Once Upon a Zombie

25 The Parting Glass


Notas iniciais
Heeey 0/ Primeiramente queria agradecer a recomendação da Skye Johnson, sério, obrigada pelas palavras. Não conto as vezes que li e depois li de novo rsrs. Fiquei muito feliz, pois você deduziu o que eu justamente queria passar. E segundamente, boa leitura leitura e espero que gostem e não achem que queimei nada pela forma a qual tive a ideia de interligar as coisas. ^-^

THEN

_SE ABAIXE! – Ruby caiu por cima de Elsa para protegê-la, bastou uma piscadela e um sinal do babaca no comando para sacaram suas armas e voltarem aos caos.

_O que diabos acabou de acontecer? – perguntou Elsa incrédula, descolando seus corpos, tentando se erguer.

_Alguém os atacou ou eles atacaram alguém. – respondeu. _Queremos descobrir a resposta? – Notou de canto que a loira ansiava para alvejar-los tanto quanto ela.

_Queremos. – Flexionaram seus joelhos para retirar toda a terra dos jeans. Antes de se posicionaram para ir, semicerraram os olhos ao avistar duas pessoas sentadas abaixo de uma arvore. Elas conversavam pacificamente, como se o real plano de fundo não importasse. _Parece que já encontramos dois de nós.

_Ou três. – corrigiu Ruby. Deram passos ágeis até lá e encontraram August voltado para o chão, claramente os vigiando. _O que está fazendo? – o homem saltou de susto, arrancando sorrisos abafados da platéia.

_August, está espionando eles... Por quê?

_Não diria espionando Elsa... – ele soltou um suspiro, procurando controlar sua respiração. _A Grace... Jefferson me pediu pra cuidar dela.

_Acho que ele quis insinuar que você a protegesse e não a espionasse no seu primeiro encontro. – Rebateu Ruby. Ele protestaria mais uma vez se não fosse por ela o interromper. _E além do mais, é o Roland, ele é um bom garoto.

_Está bem... – bufou dando-se por vencido. _Eu vou dar o fora. – antes que pudesse se virar franziu a testa e recuou alguns passos. _Espere... O que vocês estão fazendo aqui? – enfatizou.

_Viemos resgatar a Emma. O autor a levou, uma parte do grupo estão por ai tentando cumprir sua parte do plano enquanto a Regina foi resgatar-la.

_Emma é o fator x. – Ruby e Elsa se se entreolharam confusas. _Eu os ouvi, quando estava... – a verdade era que estava revistando cada canto do local desde que chegou, contudo deu ombros. _É uma armadilha, por isso estão atacando. Tenho que fazer algo.

_Hey! Somos amigas do fator x. – Disse Ruby. _Vou levá-los até lá, deixá-los em segurança, mas não vou ficar. Se algo de muito pior estiver para acontecer, precisará de ajuda. – propôs.

_Não... – retrucou August. _Tomarei cuidado, conseguirei respostas.

_Ok. – concordou. _Se infiltre na próxima fileira de casas a esquerda, Zelena está lá. – o homem assentiu e correu. _Detesto ser a estraga prazer. – comentou observando a cena, eles pareciam tão fofos juntos. _Sabe que aquele seria um bom lugar pro cantinho dos amassos. – Ruby sorriu ao se recordar da fazenda._É claro que... Se eles fossem uns anos mais velhos... E se fosse um lugar seguro, e se o cara não tivesse dado sinal para sacarem as armas e alvejarem a gente.


_Alguém vai ter que anunciar que estamos aqui. – Sugeriu Elsa, mas não foi preciso, outro disparo foi ouvido e esta foi a resposta que obtiveram. Rapidamente, se dirigiram até lá, os conduzindo a outro caminho.

_Temos que ir. – Informou Ruby. Grace ficou assustada com aquela abordagem repentina. _Sei que acabamos de chegar, mas está na hora de irmos.

_Está perigoso demais pra sair. – Rebateu Elsa. _Temos que encontrar outra saída.

_Ei, está tudo bem. – Roland a tranqüilizou. _São parte do nosso pessoal. Elas também conheciam seu pai. Não é?

