Notas iniciais
Heeey 0/ Acho que hoje não tenho muito o que falar nas notas iniciais. Então... Boa leitura e espero que gostem. ^_^

_Certo. – Pronunciou Kristoff. Tinha uma das mãos sob a testa para tampar os raios solares que se expandia cada vez mais e outra livre, sinalizando para Will atravessar com o veiculo. _Vamos trazer o outro carro.

_Vou estacionar este outro na entrada leste do pátio. – Respondeu Will com o braço para fora da janela.

_Ótimo! Deixar-lo lá fora seria um convite para estranhos. – Retrucou sorrindo.

_Depois vamos juntar os corpos para queimar-los enquanto vão á buscas. – Will Saiu do automóvel e passou a andar ao seu lado pelo gramado.

_Será um longo dia parceiro. – Anunciou, batendo no ombro do amigo que assentia.

_Onde estão Emma e Regina? – Perguntou Ruby. _Mais ajuda seria bom.

_Estão na torre. – Respondeu Henry. _Estavam lá ontem à noite.

_Emma! Regina! – Gritou Ruby, esperou por breves segundos e tornou a chamar-las.

_Hey! – Respondeu Emma lá do alto. Apareceu sem jeito, quase tropeçando ao vestir a calça jeans apressada. Sua blusa continha uns botões abertos e seus cabelos estavam bagunçados. _O que foi pessoal? – Ao verem tal cena, começaram a sorrir lá de baixo.

_Esta pronta? – Indagou Ruby, viu que a amiga estava constrangida. Mais ainda sim, não conseguia evitar que o sorriso sugestivo aumentasse.

_O quê? – Perguntou Regina com a voz rouca. Revelou-se por trás de Emma, coçava seus olhos semicerrados, sem se dar conta que sua situação estava pior.

_É... Nunca é tarde para um trauma. – Comentou Henry sem animação na voz ao ver Regina surgindo, apesar do tronco para baixo de seu corpo estar coberto pelo o de sua outra mãe, percebia-se que a mesma estava sem as calças.

_Estão prontas para vir? – Completou Will.

_Venham, precisamos de ajuda. – Ruby disse por fim.

_Já estamos descendo. – Retrucou Swan.

_Malucos! – Murmurou Regina, voltado para o interior do local.

**

_Olha o que eu trouxe... – Enunciou sua chegada, trazendo dois copos de café. Adentrou na cela e fitou copiosamente o homem deitado encarando a parede tediosa. _Tá, ela não escolheu você. Mas a vida continua. – Comentou Granny ainda de pé.

_Não! – Bufou Rumple girando seu corpo em direção a mulher._Até você já esta sabendo?

_Ouvi dizer. As coisas correm aqui dentro dessa prisão se não percebeu. É Gold. Imagino que isto deve ter sido como um tiro com espingarda calibre 36 para você. Mas... – Hesitou por breves segundos, Rumple franziu o cenho diante de seu comentário. _Mas não pode ficar ai deitado pra sempre.

_Não estou desistindo... – Revirou os olhos, aceitando enfim a xícara de café._E também não preciso de seu discurso de piedade, só preciso deitar aqui... – Resmungou enquanto levava o líquido aos lábios._Porque eu não tenho nenhum outro lugar pra ficar...

_Sabe como isto soa? Soa como se acomodar ou desistir. – Granny cruzou seus braços, no entanto desfez o ato e se juntou ao lado do homem na cama. _Olha... Estão organizando uma busca, porque não vai junto?

_Olha... – Gold incomodou-se com a proximidade e recuou certa distância. _Eu estou desanimado, mas ainda não suicida se você me entende. – Rebateu sarcástico. _Está querendo mesmo se livrar de mim?

_Ninguém merece você viu. – Revirou seus olhos por cima das lentes. _O que estou querendo dizer é... – Agarrou em seus ombros e sacudiu. _Saia dessa!

**

_ Elsa? Elsa! – Anna pronunciou-se aumentando seu tom de voz. _Está na hora de ir. – Chamou a atenção da irmã, entrando na picape em seguida onde Kristoff já se apossara do volante.

_Já estou indo. – Quando ia entrar no banco vazio que estava ao seu aguardo, viu Ruby do outro lado da cerca, imediatamente seu estômago se encheu de borboletas coloridas. Suspirou, sentindo seus mirantes verdes pesarem sobre si. Em razão de que apesar de sua atenção está voltada para outra loira que falara algo, em nenhum momento quebrou o contato visual.

_Levem os carros para o pátio de cima. – Demandou Emma. _Ficarão fora do caminho, mas pronto, caso precisemos.

