Once upon a December
13 Operation falcon (change of plans)
Notas iniciais
Tocamos três vezes seguidas à campainha e fomos atendidos por um Bill curioso, que após ver as nossas expressões percebeu a gravidade da situação.
—Temos de fazer isto agora! – disse ele determinado
Mas três horas depois o Jared estava enterrado nos meus braços, com os olhos aguados. Não havia nada a fazer! O Bill simplesmente não conseguia entrar no sistema para destruir as fotos.
—Lamento… — disse ele revoltado – ela deve ter encontrado alguém melhor do que eu…
—Não! Tu não tens culpa amigo, quem tem culpa é aquela cabra de merda!
—Jared calma! Nós vamos resolver isto!
O telemóvel dele voltou a tilintar, e tive de ser eu a tirá-lo do bolso dele, para ler algo que nos destroçou ainda mais:
“Conheces a “Onoff”? Amanhã a capa vai ser nossa amor. Um beijo grande…
“Onoff” era uma das revistas de fofocas mais conceituadas em Nova Iorque. Aquela mensagem perturbou-me muito mesmo. Ela parecia completamente doida e agora era eu quem estava lavada em lágrimas, não por ir ser alvo de chacota por parte das pessoas, mas sim por saber o que o meu namorado iria sofrer. Doía muito saber o que se estava a passar e não poder fazer nada, sentia-me extremamente impotente. De repente ocorreu-me algo que poderia ser o milagre de que nós estávamos à espera, ou não… De qualquer maneira tínhamos de tentar! Saquei do meu telemóvel e procurei o número da Lana, a sua diplomacia e genialidade eram a nossa última esperança.
POV. Lana
Eu estava em casa da Ginny e do Josh a ensaiar os guiões para o último episódio da sétima temporada de Once upon a time. O telemóvel tocou no momento mais inoportuno, quando eu e a Snow estávamos prestes a desmanchar-me em lágrimas pela morte falsificada do Charming.
—Desculpem, tenho mesmo de atender – disse ao ver o nome da Anastasia no visor – Sim querida? Está tudo bem? – para ela me estar a ligar-me àquelas horas só podia ser algo muito bom ou muito mau.
—Não Lana, está tudo mal!
Em poucas palavras ela resumiu o que se estava a passar e a rainha má dentro de mim estava preste a explodir de raiva, ao ponto de lhe apetecer arrancar e esmagar o coração da Olivia. Mas em vez disso teria de me servir da sua astúcia e escrúpulos para resolver aquele problema… e era exatamente isso que eu iria fazer.
—Encontrem-se comigo e com a Ginny na Helton Street 22 daqui a 20 minutos, e tragam o Bill, vamos resolver isto de uma vez por todas!
Desliguei e expliquei a situação à Ginny, e também o meu plano. A operação falcão continuava de pé, só tinha havido uma mudança de planos. O Josh não estava propriamente impressionado com a minha capacidade de transformação em Evil Queen por alguns momentos, mas sim com o que a “anjinha” do estúdio tinha feito.
—É arriscado, mas deve resultar – observou a Ginny.
—Tem de resultar! Se ela quer jogar sujo, então nós também vamos! “Em tempo de guerra não se limpam armas” – completei eu determinada.
—Vamos lá então!
POV. Anastasia
Cinco minutos antes da hora determinada pela Lana chegamos ao local que ela nos indicara, segundo o Jared, a casa da Olivia. Ele continuava nervoso e com o olhar vazio. O Bill tentava de tudo para o acalmar, esquecendo-se por momentos do seu nervosismo por estar a seu lado. Exatamente no tempo combinado um carro negro com vidros fumados parou á nossa frente, do qual saíram a Lana e a Ginny. Ambas ostentavam um poderio próprio da sua pessoa, a Ginny sempre com um olhar pacífico e a Lana com aquela típica chama ardente que a rodeava, característica da sua personalidade. Cada uma me deu a mim e ao Bill um beijo e a Lana abraçou fortemente o Jared enquanto a Ginny lhe passava a mão pelos cabelos negros.
—O que é que eu fui fazer – lamentava-se ele.
—A culpa não foi tua querido, nós vamos resolver isto – disse a Ginny mais tranquila do que era suposto.
—Mas pelo sim pelo não nunca mais te metas com aquela rapariga – afirmou a Lana autoritária.
—Claro que não! – disse-lhe ele, olhando-a como se ela o achasse estúpido.
