Once Upon a Zombie
3 Be Still
Notas iniciais
Quando amanheceu, os primeiros raios de sol invadiram o improvisado acampamento em meio ao sonido de bichos. As brechas entre os papelões levavam a luz que se expandia cada vez mais. Debruçada sobre galhos secos, espreguiçou-se... As pontas de seus dedos encostaram-se a algo atrás de seus fios loiros espalhados na terra, virou-se e coçou seus olhos ainda embaçados. As pálpebras de seus olhos foram se abrindo devagar tendo uma vista privilegiada, a mulher a sua frente dormia, seu rosto era sereno, os cabelos negros caiam sobre os ombros. Retirou uma mecha que caia sobre sua face, e continuou a analisando. – Aquela pessoa que dormia calmamente era a mesma de horas atrás? – Sorriu, e levantou-se antes que a outra acordasse com ela a encarando.
Deu uma volta ao redor do local, sentando a seguir em um tronco de madeira, pegou seus pertences revirando a procura de algo. Um relincho, ao ouvir aquele som emitido franziu o cenho confusa. – Espere... Um cavalo? Na floresta? – Pensou Emma. Verificou se as armadilhas com as rodas de alumínios ainda permaneciam em volta, e deu uma ultima olhada em Regina que continuava dormindo. Não iria demorar, mas queria garantir a segurança da mesma. Ha passos curtos ia caminhando devagar e atenta a tudo, se escondeu atrás de uma arvore e conseguiu ver; Um Alazão castanho alimentava-se das gramas próximas as raízes de um grande arvoredo. Partiu rumo a outro caminho, Emma continuava o seguindo, por fim chegou à beira de um riacho cercado por pedras cobertas por musgo.
O cavalo tomava água ali. Pegou um pedaço de cipó e deixou sua mochila que havia trazido consigo em um dos troncos e subiu em cima de uma rocha maior. Abaixada, iria tentar lançar o cavalo. Porém falhou, o animal assustou-se com outro e partiu com suas patas dianteiras pra cima da loira que acabou caindo no rio. Veio à superfície cuspindo água, tossindo pesadamente, a água havia entrado pelo seu nariz invadindo seus pulmões. Caiu de mau jeito, ainda permanecia lá, diferente do cavalo que deveria estar cavalgando longe agora.
Ergueu seus braços pra cima e retirou sua blusa, fez o mesmo com o resto de suas roupas. Já que estaria ali, iria aproveitar pra ‘’tomar banho’’. Saiu completamente nua as margens do riacho, enxugou-se com um dos tecidos e vestiu uma blusa jeans e uma calça sarja cigarrete marrom. Seu calçado estava molhado, então revirou mais uma vez a mochila procurando o par reserva de botas country. Logo após pentear suas madeixas como pôde, guardou todas suas vestes molhadas e a colocou em uma sacola, e seguida na mochila. Na volta para o acampamento, buscou pelo cavalo, mas sem sucesso. Emma não havia demorado tanto, contudo após atravessar a linha que cercava a cabana, parecia que havia voltado de uma guerra ao ouvir a mulher a sua frente.
_Onde diabos você esteve, Swan? – Seu tom era rígido, mas pesava de apreensão. – Pensei que tinha acontecido algo.
_Eu ouvi um cavalo, daí eu o segui e então... – Emma ficou imóvel ao ser abraçada de súbito, sendo aquecida por um ato que não esperava. _Nunca mais faça isso. – Ouviu a outra sussurrar em seu ouvido. _Desculpe. – Foi tudo que disse ao retribuir o afeto que ainda estava confusa ao receber.
Swan se imaginou presunçosa por pensar isso, mas devido às inúmeras perguntas que teve que responder, deduziu que Regina estava realmente preocupada com ela. Mas é claro que estaria tinham somente uma a outra em meio a um apocalipse zumbi. Desfez-se de seus pensamentos e logo em seguida a levou de volta ao riacho. Pois Mills queria se limpar também.
_Prometa que não vai olhar. – Disse enfatizando suas palavras e fitando a loira que lhe entregava a bolsa para que também pudesse se trocar. Emma levantou as mãos em sinal de redenção e assentiu. _Ok. Mas não vá muito longe.
_Relaxe mulher. – Sorriu. _Eu não irei a lugar algum, estarei bem aqui... Sentada em baixo desta árvore. – Rum. Ouviu a outra murmurar.
_Emma? Espere, fique ai. – Aumentou o tom de voz ao ouvir passos em sua direção.
_Pode falar então. – Voltou-se a se sentar.
_Nunca te agradeci por ter salvado a minha vida.
