Once Upon a Zombie
22 Sweet Dreams
Notas iniciais
(Flashback starting)
O homem de terno vagava pelas ruas de Storybrooke, tendo como companhia apenas seus pensamentos sombrios. Chegou ao seu improvisado escritório, movendo-se em círculos pelo carpete. Cogitava diversos modos de recuperar sua amada, mas há dias ela havia partido em uma viagem sem volta. Embora soubesse que com a morte não se podia voltar atrás, talvez houvesse um modo de contornar a situação, tirar algum aproveito do passeio trágico.
Bem, ele era o autor, talvez pudesse tornar isto possível. Passou a noite em claro, folheando livros e mais livros, tinha a ideia só precisava do modo de condução para ir adiante.
_Uma maldição de tempo é arriscada... Pense Issac, pense. – murmurava para si.
Deu um longo gole em seu wishy e semicerrou seus olhos escuros ao avistar certo livro de capa marrom. Desordenou as folhas de forma abrupta, o lançando em seguida pela janela.
_Droga! – ainda não era o que procurava. Um longo suspiro escapou por sua boca, acompanhado de um arrependimento repentino. _Droga! – tornou a praguejar. Agora alguém podia encontrar, não era o tal livro, mas ainda sim, não era mais um comum. Quando ia descer as escadas para apanhar o manual, era tarde demais. A campainha tocou alguém certamente se deparou com ele primeiro.
_No que posso te ajudar? – Perguntou, abrindo a porta devagar.
_É seu? – Indagou, suspendendo a obra em mãos. Issac apenas assentiu em momento algum abriu a passagem, contudo isto não foi o suficiente para a mulher a sua frente adentrar sem mais delongas. _Hm, um livro de maldições? – Perguntou descrente. _Por acaso está planejando alguma?
_Você é a filha perdida do dragão não é? – Debochou, recebeu uma revirada de olhos como resposta._Então Lilith... Não vejo motivos, isto foi apenas um descuido meu. – Respondeu tentando soar de maneira indiferente. A verdade era que sim, estava planejando, um plano bem maligno, por sinal. Pois ha alguns dias, ninguém mais, ninguém menos que Emma Swan havia matado o amor da sua vida, Cruella de Vil, pelo menos da parte dele. Ainda tinha dúvidas da reciprocidade. No entanto não podia fazer tal confissão para a mesma, pois sabia que apesar de tudo ela e Emma compartilhavam uma história.
_É uma pena, estava procurando alguém pra lançar uma, sabe? – devolveu o tom de sarcasmo. _Se não você, sabe alguém que esteja se voluntariando? – Perguntou. E foi ai que os mirantes do senhor Heller adquiriram certo brilho, encontrando a oportunidade que lhe faltava, alguém do passado de Emma para modificar o seu futuro. Sinalizou um gesto gentil, onde indicou a poltrona ao lado para que Lily se acomodasse, demonstrando nitidamente seu constante interesse. _Essa história de ‘’podemos ser felizes no futuro, ou ficarmos com raiva do passado’’ não cola pra mim, eu quero minha vingança. – Articulou. Seus olhos ferviam de ódio, cerrava os punhos com total desdém. O homem nada disse, apenas continuou a busca pelo livro, enquanto Lily se sentava; Finalmente o encontraram, duas prateleiras abaixo, também de capa marrom.
_É seu dia de sorte moçinha. – enunciou, retirando o exemplar da estante e folheando algumas páginas até abrir por completo em uma especifica. _Encontrei! – ponderou e limpou a garanta. _E se... Eu te dissesse que podíamos mandar todos para uma terra sem magia... Isto seria um plano de vingança, certo?
_Eu te perguntaria o que você ganharia com isto? – Rebateu. Lily parou e o analisou por breves instantes._Digo... Você é o autor, mas suponho que não possa realizar tal feito.
_Eu ganharia minha liberdade... Venho sido o autor há muito tempo, viajando pelos mundos, eu sinceramente... – Encarou a mulher, deixando que outro suspiro escapasse por sua garganta. _Cansei disto. Eu quero meu final feliz, E uma ida para o mundo real poderia facilitar muitas coisas para mim.
