Notas iniciais
Heey 0/ Boa leitura e espero que gostem ^_^

_Porque fez isso? – Indagou Rumple incrédulo, pisando firme no freio. Bateu a porta do carro com força e caminhou apressado.

_Não tive escolha. – Argumentou Regina. _Olhe! – Apontou para a estrada interditada.

_Isto não pode estar acontecendo. – Enunciou Zelena andando impaciente de um lado para o outro. _Vai nos atrasar.

_E agora? – Perguntou Anna saindo do último carro, já sabendo do que iria acontecer, recolheu as mochilas e saiu acompanhada.

_Não me digam que vamos... — Começou Gold.

_É... Vamos andando. – Interrompeu Regina, recolhendo seus pertences e adentrando na floresta, seguida pelos demais.

_Bem, acho que alguém tem que ficar de vigia, não é mesmo? – Rebateu Gold.

_Sério Gold? – Retrucou Mills, virando apenas para encarar-lo, arqueando uma de suas sobrancelhas e abrindo um de seus sorrisos sugestivos. __ Retirem as chaves e pronto.

_É de se pensar... Precisava tentar... Não tenho mais essa disposição toda para ficar andando. – Resmungou, ainda relutando em ir.

_Tem um mercado há poucos quilômetros. – Falou Rolad. _Ah qual é tio, pelos velhos tempos. – Sugeriu e pôde ver o homem bufar dando-se por vencido.

_Admita, você gosta desse garoto. – Falou Regina andando ao seu lado e batendo em seu ombro.

_Ele me lembra o Baelfire. – Terminou sua frase com um fraco sorriso que tinha o único objetivo de focar sua atenção nos trilhos.

**

_O que diabos é isso? – Perguntou Zelena, ficando estática ao enxergar algumas partes de corpos esquartejados pela terra.

_Significa algo na forma que foi montado. – Respondeu Elsa, abaixando-se para analisar. _Ai! O que foi Zelena? – Questionou após receber uma leve tapa no ombro repentinamente.

_Não toca nisso não, pode significar alguma magia. Ou sei lá. – Respondeu de maneira nervosa, balançando sua cabeça e olhando para o chão.

_Olá? – Elsa indagou incrédula. _Se não percebeu não tem magia nesse mundo. Deve Significar...

_Significa vá embora. – Proferiu Merida. _Os braços e as pernas formam letras. E aquilo nas costas diz; voltem.

_E exatamente o que não faremos. Todos estão com armas e facas? – Perguntou Regina, revirando o próprio bolso e checando quanto de munição ainda lhe restava.

_Não iremos atrás deles, não é? – Perguntou Gold, já sabendo da resposta. _Regina, olhe pra isso, o cara não é bom da cabeça. Não vale o nosso tempo. Nem nosso sangue, com certeza.

**

_Podemos parar um pouco? – Perguntou Kristoff, após certo tempo de trajeto, escorou em um dos troncos das arvores e desabou ali mesmo.

_Cinco minutos. – Enunciou a morena para o trio que ficara, mirando em seu relógio de pulso imaginário.

_O que trouxe? – Questionou Anna, ao ver sua irmã abrindo a mochila.

_Comida enlatada como sempre. – Respondeu. _Você quer qual? Esse? – Suspendeu o alimento e Anna fez sinal positivo para a lata de ervilhas. _E o Kristoff? Esse? – Retirou o milho, e depois outro legume. _Não? Esse? – Comentou com repulsa após o sinal positivo para a lata de palmitos. _Ok

_Ah, ele vai ficar com essa outra. – Rebateu Anna, porém após se aproximar do alimento, Elsa a impediu;

_Espere... Por quê? – Indagou com o tom desafiador.

_Porque é melhor pra ele. – Respondeu, não entendendo muito bem aquela reação.

_Ah claro, porque você sabe o que é melhor pra todo mundo, não é? – Debochou, cruzando seus braços em seguida. _Se não importa eu acho que você deveria deixar-lo escolher...

_Não, tudo bem Elsa. Eu não me importo... – Pronunciou-se enfim Kristoff tentando soar de maneira indiferente.

_E se não se importa... – Rebateu Anna ignorando total seu esposo e partindo pra cima. _Precisamos falar o que foi aquilo? Achei que...