_Você tinha alguma dúvida?
_Se eu tinha alguma dúvida que você salvaria a rainha má? Hm. – Soou debochada. _Oh, sim! – Disse com firmeza.
_Sabe que eu nunca te vi como a rainha má... – Disse Emma pensativa, fixando o horizonte de verde a sua frente.
_E como me vê então? – Questionou confusa.
_Você não é a rainha má Regina. – Sorriu mesmo que a outra não pudesse ver. _Bem... Não mais. Você é a mãe do meu filho, e eu sempre te salvarei. – As últimas palavras saíram de uma forma tão doce que se tivesse uma platéia as assistindo, rolaria um ‘’onnnnw’’.
_Então você é como o Henry. – Corou um pouco e sorriu ao lembrar-se do filho. _Emma, você é a salvadora. Sua obrigação é salvar finais felizes, acho que não estou inclusa nisto. – Seu tom de voz saiu tímido.
_Obrigação? – Gargalhou com a comparação da mulher atrás de si. _Ok, não seja tão dura consigo mesmo. É claro que você merece um final de feliz Regina, eu te prometi isso, lembra? Estarei feliz em estar presente para vê-lo quando tudo isto passar.
_Enfim, Estou pronta. – Disse Mills saindo das margens e caminhando até a loira.
_Para receber seu final feliz? – Rebateu confusa Emma, se virando para mirá-la.
_Não. – Revirou os olhos. _Para sairmos, acabei. Era bom irmos para cidade desta vez. – Sugeriu.
_Também ia propor irmos para... – Parou de falar diante a mulher a sua frente, engoliu em seco e continuou um pouco sem voz. _Cidade... – Emma não sabia que podiam vestir o mesmo número tão bem e como aquela roupa que pegou aleatória ficaria tão bem em Mills, claro um pouco exótica devido ao que costumava usar, porém meio que combinou com ela, gostou. Regina vestia uma regata verde militar lisa, com um grande decote em v. Uma calça escura colada ao seu corpo, com um cinto coldre duplo de couro o qual pos sua faca nele e suas longas botas pretas. _É... Preto é mesmo sua cor majestade. – Brincou com o fundo de verdade, Mills apenas soltou um ‘’tanto faz’’ percebendo o elogio, mas não queria que a visse corar, então saiu na frente.
Após uma longa caminhada da saída para a floresta, passaram em uma estrada reta e logo depois a um bairro com grandes mansões. Nesta rua as casas quase não tinham muros, invadiram uma casa branca, com ipês rosa na entrada. A porta estava aberta, porém isso não foi o suficiente para Emma adentrar, primeira ela bateu fortemente ao redor da porta e depois assoviou. Regina colocou seu arco e flecha em ponto de ataque, e abaixou em seguida ao não ver nada vindo ameaçador em sua direção. Começou um tour pelo local, um piso impecavelmente encerado com escada sem poeiras a sua frente.
_Está tão limpo. – Comentou Mills ao passar o dedo em uma das mesas de cabeceira.
_Está. Alguém esta o mantendo assim. Ainda podem estar por ai.
As duas voltaram a andar pela casa parando na sala de estar que não era bem uma sala de estar, e sim um meio caminho andado para um velório. Um caixão aberto com um morto dentro, morto mesmo. Sem sinais de vírus. Apenas alguém que descansou para sempre. Swan passou os dedos pela bochecha fria do homem de terno e os retirou com sangue coalhado entre eles. Desceram as escadas que dava entrada para uma cozinha/porão; Mais mortos sobre as macas. Emma abriu um móvel de alumínio, pegando um esparadrapo e umas fitas. Estava mancando um pouco desde o acontecimento mais cedo. Regina descansava suas mãos sobre a maca, fitando aqueles cadáveres de trajes casuais.
_É bonito. Seja quem for que fez isso, se importava. Lembraram que essas coisas eram pessoas. Antes de tudo isso. Não deixaram que se transformassem, não é bonito? – Comentou a loira. As duas encaram por breves segundos, pois Emma continuava em aguardo por uma resposta, a morena apenas se abaixou para enfaixar seu tornozelo e disse; _Vamos...
Continuavam revirando os moveis em busca de algo, geladeiras, fogões até abrirem a porta de um dos moveis pequenos fixados ao chão.
_Uooow! – Swan abriu um sorriso de canto a canto, aqueles de criança ao ver pasta de amendoim e geléia. _Refrigerante diet e pé de porco.
_Café da manhã de gente pobre. – Comentou a prefeita amarga.
_Parecem bons pra mim. – Rebateu. _Espere não tem poeiras em nada disso.
