Notas iniciais
Hey 0/ Hola señoritas.... Primeiramente, queria agradecer o favorito de primeira, os acompanhamentos e os comentários que recebi. Valeu, fizeram uma autora feliz rsrs; Bem, mais um caps pra fic, e eu espero que gostem deste também. Esta um pouco grande, mas terá tretas. kkkkk Sem mais, Boa leitura.

‘’Não somos as únicas sobreviventes. Não podemos ser’’.

Anoiteceu.... A floresta encontrava-se escura e já era possível ouvir os barulhos de grilos, uivos dentre sons de corujas e outros animais noturnos. Dos arbustos movidos pelo vento surgiam Emma e Regina, correndo ofegantes devido ao quase alcance dos zumbis. A volta para a picape vermelha havia sido falha, o automóvel estava sem combustível e cercado por mortos. Apenas deu tempo de Emma pegar sua mochila, e sair o mais depressa possível por outro caminho. Guiando-se pela luminosidade da lua, seguiam pela trilha em meio à floresta sombria. Deparam-se com um veículo enferrujado, Regina verificou se não tinha algo dentro que lhe fosse causar mais problemas, contudo não havia nada. Tinham que pensar em algo, pois quanto mais corriam, mas chegavam à conclusão que sua busca pela segurança era desgostada. Garantiu os bancos e portas bem travados, com certeza não se moveria, todavia não era totalmente inútil a ocasião.

No porta-malas do carro, Emma foi a primeira a adentrar e segurou o compartimento que fechava dando sinal com sua mão livre para que Regina fizesse o mesmo, a mesma relutou um a colaborar, mas acabou invadindo. Em seguida fechou, deixando apenas uma brecha que pudessem observar o movimento. O tempo estava turvo, aquela parecia ser a única saída para a circunstância. Eram muitos e não conseguiria dar contas, o melhor a se fazer era esconder-se e esperar o amanhecer.

O lugar não era grande, porém cabiam as duas perfeitamente, imprensadas e próximas. Estavam uma de frente para outra, suas pernas encolhidas. Não conseguiam manter contato visual devido à falta de luz, mas conseguiam ouvir suas respirações arfantes e apressadas tentando ser controladas. Conseguiam ouvir também os passos vagarosos da horda de zumbis que cruzava o caminho para o leste. A morena fechava seus olhos, querendo que todos aqueles rosnados sumissem, inclusive abraçava suas pernas com todas suas forças. Já a loira, observava todo o movimento com sua arma ponta em ataque, do pequeno espaçamento.

Após o cantar dos pássaros serem ouvidos, Swan foi a primeira a ‘’acordar’’, pois quase não havia dormido com o susto. Mills logo se juntou a mesma, ainda bastante abalada pelo carro que se movia a noite toda. Tirou o lenço que amarraram quase como uma fechadura para que não ocorressem de subir a parte traseira do carro. Saíram quase no mesmo instante, Emma foi a primeira a sair e começar a recolher o que poderia ser útil. Com uma sacola preta em mãos juntou todas as coisas que poderiam precisar sobre os estilhaços; Umas garrafas pets, um retrovisor, pedaços de vidros, rodas sem câmara de ar e etc.

As duas se encaravam em silêncio, o que permaneceu enquanto a loira virara-se levando consigo a sacola sobre as costas, enquanto outra a seguia com a faca em mãos pela volta a Mata. O bando havia partido em estrada reta na direção a cidade. A floresta seria mais seguro, para se alimentarem e tudo mais. Após caminhar por algum tempo, chegaram ha uma parte mais tranquila dos bosques, escondida por galhos de arvores maiores, Emma decidiu quebrar o silêncio;

_Quem você acha que lançou essa maldição? Zelena? Gold... Questionou ficando de cócoras e cavando um buraco na terra com suas próprias mãos;

_Se tiver sido a Zelena.... Que é o mais provável. – Rebateu de forma rígida. _Eu mesma a matarei! Arrancarei seu coração e esmagarei na frente de todos. – Seu olhar fervia de ódio.