_É, não me importo mesmo. – Interrompeu não se importando em parecer rude, ao dar as costas e a deixar falando sozinha daquele lado da floresta.

_Não pode me dar às costas... – Protestou, erguendo-se de modo rápido. _Sou sua irmã.

_Também não pode ficar dizendo por ai o que os outros devem fazer. – Retrucou não deixando se intimidar, pelo contrário, uma veia saltava de sua testa com o alterar da voz. _Você não é a dona da verdade!

_Eu só deduzo o óbvio!

_Ah claro, falou a pessoa que aceitou se casar com um estranho. Como isso não poderia dar merda? – Cuspiu as palavras e pôde ver sua irmã, fechar os punhos já irritada. Foi pra cima dela e a acertou com uma tapa na cara. Elsa levou a palma da mão ao rosto, a encarando um tanto quanto incrédula, nunca achou que o sentiria tão quente.

_Regina! – Chamou Kristoff. _Preciso de ajuda.

_Olhe modo como fala comi... – Não pode terminar a frase, recebeu outra tapa de volta. _Você ta achando que ta falando com quem, com aquela... – Se agarrariam ali mesmo, se não fosse por Regina ter aparecido e ter segurado Elsa enquanto Kristoff segurava Anna.

_Já chega! – Repreendeu Mills, alterando o tom de voz. _Mas, o quê diabos está acontecendo aqui?

_Ah qual é Regina! Deixa ser empata... – Falou Zelena, já tinha se animado com o que estava por mim.

_Calada você também. – Interrompeu. Zelena levantou os braços em sinal de rendição e juntou aos demais que permaneciam calados na platéia. _O quê deu em vocês? Achei que fossem do tipo que não brigavam... – Revezou o olhar entre as duas irmãs cabisbaixas a sua frente e depois em Kristoff que mantinha a cabeça erguida. _E você Kristoff, porque não deu um fim nisso enquanto era tempo?

_Não achei que chegaria a esse ponto... – Respondeu envergonhado.

_Ela que começou. – Murmurou Anna.

_Não importa quem começou, o que importa é que temos problemas maiores aqui. Como acham que vamos terminar se não focarmos no que realmente importa? – Respirou fundo, permanecendo os fitando por um bom tempo procurando pensar em algo para se recompor. _Céus! Vocês têm noção há quanto tempo estamos vivendo com essa maldição e nem sinal do David e da Mary, e nem tantos outros?

_Isso é sério? – Sussurrou Gold para Zelena. _Ela está mesmo se importando com os outros e ainda mais com eles?

_Parece que temos uma nova Regina aqui. – Retrucou, mantendo o tom.

_Não vai acontecer de novo. – Confessou Anna.

_E você não tem nada a dizer? – Questionou Mills, ainda analisando as irmãs.

_Não posso garantir isso. – Provocou Elsa. _Mas posso ir adiantando as coisas... Se não se importam, eu vou começando... – Ela disparou na frente.

_Nada disso moçinha! – Enunciou Mills, segurando seu braço. _Quer dizer... – Engoliu em seco, ao perceber que já estava bancando a mãe novamente. _Não vai sozinha.

_ Pode ficar tranqüila, não estou planejando morrer. – Retrucou com birra feito uma adolescente, o que fez com que a atenção dos demais voltasse a elas.

_Nem eu, mas isso acontece Elsa. – Disse por fim. Após um tempo, avistaram um local ainda em meio a mata. _Vamos nos dividir. – Mills tornou a falar._Pessoal de Arendelle vai com o Gold por lá e nos vamos por aqui.

_Porque eu vou ter que ficar pra apartar briga? – Indagou Rumple inconformado. Zelena já ia se oferecer pra ir junto, mas Regina apenas lhe lançou um olhar e puxou a irmã pelo braço.

**

_Tudo limpo aqui fora. – Disse Zelena, na área do armazém. _Ficaremos com este lugar. – Merida e Regina assentiram e deram a volta.

_Certo. Vamos ver. – Proferiu Roland, fez sinal para a mulher a sua frente esperar.

_O quê? – Perguntou descrente diante aquela cena.