_E...
_Alguém acabou de colocar ai, é o estoque de alguém. Podem estar vivos ainda.
_Então, Vamos pegar um pouco e deixaremos o resto, certo?
_Eu sabia... – Emma disse ao cerrar os olhos e fitar-la.
_O quê?
_Você não é mais a rainha má. – Sentou-se em uma das quatro cadeiras da mesa de ferro, colocando algumas latas em cima do vidro. _O pé de porco é meu. – Falou séria para a morena que apenas lhe soltou um ‘’argh’’.
Após comerem, Swan pegou umas latas, amarrou no barbante e pos em volta ao acesso à porta da frente. Da varanda, pode ouvir um som de piano sendo tocado, dirigiu-se até o outro cômodo, este que continha um caixão vazio, porém estava aberto. Iluminados por velas, conjuntos de sofás com estofados antigos e retrátils, quadros simples e um barulho causado pela loira desastrada; Regina retirou suas mãos que antes tocavam uma música que a outra não conhecia e se afastou de momentâneo, virando-se para trás.
_A casa esta bem fechada. – Comentou sem jeito. Andou passando por ela, deixando suas coisas no assento ao lado. _Só da pra entrar pela porta da frente. – Fez força nos braços e pulou para dentro do caixão.
_O que esta fazendo? – Perguntou assustada.
_É a cama mais confortável que uso em cem anos. – Deitou-se sobre o confortável forro.
_Sério? – A morena ainda a olhava com cara de reprovação.
_Não estou brincando. – Deu de ombros; Acomodando-se ainda mais. _Porque não vai em frente e toca mais? Cante mais um pouco. – Pediu tão carinhosamente que Regina atendeu ao pedido, virando-se para o instrumento e o manuseando. Emma não conhecia esse seu lado, porém preferiu não comentar nada.
O sol estava se pondo, e ambas continuavam naquela mansão mortuária, planejavam roubar um veiculo e sair mais adiante, porém precisavam ter forças para exercer esse tal plano. Então decidiram ficar mais um pouco, sem ter muito o que fazerem, Mills sugeriu que apostassem corrida até a cozinha. A loira franziu o semblante e pensou em questioná-la sobre aquilo, mas desde que o dia havia começado, Regina estava sendo mais fácil de lidar.
_Fui o mais rápido possível. – Dizia Emma com a voz ofegante no corredor a caminho de adentrar no outro cômodo.
_Esqueça. – A morena também não dava o braço a torcer e tentava passar na frente. Ao ver que Emma cairia, pois não devia correr tanto com o tornozelo enfaixo, ela a pegou no braço para evitar tal possível queda. Uma corrente elétrica passou pelo seu corpo ao ser tomado por um ato momentâneo, tentou disfarçar e com suas pernas empurrou a porta para enfim se situarem na cozinha.
_Pronto. – Regina a sentou de leve em uma das cadeiras e viu a outra ficar surpresa diante daquilo que havia preparado. Seria aquilo um jantar? Pensou Swan. A mesa estava arrumada, e em cima do vidro continha duas garrafa de refrigerante cola, pasta de amendoim e algumas latas de conservados. _Tudo bem, vamos comer. – Emma abriu uma das latas, levou algumas colheradas de verduras e legumes enlatados a boca, quando fechava para mastigar não conseguia tirar os olhos da morena, sorria de canto aprovando aquilo. Estava começando a gostar de diversas coisas nela, assim como em Storybrooke, gostava também devido aos laços de amizade que se formava ao longo do tempo que permanecia naquela cidade. Porém era diferente, pois havia esse lado que não conhecia.
_Algum problema Swan? – Percebeu que a loira mantinha os olhos cravados nela, estava começando a ficar constrangida. Então tentava fixar seus olhos na comida reserva posta a mesa.
_Não. – Disse apressada. _Nenhum. – Sorriu. _Então... – Procurou algo em mente para mudar de assunto. _Acha mesmo que tenho dois namorados?
_O quê? – A analisou algum tempo e depois se recordou que havia mencionado isto na discussão na cabana. _Ah, sim. O Hook e o August. – Ao ver que a outra permanecia com a dúvida estampada na sua cara, pensou em soltar um ‘’me esqueci que era loira’’, porém achou aquilo Rude e apesar de estar brincando, sua maldade poderia magoar ela, então preferiu responder sem medir as palavras. _O Hook está nítido que vocês namoram, e o August, ele... Gosta de você sabe... Deu pra ver quando eu meio que o torturei quando me infiltrei... E no resgate dele, você pareceu gostar dele também. Enfim, acho que já deu pra... – Gesticulou com as mãos pra ver se sairia melhor, pois apenas arrancava risos da loira.
