Once Upon a Zombie
7 Remember When
Notas iniciais
_Você acha que foi uma má ideia deixar ele sozinho?
_Quem? – Questionou enquanto afastava alguns galhos pelo trajeto de árvores.
_Dr. Whale Ruby. – Mencionou o óbvio. _E se aparecer àquelas coisas por lá? Não me lembro de ter isso...
_Aqui não é a floresta encantada Belle. – Interrompeu _Olhe em volta, aqui é o mundo Real. Além do mais ele sabe lidar com monstros. Não parece ter deles na fazenda onde acordamos, precisamos continuar as buscas por sobreviventes. Precisamos achar minha vó...
_E o Rumple. – Rebateu sem jeito.
_Dois velhinhos indefesos não podem ficar por ai dando sopa para os mortos-vivos não é? – Brincou Will. _E todos os outros. – Concluiu voltando a sua face série após os olhares de reprovação. _Meninas venham cá. – Chamou ao caminhar mais a frente. _Encontrei nosso jantar.
_Não vai matar esse cavalo. – Proferiu Belle cruzando os braços.
_Não é o cavalo, é o cervo ao lado. – Replicou. Posicionou seu arco, e disparou a flecha de um ângulo distinto da floresta.
_Errou! – Disse vitoriosa batendo seu punho no da amiga. O homem fez cara de dúvida e Ruby logo tratou de se explicar. _Nos apostamos em qual animal você acertaria. Como disse nenhum. Eu ganhei!
_Apostou contra mim? – Fingiu cara de triste.
_É claro que não. – Sorriu Belle. _Eu apostei que você acertaria logo nos dois. E se brincar a flecha ainda voltaria pra cá. – Selou seus lábios nos de Will, voltando a se questionada no meio do beijo.
_O que você perdeu então?
_A coca cola da funerária é toda minha. – Concluiu Ruby em meio a comemoração.
Will Scarlet tentou apanhar sua flecha de volta, porém antes que pudesse se mover avante, tiros foram ouvido por todos. Abaixaram-se e miraram na horda de zumbis que mudava seu percurso para outro ponto da floresta. Preferiram continuar escondidos na mata, então resolveram esperar o dia amanhecer em uma das cavernas por onde passava as cargas de água da cachoeira. Acabaram dormindo mais do que planejado, em razão de que a viajem havia sido longa.
O sol estava mais quente no regresso á mansão. Belle pulou nas costa de Will e começaram uma corrida de volta. Apesar de Ruby está em desvantagem, ela alcançou a maçaneta da porta primeira, ao mover para abrir-la não conseguiu, algo estava barrando a entrada. Quando os outros dois se juntaram a mesma, rapidamente fez sinal indicando que alguma coisa estava errada. Franziram o cenho diante de tudo. Will colocou seu arco em modo de ataque e começou a vasculhar ao redor da casa, Belle deu cobertura para Ruby que adentrou pela janela e afastou o sofá da entrada, dando acesso para outros. Estranho, nada em volta. Pensaram.
Começou uma tour silenciosa pela casa, Ruby adentrou em um dos cômodos e viu um caixão que até ontem estava vazio. Inspirou o ar e soltou, se aproximando devagar. Parou a dois passos da mulher que permanecia inerte e esticou seu pescoço, olhando pra baixo. Na hora exata que fixou seus olhos verdes, os azuis abriram de súbito e se encontraram. Com o susto recuou alguns passos, derrubando um jarro atrás do piano.
_Ruby? – Ouviu a voz cética.
_Encontrou algo ai? – Gritou Belle. – Sim... Encontrei a... – Escutou a amiga responder com a voz distante e cortada. Assim que adentrou no cômodo junto a Will avistou a loira pálida levantar de momentâneo o tronco que até então se encontrava deitado. Com o susto gritou apavorada. _Emma. – A Contemplou respirando ofegante.