_Ta, Supondo que eu os mande para o mundo real... David e Mary iriam achar um modo de sobreviver. – retrucou, cruzando seus braços.
_Então é sobre isto? Tudo se trata de Snow e Charming? – Seus lábios se curvaram em um sorriso. _ A história mais sem graça que tive o desprazer de escrever. Então, este o seu foco. – tornou a beber o liquido que ainda repousava na mesa. _É compreensível, admito. Mas não é qualquer mundo, é o qual terá um apocalipse zumbi.
_Mortos que voltam? – Indagou surpresa, seu entusiasmo era fácil de ver. _Genial! Esta maldição afetará a todos? – Issac assentiu. _Espere... É o mundo real, e apocalíptico, com coisas que podem te matar. – enfatizou. _Se alguém achar um modo de acabar com a maldição, ainda sim, é o mundo real, se morrer lá, não há volta. Certo? E se eu ou você acabamos sendo pegos...
_Querida. – interrompeu. _ Você sabe como acabar com uma dessas coisas?
_ Enterrando algo em suas cabeças? Assisti muitos filmes de zumbis. – deu de ombros.
_Isto. Mas nós não... – Gesticulou, enfatizando cada palavra. _Nós não somos eles, só morrerão se de fato. – deu uma pausa, abriu a gaveta da escrivaninha e pegou uma arma, Lily se assustou, mas em momento algum recuou, permaneceu estática. _Mirarmos bem aqui. – apontou a arma para a sua testa. _E apertamos o gatilho. _Tem que ser na cabeça. Dê uma pausa dramática, sempre funciona. – sorriu.
_E enquanto a minha mãe, digo a Maleficent, o que será dela nesse mundo?
_Será uma sobrevivente, assim como eu e você e mais outros de nós. Não vou munido apenas de boas intenções, eu vou governar isto tudo. Digamos que... Irei para um lugar especifico.
_Então o que fará para eles? E enquanto... – abaixou o rosto parecendo ligeiramente envergonhada. _A Emma. Ela ficará bem? – perguntou com receio.
_Não se preocupe. Eu planejei tudo querida. Doces sonhos para o casal encantado e para... Ah... – deu um longo suspiro teatral, queria rir, mas aquilo não lhe favoreceria. _A Emma... Eu tenho uma coisa especial para ela.
Lily concordou, e juntos decidirão lançar a maldição, só não contavam que alguém estivesse morando no quarto ao lado, Jefferson estava passando e não pode deixar de ouvir as risadas maléficas que soaram do outro lado do cômodo. Infelizmente, não foi rápido o bastante para sair antes que Lily abrisse a porta e o flagrasse.
_Porque a pressa? – perguntou irônico, vendo que a qualquer momento ele dispararia para contar aos outros. _Se ouviu a ideia, gostando ou não tenho uma coisa especial pra você também, Jefferson. – Issac usou a arma para rendê-lo e o guiá-lo para onde iriam primeiro. _Venha conosco, sua maldição será ser lembrar. – Disse por fim, antes de planejarem como a fumaça verde levariam todos embora.
Quando por fim acordaram no acampamento, não foi apenas o tempo que mudou... A relação de Lily com o autor acabou virando desavenças após constatar que ele só queria usá-la. Acabou descobrindo junto com Jefferson mais uma vez que tudo se tratava de Emma, que ele tinha mais que um simples local específico, ele tinha poderes duvidosos para um mundo sem magia.
A partir dai Grace foi usada como refém e Jefferson teve que partir, sendo assim o modo que acabou encontrando August.
_Então, pretende ficar? – indagou. Lily bufou, não queria ter que deixar a comunidade e tentar a sorte no mundo lá fora como Jefferson, era perigoso, até para ela. Apenas ia aceitar o fato que sua mãe tinha razão. _Vejo que sim, bem senhorita Page... – começou uma série de gargalhadas psicóticas. _Falhou em ver o diabo ao seu lado.
_Eu o vejo bem demais.
