pôs ao lado de Tyreese, olhando para o horizonte.

– Daryl largou você pra fazer a vigília sozinho?

Tyreese olhou para ela, com raiva.

– Sim, aquele caipira filho da puta. Veja como ele está, deitado no chão como se não tivesse deveres e...

– Você está é com ciúmes da Carol, você nunca se importou de fazer a vigília sozinho lá na prisão!

Tyreese respirou fundo para se acalmar e não começar a gritar com Beth.

– Olha aqui garota, você quer dar uma de esperta, mas não sabe de nada.

Beth deu risinhos de empolgação, não dando a mínima para a grosseria do homem.

– Vai nessa, mas te digo logo, você não vai conseguir fácil, ela é maluca por ele, e isso eu digo com plena certeza, eles se aproximaram muito quando ainda morávamos todos juntos na fazenda de meu pai.

Ele olhou para ela com frieza.

– Não preciso de conselhos inúteis de pirralhas como você. – disse Tyreese, dando as costas a ela."