_Preciso verificar antes, fique ai. – Zelena girou os olhos pela atitude do garoto, mas aguardou parada ele abrir as portas. Alguns corvos voaram de momentâneo, porém nenhum sinal de morto.

_Ouviu os pássaros? – Perguntou irônica.

_Só estou fazendo meu trabalho. – Ele deu de ombros, adentrando atendo ao estabelecimento.

_E qual séria? Atrasar os outros? – Retrucou.

_Não. – Disse convicto. _Cuidar de você. Meu pai me pediu isso. – Ao ouvir tais palavras Zelena não pode evitar que um sorriso aparecesse, porém ela fez questão de manter-lo o mais discreto possível._Zelena pegue aquele pato. – Apontou para o brinquedo de borrada.

_Está falando sério?

_Sim. Uma criança crescendo na prisão precisa de brinquedos. – Respondeu sorrindo o que fez Zelena ter vontade de matar Robin pela confissão. Contudo nem mesmo ela entendeu sua reação ao abaixar e pegar o brinquedo, ela estava desistindo de isolar-se naquela armadura.

**

_Ei... Afasta-se. – Disse Regina, verificando o que parecia ser um bar. _Parece que teremos que entrar pela janela. A entrada deste lado está barrada.

_Sem problemas. Eu entro primeiro. – Rebateu Merida se posicionando para ir.

_Nada disto garota, EU entro primeiro. – A repreendeu.

_Ok. – Levantou os braços, recuando uns passos, abrindo passagem. _ Você entra.

_Obrigada. – Disse irônica. Após colocar o primeiro pé, fez pressão e saltou pra dentro. Observo a sua volta, aquele estabelecimento revirado, quase tropeçando em um dos barris. A bancada, as cadeiras de madeiras. _Mas que lugar é esse? O velho oeste?

_Oh, não!

_O que foi? – Perguntou assustada.

_Nada. – Limitou-se a dizer.

_Como assim nada? Você soltou ‘’oh não’’ junto com um suspiro frustrado. – Retrucou, apoiando seus cotovelos no balcão, tomou distância e saltou para o outro lado do bar.

_Apostei com o Roland quem levaria mais coisas. É obvio que perdi, olhe em volta. O máximo que levaremos daqui é frascos de bebidas e amendoim. – Suspirou, mexendo as garrafas de whiskys nas prateleiras.

_Ah mas... Quem sabe ele topou com... – Tentou reconfortá-la, porém não pode terminar a frase, um zumbi agarrou em sua perna fazendo a mesma cair. Rapidamente puxou sua faca, mas não conseguiu tirar-lo de cima de si, pois logo mais cadáveres se juntaram. Tudo que conseguiu foi chutar um, fazendo o se distanciar alguns segundos, o atingiu com sua faca, contundo o máximo que fez foi um corte em seu abdômen, fazendo seus órgãos podres caírem por todo seu corpo.

_O que pode ser pior que amendoim? Senhora Mills? – A procurou pelo estabelecimento e não a viu, escutou apenas uns rosnados atrás da bancada. Rapidamente pulou e degolou os zumbis com sua espada. _Você está bem? – Perguntou, estendendo sua mão.

_Obrigada. – Soltou com o ar. Dessa vez sem sacarmos, só que não por muito tempo. _E estou bem, tirando a parte que agora pareço um deles. – Comentou com repulsa, fitando seu corpo coberto por sangue coalhado.

_Vamos. Quanto mais rápido voltarmos, mais rápido partiremos. – Regina definitivamente precisava de um banho.

_Por aqui.

_Suponho que não iremos voltar pra rodovia, não é? – Perguntou a ruiva, franzindo o cenho.

_Não. Iremos a outro lugar. – se dirigiram ao fundo do local onde Roland estava, entravam pelos fundos do mercado. – não podemos voltar de mãos atadas.

_Senhora Mills, isso se chama trapaça.

_Não. Isso se chama, nunca desista.

**

_Está um lindo dia, apesar de tudo – Comentou Anna, enquanto Elsa quebrava as correntes, abriram as mochilas e retiraram as lanternas para começaram a vasculhar.

_Assim como você. – Rebateu Kristoff, depositando um beijo em sua esposa.