(Flashback finishing)
_Úrsula foi esperta, partiu enquanto podia. – Proferiu Maleficent, quebrando assim o silêncio presente. O clima que se alojou não era um dos melhores, reunia rancor, luto e incertezas, tudo na mesma proporção. Apesar de ainda permanecerem no mesmo local, as coisas se acalmavam aos poucos. Agora, mais do que nunca, precisavam de uma solução. _Vamos dar um jeito! Afinal, todos querem voltar pra casa. – tornou a falar.
_Já encontrei uma maneira. – Lily resmungou, sua voz soou um tanto quanto rude. _Já contei o que eu sabia.
_Eu não acredito em você. – protestou Belle.
_E eu não me importo. – Rebateu Lily. Ficando tão próximas e de rostos colados, que podiam sentir suas respirações mudar. Dariam inicio o outro enfrentamento se não fosse por sua mãe segurá-la na medida em que Gold detia Belle.
O contato visual era forte, mas não foi o único foco, o choro infantil que preencheu todo estacionamento, chamou a atenção de todos. Provavelmente seria de Nico acompanhado de Lizzie, quando Glinda se prontificou para ir, Zelena impediu Hook e se ofereceu pra ajudar, afinal era sua chance de criar laços com sua filha.
_O que está acontecendo aqui? – Indagou Glinda, batendo o pé de maneira impaciente, revezando o olhar entre os dois.
_Ela quebrou meu galho. – Respondeu Nico apontando para Liz. _Só porque perdeu a luta de espadas. – Glinda ponderou, esperando que Zelena se pronunciasse, mas foi preciso que a mesma cutucasse seu ombro.
_Faz alguma coisa. – sussurrou. _Vai, é sua chance.
_Está bem. – Saiu da pose estática, após receber um empurrão, literalmente. _Isso é verdade Liz? – a garota nada respondeu, transparecendo sua culpa. Zelena esperava que ela fosse render-se, mas em momento algum abaixou a cabeça.
_Pra você é Lizzie, eu não te conheço. – Retrucou com birra. _E também não gosto de perder.
_Cruel, mas justo. – concordou mentalmente, engolindo as pedras que se alojavam em sua garganta. Caminhou até ela, e quebrou seu galho. _Pronto, agora estão kits. — agora os dois choravam.
_Zelena! – repreendeu Glinda, mas a mesma fez sinal para que esperasse, como se estivesse a situação toda sob controle.
_Agora peça desculpa Lizzie. – sugeriu, tentando soar amigável.
_Por quê? – retrucou.
_Porque eu te ordeno. – Ditou, devolvendo o tom de ordem.
_Como me ordena se não sou nenhuma vaca? – Liz arqueou uma das sobrancelhas, não deixando se intimidar. Zelena ficou boquiaberta pelo atrevimento que reconhecia bem de onde foi herdado, ouvia chamarem seu nome novamente, mas estava ocupada demais dando inicio á uma guerra visual nos olhos de mesma tonalidade dos seus, só saiu do seu transe após sentir seu braço ser conduzido até outro canto.
_O quê? – indagou incrédula. _Ela que começou.
_Achei que iria resolver não causar mais uma discórdia. – reclamou Glinda, contudo não pode evitar rir pela cena que acabou de presenciar. _Está tudo bem, amanhã praticaremos mais.
**
_Elsa... – achegou sem jeito. _Eu... Sinto muito. – O calor do corpo de Regina imediatamente envolveu o corpo dela, dando inicio a um abraço. _Vamos dar um jeito. – tentou conforta-la. Elsa nada falava, apenas continuou cabisbaixa ao se soltar dos seus braços.
_Eu cuido dela... Faça o que tem que fazer. – disse Ruby, se abaixou e ergueu o rosto na altura do seu. _Ei, ei, ei... — chamou. _Olhe pra mim. – Elsa atendeu seu pedido ainda com o rosto molhado. _Estamos vivas. – suspirou, procurando pensar em algo. _Muitos de nós... Se foram, eu sei. Mas isto é temporário, nos vamos vê-los de novo algum dia. Irá ficar tudo bem.