_Certo. – Respondeu Ruby. Deu meia volta, e seguiu tentando fingir que aquela troca intensa de olhares nunca aconteceu.

_Zelena! – Robin tocou delicadamente em seu ombro ao se aproximar da caminhonete onde a mesma estava encostada. _Antes de ir queria te pedir uma coisa...

_Estou ouvindo... — Falou pausadamente...

_Se por acaso você... – Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, o que fez Zelena ficar vermelha.

_Robin...- Fez menção que iria falar algo, mas o homem foi mais rápido.

_Há um mercado na rodovia 85, se por acaso vocês forem lá... Pode procurar sementes pra mim? – Após a pergunta, Zelena mudou seu semblante de derretimento para a raiva, não era isso que esperava ouvir.

_Porque você não vai então? – Bufou incrédula.

_Tenho que ficar para ajudar a retirar os corpos. Não quero plantar em um solo contaminado por errantes. – Justificou-se calmamente.

_Ah pode deixar... Você só quer as malditas sementes ou eu posso trazer uns jarros de flores também? – Arqueou uma sobrancelha com expressão nada convidativa em seu rosto.

_Ei... – Segurou em seus braços. _Quero que pareça um lugar onde poderemos viver. E também...

_Tchau Robin, conversaremos na volta. – Deu as costas e saiu fazenda cena. Deixando Robin que se despedia em seguida do seu filho.

_Pai, não precisava ser preocupar. Eu sei me cuidar...

_Eu sei. Mas nunca é demais reforçar. – Abraçou seu filho, cochichando algo em seu ouvido, Roland sorriu e assentiu.

_Tio Gold? – Indagou Roland surpreso ao ver Rumple se achegando pra ir junto. _Então... Vai conosco?

_É o que parece não é mesmo? – Replicou com seu tom rude, dando de ombros.

_Hey Merida! – Anunciou Roland, chamando atenção da ruiva que abraçava Henry. _Olha só quem estar de volta ao nosso time? – Apontou para Rumple que adentrava no carro, revirando os olhos já se arrependendo de ir.

_Está vendo? Só falta você... – Sussurrou animada para Henry.

_Eu tenho que ficar... – Protestou. Merida hesitou, procurando pensar em algo, mas nada saiu.

_Ta bom. – Deu-se por vencida.

_Cuide-se ok? E não deixe o Roland fazer nenhuma besteira. – Depositou um beijo no rosto da amiga e observou partir.

_Henry. – Chamou Regina. _Ajude sua mãe a tomar conta das coisas, ok? Eu volto logo. – Abraçou o filho que balançava a cabeça concordando com o que dissera.

_Regina...

_Swan. – A interrompeu sorrindo, parecendo divertir-se com a reação da loira a sua frente. _Precisamos de buscas, eles tentaram as estradas, como nos tentamos. – Justificou-se, ainda fitando seu rosto. – E além de sobreviventes, buscaremos por mais suprimentos na viagem.

_Não, Regina... Eu vou... Depois de tudo que você passou... – Emma a repreendeu, cruzando seus braços de maneira nervosa. Seu desconforto era fácil de ver.

_Eu quero ir... Você fica e cuida da prisão. – Ela propôs, observando a loira suspirar tentando processar aquilo.

_Mas... — Ainda estava encarando aquelas Iris com faíscas castanhas, quando notou a expressão vitoriosa pairando em sua face. Ela sabia que estava sendo vencida. Ponderou por alguns segundos, observando Regina se aproximar e passar seu braço por volta de sua cintura e a puxando para mais perto.

_Emma meu amor... – Disse extremamente doce, segurou seu rosto, erguendo até estar na mesma altura que o seu. _Temos um trabalho a fazer.

_Eu te amo... Tenha cuidado. – Após a confissão Swan veio ainda mais a seu encontro, levando sua mão até os fios negros, envolvendo seus braços e a abraçando fortemente. Despediu-se selando seus lábios de maneira intensa e aprofundada aos poucos. Os lábios se descolaram lentamente e Emma manteve seus olhos fechado, não queria vê-la ir embora.

_Vocês dois. – Referiu-se a Will e Robin. _Cuidem das cercas. Não os deixem se agruparem. – Pediu Granny. Em seguida os dois saíram e Ruby e Belle correram para abrir os portões.

**

_Você sabe alguma coisa que possamos cantar durante a viagem? – Indagou Roland, escorava sua cabeça no vidro da janela, seu tédio era visível;

_Hm, deixe-me ver. – Comentou Merida pensativa.

_Nem pensem nisso! É da vez que jogo vocês do próximo penhasco a baixo. – Resmugou Rumple.