_Se não se importam... Eu vou procurar por ali. – Enunciou Elsa, Apanhou uma cesta do chão, e tornou a percorrer outro caminho.

_Vou com você. – Falou Gold, apressando os passos, não queria ter que ficar ali com o casal.

_É, se também não se importa... Elsa... Eu gostaria de... – Foi interrompida por seu esposo, reprovando aquela idéia. _Não se preocupe. – Assentiu pra ele.

_Não, você vai comigo. – Corrigiu Kristoff, atento ao clima desconfortável que se alojou, puxou o braço do homem e seguiram por outro corredor deixando as irmãs a sós.

_Acho que não temos o que conversar, a tapa foi suficiente. – Resmungou já sabendo que Anna estava prestes a dar início a um discurso.

_Elsa... – Aproximou-se, mas a loira virou para outra direção, optando por encarar as folhas ao vento. _Desculpe-me... – Pediu em um tom de sussurro. _Desculpe por me intrometer na sua vida, é que às vezes ainda acho que você é aquela garotinha que se fecha do mundo quando alguma coisa vai mal. Eu não queria perder você de novo... – Após a forma como aquelas palavras soaram, Elsa deu um longo suspiro e virou-se para encarar-la com uma expressão mais suave.

_Me desculpe também, acho que revidei meio forte. – Alisou a maça do rosto da ruiva, e depositou um beijo ali, como se aquilo fosse amenizar o tom avermelhado.

_Você acha? Ainda está doendo, com quem aprendeu isso? – Perguntou fingindo seriedade.

_Quer mesmo saber? – Seus lábios foram se curvando em um sorriso sugestivo. Anna assentiu apesar de já prever a resposta. _A Ruby... Ela me ensinou a lutar... Ela é incrível, precisava ver... Certa vez... – Comentou animada, mas logo voltou com sua pose ao notar onde iria chegar. _Deixa pra lá...

_Elsa... – Ponderou por alguns segundos e voltou a suspirar. _Coma, beba e seja feliz. – Soltou com ar.

_O quê?

_Estou dizendo que você tem a minha benção. Se aquela garota te faz sentir especial, então... Quem sou eu para ficar no seu caminho. E caso isso não funcione, você terá sua irmã te esperando no final do dia. Precisa saber disto, faz parte de estar viva.

**

_Nos ganhamos na loteria da fórmula com esta. – Falava Roland voltando ao ponto de encontro acompanhado de Zelena.

_Ainda bem! – Suspirou, concordando com o que dissera. – Já não agüentava mais aquelas refeições caóticas.

_Também encontrei feijões, pilhas, salsichas e muita, muita mostarda. – Roland fez questão de enfatizar suas últimas palavras.

_Já está me dando fome. – Confessou Zelena, sorrindo para o garoto.

_Não vai ser fácil voltar da prisão daqui. – Rebateu Elsa, que já estava no aguardo com os outros.

_É, não chegaremos até o jantar. – Disse Gold escorado em um dos carros, revezava seu olhar entre os últimos raios solares e em seu relógio inexistente.

**

_Precisamos discutir suas intenções com meu filho. – Falava Regina, carregando a mochila sob os ombros, a caminho da rodovia.

_Tome um banho, então a gente conversa. – Sussurrou rapidamente. Estava se segurando ao máximo para não tampar o nariz e parecer rude.

_O quê?

_Isso é sério? – Perguntou-lhe um pouco descrente. Regina cruzou os braços com uma expressão tanto quanto óbvia. _ Senhora Mills, isto é antiquado até pra mim... E olha que estou munida de uma espada com um punho de bronze e um antigo brasão da república.

_Senhora? – Indagou incrédula, parecendo ignorar o restante do discurso._Por favor, já estou dez anos mais velha, isto basta. Me chame de Regina.

_Olha... Mesmo que... – Ela desviou o caminho para que a vissem corar. _Ele só me vê como amiga. Eu devo assustar-lo.

_Assustar-lo? – Ela sorriu, parecendo se divertir com a reação inesperada da ruiva.

_Sim... Por que gosto de lutar... Ele deve pensar que... – Argumentou de maneira confusa.

_Não precisa se envergonhar por gostar de luta. A maioria de nos não tem o necessário para entender a situação. É por isso que ha muito deles e pouco de nós. Tenho certeza que Henry lhe ver como alguém muito brava. – Disse por fim, a vendo sorrir também.