_Irá? – Sussurrou, permitindo que um longo suspiro escapasse. _Sinceramente, irá? – tornou a questionar, seus mirantes azuis buscavam desesperadamente uma resposta nos verdes.
_Elsa... Eu te amo! Deveria ter correspondido naquela hora, mas... – deu de ombros. _É por isto que eu preciso de você... Podemos fazer isto. – No momento em que confessou um pequeno sorriso involuntário formou-se no rosto da loira, e por um momento a tristeza foi posta em segundo plano, ao ouvir o quão doce àquelas palavras soaram. _Isto é tudo temporário, ok?
_Ok. – concordou, roubando um rápido selinho antes de voltarem à atenção a certa morena subindo no teto de um dos veículos.
_Eu quero falar algo com vocês. – enunciou Regina, limpando a garganta. _Nem sei por onde começar... – inspirou o ar e soltou devagar, sentia-se atordoada, eram muitos acontecimentos numa mesma tempestade.
_Comece pelo inicio querida. – Interrompeu Rumple. _O que quer que façamos?
_Quero que sobrevivam. – Respondeu. _Não vamos durar aqui.
_Há muitos jeitos de fazermos isto. – Emma sugeriu, aumentando o tom de voz. _Primeiro temos que saber... Lily o que exatamente você fez com meus pais? – Suspirou, sentindo um misto de irritação e cansaço misturar-se por sua cabeça.
_Emma, seus pais estão em Washington. – limitou-se a responder.
_Eles estão em Washington. Só isso? – indagou incrédula.
_É tudo que sei. – retrucou. _Foi pra onde o autor os mandou. Não sei exatamente aonde, mas é algo com doces sonhos. Fica aqui o enigma pra vocês resolver. – comentou debochada.
_Lilith Page... Eu vou te matar! – Exprimiu. Massageou suas tempôras, optando por encarar o chão a amiga traída do lado.
_Não, não vai não. – Rebateu Lily. _Que tipo de charming é você? – ironizou. _Agora só precisam descobrir um modo de se encontrarem.
_Eu sei o que você fez e você vai pagar.
_Como? – Perguntou Maleficent, recuando seus passos. Emma arqueou uma das sobrancelhas, num expressão tanto quanto óbvia. _Olha aqui salvadora, nos fizemos nossa parte e nos pagamos por isso, ok? Agora é com vocês.
_Ok. Iremos pra lá então. E se você estiver mentindo. – disse para Lily. _Ou tentando qualquer coisa... Qualquer coisa. – enfatizou. _Será você quem perderá.
_Não tenho mais nada a perder. – Disse por fim, antes de conduzir sua mãe até o carro.
**
_Acho que deduziram o que acabou de acontecer. – Proferiu Emma, movendo-se para fazer o mesmo, dar as costas e ligar o motor.
_Não pode decidir por todos. – Protestou Tinker que até então permanecia inerte, assistindo toda a cena.
_O quê? – Se fez de desentendida. _Isto não é mais o antônimo de democracia Tinker, se não quer ir, não vá.
_Não? Veja bem, você faz o que quer, ignora o que os outros querem, e só escuta o que quer. – retrucou. _Estamos aqui por sua causa, você matou aquela mulher. – cuspiu as palavras.
_Tinker. – cortou sem jeito. Notou de canto que a mesma estava se movimento com dificuldade, e deduziu que alguma coisa estava errada. _O que está havendo?
_Acho que não deveria ir. – confessou, respirou fundo e com certa dificuldade em manter o ritmo.
_Sério? Temos os trajes e já sabemos onde...
_Sim... – Interrompeu. _Mas você não precisa ir. – Insistiu.
_Tinker, só quero fazer algo diferente pra ajudar.
_Você sempre se oferece pra ajudar Hook. – Ponderou por alguns instantes, encarando um Hook visivelmente preocupado. _Eu queria falar com você antes, por que... Ai... – murmurou a dor.