_Claro. – concordou Ruby. _Falando nisto... Roland onde está o seu?

_Está na enfermaria. – respondeu. _Se corrermos podemos passar por eles, estão distraídos.

_E o restante?

_Também. – disse por fim. _No três, ok? – Assentiram, e estabeleceram uma posição. – Um, dois, três...

**

_Belle, está na escuta? – Henry apertou o botão e esperou. _Estamos aqui. – entre chiados e ruídos, as vozes foram se eclodindo. _Como estão às coisas por ai?

_Aparentemente não há nada além de caos. – respondeu. _Foram vocês que causaram os disparos?

_Sim... Quer dizer não. – explicou Merida. _Eles sabem que estamos aqui. – coçou a nunca sem jeito. _Conseguiram algo?

_Um livro de capa marrom, mas... – ela bufou, permitindo que um longo suspiro escapasse.

_Nem tudo está perfeito. – interferiu Rumple, tomando o aparelho. _Mas podemos decifrá-lo.

_ Onde vocês estão? – perguntou Henry. _Ou onde podemos encontrar-los?

_Há duas quadras da biblioteca tem o que costumava ser um parque, ficaremos escondido por lá.

_Encontrá-los depois do bosque. Entendido. – Proferiu Merida, Rumple revirou os olhos mesmo que ela não pudesse ver. _Câmbio desligo.

**

_Há quatro deles vindo pra cá. – avisou Belle.

_ Sabem o que dizem? Ataquem os olhos primeiro, depois as gargantas. – Gold abriu um sorriso sugestivo e puxou sua faca.

_Não precisa fazer isso. – Belle o repreendeu de súbito. _Só precisamos de uma chance.

_Chances não é? – indagou descrente. _Você entende bem disto. Vai dar a chance para uma pessoa que está tentando nos matar... Mas... – Rumple alterou-se e os olhos da ruiva se arregalaram de repente com o clima confortável que se alojara.

_Isso é esquisito... – bateu no ombro de Henry. _Porque é esquisito? – enquanto tentava decifrar o que estava acontecendo, Henry procurava entender o que se movia entre os arbustos.

_Sim, é esquisito... – Admitiu Henry. _Aquele ali não é o August? – ele franziu o cenho.

_Cara, o que está fazendo com essas crianças encapuzadas? – Merida sussurrou, o encarando com uma expressão tão surpresa quanto à dele ao ser pego mais uma vez. _Está seqüestrando elas? – August bufou diante sua pergunta.

_Não diria seqüestrando... E sim as ajudando... – todos o fitavam como se não acreditassem muito em suas palavras.

_Ele fala a verdade. – interferiu Glinda. August agradeceu por finalmente alguém consentir ao seu favor. Ele havia encontrado Glinda, logo após dar o aviso a Zelena, não era apenas ele quem espreitava por ali. _As casas estavam sendo inspecionadas, eu insistir para que nos trouxesse junto, ele só queria ajudar. – August sorriu vitorioso, mal conhecia a mulher, e já adiantava que iam se dar bem.

_Nós encontramos, agora só temos que reunirem os outros. O hospital, ou melhor, a enfermaria, é lá que estarão.

_Como deduz que façamos isso? – indagou Gold.

_Vamos nos infiltrar no meio deles. Seremos discretos. – Disse August.

_Com certeza ninguém nos verá após sairmos acompanhados de um barbudo, uma arqueira, um motoqueiro, uma mulher e duas crianças. – Ironizou. _Fora nós. – o indicou e Belle.

_Relaxe, disfarçaremos as aparências. – Proferiu Merida, um sorriso sugestivo pairava em sua face, contou até três mentalmente e soltou o gás lacrimejante. _Literalmente.

**

NOW

_Por aqui. – seguiam os passos de Maleficent que as guiavam até outro cativeiro.

_Você está bem? – perguntou Regina.

_Vou ficar... – respondeu cabisbaixa. _Poderemos deixar o mundo como era antes. – sorriu fraco e respirou fundo. _Ela podia ser uma de nós, podia ter ouvido o que o mundo e sua mãe te diziam.