_Você também não fica nenhuma miss com essa aparência. – Rebateu fingindo seu tom mais indignado. _Soldada sexy? – Sorriu de canto e franziu o cenho ao ver que entre elas Belle era a mais diferente. Nunca tinha visto a mesma de short, ainda mais no estilo exército com cintos entrelaçados a sua cintura, blusa curta e jaquetas sem mangas. As meias ficavam um pouco a amostra entre suas botas escuras. Porém o rosto diferenciava com o boné bege que estava usando em seu cabelo separado em duas partes e pousando a frente dos ombros. _Ai ai ai.... – Murmurou ao tentar saltar do caixão. Mirou em sua cintura e viu seu sangue estancado. _Será que vocês podiam me ajudar aqui?
_Você está ferida? O que aconteceu? – Exclamou Ruby ao se aproximar, passando seu braço em volta do seu pescoço para ajudá-la a se erguer.
_Não lembro muito... Algum filho da mãe me atingiu com uma flecha na floresta noite passada... – Falou entre os dentes. _Enquanto eu e Regina tentávamos lançar a droga de um cavalo... – Resmungava até mudar o semblante duvidoso, fixa em seus pensamentos. _Regina! Onde ela está? Diga pra ela que eu desisto... Não vou tentar domar um cavalo esquisito... Do... car*** O que foi? – Percebeu que Belle zangava-se com seu companheiro, este que permanecia encolhido ao levar tapas em seus ombros. Logo após as faces das pessoas á sua frente mudava, transparecendo compaixão.
_Sentimos muito. – Disse a mesma.
_Emma... Não era minha intenção machuca — lá. Quando lancei a flecha mirava no servo ao lado. Desculpe-me, eu não vi você. – Redimia-se Will. A loira demorou um pouco pra processar, mas assentiu e compreendeu que ele não tinha culpa, só não entendia o porquê tantas lamentações.
_Não tem ninguém aqui. – Suspirou Ruby. _Este lugar está vazio.
_Vocês olharam no porão? Tem uma escada lá e... Ela pode ter saído agora pela manhã para...
_Reviramos a casa. – Continuou Belle. _Sim, não é uma hipótese impossível... Mas... Emma, já passou do meio dia e enfatizando o fato que nos disse que era de noite quando tudo aconteceu... Você passou um bom tempo... Desacordada.
_Ela se foi. – Sussurrou pra si mesma. _Ela me deixou aqui... – Droga... Todas as coisas malucas que passaram, revia em sua mente como um filme. Recordava da frase ‘’Temos que ficar juntas’’. Achava até então que era pra valer. E agora? Estava sozinha de novo. Se não fossem por seus amigos apareceram, o que seria dela? Pensou acima de tudo que conhecesse Mills, que eram...
_Temos que ir também. – Seus pensamentos foram interrompidos por Ruby. _Dr. Whale pode cuidar de você Emma. – Ao ver que a loira chorava um pouco tentou reconforta — lá. _Nosso carro está estacionado por trás da residência ao lado, podemos dar a volta e ver se a encontramos no caminho.
–Não... – Rebateu enxugando suas lágrimas. _Ela me deixou presa aqui... Nesta cidade tão morta. Morta. – Enfatizou a palavra com seu tom mais frio. _Morta... Isto que ela está pra mim.
{***}
A Brasília preta era conduzida agora por Will, seguia o jipe dirigido por Belle rumo à fazenda. Decidiram dividir os grupos em carros, portanto no carro atrás estava Kristoff, Anna e o novo motorista. O da frente, Elsa e Regina.
_Cadê a Ruby? – Indagou Elsa.
_Não se preocupe. – Respondeu Belle _Ela está bem atrás de nos.
I could stick around and get along with you
Hello
It doesn't really mean that I'm into you
Hello
You're alright but I'm here darling to enjoy the party
Don't get too excited cause that's all you get from me
Hey
Yeah I think you're cute but really you should know
I just came to say hello
Hello, hello, hello
Pilotando em alta velocidade um conversível vermelho, Ruby se divertia ao jogar as mãos pra alto, sentindo o vento no rosto, o carinho do ar nos seus cabelos. Ouvia a tal música que encontrou no som do carro em volume máximo. Sentia o infinito que a vida tinha pra oferecer diante o caos. Percorria as estradas de terra, admirando o cenário que se aproximava. A harmonia transparecendo na imensidão de verde. As pequenas cercas, as árvores ao longo da trilha e o ar fresco. Aproximava-se da morada em frente á roda d’água movida pela correnteza do lago.