_Ok-ay. – Emma a fitava de lado. _Já que esta com tanto desejo de matar. Comece matando algo para comermos. – Colocou algumas coisas que havia trazido dentro do buraco. _E o fogo como faremos? Hm. – Pensativa Swan dizia mais pra si do que pra ela.

_Dê um jeito! – Ordenou _Eu não tenho mais minhas bolas de fogo. – Ironizou logo em seguida. Observava uma jararaca a rastejar pelos pedregulhos. De ponta de pé alcançou um galho de duas pontas do arvoredo em cima e o puxou. Segurou a cabeça da serpente com o galho de forma cautelosa e a matou cravando sua faca.

_Vamos ter que fazer do modo tradicional mesmo. – A loira continuava distraída, Ao pegar o retrovisor do carro, refletiu o objeto sobre o vidro revezando entre o mesmo e a luz do sol. Causando a reação combustível; o fogo. Dando pequenos assopros para aumentar as chamas. Ao olhar de lado viu que Regina suspendia a cobra morta com uma das mãos e a outra repousava sobre a cintura, a esperando terminar o ato. Emma mudou o semblante, parando os assombros devagar, mirando em Mills, encarando surpresa diante daquilo.

_O que? – Perguntou receosa. _Você achou que era só você que ia ensinar algo? Eu cresci em uma floresta ‘’Encantada’’, posso cuidar de mim; – Jogou o animal próximo a loira que deu um pulo surpresa, caindo sobre as folhas secas do chão. Arrancando um sorriso de lado, meio tímido da morena, porém o primeiro desde que se encontraram.

Após tirarem a pele da cobra, assaram e dividiram entre elas. Amarraram as rodas de alumínios em cordas e em volta do pequeno acampamento que montaram. O método seria como alerta, para que soubesse quando algo se aproximava. A cabana foi construída com papelão e galhos secos. Apesar de ambas estarem famintas, Regina mantinha a pose de rainha, sendo delicada ao comer o pedaço de carne com as mãos, diferente de Emma que abocanhava tudo sem perder tempo.

_Eu preciso de uma bebida. – Disse Swan observando sua volta pensativa, ao ouvir aquilo Mills jogou uma garrafa com água próxima a seus pés. _Refiro-me a uma bebida de verdade. Com álcool. – Enfatizou; Regina a analisou por breves minutos ergueu-se e saiu.

Havia se passado mais de 24 horas desde que acordou no hospital, apesar de ainda estar atordoada com tudo aquilo, Swan já se situava no local. Estava na cidade em que cresceu, e a estrada ao lado a floresta em que estavam levava diretamente a um campo de golfe. Mills a seguia calada. Em um casarão branco com grandes pilatres na entrada, resolveram entrar, poderia ter alguém lá dentro. A porta dupla esculpida de madeira estilo européia estava trancada. Swan revistou o bolso do morto da entrada, e Mills observou os cadáveres que se sucumbiam pelos campos, se aproximando do lugar.

Deram à volta, subindo uma pequena sacada em volta ao jardim. Com um taco de golfe em mãos, a loira invadiu primeiro ao local, observando tudo a sua volta, depois deu passagem para a morena fazer o mesmo. Fechou a porta veneziana com vidro quebrada, devagar, fazendo o mínimo de barulho possível.

O lugar estava um bagunça, roupas, panos, lençóis tudo espalhado pelos moveis empoeirados. Armários revirados, vários sacos velhos sobre as poltronas. Na lateral do ventilador de teto parado, havia cordas amarradas a cadáveres suicidas, emitiam sons suspendidos sobre o chão. Mills achou uma lanterna, a ligou vasculhando o local ao lado, outro zumbi estava com uma flecha atravessado a sua cabeça; Próximo um estojo jogado de acessório para arqueria, um tubo preto com bolsa de alça. Juntou todas as flechas e o arco dentro da mesma, e a colocou nas costas. Sobre as mesas estavam taças, a maioria quebrada, acompanhava de garrafas de champagne. Uma bolsa de couro estava jogada pelo chão repleta de dólares.