_Entendi. – Prendendo ainda o riso, continuou a se alimentar e não disse nenhuma palavra mais, dada aquele assunto por encerrado.
_Você sabe que... – Disse engolindo em seco após outra analise da loira diante de si. _Quando você não se justifica... Não que você me deva alguma explicação, mas quando não se defende da ao entender que é um fato verídico. – Estava tentando manter a calma, mas suas palavras estavam saindo meio rudes.
_Hm. – Emma estava se divertindo ao tentar entender aquilo, ela estava com ciúmes? Ou não, que teoria era esse que tentava desvendar de Mills? Ou maldosa mesmo? Como se não bastasse competir com um, agora seriam dois? Confessou se a teoria do ciúme fosse verdade, ela meio que sentiu quando presenciou uma vez na biblioteca Robin pegando em sua mão. Aquilo estava queimando seus neurônios de uma maneira sagaz. Ou a morena poderia estar tentando aproximando as duas também, querendo tornar-las amigas oficiais. _Não, não tenho dois namorados. August é um amigo querido. E o Killian... – Deu uma breve pausa e suspirou pesadamente... _Ele é especial pra mim, não que eu não sinta falta dele por não chorar, mas eu me pego pensando no que poderia acontecer com ele neste mundo.
_Hey... – Ao ver que a loira desfez-se de seus risos e deu lugar ao semblante triste. Regina pos sua mão sobre a dela, voltando a fixar seus olhos negros nos azuis. _Ele é bom em sobreviver. – Os mirantes azulados a encaravam com outro fator de dúvida. _Qual é, ele diz isso pra os quatros cantos dos ventos! – Revirou os olhos. _Você mais do que ninguém sabe disso. – Sorriu. Um silêncio voltou a tomar conta da residência, fato este que permitiu ambas ouvirem um relincho de cavalo, junto com o mexer das latas ao redor da casa.
_Fique ai, eu vou. – Disse Swan enquanto se levantava, recolhendo suas armas. Porém a morena não deu ouvidos, pegou seu arco e flechas para se juntar a mesma. Emma tomou as rédeas, correu pelos corredores até a porta da frente, abriu devagar checando se não teria alguns cadáveres que as importunaria. Nada de mortos fora, seguiu o som que se adentrava pelo mato, como a mortuária ficava no ultimo meio fio da rua, era muito próxima a outra floresta. Não pensou duas vezes a continuar atrás do animal, no entanto seu braço foi segurado por Mills, alertando do perigo que poderia correr pois estava escuro, o que tornava a missão dificultada.
_Desculpe Regina, mas eu não preciso de uma babá.
_Mas talvez eu precise de você.
Ouvir tais palavras deixou uma Emma balançada, confusa e corada acima de tudo, depois de encarar-la por breves minutos sorriu docemente e deu sinal para irem andando, as duas seguiram pelo caminho de volta aos arvoredos.
_Obrigada. Às vezes eu esqueço que ele é bom nisso, sabe? – Comentou voltando ao assunto que antes falavam no jantar. _Em sobreviver. Tenho certeza que o Robin sabe se virá também.
_Sim... Mas o hook tem uma arma que o Robin não tem além dos arcos e flechas. – Disse se fingindo de séria enquanto continuavam caminhando.
_ O que é? – Questionou esticando seus braços para formar outro cipó com os galhos secos.
_O gancho. Aposto que esta sendo uma arma e tanto para os cérebros dos zumbis. – Gesticulou com suas mãos o que seria um possível Killian atacando os mortos-vivos com seu gancho. Permitiu-se sorrir ao ver Emma com as mãos na cintura a encarando incrédula. _Ah, vai me dizer que não foi engraçado?
_Não. – Foi à vez de Swan se fingir de séria. _Ta, só um pouquinho. Soltou o ar e começou a gargalhar junto.
_Shiu. – Mills colocou um dos seus dedos pra silenciar boca da loira que ficou imóvel. _Ali esta ele. Parou atrás de uma moita, e abaixou-se levando Swan consigo.
_Eu vou lá. – Enrolou o cipó em suas mãos e se preparou para lançar-lo.
_Espere... – Segurou a loira novamente. _Não pode ir agora, irá assustar-lo. Espere até ele ficar tranqüilo no habitat e então você se aproveita disso. Você não entende muito de cavalos não é? – Franziu a testa após Swan negar com a cabeça. _Então pra que você o quer? Vai matar-lo? – Sussurrou as ultimas palavras.