_Ela se arrependeu no final, nos deu uma oportunidade de voltarmos. – por mais que não gostasse, ela tinha que admitir. _Só nos resta saber o porquê disto... – murmurou.

_Porque no fundo ela sabia que ceder ao ódio é como beber água salgada... A sede só piora. – Não precisou se virar para saber que Regina entendia, afinal elas já esteve nesta posição antes. _Lily não achou uma boa idéia se os visse, então os trancou aqui. Espero que entendam, caso algo desse errado. – Zelena assentiu e se curvou para desamarrar Mary na medida em que Maleficent desamarrava David. Antes que pudessem questionar qualquer coisa, ela os interrompeu. _Precisam vir comigo.

Foram guiados até onde Swan estava. Regina segurava Emma, tendo em mente que se a soltasse, ela cairia a qualquer momento. Contudo Emma gesticulou para que aguardasse, queria demonstrar que conseguiria se mantiver em pé. Após avistar seus pais se aproximando, ela se apoiou na parede. E como um bebê quer demonstrar que pode andar sozinho, ela se sentiu confiante e cambaleou alguns passos, David sorriu como um pai que anseia pelos primeiros movimentos da filha, mas não a esperou cair, esticou os braços e ela o abraçou forte.

_Está tudo bem, papai está aqui. – disse afagando suas costas.

_Está doendo papai. – murmurou liberando algumas lágrimas. Mary olhou para aquela cena e só conseguiu enxergar dois sentimentos mais profundos: amor e saudade. _É assim que funciona? –perguntou em meios aos fugados.

_Sim. – Respondeu, se juntando ao abraço, os apertando forte, como se aquilo fosse os livrar da dor. _É assim que funciona querida. – de longe a cena era assistida por Zelena, Maleficent e Regina, esta ultima que tinha os olhos marejados, mas fazia questão em enxugar-los depressa.

_Fiquem com ela, cuidaremos do resto. – Disse para eles. _Certo?

_Sim. – rebateu Zelena. _Na melhor das hipóteses, só vamos encontrar um inferno de tiros, fogos e errantes. – ironizou, com certeza precisariam de ajuda, todavia se calou, após receber um beslicão em seu braço.

_Não sabemos o que vem a seguir. – Proferiu Regina. _Então pra onde iremos? Mal, você está no comando.

_Este lugar está um caos. – ponderou por alguns segundos, procurando pensar no que faria. _Na melhor das hipóteses, vamos levar-la a enfermaria. Há muito deles, em seis direções diferentes, temos armas na base. Vamos ter que lutar.

_O que são essas pessoas? – perguntou Zelena.

_Não são pessoas. – retrucou. _Ao cruzar com algum deles, mate-os. Não hesitem, eles são irão. – Zelena engoliu em seco, e Regina deu um sinal para que não saíssem do lado de Emma, elas dariam cobertura.

_Nos temos que lutar... E nos iremos.

**

_Talvez consiga trancar a porta com isto. – sugeriu Roland, arrastando algumas macas, estavam dispersos pela ala médica.

_Talvez não sobre ninguém pra abrir. – Resmungou Grace, cruzando os braços de maneira impaciente, já havia se passado algum tempo desde que chegaram.

_Ei! Minhas mães vão voltar... – rebateu Henry. _Todos eles voltarão, todos. – enfatizou.

_Eu tinha um amigo... – a atenção de todos foi voltada a um dos caras amarrados no chão._Íamos a igreja, aos jogos, é eu fazia isso. – murmurava pensativo. _Engraçado, nem percebemos a passagem do tempo. Todo dia é uma merda nova! Ficamos acostumados.

_Não me acostumei. – Rebateu Hook. Com um dos braços segurava Mica e no outro alisava a testa de Tinker, na esperança que ela acordasse, saísse daquela coma.

_Claro que não. – retrucou sarcástico. _É o tipo de cara que salva bebês. É como salvar um ancora, sem barco, no meio do oceano. Estava protegido até agora, não é? – indagou convicto. _Ainda está vivo, mas não teve que sujar as mãos, posso ver... você é bonzinho.

_Não faz idéia do que eu fiz. – Protestou, sabia que não era tinha sido nenhum exemplo a ser seguido.

