Onde Há Morte, Sempre Haverá Morte
6 Conversando Com Tom Riddle
Notas iniciais
Foi tudo muito rápido.
Gina agarrou o vira-tempo do meu pescoço e deu muitas voltas nele. Muitas. Senti um enjoo momentâneo e de repente tudo parou, tão rápido quanto começou.
–Gina... — Disse com a voz tremula. Se ela realmente fez o que eu pensava que fez...
Ela sorriu.
–Eu... — Começou a ruiva — Vamos ao orfanato.
–Que orfanato?
Gina saiu correndo, com eu a seguindo logo atrás. Tudo parecia mudado em Hogwarts, mais antigo. Claro, devíamos ter voltado muito tempo. Saimos do castelos e corremos pelas ruas vazias. Que orfanato?
"Eu vou matar Tom Ridlle"
Não. Ela não podia estar falando serio.
–Gina, o que vamos fazer? — Perguntei duvidosa
–Resolver as coisas. — Respondeu ela casualmente
–Que coisas?
Então ela brecou. Brecou tão depressa que eu cai para trás.
–Tudo — Murmurou ela sinistramente — Tudo.
E voltou a correr, ainda mais rapido. Segui-la foi complicado. Ela não avisava quando ia fazer curva ou quando parava. Apenas corria. Após um tempo, paramos em frente a um portão muito velho. Gina o abriu com um rangido arrepiador. Senti um calafrio dentro de mim, pois, naquele momento, tive certeza: Matar Tom Ridlle era seu objetivo.
–GINA, PARE! — Berrei fazendo-a me olhar — Por favor pare.
–Não me diga o que fazer. — Rangeu ela entre os dentes, invadindo a recepção do orfanato.
–Por favor, gostaria de ver Tom Ridlle — Disse Gina repentinamente a recepcionista do orfanato, que deixou os papéis que segurava cairem.
–T-Tom Ridlle? — Gaguejou ela recolhendo os papeis — Ele não recebe muitas visitas.
–Eu sei. Sou uma amiga — Gina sorriu.
Eu não sabia o que fazer. Não podia simplesmente começar a gritar.
–Sigam-me. Por favor — A recepcionista amigavelmete se levantou e nos conduziu até um quarto — Tom? — Ela abriu a porta sorrateiramente — Voce tem visitas.
A porta se abriu por inteiro revelando um quarto melancolico com um garoto sentado na cama.
–Podem entrar — Falou a moça saindo do quarto.
–Olá Tom. — Gina sentou-se na cama.
–Quem é voce? — Perguntou ele, sem o menor interesse.
–Sou Gina Weasley.
–E ela? — Perguntou Tom, apontando para mim.
–Gina... — Tentei protestar, os olhos cheios d'agua
–As duas se chamam Gina? — Tom pensou — Incomum.
–Não — Gina quase riu — Ela é Hermione. Hermione Granger. Fale com ele Mione.
–Olá Tom. — Falei sem pensar — Como vai?
–Nada de especial. — Ele deu de ombros — E voce?
Para falar a verdade, me surpreendi com a educação do garoto. Se me dissessem que esse seria Lord Voldemort, o Lord das Trevas, temor do mundo magico, eu diria que a pessoa estava com muito pó de flu em mãos.
–Não muito bem .- Respondi delicadamente — Eu e Gina queriamos saber mais sobre voce Tom.
–Voces são medicas? — Tom desconfiou — Eles acham que sou louco. Eu não quero ir ao medico.
–Não acho que voce seja louco.
–São o que os medicos dizem. — Respondeu ele com um tom de arrogancia — Por favor, pesso que se retirem. Gosto de ficar sozinho.
Houve um silencio constrangedor.
–Vamos Gina. — Disse depressa.
–Não. — Ela tirou a varinha do bolso — Nem pensar.
–Gina, ande logo — Tentei adotar uma voz casual sem sucesso. Estava suando.
–Hermione — Falou ela se virando para mim — Esperes só um minuto.
Ela apontou a varinha para Tom.
–PARE! — Gritei pulando em cima dela, ambas caimos.
–O que está acontecendo? — Indagou Tom assustado
–VOCE ESTA LOUCA GINA! — Gritei enquanto ela se debatia debaixo dos meus braços.
–PETRIFICO TOTALUS! — Gina berrou o feitiço e eu paralisei.
–Como voce fez isso? — Perguntou Tom, medroso — O que...?
Ele perdeu a fala quando ouvi Gina gritar:
–AVADA KEDAVRA!
Levantei os olhos o maximo que pude naquela posição. Um pouco de sangue manchava o lençol e o corpo de Tom estava palido. Gina agarrou meu pulso e deu as voltas no vira tempo. Voltamos ao presente.
Ela desfez o feitiço de petrificação.
–COMO VOCE PODE? — Gritei, chorosa — VOCE... VOCE...
Gina rolou os olhos e nos aparatou para Hogwarts.
Mas tudo estava diferente.
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