One Last Time

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Finalmente traduzindo essa bagaça pra cá. Na época em que estava lendo a novel era a única coisa em que eu pensava em escrever, então saiu isso do ponto de vista distorcido do Xue Yang.

Na verdade, não foi culpa de Xue Yang. Ele foi forçado, Xiao Xingchen não deixou nenhuma escolha depois de confrontá-lo daquele jeito. Desembainhando sua espada como se eles ainda fossem apenas inimigos.

Como se ele realmente não tivesse a menor ideia todo esse tempo. Como se ele não estivesse apenas fingindo não notar e deixando Xue Yang entrar tão facilmente em seu coração. Ignorando todos os sinais, fingindo-se de idiota propositalmente.

Foi tão fácil que ele teve que rir. E era engraçado vê-lo tão desesperado por ser enganado. Mas ele não podia nem chamar de enganar quando aquele homem estava implorando por isso. Tão gentil que não questionaria um estranho. Tão desesperado para ser amado que aceitaria qualquer um.

Então Xue Yang precisou ser cruel. As palavras não puderam deixar de sair de seus lábios enquanto ele enfrentava mais uma vez o nobre herói que sempre odiou. Tão patético, tão ignorante de ter sido enganado todo esse tempo. Com o coração tão partido por causa de um suposto amigo que nem mesmo estava lá para ele quando ele precisava.

Xue Yang achava isso ridículo. Quanto mais sangrento o tecido acima de seus olhos ficava, mais ele odiava.

Ainda o irrita. Ainda o enraivece. Que Xiao Xingchen tenha tido que destruir tudo o que tinham para manter essa fachada de bem e mal, certo e errado. Isso o lembrou o porquê ele odiava o homem para começo de conversa.

Não quando eles estavam rindo ou cozinhando. Não quando eles discordavam ou ele era repreendido por brincar com A-Qing. Mas quando ele fazia aquilo. Como se ele estivesse acima de todos, um ser puro de luz entre os pecadores. Que tinha o direito de decidir o que era justo. Que não entendeu uma palavra que Xue Yang disse sobre si mesmo e sobre por que havia feito tudo. Que nem tentou ficar do seu lado.

Se Xiao Xingchen queria tanto interpretar o mocinho e o bandido, Xue Yang daria isso a ele com prazer. Ele também esqueceria tudo sobre todos aqueles anos patéticos. Porque é muito fácil para ele. Tinha sido divertido e tudo mais, mas ele certamente não precisava disso.

Mas, antes... Antes que se esqueça, ele quer sentir de novo seus dedos delicados nele.

Só que aquele corpo não se move. Não importa quantas vezes ele faça os encantamentos, o corpo de Xiao Xingchen permanece rígido. Morto.

Mas ele ainda quer isso. Uma última vez. Então ele sobe nele, sentindo a frieza de sua pele. A carne embaixo dele, sem dúvida, rígida sob seu peso.

O cadáver de Song Lan ainda está na sala, os olhos brancos e a expressão indiferente. Xue Yang o manda embora porque ele ainda odeia a ideia dele assistindo. Isso tudo também foi culpa daquele maldito.

Ele expõe o torso pálido abaixo dele e abaixa suas próprias roupas, segurando seu pau flácido em sua mão. Observando sua linda pele pálida, lembrando a sensação daqueles pequenos mamilos em sua boca, ficando duro ao lembrar de seus gemidos suaves quando Xue Yang o mordia um pouco mais forte do que o normal. Sua expressão de pura felicidade.

Agora não há nada. Nem um som. E quando seus olhos viajam para o rosto do homem, nada mudou. Não é nem agradável de se olhar.

Eles dizem que pessoas mortas em caixões parecem que estão apenas dormindo, mas Xiao Xingchen não parece estar tranquilo. Mesmo depois de Xue Yang cuidar dele e limpá-lo tão bem. O imbecil ingrato. Se ele está dormindo, parece que está tendo o pior pesadelo de sua vida.

Talvez seja exatamente isso que Xue Yang fez com ele em seus últimos momentos de consciência. Fez com que ele se sentisse tão mal que não aguentava mais ficar vivo nem mais um segundo.

Ele afasta o pensamento com uma raiva fervente. Xiao Xingchen causou isso a si mesmo. Eles poderiam ter vivido em paz, assim como viveram todos aqueles anos. Foi ele quem estragou tudo.

Xue Yang se toca desesperadamente, quase se machucando. É frustrante agora, como se ele não estivesse chegando a lugar nenhum. Mesmo olhando para este belo torso e acelerando seus movimentos o mais rápido que podia, não funcionava.

E ele o odeia ainda mais agora. Por parecer tão desagradável, por tornar tudo isso tão difícil para ele.

Ele pega uma das mãos de Xiao Xingchen, então. A coisa que ele mais queria sentir se movendo. Mas claro que não vai.

Ele o agarra pelo braço fino, sem pulso há muito tempo, e o coloca em sua própria coxa nua. Fechando os olhos, ele tenta o máximo que pode se lembrar da sensação exata que está tentando recriar.

Mãos tão suaves em sua pele, habilidosas e poderosas o suficiente para segurar uma lâmina como Shuanghua, mas nunca nada além de repugnantemente gentil.

Mesmo quando ele ordenava que fosse mais forte, mais doloroso. A voz em seus ouvidos apenas sussurrava suavemente, como se seus gemidos fossem encantamentos ou orações.

Daozhang. Ele sussurrava de volta, não como se estivesse com dor de garganta, não tentando disfarçar.

Esperando ser aceito.

Não perdoado, porque ele não precisava disso. Nunca precisou. Na verdade, era ele quem merecia um pedido de desculpas. Mas ele aceitaria doces todos os dias, se isso fosse o melhor que o homem pudesse fazer. Ele era bom com seu Daozhang assim.

Não mais.

Ele não vai perdoá-lo desta vez. Por arruiná-los. Por estar frio e morto quando ele quer que ele toque sua pele. Daozhang está além do perdão.

Só resta Xiao Xingchen, e ele o odeia.

Ele geme, ecoando na casa de caixões vazia, e se derrama por todo o peito do cadáver, gotas brancas caindo em uma pele ainda mais branca.

E é a última vez.

Será fácil esquecer. Ele não precisa disso.

Seus olhos queimando, algumas lágrimas salgadas também caindo sobre o torso morto abaixo dele. Mas realmente

Ele. Não. Precisa. Disso.

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