_ Estávamos nos protegendo... – ele tornou a falar.

_Não acredito nisso. – interferiu Rumple. Fitou Belle com o olhar reprovativo e se moveu para um canto mais afastado de todos, mais uma vez naquele dia Merida percebeu, e se aproximou de Belle.

_Eu acho que não foi uma boa idéia trazer-lo conosco.

_Não podia deixar Rumple matar-lo, era uma pessoa, e isso é ainda o que somos.

_Você se importa com ele, com o que ele fará... – a ruiva curvou seus lábios num discreto sorriso. _Sabe o que isso significa.

_Que me importo? – Belle falou na defensiva. _Merida... Ele disse que me amava e eu não disse nada, apenas dei as costas e sair. – Merida se aproximou dela, mas Belle virou o rosto em outra direção, optando por encarar os monitores de energia a ela.

_Você espera algo dele, que talvez ele não possa dar, faça um favor a si mesma e deixe de se preocupar com isto. – disse por fim, antes de se direcionar a porta para ver quem a pressionava.

_Enfermeira! Ajuda. – David invadiu, carregando Emma em seus braços.

_Zelena! Graças aos Deuses você voltou. – Exprimiu Robin. De mediato a abraçou. Glinda ficou encarando a mulher sob os ombros do homem, ela tinha que contar.

.

_Ótimo. – Enunciou Gold. _Todos estão aqui, agora só precisamos achar um modo de acabar de vez com esta maldição. Achei o livro, mas está incompleto... Apenas diz que é uma maldição onde os vilões têm finais felizes.

_Isto é impossível. – Protestou August.

_Isto é o que você diz. – Rebateu. – Está faltando apenas uma página...

_Está aqui. – Disse Maleficent. _Estava no bolso de Lily. – entregou o papel.

_Espere Gold... – interferiu Regina. _Antes que quebre a maldição, há algo que precisam saber. – aumentou o tom de voz. _Já passarmos por isso antes... Mas assim que voltarmos... Desta vez não vamos se lembrar de nada. – uma platéia cabisbaixa, foi tudo que conseguiu ver antes de Gold tornar a falar.

_O que não é muito incomum de acontecer. – comentou irônico. _Sei que é difícil de ouvir, mas temos que focar no que realmente importa, nosso regresso. Para isso, precisamos saber... O que diabos significa isto? – suspendeu a folha com apenas um desenho nela.

_É o que vamos descobrir. – Disse Belle. _Não vamos desistir até achar uma resposta.

**

_Não... – Antes que Elsa pudesse dar mais um passo, Regina tratou logo de afastar-la. _Odeio despedidas... – Ela repelia qualquer aproximação, mas a loira continuava a ignorar, entrelaçou seus braços pelas costas da morena que parecia imóvel e a apertou com intensidade. _Ok, você pode me soltar agora.

_Eu me divertir com você, então... Não me importa o que diga, ou que recuse a me abraçar, você é minha amiga. E espero que consiga seu final feliz, porque eu gosto de você e ponto final. – Disse ignorando sua birra, ainda dando continuidade ao abraço de urso, no fim Regina já a acolhia de leve.

_Fico feliz que estivermos no mesmo time. – Confessou ao se desfazer do ato. Elsa forçou um sorriso, mas não disfarçou muito bem.

_Hey! Vocês vão se encontrar...

_Como? – perguntou sem ânimo. _Sem memórias... Eu nem sequer vou ter um...

_Mapa? – Completou Regina. _Isto me lembra uma história que uma amiga me contou... Quando ela era criança, ouviu uma lenda do seu reino que dizia que havia pessoas que vinham da mesma estrela e por isto não se precisava de mapas pra elas se esbarrarem uma na outra, pois elas estavam destinadas a se encontrar. – Exprimiu e pôde ver uma expressão mais suave a sua frente.

_E você a encontrou.

_Não, ela encontrou a família dela. – Suspirou, fitando Emma no meio dos pais, pelo menos ela teria boas lembranças deles.

_Não, ela encontrou você. – Disse por fim. Regina assentiu com um pequeno sorriso, mas logo tratou de esconder-lo ao constatar que August vinha em sua direção.