_Para onde estamos indo? – Perguntou Kristoff, seu veiculo seguia o guiado por Gold que seguia o mais a frente, este dirigido por Regina.

_Não sei. – Respondeu Anna. – Vou perguntar. – Abriu o porta luvas e retirou o rádio de comunicação.

_Sabe que é a primeira vez que ficarmos a ‘’sós’’... Eu e você... Você e eu... – Comentou Zelena acomodada no banco ao lado do motorista, suas pernas estavam estiradas, e a mesma não parava de comer uma espécie de cereal, a qual estava irritando a mulher ao lado pelo barulho ao mastigar.

_É mesmo? – Retrucou sem ânimo.

_Yeah! Então... Já que estamos aqui... – Hesitou por breves segundos procurando em como iria expressar aquilo. _Preciso de você para um assunto íntimo. – Soltou com o ar.

_Urgh Zelena! – Olhou de relance, com total repulsa. ­_Por favor... Somos meia irmãs.

_O quê? – Levou alguns segundos para entender o verdadeiro sentido da sua frase, revirando seus olhos, devolvendo a expressão. _Urgh Regina! Urgh! Não desse jeito. Preciso de ajuda com o Robin. – Ela tornou a falar, ignorando sua cara fechada.

_Te vira! O bofe é teu... – Rebateu sem tirar os olhos da direção.

_Qual é?! Eu te ajudei naquele dia do celeiro com Emma. – Sua voz continha um tom falso de decepção.

_Chama aquilo de ajuda? – Rebateu incrédula, um sorriso sarcástico pairava em sua face.

_É o meu jeito. Qual é? – Indagou hesitante... Diante de sua justificativa, Regina virou discretamente, sentindo a dificuldade em pronunciar as palavras que estavam por vir. _Por... Favor... — Pediu quase como um murmúrio.

_Ta bom. – Deu-se por vencida. A verdade é que já havia concordado mentalmente com aquilo, só queria ver o qual longe sua irmã iria. _O que quer que eu faça?

_Como soube que Emma era pra você?

_Eu... não sei. – Ela gaguejou pela mulher a seu lado ser tão direta. Corou instantaneamente, deixando visível o quanto Emma mexia consigo. _A gente sente... Se você gosta dele... Basta falar... – Deu de ombros, voltando aos poucos com sua postura rígida.

_Eu não sei como... – Confessou frustrada, porém parecendo animar-se em seguida. _Que tal se... Não! Deixa pra lá...

_O que foi?

_Não, deixa pra lá. – Retrucou Zelena, não conseguindo evitar rir diante de sua reação.

_Não dá você sugerir algo e dizer deixa pra lá. – Resmungou, já perdendo a paciência._ Fala logo Zelena!

_Se você se passasse pelo Robin... Daí eu... O que você acha? – Perguntou com receio.

_Esquisito pra cassete. – Sussurrou Mills ainda incerta. _Mas vamos lá... – O silêncio se alojou daí, então a morena decidiu quebrá-lo. _Quer que eu comece? – Zelena apenas deu sinal para ir em frente._Zelena... Eu te amo... – Proferiu, pensou que vindo de Robin não era muito incomum, devido ao fato de o rapaz ser bastante impulsivo.

_Eu também me amo. – Respondeu modesta, e pode ver Regina revirar seus olhos, fingindo está ligeiramente impaciente. _Está bem... Robin. Acho que devo aceitar o fato de você gostar de mim.

_Vai ficar nessa palhaçada? – Bufou já irritada.

_Robin... Eu acho que gostaria de tentar algo com você... – Suspirou e desviou sua atenção para outro ponto fixo do automóvel. Era a primeira vez que Regina a via sem jeito com algo.

_Mas isso é impossível. – Enunciou contracenando.

_Por quê? – Perguntou franzinho a testa.

_Porque você é verde.

_E você é rude! – Cruzou seus braços, virando-se para o vidro. Fechou a cara e voltou sua atenção o trilho de árvores que ficavam para trás.

_Desculpe não resisti. – Soltou o riso. _Qual é? Eu tava brincando. Vamos de novo. – Segurou o riso em meio ao chiado que foi se eclodindo. Apertou o botão, e abafou o som com sua blusa. _Olha... – Segurou o braço dela. _Só precisa falar como se sente, ok? – Zelena assentiu. – E além do mais, se não der certo. Invista na Ruby, ela está solteira. Você não é uma loira de se jogar fora, então... Faz o tipo dela e...

_Não mesmo! – Ouviu a voz incrédula sair o walk talk.

_Como é? – Regina franziu o cenho não entendendo muito bem aquilo.