Os zumbis faziam pressão na porta trancada pelo talco de golfe, Swan juntou tudo aquilo e colocou nas costas ao lado da mochila que já carregava. A morena apenas franziu o cenho como se questionasse ‘’que diabos esta fazendo’’? Entraram no cômodo antes que os mortos quebrassem o resto da porta, era a cozinha antes sofisticada do local. O lugar estava quase apagado, as luzes quase já não funcionavam. Apenas Regina iluminando com sua lanterna.

Utensílios espalhados o chão, dificultava um pouco a travessia. Diante disto, a morena não viu um cadáver com trajes de garçom que ficava diante de si, tentou pegar uma flecha atrás, porém seu kit de arqueiro caiu no chão no susto, não teve alternativa ao não ser o segurar pela gola da camisa ensanguentada. Conseguiu pegar uma garrafa de vidro, e quebrou toda na cabeça do zumbi que continuava em movimento pra cima dela, tentava desesperadamente o desativar com o estilhaço que restou. O imprensando mais ainda sobre o balcão de granito costado, pegou sua faca na cintura e cravou no meio da sua cara. Sua face iluminou-se pelo claro da lanterna de Emma que finalmente se fazia presente.

_ Obrigado pela ajuda. – Comentou irônica.

_Disse que conseguia cuidar de si mesmo, e conseguiu. – Disse com seriedade.

Na dispensa, juntamente com o material de limpeza, estava uma pilha de corpos caídos. Mais uma escada levava ao porão e depois a saída.

Começaram a segui o caminho de volta pela floresta, desviando-se de galhos e mais galhos pela frente. Até uma cabana, um lugar, que segundo Emma era o ponto de esconderijo para quando deixava os lares adotivos. A cabana era pequena havia uma reduzida escada da área até a porta. Janelas grandes de vidros dos dois lados, uma modesta porta de madeira desgastada nos fundos, entraram por ali pegando umas caixas, com potes de vidros.

_O que é isso? – Perguntou Regina.

_Bebida Ilegal. – Replicou entregando uma caixa de madeira, contendo potes transparentes. _Vamos!

O local tinha apenas dois cômodos, a sala estava uma zona. O piso repleto de desordem e coisas espalhadas; Paredes acabadas, algumas com buracos enormes. Uma mesa de ferro com quatro cadeiras a qual Regina deixou a caixa sobre, sentando a seguir em uma das cadeiras.

Alguns abajures sobre a cômoda, e um sofá vinho de dois lugares. Emma pegou dois copos de geléia, e a serviu com o liquido que continha dos potes. Mills deu um gole acompanhado de uma cara azeda em seguida. _É a coisa mais nojenta que já experimentei. Comentou.

_O segundo gole é o melhor. Mas vá com calma. – Alarmou após ver Regina encher dois copos até a borda.

_Essa é pra você. – Regina Entregou-lhe um dos copos, mudando o semblante após recusarem seu brinde.

_Não, estou bem. – Emma queria beber sim, mas devido às circunstâncias, achou que aquilo serviria mais para outra. Pensou que talvez aquilo melhorasse seu humor diante de tudo.

_Por quê?

_Alguém precisa vigiar.

_É a minha babá agora? – Proferiu totalmente rude.

_Beba muita água; – Ignorou a pergunta após ver o quanto aquilo despertava sua raiva. Voltando sua atenção a uma das janelas, observou um zumbi rodando a casa. _É só um.

_Devemos pegar-lo?

_Só se continuar fazendo muito barulho.

_Se ficarmos presas de novo, vamos tornar o melhor possível. A menos que esteja ocupada sendo a babá, Senhorita Swan. – Comentou olhando em volta do que costumava ser o abrigo da loira nos dias difíceis. Lar, doce Lar.