_Você também quer um abraço de despedida? – Indagou sarcástica.

_Não... Quer dizer, fico honrado... – August atrapalhou-se, ficou confuso com aquela abordagem. _É que estou tentando conquistar a Grace, se ela me ver agarrado á você, o que dirá pro Jefferson?

_Nada. – respondeu. _Céus August! Ela não dirá nada, porque nem ela, nem ninguém daqui vai se lembrar de nada! – Berrou a ultima palavra, não que quisesse abraçá-lo, só queria deixar claro este detalhe.

_Sei que pensa que isto é o fim... Que não pode ficar com a Emma, mas você está errada.

_Como pode ter tanta certeza disto? – arqueou uma sobrancelha, batendo o pé de maneira impaciente.

_Porque alguém me disse se é pra acontecer, vai acontecer.

**

_Onde vamos encontrar um desses por aqui? – indicou o desenho. _Mal voltarmos desta vez.

_Porque não é uma busca, é um enigma. – Proferiu Belle. _Não é sua forma, é seu significado. Veja, é um trevo de quatro folhas... Quatro... – enfatizou o número. _Um trevo comum tem apenas três folíolos, mas em casos extremamente raros alguns desenvolvem uma anomalia e nascem com quatro. Então, já é sorte encontrar algum. O enigma é: É raro um vilão ter final feliz, assim como é raro se encontrar um, mas nos encontramos, o encontramos. – Rapidamente uma frase foi escrita no manual.

‘’O impossível estar a um beijo da realidade’’.

_Jefferson tinha razão: Há magia em todos os mundos, só precisamos saber onde encontrar-la. – relatou August.

_Mas temos apenas três vilões aqui, Zelena, Rumple e Hook. Então quem seria o quarto? – perguntou Gold.

_É ele... O autor? – outra frase foi escrita.

‘’Lar é onde nossos corações estão’’.

_Rápido! – Articulou Rumple. Isto parecida funcionar. _ Diga outra coisa que faça sentido.

_Os sinais vitais estão caindo... – deduziu a mulher de trajes médicos, o monitor cardíaco começou a apitar, o som acelerado das batidas soou por todo o cômodo. _Ela está lutando pra ficar viva. – rapidamente apanhou o desfibrilador e começou a usar-lo, carregando em cargas cada vez mais altas, contudo as correntes elétricas não pareciam reverter a situação de Tinker.

_Tinker, vou te salvar, ok? – Dizia Hook.

_Não, chegou a hora dela. – A médica, tocou delicadamente na mão do homem e o fitou piedosamente. _Eu sinto muito. – Os batimentos pararam e a linha seguiu reta.

_Não, não, não... – exprimia, relutando em acreditar. _Por favor fique aqui. – Encostou seu rosto molhado ao dela, fechou seus olhos e depositou um beijo terno em sua testa. Em questão de segundos, uma luz se expandiu e uma doce e leve brisa foi sentida. Quando Hook abriu os olhos, ela não estava mais ali. _PRA ONDE ELA FOI? – Berrou por todo o cômodo. Os demais não sabiam o que dizer, apenas continuava não esbanjando nenhuma reação.

_O que diabos acabou de acontecer? – Indagou Zelena. _O que obtivemos com isto?

_Nossa resposta. – Respondeu Belle. _Veja, o ato de Hook fez surgir novas palavras.

Onde nossos corações estão chamamos de lar. A sorte é relativa, não escolhermos com quem iremos encontrar. Apenas encontre uma maneira e sobreviva de qualquer forma, para as acharmos a resposta, qualquer coisa é válida como troca. Queremos voltar pra casa, pra onde chamamos de lar, queremos por fim neste infortúnio, e para isso os lábios precisam tocar.

_Você quebrou a primeira parte da maldição. – deduziu a mesma. _Só precisa saber pra onde ela, foi, ou melhor, pra onde você quer ir, pense. – Automaticamente, seus pensamentos foram direcionados a um lugar específico.