_Senhora... Ops... Regina? Você pode me dizer também se zumbis sabem acender fogueira?

_O quê? – Regina se direcionou a parte da floresta onde a ruiva estava, percebeu os últimos vestígios de fumaça se sucumbirem. _Foi apagada há pouco tempo. – Conclui.

_Você acha que tem alguém por...

_Sim. – Sussurrou. _Escutou isso? – Não esperou pela resposta, disparou entre os arbustos, indo a outra trilha da floresta, iniciando uma perseguição a algo que ela não sabia exatamente o que era, mas sabia que eram passos humanos.

_Hey... Espere por mim. – Disse Merida correndo atrás dela.

_Já estamos nos divertindo? – Percorreu o local com seus olhos, dando leves passos em círculos. _Vai mesmo saltar pela floresta? Um contra mais de quatro? Com todos nos armados? – Cogitou as perguntas mantendo um tom severo. Saltou as raízes de grandes arvoredos, o alçando finalmente.

_O que diabos foi isso? – Perguntou Merida incrédula após alcançar Regina e presenciar a mesma pulando em cima do homem.

_É assim que se faz! – Falou ofegante. Puxou o homem que continuava cabisbaixo, e o levou até as estradas onde estavam os outros. Soltou seus braços, retirando seu capuz e deixando seu rosto a amostra.

_August! – Sua voz soou mais baixo que o pretendido pela surpresa. _Você sobreviveu.

_Mas pelo visto não se deu muito bem. O que aconteceu no seu braço? Foi mordido? – Questionou Gold, semicerrando seus olhos diante do rapaz.

_Bem... Eu acordei em um depósito de suprimentos médicos. Eu mesmo fiz, não é legal? – Seus olhos azuis transmitiam total insanidade, coçava seu rosto barbado à medida que a fitava sem o menor receio, seus cabelos estavam mais longos com a retirada do capuz.

_Porque você correu? – Perguntou ainda Regina. _Achei que esse mundo não trouxesse os ressentimentos à tona. Mas acho que me enganei.

_Ei! – Falou meio que na defensiva. _Só o fato de nos encontrarmos é um milagre! Não estava fugindo de vocês...

_Eu percebi. – Rebateu irônica. _Enfim, Temos problemas maiores aqui. – Apontou para o incomodo que já se aproximava.

_O quê? Essas coisas? – Retrucou. _São os de menos, deviam temer eram as más pessoas desse mundo.

_Do que você está falando? Está sozinho? – Perguntou Gold.

_Agora sim. – Limitou-se a dizer. Voltou sua atenção para as arvores, ao perceber que todos já o observavam. _Não sou tão bom nesta maldição.

_Mas você sobreviveu... Esse tempo todo sozinho... – Comentou Mills, não entendendo muito bem aquela confissão. _Você... Quer voltar conosco?

_O único motivo de eu ter conseguido fugir, foi porque essas coisas estavam fazendo banquete do meu pai.

**

_Reunião! – Anunciou Zelena, ainda tentando processar a frieza do rapaz. Convocou Gold, Regina e Elsa._Ei vocês. – Apontou para os que ficavam. _Fique ai casal, vigiem o fugitivo.

_Achei que nunca precisaríamos nos reunir para levar um sobrevivente conosco. – Disse Elsa assim que formaram a roda.

_Acham mesmo uma boa idéia levar esse maluco com a gente? – Indagou Rumple. _Eu tinha razão quando disse que o cara não era bom da cabeça.

_Hey! É o August. – Enfatizou Regina.

_Do que ta rindo idiota?

_Desculpe... Mas eu estava imaginando como conseguiu sobreviver até agora mancando de uma perna. – Após o comentário, todos tentaram não rir, mas ao ver o homem fazendo a imitação não conseguiram evitar que uns sorrisos discretos aparecessem.

_Ele é sua responsabilidade Regina! – Bufou já irritado. _Agora fique ciente que o lugar é até tranqüilo comparado a esses dois. Eu gosto do silêncio, lá da prisão podemos ouvir-los nas cercas, em qualquer lugar...