_Me desculpem pela Elsa. – Respondeu Anna. _Não sei o que foi isso, dá pra escutar vocês... E enfim. – Deu de ombros. _Nos só gostaríamos de saber pra onde estamos indo.

_Da última vez vimos sinais de um shopping ao norte daqui. – Disse Mills por fim.

_Regina... – Zelena tornou a pronunciar, seu rosto adquiriu um semblante que a morena não conseguia decifrar. _Obrigado.

_Por caçoar de você? – Rebateu irônica. _Disponha.

_Por ter pulado naquele dia do celeiro. – Respondeu com certa seriedade. _Eu não estaria aqui se não fosse por...

_Estaria sim. – A interrompeu, vendo a paisagem mudar... Até ouvir seus gritos.

_Regina! A estrada! – Frearam bruscamente ao se depararem com os destroços espalhados em autopista.

**

A tarde parecia tranqüila, Emma fazia rondas em volta ao local, Granny ficava na torre com Belle enquanto o restante limpava outro pátio da prisão. Ao passar pelo gramado viu através da base pela primeira vez um ambiente limpo.

_Isso ai gente! – Falou alto para que todos escutassem sua satisfação.

_Comemore em silêncio, mãe. – Repreendeu Henry vendo a loira sorrir de volta. Porém logo desmanchou o ato, após avistar através dos buracos da cerca o que surgia por trás das sacadas de ferro.

_Minha nossa... Será que não podemos ter um dia bom? – Despertou-se de seus pensamentos ao ouvir um som estranho, que aparentemente estava bem próximo.

_O que foi? – Sem entender bem sua reação, virou na direção do pátio.

_Zumbis! Corram! – Disparou retirando o revolver de sua cintura, saindo do ambiente que costumava ser para o banho de sol.

_Saiam. Saiam daí! – Anunciou Henry chamando a atenção de Robin, Ruby e Will que pareciam distraídos.

_Agora! – Gritou. _Belle! Belle!

_Emma! Tem alguém os colocando aqui dentro. – Belle Apontou para os portões abertos. _Não saia daí. – Disse para Granny, em seguida trancou a entrada da torre e desceu os degraus rapidamente.

_Rápido venham pra cá. – Falou Robin retirando as chaves dos bolsos e abrindo outra passagem.

_O cadeado Robin! – Alarmou Ruby para o homem que já se afastará. _Rápido. As chaves.

_O portão está aberto. – Gritou Henry, na medida em que dispara tiros com sua pistola para tomarem tempo.

_Estou trancando. – Respondeu Will. De modo ágil retirou as chaves do bolso, o nervosismo não ajudara em nada, a quantidade de zumbis só aumentavam. No momento em que conseguiu impedir que mais viessem para o pátio que permanecia um errante que estava por lá acabou cravando suas mandíbulas em seu ombro.

_Não! – Gritou Ruby desesperada. _Não!

_Vamos, rápido! – Respondeu Will. Tudo havia sido muito frenético e mesmo com seu braço ferido, ele continuava mandando bala nos zumbis e puxando Ruby para saírem dali.

**

_As correntes não se soltaram, alguém as partiu com alguma coisa. – Falou Robin ao chegar ao outro ponto da prisão. Havia conferido as passagens antes de chegar às cercas. Ainda tentava controlar sua respiração bastante alterada, e como se não bastasse todo aquele desespero o alarme da prisão disparou, soando alto demais.

_Só pode estar de brincadeira! – Resmungou entre os dentes, Emma. Um misto de irritação e incredulidade tomou posse de seu rosto.

_Parem! – Falou Belle já irritada, atirou nos autos falantes tentando por fim naquilo. O que foi falho, pois mais zumbis começaram a ser atraídos pelo som.

_Como isto pode ter acontecido? – Indagou Henry incrédulo.

_Devem ser os geradores reservas. – Respondeu Robin.

_E como diabos eles funcionam? – Replicou Emma, cruzando seus braços de maneira nervosa.

_Há três deles conectados a um tanque de diesel. Cada um controla uma parte da prisão. – Explicou Robin.

_Se houver energia pode abri-los automaticamente?

_Não sei Emma...

_Alguém está brincando conosco! – Rebateu Swan, cerrando seus punhos com desdém.

_Temos que desligar-los. – Sugeriu Belle. _Vamos nos dividir e procurar.

_Robin, encontre o restante. O primeiro que chegar aos geradores desligue-os. – Disse Henry, saindo acompanhando de Belle e Emma.

**

Yoav (Ft. Emily Browning) — Where Is My Mind?

Chegando a outro ponto distinto da prisão, adentravam em uma porta de emergência onde estavam os geradores de energia. Conseguiram fechar, contudo estavam sendo seguidos pelos cadáveres que logo se amontoaram na porta.