_O que houve? Oh, Essa não... – Percebeu seus sapatos ficarem úmidos após o liquido transparente estourar. A bolsa rompeu, os olhos de Hook arregalaram de repente. _O bebê vai nascer? – Tinker não disse nada, mas parou a sua frente com uma expressão de pânico no rosto. _Agora? – engoliu em seco. _Pessoal...
_Qual o plano? – Dizia Regina até se virar e se deparar com a cena. _OH MEU DEUS! Ele está nas nossas cabeças. – o som exaltado de sua voz, chamou a atenção de todos outros que ainda não notavam. _Sem pânico. – dizia mais pra si. _Emma faz alguma coisa!
_O quê? – indagou incrédula. _Porque eu?
_Porque você que teve o Henry, eu só o adotei depois de você... Você sabe... – gesticulou por alguns instantes antes de sussurrar._Abandoná-lo.
_Cruel, mas justo. – concordou Zelena, independente de Regina soltar um ‘’desculpe’’ envergonhado logo após.
_Ok. – Ponderou procurando pensar no que faria. _Sem pânico, ok? Tinker, você está sentindo contrações uterinas? – Tinker assentiu.
_O que isso significa? — perguntou Hook.
_Significa que – Franziu as sobrancelhas e analisou o rosto pálido do homem, chegando a uma conclusão óbvia: não fazia ideia do que fazer. _Isto quer dizer que ela está em trabalho de parto. – soltou com o ar. _Qual são as opções?
_Não acho que temos escolhas. – resmungou Tinker, irritada com a sensação que algo sairia dela ha qualquer momento e de um jeito bem doloroso.
_Não temos... Você tem. – Rebateu Emma. _Você precisa ir com eles até o governador.
_Então vamos nos dividir... O que acham? – indagou Mills.
_Ao menos que alguém se ofereça pra fazer o parto, temos que pensar em um modo ágil. – Protestou impaciente Hook.
_Eu tenho uma faca. – Pronunciou-se Zelena, suspendendo o objeto.
_Você definitivamente irá com eles. – rebateu o pirata, com cara de poucos amigos.
_Se ela for eu também irei. – Retrucou Robin.
_Robin... – Repreendeu Zelena. _Não acha que isto seria bom pra você também? A Belle disse que lá eles têm uma enfermaria, isto está ficando feio. – Indicou a fratura. _Lá você terá alguma chance.
_Ela tem razão pai. – Concordou Roland.
_Está bem. – bufou, dando-se por vencido. _Se cuide, ok? – depositou um beijo na mulher.
_Eu irei com vocês. – disse Glinda. _Vamos Liz.
_Você não pode ir. – Protestou Nico, agarrando o braço da pequena ruiva. _Hook, eu não quero ter que me despedir da minha única amiga. – argumentou. Zelena franziu o cenho, não entendendo bem, os dois estavam brigando há minutos atrás; suspirou e direcionou seus olhares para Regina, não estava em posição de julgar, então mais uma vez Regina recorreu a Emma, a cutucando para que ela fizesse algo.
_Tudo bem Hook, ele pode ir conosco. – Sugeriu.
_Não sei Emma.
_Eu vou cuidar dele... Vá com a Tinker, você precisa ver... – ponderou por alguns segundos, fitando um sorriso enorme que iluminava sua face, enquanto tentava se recordar do nome da garota. Hook falava nisto o tempo, porque nunca prestava atenção._Sua filha nascer. – Completou. Killian assentiu e depositou um beijo na testa de Nico antes de apressar os passos e conduzir Tinker a outro veiculo.
_Mais alguém a caminho de Washington? Protestou Rumple.
_Eu posso ir junto, eles não me conhecem. Posso ser grande ajuda. — ergueu o braço, se voluntariando.
_Não Elsa. – rebateu Regina. _Ninguém sai mais da minha mira, e quando eu digo ninguém isto inclui você... Não posso perder o ultimo membro do time. – como entendia bem sua situação, Elsa apenas assentiu com um pequeno sorriso no rosto. _Você também Henry, você é meu filho com Emma, ninguém precisa se arriscar.
_Isto. – concordou Emma. _Enquanto a Merida... – Ainda relutava com a ideia de ela ir, quem sabe assim teria um tempo a mais com seu filho. _Ouvi dizer que lá tem piscina.
