One More Chance For Love

13 Amantes distantes


Notas iniciais
Eu me afastei para enfrentar a dor; Fecho meus olhos e me afasto do medo que nunca encontrarei uma maneira de curar minha alma. E eu vagarei até o fim dos tempos, arrancada de você.

Aquele sentimento todo, já não cabia em meu coração; até que enfim nasceu pra mim uma paixão.

Em todas as manhãs da minha vida, eu estaria com aquela mulher.

Eu não suportaria ficar sem aqueles lábios; sem aquele amor guiando meu destino...

Eu sou louco por Carol.

Eu a quero mais que tudo; seu beijo me enlouquece, e me faz estremecer.

O seu corpo junto ao meu, me levava às nuvens de prazer...

Essa felicidade de tê-la comigo nunca fora tão intensa como nesse momento. Não suportaria viver longe daquela mulher.

Essa noite estava fria, mas meu corpo estava aquecido com o calor emanado por ela.

Eu me sentia leve, feliz, tranquilo.

Eu queria tomá-la ali, beijar aquele corpo como se não houvesse amanhã.

Mas os constantes roncos vindos do chão do pequeno quarto, me lembravam que tínhamos companhia; aliás, uma desagradável e repugnante companhia.

O homem que me dera um tiro, por ter deixado a ira tomar conta de si, numa paixão desesperada por minha mulher.

Essa noite eu não tinha sono, tinha pensamentos demais tomando conta de minha mente.

Carol, ali comigo, envolta em meus braços, aquecida, era mais um motivo para eu não conseguir dormir.

Suas mãos ainda traçavam carinhos em meu peito. Aquilo era mais que satisfatório. Suas delicadas mãos em contato com minha pele, as unhas arranhando de leve, me deixavam fora de órbita.

Eu mal podia esperar para o dia amanhecer.

Seria um dia glorioso. Carol só para mim, e eu poderia me entregar totalmente, sem medo.

A felicidade de tê-la comigo nunca fora tão intensa como nesse momento. Não suportaria viver longe de Carol Dixon.

...

É disso que você se privaria, Carol. Se deixasse Lauren vencer.— Pensa ela, envolta nos braços do caçador.

Não havia nada no mundo que substituísse o prazer que aquela mulher sentia quando estava perto dele. Nunca havia sentido nada igual. Sua vida com Ed fora muito traumática. Não havia felicidade, não havia companheirismo, não havia amor.

Quantas vezes Carol não fora parar no hospital, com breves desculpas sobre uma queda da escada, uma torção, um acidente doméstico, escondendo de todos que Ed a espancava constantemente? Carol perdera as contas.

No começo do relacionamento com Ed, tudo era perfeito. Por incrível que pareça, Ed já fora um cavalheiro.

Mas pensar nele enquanto estava com Daryl, tão próximo... Era perda de tempo. Ela estava feliz como nunca.

Porém, jamais houve um dia em que Carol não pensasse em Sophia. A falta que ela lhe fazia era torturante.

Talvez tenha sido melhor desse jeito. Sua doce pequenina longe daquele pesadelo.

Carol Dixon pega no sono, enquanto deixa sua mente bagar rumo ao infinito.

...

Daryl e Carol acordam com um grito grave vindo da sala.

Eles pulam rapidamente do beliche — ainda grogues de sono — e correm em direção ao som.

Tyreese não se encontrava mais no quarto e a porta estava escancarada.

Ao chegarem na sala, Luke estava ajoelhado ao lado do filho, Nick, que aparentemente não estava consciente.

Robert estava com a mão no ombro do filho, lhe dando apoio; Tyreese estava em pé bem ao lado, boquiaberto; Lauren estava deitada no sofá observando tudo com uma expressão de tristeza falsa, perceptível à todos, enquanto que Daryl e Carol olhavam confusos a cena.

— Que porra aconteceu aqui? — Daryl diz, com a voz rouca.

Ele se aproxima e sente a pulsação do adolescente.

Não havia vida ali. O garoto se fora.

— Como isso aconteceu? Luke? Tyreese? — Diz Carol, pela primeira vez.

Luke apenas olha para ela, tão confuso quanto a mesma.