_Henry, a porta. – Alarmou Emma. Henry reuniu suas forças e fez pressão para manter a trancada.

_Mas que inferno! Como desliga isso? – Perguntou Belle perdendo o pouco de paciência que estava em falta.

_Ajude o Henry, eu cuido disso. – Disse Swan após avistar seu filho escorregando com tantos corpos fazendo pressão sob a entrada.

Belle deu sinal para o rapaz para que se afastasse, recuou alguns passou e logo os corpos caíram empilhados, saindo da entrada vindo até eles. Retirou sua faca e enterrou em alguns deles. A porta ficou mais leve e Henry conseguiu manter-la fechada. Emma estava vasculhando as máquinas, buscando desesperadamente por fim naquilo. Deixando Belle que até então estava sozinha, encurralada. Henry teve que escolher entre manter a barreira e ir ajudar-la, se saísse mais deles viriam. Optou por pegar sua pistola e atirar de longe.

_Espero que isto tenha sido necessário. – Murmurou Emma. Conseguiu contemplar o aviso em vermelho, puxou as entraves e pos fim naquele barulho extremamente irritante.

**

_Há portas para um corredor que levará aos nossos blocos. – Falou Will, já cansado de se livrar de zumbis pelos atalhos. Sua camisa prendeu em algo, em meio ao corredor escuro, rasgando uma parte que ficou pelo caminho.

_Pare! – Agarrou em seu braço, segurando-se nas paredes para recuperar seu fôlego.

_Eu vou levar-la. – Rebateu destemido, tentava transmitir segurança, mas sua face estampava outra coisa.

_Will, pare! – Voltou a falar mais firme.

_Eu vou levar-la Ruby.

_E esperar pela morte? – Ao encará-lo foi inevitável segurar as lágrimas. Fechou suas pálpebras, inspirando fundo._Farei de tudo para que não vire uma daquelas coisas.

_Não posso pedir isso. – Suspirou cabisbaixo. Sabia que ninguém poderia salvar-lo diante aquilo.

_É o pacto se lembra? – Segurou em seu rosto e tentou lembrá-lo de quando acordaram na fazenda, prometeram lutar para que não isso não viesse a acontecer. _Pode continuar? – O homem apenas assentiu apesar de ser uma tentativa falha. Pelos corredores escuros seguiam.

**

No final da tarde Emma já transmitia um semblante exaustivo, acompanhado de Belle e Henry tiverem que limpar novamente o bloco, contudo só conseguiam pensar no que aconteceu mais cedo. De longe, surgia Robin, já havia feito a ronda pelos corredores andava cabisbaixo, trazia algo em mão.

_Nos pegamos cinco deles lá dentro. – Falou Belle, limpando seu suor, apoiou-se em um dos ferretes e desabou ali mesmo.

_Havia mais quatro aqui. – Comentou Granny.

_E o restante? – Perguntou Emma.

_Nem sinal deles lá dentro. – Respondeu.

_Devem ter voltado à prisão. E como não encontramos nenhum deles, devem estar juntos. – Disse Henry tentando soar indiferente, queria transmitir alguma esperança para os presentes. _Robin! Viu o Will e a Ruby?

_Não sobreviveram. – Retrucou, sua voz soou mais fraca que o pretendido.

_Não... Não pode ser. – Murmurou Granny.

_O quê?! Como assim não sobreviveram? – Indagou Emma, relutando em acreditar.

_Eu encontrei isto... – Sua voz saia embargada, levantou seu rosto e puderam ver seus olhos marejados. Suspendeu a peça de roupa de Will e um lenço manchado de sangue, um pano vermelho que Ruby costumava usar sempre. – Eu vi o Will, ele foi mordido... Ele estava sendo...

_Não! Não! Não! – Exprimiu Belle, negando com a cabeça que não parecia se cansar com aquele gesto levou suas mãos ao cabelo e em segundos seu mundo pareceu desabar. A dor da perda retomou como se fosse um filme. Whale, Will, Ruby... A partir daí, as lágrimas já desciam desenfreadas por seu rosto.

Where is my... Mind?

Notas finais
Parece que teremos um funeral no próximo capítulo. Bem, eu espero que tenham gostado da trilha sonora, eu não consegui pensar em outra música para a cena. Acho que foi um capítulo cheio de suspenses para os que chegaram até aqui. Então como dizia uma moça que costumava comentar por aqui, as coisas vão ''onar''... rsrs Eu já adiantei um pouco os capítulos, então posso voltar logo. 0/ Enfim, me deixem saber pfvor. bjos de luz ^~