_Para começar, eu digo algo que nunca fiz. Se você já o fez, você bebe. Se não, eu bebo. E vice-versa. – Swan explicava-se enquanto descansava seus cotovelos sobre um centro ao redor da sala, a morena a frente sentava-se em uma poltrona velha, as mãos dobradas sob o queixo. Com as pernas cruzadas, analisava todo aquele jogo. _Não conhecia mesmo esse jogo? – Continuou logo após a outra assenti. _Certo. Eu começo... Nunca atirei com um arco e flecha. Então, agora você bebe.

_Não é bem um jogo. – Contestou.

_Foi um aquecimento. Sua vez.

_Não sei.

_Diga a primeira coisa que vier a sua cabeça. – Disse Emma após dar um longo suspiro, estava cada vez mais difícil tentar não revidar a frieza da mulher diante de si.

_Nunca tinha saído de Storybrooke até aquele dia em Nova York.

_É mesmo? – A morena apenas assentiu e desviou seu olhar para os papeis sob o assoalho, deixando bem claro seu desconforto. _Tudo bem, essa foi boa. Bem, eu nunca sair de férias.

_Também não, só acampei. – Meio que teve que beber metade de um copo, pois acampar valeria em partes.

Emma não bebeu durante duas rodadas, Regina já estava na sua terceira dose seguida durante a brincadeira.

_Eu nunca... Matei inocentes... Quero dizer... Por prazer. – A loira abordou de forma momentânea.

_É isso que pensa de mim? – Seu breve sorriso se desfez ao ver quanto o quanto aquelas palavras significam.

_Não pensei em nada sério. É... Os zumbis... Eram pessoas... –Gesticulava com suas mãos tremulas pra ver se saia melhor.

_Pode beber.

_Espera... Na floresta encantada... Vingança...

_Não.

_Sua vez de novo. – Fingiu um sorriso já meio sem jeito, apontando-lhe o cálice a sua frente.

_Preciso tomar um ar. – Levantou-se rapidamente apoiando na poltrona e deixando uns copos cair ao logo do caminho, em seguido jogou outro na parede. – Fique em silêncio. – Ouviu a outra sussurrar. _Não te escuto ... Meus pensamentos de morte ao próximo estão me consumindo. – Enfatizou aumentando seu tom de voz cada vez mais.

_Regina, não fale tão alto.

_É a minha babá agora? – Virou-se brevemente encarando Swan que silenciava diferente dela. _Espere... É minha vez, não? Eu...Nunca dependi de proteção de ninguém, nunca tive alguém que me defendesse. – A fúria lhe consumia cada vez mais, cerrou os punhos ficando de costas. _Nunca agi como uma criança mimada porque meus pais mentiram pra mim. Acho que não dependi de ninguém pra nada!

_Regina... – Emma a repreendia, mas sem sucesso.

_Com certeza, não me joguei ao mar em busca de atenção. – Um silêncio tomou conta de ambas por breves segundos, e logo ouviram um rosnado vindo do lado de fora. _Parece que nosso amigo quer chamar os colegas. – Comentou irônica após aumentar o barulho, chutando uma lata no meio da cozinha.

_Regina, cala a boca! – Queixou-se já perdendo a paciência.

_Já usou o arco e flecha? – Apontou-lhe o dedo. _Vou te ensinar. – Aproximou-se de Emma e pegou pelo seu braço, puxando a indelicadamente. _ Vamos, será divertido. – Chutou novamente a porta para lhe dar passagem.

_Devíamos ficar aqui dentro. – Sussurrou enquanto estava sendo levada pelas escadas para o exterior do lugar. _Regina, para!

_Idiota, vem aqui idiota. – Chamou pelo zumbi que se aproximava e lhe lançou uma flecha, o prendendo na madeira ao lado da varanda. _Quer atirar?

_Eu-não-sei. – Comentou já com a voz falha.