_Para “a segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer”... Me leve para a terra do nunca. – E então seu pedido foi atendido, o portal dimensional com grandes nuvens cinza foi aberto. E Hook sorriu, o pó de fada se espalhava pelas ilhas e mesmo que não pudesse ver Tinker, sabia que ela estava ali. Olhou pra trás e viu Nico. Diferente deles, ele não pertencia ao mesmo lugar. _Então você é o Neal... Agora sei de onde herdou esses olhos. – Agachou-se e pôde perceber David e Mary os assistindo. _Pra mim você sempre será Nico Jones Bell. Lembre sempre do que eu disse ok? Não pode mudar seu tamanho, mas pode ficar durão. – o garoto sorriu e tocaram os punhos. _Até mais companheiro. – Bagunçou seus fios loiros, pegou Mica e juntos atravessaram o portal.

_Belle... – chamou Gold, ele era o próximo. _Você é meu final feliz, mesmo eu não sendo mais o seu. – Abaixou sua cabeça, sua voz saia fraca pelo que estava prestes a dizer. _Podemos fazer isto apenas para vocês... – Belle encontrou Will, que a salvou diversas vezes neste mundo. O que Gold quisera insinuar que ela fizesse isto por ele, mas antes que pudesse continuar ela o interrompeu.

_Não é o Will que eu amo. – Levantou seu rosto e selou os seus lábios. Um vento suave preencheu outra vez o ambiente. Gold encontrou Merida, portanto o portal que se abriu era de tempos ancestrais, ou melhor, terras da escócia.

_Eu não conheço este lugar. – Comentou Henry. _E nem essas pessoas... – Merida não pode conter as lágrimas ao rever sua família.

_É claro que não. – Bateu em seu ombro. _Não é para você. – Gold estendeu a mão e a ruiva apertou._Adeus descabelada de azul. Agora eu sei, eu estava fazendo de modo errado.

_É claro que soube você tem olhos em todos os cantos. – sorriu para o homem. E logo após abraçou Roland. _Roland, não pegue nada que não lhe pertence. – Disse séria. _Principalmente, a comida dos outros. – Roland assentiu e a acompanhou no sorriso, ela abraçou Regina e se dirigiu até Emma. _Farei o mesmo com você. – Emma revirou os olhos, mas desta vez correspondeu ao gesto. _Cuidem dele. – pediu. _Às vezes ele não olha antes de pular, mas sempre se arriscará por nos, porque ele sabe que fugir nunca fez de ninguém um herói. – Henry apenas riu fraco, aproximando-se dela e envolvendo sua cintura, Merida não hesitou e sentiu sua mão afagarem seus cachos ruivos.

_Por favor, não vá embora... – murmurou, suplicando seus olhos castanhos nos azuis.

_Eu preciso ir... Encontrar meus pais... – Henry suspirou e finalmente balançou a cabeça positivamente, sabia mais do que ninguém que não havia nada mais importante que família. _Mas eu vou voltar...

_E vai ser amor a primeira vista. – completou Henry. Deu um ultimo beijo antes de Merida desaparecer na imensidão de montanhas.

_Sua vez. – Elsa empurrou seu ombro, fazendo Zelena sair do seu transe. Então ela soltou um longo suspiro, se apoiou no chão e se levantou.

_Hey! Espero que seu gelo não demore a derreter na próxima vez. – A loira sorriu e assentiu levemente com a cabeça.

_E eu espero que você me pague as 20 latas de ervilha. – Retrucou. Zelena girou os olhos e acenou para ela e para Ruby.

_Ele planejou tudo. – murmurou para si. Zelena ficou estática, perante tudo. Sua vez havia chegado, precisava se decidir. Revezou o olhar naqueles dois e inspirou e soltou o ar. Deu mais dois passos e ficou de frente a Robin, notou que todos os olhos daquele cômodo voltavam-se para sua face. _Robin você é ridículo, mas eu gosto de você. – confessou de maneira abrupta, tendo que reformular a acidez em suas palavras. _O que estou querendo dizer é que... Sempre há pessoas com quem se importa, só percebe o quanto depois que se vão. O que tivemos aqui não foi um desperdício de tempo, eu devia ter dito antes de você entrar naquela torre... Só que... – tornou a inspirar fundo, fechando seus olhos por pequenos instantes.