_E onde seria esse lugar que vocês chamam de lar?

_Agora ta explicado. – Disse Gold, tão surpreso quanto os demais ao ver outro maluco reconhecível a sua frente.

_Jefferson! – Regina Enunciou boquiaberta. _Você não disse que estava sozinho? – August assentiu. _E o que tem a falar sobre seu amiguinho ali?

_Não somos amigos. – Disse por fim.

**

_Porque não posso voltar no com você?! – Questionou Regina para sua irmã.

_Por que... Por que... – Tudo que queria dizer era porque você está fedendo a carne podre._A Elsa insistiu pra ir comigo. – Soltou com o ar. Ao ouvir tal comentário a loira franziu o cenho fazendo menção que iria falar algo, mas logo se calou com o beliscão em seu braço.

_Mal posso esperar para ouvir seus comentários. – Comentou forçando um sorriso.

_Então, eu vou no seu Rumple!

_Regina, minha querida, se importa de ir atrás do carro?

_Me importo! Prefere ir com estes malucos do que comigo? – Sussurrou a palavra ofensiva, para que só eles escutassem.

_Os malucos não estão fedendo. – Rebateu alto demais pra quebrar qualquer sigilo.

_Mas ele está sob meus cuidados, então iremos todos no seu veículo. – Retrucou dando aquele assunto por encerrado e entrando no carro enquanto Anna e Kristoff faziam o mesmo com Merida e Roland.

**

_Estava mesmo interessada na Ruby? – Zelena tirou os olhos da direção e fitou a mulher que contraia o lábio, então resolveu brincar.

_Ela não é de se jogar fora... – Comentou soltando o riso._Relaxe só foi um comentário de Regina...

_Você acha que ela vai me perdoar por ter sido idiota? – Perguntou apreensiva. _Eu não queria magoar-la Zelena... Eu só...

_Até que seu gelo derreteu rápido. Olha... – Deu um longo suspiro procurando pensar em algo. _Se serve de consolo Regina era idiota e Emma a perdoou.

_Claro! Se for idiota é enfrentar uma cidade pra encontrar-la enquanto leva o título de ingrata. – Cuspiu as palavras ao defender a amiga, percebendo Zelena lhe fitar estranho. _Só quero dizer que Emma também não fica atrás. – Deu de ombros.

_Ok. E veja só? Agora elas estão juntas. Você acha que ela também não foi idiota quando não aceitou sua amizade?

_Todo mundo é um pouco idiota às vezes. – Murmurou, escorando sua cabeça do vidro da janela, girando os olhos em seguidas ao ouvir tal comentário de Zelena.

_Menos eu, sou perfeita.

**

_Você já teve uma sensação de que não estamos sozinhos? – Perguntou Jefferson, confessando como se estivessem partilhando de algo extremamente secreto.

_Não mais, só as vezes que estive com você. – Retrucou August, parecendo bastante chateado.

_Quando vai me perdoar por ter fugido a primeira vez que vi essas coisas. Sinto muito pelo seu pai, ao contrário de você que não sente nada pela Grace.

_Quantas vezes eu vou ter que dizer que aquele cadáver não era a Grace? – Ao ouvir tal coisa, Regina e Rumple se entreolharam já preocupados com o que estará por vim. _Escutem essa... – Enunciou, segurando uma gargalhada. _O Jefferson adotou um morto de cabelos loiros e ficou tratando ele como se fosse sua filha perdida. Não me perdoou ainda, por ter acabado com isso e ter salvado sua deplorável vida. A propósito como deram nome a essas coisas? Errantes?

_Emma me disse que eram Zumbis. – Respondeu Mills.

_Então ela está viva? – Suspirou aliviado ao ver a mesma apenas assentir.

_Porque você se importa? – Indagou August, cruzando seus braços de maneira nervosa.

_Sabe muito bem por que. – Retrucou como se aquilo fosse óbvio.

_Ah, Regina... – Rumple tirou os olhos da direção e abriu um sorriso sugestivo ao ver a morena cerrando os punhos e fechando a cara ao perceber._Isso vai ser engraçado.