_É fácil. Venha cá. – Puxou a abraçando por trás, suas braços prendiam forte por seu corpo, impedindo Emma de escapar. Em seguida colocou o objeto em suas mãos.

_Vamos praticar depois. – Soltou-se de seus braços com precisão;

_Vamos é isso é divertido. – Regina abriu um longo sorriso falso e psicótico.

_Pare com isso! – Ele esta encrencado, mate-o.

_Venha Swan. Vamos arrancá-los. Praticar um pouco mais. – Regina a puxou de volta, com os braços em volta de seu pescoço, a pressionando cada vez mais. Emma soltou-se novamente, arrancando a faca que estava no seu bolso e cravando no cadáver preso a madeira. _Porque isso? Estava me divertindo.

_Não! Estava sendo idiota. – Alterou seu tom de voz já desgastado, suspirou pesadamente e a encarou incrédula. _Se alguém encontrou meus pais....

_Não, não é a mesma coisa. – Rebateu.

_Matar-los não devia ser divertido.

_O quer que de mim Swan? – Mills permanecia infrene perante a outra.

_Que pare de fingir que não se importa com nada! Como se o que estamos passando ou vamos passar... Não importasse. Como se as pessoas que perdermos não significasse algo pra você. É mentira! – Enfatizou a ultima palavra a pronunciando diante da sua face.

_É o que acha? – Não deixando se intimidar aproximou-se ficando tão perto que podia ouvir suas respirações ofegantes.

_É o que eu sei.

_Não sabe de nada! – Berrou.

_Sei que olha pra mim e vê outra garota morta. Não cresci em uma floresta de ogros, não sou a Mary, A Belle ou a Ruby...Eu sobrevivi e você não entende, pois não sou como vocês ou elas. Mas sobrevivi. E não pode me tratar assim porque estar com medo.

_Não tenho medo de nada!

_Eu me lembro... Quando te encontrei na floresta, quando virmos o Daniel. Você era como eu, E agora não permite que ninguém se aproxime de você!

_Se aproximar, é? Você entende disso. Perdeu dois namorados e não derramou uma lágrima até agora. Sua família morreu e o que faz é se comportar como uma vadia querendo álcool.

_Foda-se! Você não entende!

_Você que não entende. Todos que conhecermos morreram!

_Você não sabe disto!

_Podem muito bem estar, pois nunca os verá de novo! – As duas alteravam-se uma com a outra, Mills apontou-lhe o dedo indicando suas palavras. _Snow... Nunca verá o Neal...

_Regina, pare! – Implorou já com a voz tremula, quase desmoronando em lágrimas, mas se mantendo firme.

_Não... – Emma procurava contato com ela, tentando passar uma de suas mãos pela maça do rosto. Porém Regina recusa de mediato.

_A maldição foi lançada diante de nossos portões, alguém lançou... – Sua voz saia partida, estava abalada, a Regina de agora não era apenas raiva._ Talvez se eu não tivesse parado de procurar... Talvez porque desisti do meu... –Lamentava-se a longos suspiros. _A culpa é minha.

_Regina....

_Não. – Rebateu mais uma vez.

_E seus pais... Talvez se eu pudesse ter feito algo... – A prefeita de Storybrooke sabia que apesar de ter saído da floresta encantada nunca conheceu um zumbi fora estes dias, semelhante aos outros, eram do mesmo local, ela não imaginava como se livrava daquilo, não sabia que matavam... Que voltavam depois de mortos, e cogitava a idéia que previam da mesma forma, eles podiam não ter uma Emma para lhe dizer e serem pegos de surpresas. Swan não esperou por sua aprovação novamente, vendo a Mills desmoronar diante de si, a abraçou por trás. Prendendo seus braços em volta de sua cintura, descansou sua cabeça em volta de seus ombros, vendo a outra derramar cada vez mais lastimas.

(Can you save me now?)