—Bom, vamos lá então… Bill, entra no carro e espera lá por nós – ela passou-lhe as chaves indicando que se sentasse no banco de trás.
Depois deu-me carta branca para tocar à porta e foi o que eu fiz. Poucos segundos depois a Olivia, de cabelos molhados e com aquele ar típico de santinha, abriu.
—Ora ora, a trupe maravilha… Como estás Jared? – perguntou ela como se não se estivesse a passar nada, e como se não estivesse lá mais ninguém.
Ele fulminou-a com o olhar, os seus doces e ternos olhos agora ostentando chamas prontas a devorá-la (no mau sentido da palavra). Com um gesto brusco, e esperança de que não estivesse ninguém em casa, nós os quatro entramos na casa apalacetada e a Olivia fechou a porta indignada.
—Mas quem é que vocês pensam que são para entrarem assim na minha casa!
—Estás sozinha? – questionou a Lana, marimbando-se para as suas reclamações.
—Bom, agora já não…
—Ouve-me bem sua… nem tenho palavras para te descrever, o teu ato foi tão detestável, abominável, asqueroso! Pensa bem no que estás a fazer, estás a destruir a tua vida e a dele! – continuou a Lana num tom azedo
—Mas eu não fiz nada – retrucou ela inocentemente. E perante aquela afirmação a Ginny (para minha surpresa) partiu para cima dela, agarrando-a na cintura e lançando-lhe o pior olhar que tinha.
—Larga-me sua falsa traidora!
—Repete lá isso se tens coragem!
Elas não se separavam e continuavam com os insultos uma à outra. Pelo olhar da Lana percebi que as coisas estavam a sair do seu controlo, e nenhuma rainha gosta de ter as coisas fora de controlo.
—Já chega! – disse ela.
Perante aquilo eu separei-as. A Ginny deixou de encarar a Olivia para se tentar acalmar, supus eu. Mas quando ela acenou levemente com a cabeça em tom afirmativo para a Lana, percebi que aquele pequeno contacto fazia parte do plano, fosse ele qual fosse.
—Então não vais desistir dessa estupidez em relação às fotos? – continuou a Lana.
—Hahaha, sabem qual é o vosso problema? É que vocês são demasiado bonzinhos… Jared, isto não é nada pessoal – perante aquilo ele finalmente a encarou de volta – Mas eu não posso permitir que me troques por uma qualquer e que não sofras as consequências dos teus atos. Tu magoaste-me muito quando acabaste tudo comigo sabes.
—Acabar!? – disse ele finalmente, num tom que expressava desentendimento – Mas do que é que tu estás a falar sua maluca! Eu não acabei contigo porque nós nunca começamos. Aliás, possessiva como tu és eu nunca poderia ter pinga de amor por ti! Porque amor não é isso, amor é apoia quem se gosta incondicionalmente e não fazer tudo para o magoar! Isso é maldade!
A Olivia ia responder, mas quando tive a súbita sensação de que iria ficar tudo bem, eu cortei-a e completei o discurso do meu namorado.
—Sabes do que é que te estás a esquecer Olivia… — aproximei-me, os nossos olhares de um ódio profundo uma pela outra, tão forte como o do Harry pelo Voldemort e vice-versa – Nesta história tu és a vilã… E os vilões não conseguem finais felizes.
Ela calou-se, e eu senti uma sensação de vitória crescer dentro de mim. Não havia mais nada a dizer, portanto eu, a Lana, o Jared e a Ginny saímos de cena, deixando para trás uma Olivia furiosa.
Assim que entramos no carro a Lana arrancou na direção da casa do Bill, ninguém disse uma única palavra, exceto o Bill, que após perguntar como tinha corrido recebeu apenas um silêncio pesado.
—A minha carreira acabou! – constatou o Jared deitando as mãos à cabeça.
—A sério? – disse a Ginny com um sorriso genuíno e um suspiro – É uma pena, porque os produtores confirmaram-me ontem a renovação para a 8ª temporada da série…
Quando olhei de relance para ela, com o intuito de a repreender, reparei no objeto branco que ela ostentava na mão direita e que abanava intencionalmente.
—O telemóvel! Tu conseguiste o telemóvel dela!!!!!
O Jared arregalou os olhos o mais que pôde, na expectativa de uma confirmação do óbvio, o Bill sorriu esperançoso e Lana disse com o seu belo sorriso nos lábios, sem tirar o foco da estrada:
—Pois conseguiu!
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