**

Na prisão a noite já se fazia presente há algum tempo. Na torre de vigia apenas Emma se encontrava, aguardava ansiosamente a chegada dos restantes; O clima tornou-se pesado com o acontecimento de horas atrás, seu rosto estava encharcado, contudo tentava manter-se firme. Regina havia lhe pedido pra tomar conta e era isto que faria. Henry tentava consolar os demais, enquanto ela desejava com toda a força que nada estivesse acontecido pela demora. Viu os faróis se aproximando e finalmente seu rosto se iluminou.

_Pessoal, eles voltaram! – Anunciou. Quando ia se aproximar dos portões, apenas Henry se moveu para ajudar-la. _Belle... Sei que é difícil, mas, por favor. Chega de mortes... – Pediu já sem voz. Belle suspirou pesadamente e bateu no ombro de Robin cabisbaixo, levantando-se pra ir.

_Vocês me querem, vamos! – Gritou chamando a atenção dos zumbis com uma pá nas cercas. Henry ajudou sua mãe com os portões dando a passagem para os veículos entraram.

Ao serem estacionados, todos foram saindo devagar e interagindo com os que haviam permanecido naquele local.

_Havia muitos destroços na estrada para passar de... – Não pode terminar a frase, sentiu seus braços serem tomados por Emma, que a apertava como se ela fosse tornar a desaparecer._Carro. – Concluiu. Fitou os demais procurando alguma resposta para aquilo.

_O que aconteceu pai? – Perguntou Roland já preocupado ao ver seu pai abalado, seu pai nada respondeu apenas o abraçou.

_É, o que foi Robin? – Perguntou Zelena sentindo ser puxada para os braços junto com Roland.

Anna e Kristoff se aproximaram de Belle, enquanto Elsa e Rumple encaravam Granny estáticos.

_É Henry, sobrou pra você nos contar. – Sugeriu Merida.

_Alguém... Os colocou aqui dentro... Will foi mordido e a Ruby estava com ele nos corredores e... Foi tudo muito rápido.

_O quê? A Ruby foi pega por essas coisas? – Indagou Elsa, porém não precisou de respostas ao ver o semblante arrasado estampado em Granny. Em segundos seu mundo pareceu desabar, não sabia que mistura era aquela de raiva e tristeza que se apossarão do seu rosto. Rapidamente pegou uma barra de ferro que estava no pátio e disparou em direção aos corredores.

_Um terço do grupo em um dia. – Murmurava Emma nos braços de Regina. Seus fios loiros caiam pelos ombros da morena, que agora estavam encharcados pelas lágrimas de Emma. _Por causa de filha da... A culpa foi minha, alguém estava brincando conosco Regina! Eu não os vi... Eu deveria...

_Emma... – Mills sussurrou, enquanto ainda a tinha em seus braços. Segurou seu rosto com as conchas de suas mãos e fechou seus olhos, também tristes. Sua expressão em seu rosto deixava claro o seu esforço para não derramar lágrimas e manter-se firme. _Você nos deu esperança... A culpa não é sua, você nos carregou, deu-nos esperança. Trouxe-nos aqui... – Afirmou, finalizando suas palavras com um fraco sorriso, para que a loira se sentisse melhor, vê-la tão frágil afetava Mills de uma forma inexplicável.

_Não é o suficiente. – Continuava com sua voz embargada. _Não é seguro o suficiente...

_Eu sei como é. – Franziu o cenho após ouvir aquilo, secou umas de suas lágrimas e virou-se para enxergar o dono daquela voz.

_August!

_Não, eu sei como é...

_Jefferson? – Olhou para Relance para Regina procurando alguma explicação.

_É... Emma... Sei que não é uma boa hora... Mas... Você não viu nada... Você se acostuma com estes dois... – Parou incrédula após ver os dois disputando quem chegaria primeiro para confortar sua loira. _Malucos.

**

Notas finais
Juntem os acontecimentos do capítulo anterior e deste e teremos os próximo. 0/ E esse fight entre irmãs? haha Será que teremos outros? Bem, teremos novidades e quem sabe um novo casal. Sei que muitos devem ta achando a história cansativa ou chata, ou dois. rsrs Mas faz parte do desenvolvimento da história, e mortes são necessários para quem possam vir outros personagens. Mas no final tudo fará sentindo. Enfim, me deixem saber por favor. Beijos ^_^