— Eu... Eu não sei, Carol... Eu... Eu acordei e o chamei... Eu não sei... — Luke se esforça para falar em meio às lágrimas; seu corpo tremia com os soluços.

Carol coloca a mão em seu ombro, oferecendo apoio.

— Eu... eu nem sei o que dizer... oh Luke... — Carol diz, também chorando.

Daryl apenas observava; estava muito assustado com a morte repentina do garoto.

Ninguém ali sabia exatamente o que fazer ou falar.

A situação era bizarra demais. Ficaram parados olhando para o corpo sem vida de Nick por muito tempo.

Carol finalmente se aproximou hesitante e afagou as mãos nos ombros de Luke, afetuosamente.

— Venha, Luke. Vamos para a cozinha, você precisa se acalmar um pouco. Cuidaremos de tudo por aqui. Por favor.

Luke não se movia; não conseguia. Carol precisou se esforçar para convencê-lo a seguir seus pedidos.

Robert olhou muito intensamente para o neto que jazia morto no colchão, depois se retirou, rumando para o velho quarto.

Daryl e Tyreese agiram de imediato.

Pegaram o garoto e o cobriram com uma lona azul.

— Eu... Eu posso cuidar da cova... — Diz Tyreese, com a voz embargada.

— Ok. Eu ajud... — Se manifesta Daryl.

— Não. Eu disse que posso fazer isso. Não preciso da sua ajuda. — Rebate Tyreese.

Daryl apenas olha para ele. Não precisava ficar ouvindo as grosserias do homem, e achou melhor ignorar, devido à situação em que se encontravam.

Lauren estava jogada no sofá, com uma expressão de tédio; parecia não dar a mínima importância para a morte do garoto.

— Acho que com este incidente, você e Carol não irão mais a lugar algum, não é mesmo? — Pergunta Lauren, casualmente, olhando intensamente para o caipira.

— Não sabemos. Eu ainda quero ir. Ficar aqui, ou ir, não trará o garoto de volta.— Responde ele, rumando para cozinha, deixando Lauren com uma expressão chocada atrás dele.

Ao chegar lá, Carol está sentada bem ao lado de Luke, afagando seus cabelos, com tristeza nos olhos.

Daryl podia entender que o homem estava muito abalado, mas se sentiu ridiculamente ciumento diante da proximidade que os dois à sua frente se encontravam.

— Carol, precisamos conversar. — Sussurra Daryl, para a mulher.

Carol se levanta, e vai em direção à portas dos fundos, puxando Daryl consigo.

Daryl leva os dedos à boca, roendo as unhas e tirando a cutícula com os dentes, nervoso.

E se Carol ficasse brava com ele? Se ela pensasse que depois do ocorrido, ele ainda só pensava nos dois?

— Eu... Nós... Nós... eu ainda vou poder levar você comigo para vermos a surpresa que tenho pra você? — Daryl pergunta, devagar.

Carol não o olha com raiva; ela considera aquilo por um momento.

Nada faria com que essa mulher ficasse brava comigo, puta merda.

— Daryl... Eu... Eu acho que depois de tudo que houve... não seria apropriado deixarmos aqui essas pessoas abaladas. Talvez você possa me mostrar isso um outro dia, está bem? — Carol diz, suavemente.

Daryl fica chateado por um momento, porém considera que Carol tem razão.

Não estava muito abalado exatamente com a morte do menino, mas sentia pela perda dele.

— Como será que ele morreu? — Daryl pergunta, finalmente.

Carol pensa um pouco, e depois adota uma expressão muito esquisita; de repente fica muito alterada, pelo que acabara de pensar.

— Não pode ser... Isso não... Eu só posso estar enganada... — Sussurra Carol para si, nervosa.

— O que foi, Carol? — Daryl se manifesta, abraçando-a.

Carol dá um passo para trás; Daryl está de costas para a casa, e por trás dele, ela tem uma visão macabra de Lauren olhando para os dois, com uma expressão diabólica.

Assim que Lauren nota o olhar de Carol sobre si, desaparece.

Carol não sabia se estava tendo alucinações, mas estava com medo. Medo de ter sido Lauren quem matara Nick, cumprindo a ameaça.