_Não sou eu. – concluiu Robin. _Te conheço o bastante agora para saber que não fui o suficiente. Obrigado por ter me salvo no tempo em que estive aqui. – Zelena assentiu e depositou um beijo em sua bochecha. Direcionou-se até Glinda, esta que diferente de Robin esticava os lábios esperançosos.

_Serei grata pelo que fez a minha filha, mesmo que não me lembre. Mas eu sempre me lembrarei daquilo. – insinuou com os olhos, o que Glinda entenderá bem. _E é por isto que desejo que você seja feliz, honestamente. – Glinda consentiu apesar de estar um pouco frustrada, já era alguma coisa de uma pessoa que costumava guardar mágoas. No instante em que ouviu as deixas, o semblante sereno de Lizzie foi substituído por uma expressa confusa, era esperta o bastante pra saber o que estava se passando.

_Mãe? – chamou Liz. _Está tudo bem? – Perguntou num tom de voz baixo, não queria que ela ficasse sozinha. Zelena foi até ela e se agachou, erguendo seu rosto na mesma altura que eu seu.

_Eu te amo Lizzie. E está tudo normal. – Sua voz soou extremamente doce, acariciou os cabelos da garota deixando uma lágrima escorrer sobre sua face. _Amava antes mesmo de te conhecer. Você foi a melhor coisa que eu fiz. É por isso que você é meu final feliz. – Afastou uns fios vermelhos do seu rosto e depositou um beijo afetuoso em sua testa, demorando alguns segundos ali. Quando sentiu o sopro tocar seu rosto, abriu os olhos e uma passagem repleta de castelos verdes refletia do outro lado O portal de Oz estava ali assim como o de Storybrooke.

_Vai sentir falta de mim? – Perguntou Liz receosa para Glinda.

_Todos os dias. – A mão da garota se dirigiu até seu rosto, enxugando uma lágrima que insistia em cair. Liz se relutava a ir sem que Glinda a acompanhasse e mais uma vez Zelena precisou de sua ajuda.

_Vejo arvores e vejo doninhas. – enunciou correndo, voltando a brincar como fazia com ela pela floresta. Fingiu que ia entrar no portal e foi quando Lizzie atravessou segurando apenas a mão de Zelena.

_Obrigada. – agradeceu mais uma vez. _Isso foi bom.

_Só pra saber eu gostei de você primeiro. – Sorriu, Zelena tornou a girar os olhos até se encaram por uns instantes, e então Glinda entrou no portal de Oz. Zelena atravessou completamente o de Storybrooke, sendo seguida de Roland e Robin.

**

_Porque o portal se fechou? – perguntou Gold, justo quando iria ser o próximo a embarcar, a cintilação roxa desvaneceu.

_Porque vamos continuar aqui. – Proferiu Emma. _E daí que este mundo é a sombra do inferno? Podemos nos adaptar e continuar aqui... Podemos fazer isto, ninguém precisa esquecer ninguém.

_Emma... – Regina olhou de relance para ela, que tinha uma expressão um tanto quanto esmorecida. _Este mundo não tem mais nada, esse mundo cheira a morte, este mundo não é nosso lar, é por isto que precisamos ir. – A verdade era que mesmo que não gostassem da idéia, mesmo sabendo que não tinham como mudar as coisas de outro modo, elas não podiam continuar ali.

_Então porque ele se fechou? – Retrucou.

_Para a simbologia estar completa... – Respondeu Gold. _Para ser um ciclo perfeito precisa dos quatros. – confessou pensativo, e foi ai que eles souberam. O número quatro não era o autor, apesar de ele ter achado que poderia salvar-la a trazendo pra cá dessa forma, que podia trazer-la de volta a vida com quem sabe, um beijo de amor verdadeiro. Só não imaginava que ninguém podia, amor verdadeiro dela era a morte. A morte era parte de quem ela era.