_O quê? Nem precisa dizer que vou junto. – rebateu, aumentando o sorriso em Henry e desfazendo o de Swan.
_Então é isso? Cada um para seu lado...
_Então é isto? – Imitou Belle a forma como Lily pronunciou as palavras. _Porque devemos confiar nela? – Indagou incrédula. _Na pessoa que deu um sumiço nos seus pais, que ajudou a nos mandar pra cá... A mesma pessoa que matou a Anna. – enfatizou.
_Ei viciada em livros, eu não matei a Anna, essas coisas a mataram. – retrucou, virando em direção, não deixando se intimidar.
_Porque você foi covarde e fugiu, podíamos dar um jeito.
_Não, se não fosse ela, seria eu ou você!
_Não... Eu não sou como você. – berrou. E pela segunda vez naquele dia, Regina ergueu-se, tentando quebrar o clima desconfortável que se alojara entre as duas.
_A Belle é importante, ela tem conhecimentos sobre isto, e mencionou o fato de ter encontrado a biblioteca do escritor. – argumentou.
_Não podemos deixar a Belle com ela, vão se matar. – disse Emma.
_Eu cuido dela. – se ofereceu Rumple.
_É minha babá agora? – Belle, tornou a se manifestar.
_Ok.- Regina e Emma trocaram olhares cúmplices. _Mais alguém vai com eles?
_Eu vou. – disse August por fim.
**
– ‘’ótimo, mais sete horas de viagem’’. Ouviu Zelena resmungar, antes de fechar a ultima porta com uma força tanto quanto exagerada. O grupo estava distribuído entre os veículos, só precisavam pegar as estradas agora.
_O que faremos quando chegarmos lá? – Perguntou Regina enquanto tirava os olhos da direção, e os voltava a certa loira pensativa ao lado. _Eu sei que voltou lá antes de irmos. – se referiu ao supermercado, o qual Emma havia ido com Ruby antes de voltarem às rodovias.
_Faremos como Henry. – respondeu Emma. Suspendeu as latas de spray. _Escreveremos por toda a parte.
_Eu sempre te encontrarei? – perguntou descrente. _Este é o seu plano?
_Yeah. – concordou sem sombras de dúvidas, Regina riu diante seu comentário, e a tornou a encará-la com uma expressão divertida. _O quê? Não é a ideia mais idiota que já ouviu.
_Eu não disse nada. – levantou seus braços em sinal de rendição.
_Eu não passo por cima dos outros... – Swan resmungava algumas palavras sem nexo, cruzando seus braços na medida em que deslizada seu corpo rígido no banco. _Como ela pode pensar isso? – Sua expressão mudou de raiva, para decepção em questão de instantes, e logo Mills compreendeu do que se tratava._Eu fiz isso, eu sou terrível...
_Não... – Repreendeu. _Emma... Você é muito... Intensa, sabe? – hesitou e curvou seus lábios num discreto sorriso. _Apaixonada... Você fez aquilo pelo Henry. Você só... Força às vezes. – pronunciou as ultimas palavras rapidamente num tom cada vez mais baixo.
_Devia me chamar de escavadeira é melhor do que rolo compressor. – Ela respondeu de forma abrupta, meio que na defensiva.
_O quê? – perguntou confusa.
_Não estou virando Emma- fonte de caridade- Swan – sussurrou, falando mais consigo.
_Daqui a pouco vai abrir a fila sopão também? – brincou. Esperava ouvir um ‘’por que não’’ e depois sorririam juntas, mas Emma não sorriu, o que a fez ter vontade de desfazer suas palavras de imediato. O sol já havia se posto, e Swan apenas observava os primeiros indícios de escuridão preencher o céu.
_É preciso quantidade, pessoas são a melhor defesa contra errantes. – suspirou frustrada. _Eu sinto muito, eles são melhores do que eu.
