One More Chance For Love
7 Intrigas
Notas iniciais
Daryl estava se debatendo, com os olhos revirando, fora de controle.
Carol sabia que não era saudável pará-lo, era necessário que o corpo dele se estabilizasse sozinho. Interferências, poderiam causar sérios danos.
Ela colocou a mão em seus lábios, reprimindo um grito de desespero. Carol não precisava piorar tudo atraindo atenção de walkers ou outras ameaças para o lugar em que estavam.
Tyreese olhava para Carol com curiosidade, lendo o sofrimento dela com inveja do amor que havia ali.
Era um sentimento horrível e pesado que insistia em incomodá-lo.
Ele queria que Carol o olhasse daquele jeito, custasse o que custasse.
Tyreese não dava a mínima para o sofrimento do homem que se debatia., seu olhar era só Carol.
Após alguns poucos minutos, Daryl parou subitamente com o acesso. Carol se aproximou dele na mesma hora.
Ele respirava com dificuldade, e Carol não sabia em que poderia ajudá-lo.
O grupo precisava urgentemente de analgésicos e utensílios de primeiros socorros para tratar de Daryl.
Ela pôs a mão em sua testa, fazendo carinho, e colocou mais um cobertor em cima do corpo trêmulo.
O brilho que ela vira em seu olhar alguns momentos antes, não era mais visível, a expressão era de choque, de dor. Ela iria fazer o possível e o impossível para vê-lo bem e forte de novo.
O seu Daryl.
Carol imediatamente levantou-se, e foi de encontro à Tyreese.
— Precisamos ir à algum lugar buscar equipamentos para tratar de Daryl, Ty. Preciso que você fique aqui com ele, enquanto eu e Beth vamos dar uma olhada por aí. Por favor tome conta dele, vigie e cuide de tudo aqui. — Disse ela, olhando para Daryl, depois apontando para Steven. — Conto com você. Confio em você. — murmura Carol, colocando a mão no ombro de Tyreese.
Ele olha para Carol. Ela estava abatida e trêmula.
— É claro que posso cuidar de tudo aqui, faça o que tem que fazer. — responde ele com um meio sorriso, e a puxa para um abraço.
Carol retribui, mas logo se afasta.
— Ah, Ty! Obrigada! — diz ela, contente.
A mulher olha em volta, e grita por Beth.
— Beth! Venha aqui! Rápido! — Carol chama.
A garota vem depressa, bastante assustada.
— O que foi Carol? — A garota diz, ofegante.
— Preciso que você me acompanhe. Vamos buscar utensílios para ajudar a tratar de Daryl, ele está piorando, acabou de sofrer um acesso de convulsão. — Carol diz, com a voz cansada.
Beth assente positivamente com a cabeça, pega sua mochila, e a coloca nas costas.
— Vamos depressa. Quanto antes voltamos, melhor — diz Carol determinada, com a expressão decidida e confiante.
Ela tira o revólver do cinto, destrava a arma, verifica a quantidade de munição e faz uma careta. Depois volta a colocá-la no cinto, vai até o encontro de Daryl, lhe dá um beijo na bochecha e sussurra em seu ouvido, a beira de lágrimas:
— Eu vou voltar para você, meu único amor. Eu te amo... — enquanto que Beth e Tyreese, trocam olhares significativos.
E pronto, Carol já está pronta para a jornada.
Em seguida dá um beijo na bochecha de Tyreese, e sai andando apressada.
— Voltaremos logo Ty. Até mais. — diz Beth por cima do ombro, já apressando o passo para alcançar Carol, que ia mais a frente.
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Carol e Beth caminharam em silêncio mais ou menos por trinta minutos, a passos rápidos e ritmados.
Não demorou muito até virem uma pequena farmácia em um bairro deserto ao sul da cidade.
Entraram, e colocaram todas as ataduras e comprimidos que encontraram à vista, na mochila.
Tudo estava silencioso. Silencioso como um cemitério.
Carol olhou para Beth enquanto a menina aproveitava para pegar utensílios de higiene pessoal.
— Como você está, Beth? — a mulher se dirige para adolescente.
Ela olhou para Carol, com uma expressão triste.
— Me recuperando, tentando me ajustar, sabe como é. — Beth responde, com um sorriso forçado. — Mas... com tudo que tem acontecido, você é quem vem se dando melhor né? — ela completa, em tom insolente.
Carol cora, e desvia o olhar.
— Qual é, Carol. Eu sei que você gosta do Daryl, e eu vi que ele dormiu com você na primeira noite em que nos reencontramos. Não sou idiota. Mas eu sei que ele não gosta de você.
A frase de Beth pairou no ar, como um enorme balão de tensão entre as duas.
—C...como... como assim você sabe que ele não gosta de mim? — diz Carol, tremendo, com um frio na barriga desagradável.
— Quando nós dois fugimos da prisão, eu levantei o assunto uma noite. Ele disse que não sentia nada por você. Não se entregue a ele fácil como uma vadia, ele não está nem aí pra você, enquanto que você vem arriscar sua vida pra cuidar dele.
Carol deixou cair o conjunto de comprimidos Tylenol que segurava.
Estava boquiaberta. Como Beth podia dizer aquelas coisas?
Não.
Não podia ser verdade. Ela percebeu que aquela noite em que se reencontraram, ele havia ficado feliz em vê-la. Mas por que Beth inventaria uma coisa dessas, afinal de contas?
— Olha Beth, eu não sei do que você esta falando, e eu não "me entreguei" a ele, como você está dizendo, ok? — diz Carol, abatida, e em seguida, acrescenta —Você não sabe o que há de verdade entre nós. Eu não gosto dele. E esse assunto morreu aqui, você entendeu? Não sei quem vem pondo ideias em sua cabeça, mas são todas bobagens.
— De qualquer forma, eu sei que o que estou dizendo é sério. Ele ficou irritado de repente e disse que não tinha sentimento nenhum por você. Eu só queria te dar um aviso antes, Carol. Não quero seu mal, e não estou a fim de formar intrigas.
Carol olha para Beth, avaliando-a.
Seria mesmo de propósito que ela pronunciara essas palavras para criar intrigas? Ou a menina só queria seu bem?
— Obrigada pela preocupação, Beth, mas vamos deixar isso entre Daryl e eu.
Beth revira os olhos e continua com sua tarefa.
Elas se puseram a conferir todos os suprimentos médicos da mochila, para ver se nada mais faltava, e recomeçaram o caminho para a estrada.
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