Onde Há Morte, Sempre Haverá Morte
5 Arrancando Pela Raiz
Notas iniciais
Os olhos de Gina brilharam.
–Vamos — Fungou ela. Dei algumas voltas no vira-tempo e em questão de segundos estávamos no mesmo lugar, horas trás — Tudo bem — Engolimos em seco — Eis o plano: Assim que os acharmos, você distrai Fred enquanto eu salvo Rony e distraio nós do passado/futuro. Entendeu?
Assenti.
–Ok, vamos. — Gina me olhou confiante e caminhamos até a guerra — Vai dar certo.
– Idiota. — Ouvi novamente o Comensal superior dizer para o comensal assassino de Weasleys– Não é esse ruivo. É o irmão dele.
Seguimos ele.
–Quando eu der o sinal... — Falou Gina, enquanto o comensal começava a pronunciar "AVAD..." — Agora.
Então eu corri até Fred, invisível, trombando com ele. Aturdido Fred procurava o que o atingiu.
–Fred! — Gritei invisível — FRED ME AJUDE!
–Hermione? — Perguntou ele, correndo, em busca de minha voz. Um problema resolvido.
Observei Gina, já visível, falando para Rony:
–Corra, corra!
–Mas por que...? — Rony protestava confuso.
–Vamos, rápido! — Falou ela estressada, fazendo Rony correr para longe.
Dois problemas resolvidos.
Agora, aonde estamos eu e Gina do passado/futuro.
–Estamos invisíveis. — Murmurou Gina, me fazendo demorar um pouco para compreender — O que vamos fazer?
–Eu tive uma ideia. — Falei, duvidosa — GINA! HERMIONE! VOLTEM PARA O PRESENTE AGORA OU VOCES SERÃO EXPULSAS!
–O que...? — Gina me olhou estranho — Como isso ajudaria?
–Gina — Disse — Eu nunca, jamais, desobedeceria uma ameaça dessa forma. Eu me conheço.
–Esperta. — Gina quase sorriu — Agora, precisamos voltar.
Girei o vira-tempo. Uma pequena turbulência e voltamos ao presente.
Gina suspirou.
–Acho que deu certo.
Ela correu até o pátio. Rever aquela cena me fazia arrepiar. Mas o que realmente me fez estremecer, foi ver a família Weasley ali, chorando, dentre os mortos.
Eu e Gina nos entreolhamos e corremos até lá.
–NÃO! — Berrou ela logo que conseguimos ver melhor a situação. George agora, palido e sem vida, estava deitado no chão.
Meus olhos se encheram de lagrimas. Por que?
Logo as peças se encaixaram. O comensal, ele ainda procurava "o ruivo". Não sabendo distinguir, deve ter lançado o feitiço em George. AH! Droga!
Com a cabeça latejando, corri ao banheiro da Murta. Como o esperado, Gina apareceu atrás de mim em seguida, bolada.
–O que fizemos de errado!?! — Berrou ela.
–GINA! Não se pode mexer no tempo, alterar assim, reviver os mortos.
–JÁ FIZEMOS ISSO! — rugiu ela.
–Chega. — Arranquei o vira-tempo do meu pescoço e o taquei no chão — Chega.
–Hermione — Gina falou sombria — Não podemos deixar George morto. Não assim. Ele deveria estar vivo. Pelo menos temos que concertar as coisas.
–Não — Uma lagrima rolou pelos meus olhos — Eu não aguento mais.
–HERMIONE!
–NÃO!
Gina começou a chorar. Eu compreendia.
–Desculpe.
–Quer saber? — Ela me olhou, secando as lagrimas do rosto — Vamos resolver o problema. Arrancando a raiz.
–Como assim? — Perguntei confusa.
–E se Voldemort nunca tivesse existido? — Ela olhou para o alem– Nada disso aconteceria.
–Gina... pare. — Falei amedrontada.
Ela pegou o vira-tempo do chão e eu senti um frio na barriga.
–Vamos salvar meus irmão, salvar todos. Hogwarts nunca sera destruída.
Ela começou a dar voltas no vira-tempo. Agarrei seu braço tentando impedir, sem sucesso.
Gina sorriu, louca.
–Eu vou matar Tom Ridlle.
Fale com o autor