Ela se afasta para longe de Daryl, que a olhava confuso e preocupado.

— Carol, o que foi? — Daryl pergunta novamente à ela, avançando em sua direção, percebendo que a mesma insistia em se afastar mais e mais.

— Eu... Eu... Preciso resolver uma coisa agora, Daryl. — Murmura a mulher, correndo em direção à casa, deixando um Daryl magoado e confuso atrás dela.

...

Carol não fazia ideia se a morte de Nick era obra de Lauren; estava muito preocupada.

Começava a ficar paranoica.

Cada vez que Daryl chegava perto para oferecer carinho, Carol imaginava Lauren berrando em seu ouvido as palavras "Se afaste".

Daryl Dixon estava muito preocupado; Carol já não era mais a mesma; se afastava do caçador a cada insinuação de toque vindo dele.

Carol não deveria estar agindo assim, sem ter a menor certeza se havia mesmo sido Lauren quem assassinara Nick.

A atmosfera na casa estava muito tensa.

Nick fora sepultado apenas com a presença de Carol, Daryl, Tyreese e Robert. Lauren não comparecera, pois dormia na hora da celebração simples, e Luke estava muito abalado; havia se isolado de todos. A dor consumia cada traço do rosto do homem e queimava sua alma.

...

Os dias iam passando lentamente.

Em um belo dia, Daryl avisou a todos que iria caçar novamente, tanto na floresta tanto em outros arredores; em companhia, iriam Tyreese e Robert.

Ficariam na casa apenas Carol, Lauren e Luke.

Daryl saiu para a missão sem se despedir de Carol; ele estava com o ego ferido.

Carol se afastava dele com muita frequência, e o caipira adotou a velha personalidade de sempre. Com sua velha máscara de durão, e sempre grosseiro, o caçador se sentia mais uma vez abandonado.

O coração de Carol estava despedaçado; também, pudera, o jeito como o estava tratando era frio e rude, porém doía-lhe o coração cada vez que precisava fazer isso.

#

Tyreese se despediu de Carol com um beijo na bochecha e um abraço; era reconfortante receber um ato de carinho em meio à toda essa situação. Ela pensaria mais tarde se realmente não deveria fornecer o perdão ao homem.

Robert apenas a cumprimentou com um aceno de cabeça, seguindo os outros dois homens.

Ele havia acabado de vir do quarto em que o filho estava mantendo-se trancado quase todo o tempo. Luke agora só tinha o pai como família, nada mais lhe restara.

E assim partiram, no fim da manhã.

...

Carol resolveu arrumar o quarto em que ela, Daryl e Tyreese dormiam; varreu debaixo do velho beliche, sacudiu os lençóis e fez uma bela faxina no resto da casa; Lauren não moveu um músculo para auxiliá-la.

Logo após a limpeza feita, Carol se jogou na poltrona da sala e fechou os olhos, se sentindo exausta.

— Uau. — Lauren se dirige à mais velha, pronta para dar o bote. — Até que você é útil em ser uma empregada para nós, Carolina. —

Carol a olha com desprezo.

— Pelo menos eu estou dando uma ajuda à eles. E você, com o que contribui? — Rebate Carol.

Lauren apenas sorri.

— Estou vendo que você está evitando Daryl ao máximo. Acho que finalmente você levou a sério minha palavra. Pensei que iria ter de matar outro membro do grupo. — A loura muda o rumo da conversa.

Pensei que iria ter de matar outro membro do grupo... — As palavras atingem Carol, como um tapa.

Carol se levanta, em um pulo; suas desconfianças estavam corretas.

Lauren era mesmo a assassina de Nick. A ameaça fora cumprida.

— Como... Como pôde? — Carol pergunta, as lágrimas agora queimando seus olhos.

— Pelo amor de Deus. Será que você quer que eu desenhe? Eu avisei. Avisei para você não ir com Daryl sozinha para lugar nenhum em que eu não estivesse de olho. Mas você foi burra o suficiente para não me dar ouvidos. A culpa da morte do pobre garoto é sua. — Lauren responde bem devagar, olhando Carol com curiosidade.