_É isso... Emma... – Deduziu Mills, fazendo uma expressão surpresa surgir em seu rosto. _O trevo representa nosso amor... É raro e nunca é fácil de ser cultivado, precisam de chuva constante e uma temperatura ideal, é difícil e dar trabalho. Mas quando finalmente se intensifica, vale a pena. – E imediatamente Swan correu até ela e não disse nada apenas selou os lábios, sentiu como o beijo anterior que havia lhe dado, só que desta vez um beijo de despedida, e lá estava o portal novamente. Regina não podia ser mais uma vilã, e acabou por Emma assumir seu papel quando matou Cruella, foi a razão de todos terem parado ali, só que também ela ajudou a salvar-los. Ela era o mal, mas também o bem, assim como Regina, e juntas eram como o Yin e Yang. E neste mundo elas conseguiram juntas as forças opostas e achar o equilíbrio para por fim de vez na maldição.

O portal de gelo se estendeu e a neve que caia deixava nítido onde era: Arendelle. Elsa sentiu o cheiro de chocolate invadir suas narinas na medida em que sentiu uma dor rasgar seu peito.

_Minha irmã... – murmurou tentando recuperar o fôlego. _A Anna e o Kristoff estão lá...

_E minha vó em Storybrooke... – Ruby podia sentir a essência da comida, assim como conforto que encontrava na presença de Granny.

_Eu preciso saber...

_Eu sei, eu também. – Elsa abria e fechava a boca sem conseguir dizer nada, foi ai que Ruby a abraçou forte, ficou agarrada uns instantes até sussurrar algo em seu ouvido. _Não se esqueça de mim...

_Não vou me lembrar de mais nada. – Sussurrou de volta, e adentrou no portal de Arendelle.

Maleficent entrou no portal de Storybrooke junto com August que segurava a mão de Grace. Belle entrou com Gold e Ruby adentrou sozinha, assim como era antes.

_Nós vamos te esperar em casa. – Disse David, junto com Mary e Neal.

_Eu também, mãe e mamãe. – Rebateu Henry, atravessando junto com avos.

_Estaremos bem atrás de vocês, querido. – respondeu Regina.

_É, não importa o que eu faça alguém sempre se machuca. – seus olhos estavam banhados por lágrimas, tanto que falava entre pequenos soluços enquanto limpava a cara com as bordas da sua blusa manchada.

_Você salvou tantas pessoas... – Mills a fitou profundamente, concentrando seus mirantes nos exausto a sua frente. _Você me salvou.

_Na verdade eu acho que foi você. Você foi a salvadora nesta história, minha salvadora. – Emma inspirou fundo e assumiu a postura firme que sempre teve. Regina sorriu, era como se afogar em um rio de euforia e lástimas.

_Você me conheceu numa época estranha da minha vida. – enunciou contracenado.

_É... – devolveu o tom. _Talvez em outra vida nos possamos ficar juntas.

_É... – Swan desviou o olhar, buscando uma maneira de criar coragem para continuar. As feições quando não eram divertidas, ou autoritárias, eram de quem se esforçava o máximo para esconder o que se passava por dentro. _E nesta nós seremos felizes... Você e eu vamos ter a melhor vida Regina. Nós vamos ser tão felizes.

_Sim, porque era pra nos duas acabarmos juntas, é o nosso destino... – Ficaram em silêncios por alguns minutos, até Regina conduzir sua mão e se dirigirem ao acesso que as levaria pra casa. _Nos estamos...

_Destinadas...

O livro continuava ali desobstruído e abandonado no meio dos caminhos, ao atravessarem as mãos que antes se entrelaçavam, se desprenderam, a fumaça roxa preencheu o ambiente. E foi isso que aconteceu até o ultimo portal se fechar.

Notas finais
A rima foi boba, mas foi o que eu consegui pensar para fazer algo ''cabum, o enigma pôs fim na maldição''. rsrs Sei que muitos me odeiam agora por fazer desta forma, mas para as coisas fazerem sentindo, tinha que ser desta forma. Como me pediram para escrever a volta deles para Storybrooke, eu preparei mais três capítulos para finalizar esta fic. Vou postar-los em dias seguidos assim que eu terminar, e quem sabe vocês me odeiem menos quando lerem. muhahaha Enfim, as mortes acabaram ai, e onde há vida, há esperança. Espero que continuem acompanhando e me deixem saber por favor 0/ Beijos e até a próxima ^-^