I am with you

I will carry through it all

I won't leave you I will catch you

When you feel like letting go

Cause you're not, you're not alone

{Not Alone – Red}

Após passarem um tempo voltando ao silêncio, retornaram a cabana. Mills já estava melhor, após Emma lhe oferecer água e se recompor também. O clima ainda estava meio tenso, porém apesar de tudo mais leve. A noite se fazia presente mais uma vez, de frente um para outra estavam acomodavam na grande janela branca do local, fitando a floresta em meio ao caos.

_Você é até uma bêbada feliz. – Comentou a morena.

_Algumas pessoas são babacas quando bebem. – Brincou.

_Sou uma idiota quando bebo. – Desviou seu olhar com tamanha de vergonha. _Gold tinha essa maldição na época... E eu queria minha vingança, eu não sabia... Eu estava tomada por rancor e eu.... – Mills discutia baixinho a respeito do que já cometeu e de como estava sentindo na pele agora.

_Sinto falta deles... Do David me dando ordens.... E Mary me tratando como a criança que perdeu há 28 anos. Era tão chato e super protetor. Esperava que eles passassem os últimos dias em paz. Henry iria crescer... Ter um bebê. E eu e você poderíamos ser avós. – Sorriu ao pensar naquilo e isso fez Regina sorrir também. _Teríamos aniversários, feriados, piqueniques de verão. E que eles envelheceriam... Meus pais, que aconteceria, mas.... Seria calmo. Ficaria tudo bem, sem maldições. Eles estariam cercados por pessoas que amavam. – Parou por breves minutos e seus olhos seguravam o máximo de lágrimas que podia, mas estava cada vez mais difícil. As lástimas já escorriam por todo o seu rosto. _Olha como sou estúpida.

_Era pra ter sido assim. –Tentou reconforta — lá. _Queria simplesmente mudar isso...

_Você mudou.

_Não como você, é como se você nascesse pra esse mundo Swan.

_Eu me acostumei com as coisas ficando feias. Cresci em um lugar assim.

_Você escapou de lá. Estava em casa, diferente de mim que independente do lugar...

_Você escapou também.

_Talvez você precise me lembrar algumas vezes.

_Não. Não pode depender de ninguém pra nada não é? – Brincou Emma. Fingiu um breve sorriso que logo se desfez, dando o lugar a uma face séria. _Um dia vou morrer...

_Pare! – Repreendeu a de mediato.

_Eu irei... É verdade! Você será a ultima mulher da terra... Você meio já é! Depois de mim e tal... – Deu uma pausa vendo a morena mudar o semblante também. _Sentirá muito minha falta quando eu morrer, Regina Mills. – Enfatizou fixando seu olhar vidrado perante a outra.

_Você não é uma bêbada feliz.

_Sou feliz, não estou cega.

_Devíamos entrar.

_Devíamos queimar-la. – Emma levantou-se de súbito derramando todo o álcool que restava na bebida sobre o piso de madeira do local, Regina pareceu adaptar-se a idéia. Juntou seus pertences e jogou a mochila para a outra que riscava o fósforo e o jogava sobre o sofá. Em seguida todo o lugar ficou em chamas, as duas saíram correndo adentrando novamente na floresta. Regina continuava a passos longos quando Emma a segurou pela mão a fazendo se virar para si.

_Hey, Precisa continuar quem você é. Não quem você era. Em lugares assim, você precisa fazer isso.

_E se eu não conseguir? – Seu semblante logo transparecia seu medo.

_Você precisa. Ou irá te matar. Aqui. – Descansou sua mão sobre o lado esquerdo do peito da morena. Ao perceber o constrangimento que aquele pequeno ato causou de instantâneo, Emma disparou na frente, sendo pego de surpresa ao sentir seus braços serem puxados agora.

_Temos que ficar juntas. – Mills mirava-se nela fixando seus olhos negros nos azuis que refletiam o fogo atrás.

_É... – Rebateu pensativa, tentava entender algo distante. _Pelo Henry. – Sorriu

_Por tudo.

Notas finais
Então... Gostaram? Por favor me deixem saber ^^ Até a próxima 0/