_O que eu entendo de cavalos eu vi em filmes. E não, não vou matar-lo. Eu só... – Abaixou a cabeça encarando a superfície. _Queria pegar-lo pra você, eu nem sei montar. – Sorriu para a outra que não retribuiu apenas continuou com o contato visual. _Sei que gostas de cavalos, eu queria algo que lembrasse seu mundo nesse. Os olhos negros brilhavam intensamente e não conseguia parar de encarar os olhos de Swan, dando lugar ao sorriso que finalmente foi retribuído. _E também poderíamos usar-lo até encontrar um outro meio de transporte.
Concluiu jogando o cipó para a morena que entendeu o recado, ficaram próximo ao servo que ficava a poucos metros do cavalo, elas o cercariam. Regina permaneceu do outro lado, de frente ao cavalo e Swan quase se camuflando no escuro na floresta deu sinal para a outra ir em frente. A missão daria por concluída se não fosse por uma flecha que não pertencia a nenhuma das duas, vinha em outra direção, acertando a lateral da barriga de Swan, a qual o ar lhe faltou, abriu bem os olhos ao receber o ataque, este que quase a prendeu a uma das arvores. Ainda sem reação, Mills sentiu vontade de gritar, porém não foi preciso o cavalo se foi novamente. Correu em direção a loira que se segurava nos troncos das arvores, segurou seu rosto com as mãos a vendo a deslizar sobre seus dedos.
_O que diabos foi aquilo? – Questionou incrédula sem saber o que fazer.
_A prova que precisávamos para saber que não estamos sozinhas aqui. Temos que ir. – Sua voz era partida, colocou seus braços em volta do pescoço da outra, e suplicou com os olhos para tirar-la dali.
Mills atendeu seu pedido e começou a guiar-la entre os pinheiros. Não bastasse todo aquele choque, rosnados de zumbis começaram a ser ouvidos próximo ao lugar. Pararam em um enorme arvoredo, com uma abertura na base do tronco, cabiam as duas, podiam usar com escape até o bando desviar o caminho. Adentraram e ficaram de frente uma para outra, Swan estava cada vez mais pálida devido a perca de sangue constante.
_Sem pânico, ok? – Emma disse quase sem fôlego. _Tem que retirar-la para extorqui o sangue, ok? Só tenho alguma chance, assim. – Regina lhe lançou um olhar de pavor, mirava tudo aquilo sem acreditar que estava realmente acontecendo. _Pode fazer isto, certo? – A outra assentiu mesmo com medo e segurou a flecha firme e começou a puxar. Swan se contorceu de dor e entre os dentes sussurrou; _Não assim. – Suspirou pesadamente para retomar o ar. _Precisa me distrair... Qualquer coisa é válida nessas horas, você precisa pensar em algo.
_Ok... Pense que... Esta no cenário do seu livro favorito... Precisamente na sua cena favorita, da sua página favorita... Então... – Por mais que a morena tentasse algo, sua falha estava evidente, não conseguiria a distração de Emma, sentia que estava a perdendo. _Recomponha-se Swan, não posso perder você. – Disse mais pra si do que pra ela.
Fechou uma de suas mãos firmes na flecha e a outra a prendeu, pressionando Swan do outro lado da ‘’parede viva’’. Pensou apreensiva do que estava seriamente disposta a fazer, soltou um longo suspiro e selou seus lábios no de Emma, no começo sem movimentos, aguardou a meia aprovação, que logo apareceu, surpreendeu-se com seu rosto ser tomado pelas conchas das mãos de Emma que deu continuidade, os lábios foram selados de leve, seguido por movimentos então ela começou a aprofundar o ato.
Mills não se esqueceu o porquê acima de tudo estar fazendo aquilo, aproveitava para puxar cada vez mais o objeto de arqueria. Quanto mais a loira murmurava sob seus lábios, mais ela tomava sua dor, aprofundando o beijo.
Por fim, conseguiu... Quando se deu conta, abriu os olhos e tinha a flecha solta em uma de suas mãos, a outra já não prendia a nada mais, estava livre também. Sorriu vitoriosa e voltou a mirar em Emma que permanecia de olhos fechados, os quais não abriram desde então, apenas foram seguidos pelos mirantes negros e apavorados.
A loira tombou de lado, caindo sobre a terra encharcada sem nenhum sorriso que pudesse corresponder às perguntas de Regina, as quais eram: – O que faria diante de tudo daquilo? Quem atirou aquela flecha? O que faria com o corpo que não sabia se estava mais respirando? E os mortos que cercavam o lugar, que tinha certeza que eram apenas cadáveres, porém que diferente de Swan não eram inofensivos.
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