Será que além de arrancar-lhe Daryl, ela veria Carol derramar lágrimas na sua frente?

Carol demorou muito para responder; seu coração queimava de ódio. A mais velha sentiu vontade de espancar Lauren até seu rosto até ficar irreconhecível; vontade de matá-la e acabar com tudo aquilo, mas sabia que não podia fazer isso.

— Como você... Como... Como você o matou? — Carol finalmente encontra sua voz.

Lauren ri alto.

— Ora, quando todos dormiam, levantei-me e sufoquei o garoto com o travesseiro! — Exclama Lauren, como se aquilo fosse mais do que óbvio.

— Como você pode dizer isso tão friamente? O garoto era inocente! — Pergunta Carol, muito baixo, lutando contra a sensação enorme de chorar.

Lauren apenas revira os olhos.

— Ouça. Está muito bem como está. Conquistarei Daryl, e não quero você mais no meu caminho. Uma atitude errada, e o próximo, será Luke. — Rebate a lour, se levantando e indo em direção à cozinha. — Quem sabe será até melhor, ele está acabado mesmo. — E com uma gargalhada divertida, some de vista.

...

A escotilha de Daryl avançava mais pela floresta, conforme o dia dava continuidade.

Daryl se arrependia profundamente por não ter se despedido de Carol, mas também se o fizesse, provavelmente ela o teria rejeitado, como das outras vezes.

Grande merda. Não faria diferença para ela se eu morresse nessa missão.— Daryl pensou.

O caipira achara por um momento, que fora feliz, mas agora estava triste, sonhando com Carol; a frieza com que ela o vinha tratando, estava acabando com seu emocional.

Ele a amava como nunca amou alguém nesta vida.

Ele daria a vida para protegê-la; naquele mundo em que viviam, essa era uma promessa cheia de responsabilidade, mas Daryl faria muito mais por aquela mulher.

O amor que havia em seu coração era inexplicável; já havia perdido muito tempo sendo um idiota.

A excursão à cachoeira que ele planejara, parecia ter sido à muito tempo; ele contava muito com aquele passeio à dois, mas Carol parecia ter perdido completamente a vontade de ir.

Daryl não entendia o mal que fizera a Carol, para receber tanta frieza de um amor que a pouco tempo era lindo.

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O grupo chegou a um velho sobrado, onde certamente poderiam encontrar comida enlatada, ou algo do gênero.

Daryl foi na frente, com a crossbow pronta para o uso.

Logo em seguida vinha Robert, com uma grande faca em mãos; e dando cobertura, vinha Tyreese.

Daryl bateu em um dos quadros com toda força e barulho, para atrair qualquer perigo que estivesse ali, e o silêncio confirmou que estavam seguros.

Eles rapidamente se colocaram para encher as mochilas com tudo o que fosse utilizável.

Daryl olhou em muitos armários, à procura de carne ou sopa enlatada, mas o que achou foi uma caixa com meia dúzia de latas de leite em pó.

Ele rosnou, frustrado; chutou a porta do pequeno armário que ficava logo abaixo da pia, com toda força.

Daryl se vira rapidamente para encarar os outros, como que pedindo desculpas pelo descontrole; mas ninguém encara Daryl no momento.

E então, tudo acontece rápido demais.

De dentro do pequeno armário, sai uma criatura macabra, que se move mais rápido do que os olhos de Daryl podem acompanhar.

Uma criança zumbi.

A criatura avança para cima de Daryl com os dentes à mostra, prontas para a mordida fatal. O caçador se joga para o lado esquerdo da fera no momento exato e, por pouco não é mordido na panturrilha.

Tyreese então mira no crânio da pequena aberração, com o grande machado e acerta em cheio sua cabeça.

Os três estão boquiabertos demais para proferir qualquer coisa.

Notas finais
Demorei? É claro que demorei, mas eu tinha muito trabalho escolar, então quase não entrei no Nyah! Fanfictions. É, está difícil por aqui. Porém na semana que vem estarei um pouco menos atarefada, e quem sabe eu poste uma one-shot de Caryl... ♥ Espero que gostem do capítulo, amo vocês! Comentem! ♥