_Hey. – Regina a vez despertar de seus pensamentos ao segurar sua mão, voltando a fitá-la com uma expressão carinhosa. Nunca foi boa com palavras reconfortantes, então ponderou por alguns instantes antes que escapasse qualquer palavra por sua boca._Não há ninguém neste planeta com quem eu enfrentaria uma luta, além de você.
_Sério? – era algo simples, se parasse pra pensar, mas aquilo a fez sentir melhor.
_Sim.
_Então me diga o que faremos? – perguntou animada, escorando seus cotovelos na janela, apenas para admirá-la.
_Eu... Não sei. – Rebateu. Não fazia ideia, mas estar ao seu lado era como esquecer um pouco os problemas, ainda que por um curto período de tempo, era inevitável, por mais que quisesse e tivesse que ficar longe dela, gostava mais de Emma a cada dia que se passava._Mas eu confio em você.
~~ ** ~~
Sweet dreams are made of this…
O rádio repousado sobre o criado mudo disparou, e uma música começou a soar por todo o local mórbido, o qual acordou desde então. A fim de desligá-lo, tentou erguer seu corpo do fino colchão que repousava, pois aquela música lhe dava calafrios.
Who am i to disagree?
Estava pronta para ir quando franziu o cenho de momentânea, se seus pulsos estavam amarrados, e estava acorrentada a uma maca. Onde estava afinal? Pensou. As paredes cheias de rabiscos pareciam mais códigos indecifráveis. Não havia quase correntes de ar, pois as janelas permaneciam fechadas e um pouco mais altas da maca.
I traveled the world and the seven seas.
Everybody's looking for something.
_David? – Chamou, sua voz soara um tanto quanto falha. _ Emma? – parou de observar o ambiente desconfortável, e voltou sua atenção para si, seus cabelos já passavam dos ombros e sua pele era do tom mais pálido possível, e aquele traje de sanatório não lhe favorecia nem um pouco. _Alguém?
Some of them want to use you...
Some of them want to get used by you…
Frascos de remédio decoravam o quarto, acompanhado de máquina de eletrochoques e aparelhos espalhados pelo chão. Começa a ficar assustada, pois a música não só a atraiu como também acordou um corpo que repousava em uma das cadeiras perto da porta, se levantou e deu passos vagarosos até ela. O que achava ser um oficial ou apenas um guarda se tornou seu pior pesadelo. Impossibilitada de fazer algo, gritou o mais alto que pôde.
Os rosnados não vinham com boas intenções, achou que tudo estava perdido até o vidro da janela partir-se em mil pedaços e quando se deu conta, não estava mais sozinha naquele hospital psiquiátrico. O homem que invadiu deteu o zumbi cravando uma das ferramentas despesas pelo piso em seu cérebro.
_David? – tornou a chamá-lo. Só que desta vez obteve uma resposta.
_Mary. – a abraçou forte e a desamarrou. Os dois se entreolharam intensamente, antes de questionarem as diversas dúvidas que preenchiam sua mente.
_Onde está Emma? E o Neal... E porque você está de xerife quando eu estou de louca? – Mary começou a cogitar as perguntas.
_Eu não sei. Apenas ouvir sua voz e segui-la... – hesitou, parecendo bastante distraído._Espere...
_Eu sei, é assustadora não é?
_Eu também ouvi essa canção, só que da viatura que acordei. Temos que sair daqui. – Disse David um tanto quanto preocupado.
_Isso não é bom Charming, nos perdemos nossos filhos. –Conseguiram sair após encontrarem uma pequena abertura no final do corredor, metade do hospital já eram escombros. E devido ao cenário de terror, presumiam quanto tempo havia se passado antes de por fim acordarem.
_Eu te encontrei, nós só precisamos encontrá-los agora. – Disse o homem, tentando confortá-la, entraram na viatura policial e deu partida._Sei que Neal ainda é um bebê...
_David? – indagou, enquanto revirava o porta luvas do carro. _Acho que não mais... Veja. – Abriu o jornal, e tocou em seu ombro após constatar que o mesmo direcionava sua atenção num horizonte distante. _Já se passou uma década... O que você me diz?
_Eu te digo que tem um novo xerife na cidade.
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