I'm not the kinda girl who get messed up with you
Hello
I'mma let you try to convince me to
Hello
{Martin Solveig & Dragonette – Hello}
Estacionou atrás dos demais veículos que já estavam parados, com o aguardo das pessoas.
_Desliga esse carro Ruby!!! – Protestou o Dr. Whale após escutar as batidas eletrônicas soar por todo o local. Saiu da varanda e alcançou os demais com total cara de reprovação. _Perdeu o que lhe restava de juízo?
_Ah, Relaxa. – Revirou os olhos diante do sermão, fazendo em seguida o que o médico lhe sugeriu. _Eu liguei depois que passei da zona de perigo.
_E ai, o que conseguiram? – Perguntou animado.
_Uma nova paciente. – Rebateu fazendo menção à mulher atrás de si.
_Regina?
_Oi Dr. Frankenstein. – Cumprimentou fingindo animação.
_Trouxemos os medicamentos e novos hospedes também. – Interferiu Belle. _Já nos viu falhar? – Sorriu modesta.
_Talvez precise de pontos. – Direcionou sua atenção a prefeita. Franzindo a testa após analisar seu corte. _Venha, eu cuidarei do seu rosto.
_Acho que posso agüentar mais um pouco. – Respondeu. _Preciso ver Emma. Onde ela está?
_ Ela está se recuperando. No segundo quarto à esquerda...
Regina não esperou ele terminar, após ouvir onde Swan estava. Pediu licença e adentrou sem esperar os demais, não conhecia a casa, contudo saiu à procura. Mal sabia ela que Emma também tinha vindo contemplar os novos hóspedes, no entanto após ver a morena entre eles pelas brechas da janela, voltou para o seu aposento e bateu forte o acesso. Mills captou de onde vinha o som e o seguiu. Ao ouvir passos vindos em direção no local em que se encontrava. Emma se aproximou, colocando suas duas mãos pálidas sob a porta. A prefeita parecia ver através da madeira, já que fez o mesmo, encostando seu rosto machucado, escutando a respiração ofegante do outro lado.
_Abra a porta Swan... – Pediu. _Eu sei que está ai. – Manteve sua voz calma, tentando ignorar o fato de a loira ter batido a porta na sua cara.
_Vá embora. – Disse firme do outro lado.
_Eu não vou embora, precisamos conversar. – Insistiu.
_Achei que tínhamos algo... – Sussurrou dentro no cômodo. _Obrigado por agir como se importasse, por fingir...
_O que? – Imprensou mais seu ouvido para escutar atentamente.
_Achei que éramos amigas. – Aumentou seu tom de voz. _Eu te salvei e você me deixou lá. Não tem noção como é ruim acordar de repente na porra de um caixão.
_Eu fui buscar por ajuda... Abra a porta... – Cerrou os punhos e suspirou pesadamente tentando manter a calma. _Por favor... Eu não esqueci... – Murmurou para que só as duas escutassem.
_O quê? – Questionou após breves minutos, sabia muito bem do que Mills insinuava, entretanto queria manter a pose de durona.
_Abra a porta... – Pediu uma última vez.
_Não! – Rebateu curta e grossa.
_Muito madura você salvadora. – Debochou
_Ta insinuando que sou infantil? – Swan perdeu a paciência ao ser chamada de imatura, uma vez que a razão para qual agia desse jeito, era a mágoa. Dominava o sentimento porque quando Regina foi embora não apenas feriu seu coração, mas também seu ego. _Ah, vá se foder!
_Deixa de ser injusta Emma. – Seu tom de voz ao contrário da loira ainda era calmo e carinhoso.
_Injustiça não é? Você entende bem esta palavra. – Replicou nervosa.
_Quer saber? – Regina não ia dar o braço a torcer, aquilo foi à gota d’água. Também era casca grossa no quesito, sempre tinha uma resposta pra tudo. Era forte embora sua face não visível para Swan contraditasse isso. _Vá pra o inferno sua ingrata. – Cuspiu as palavras ríspidas e saiu com toda sua ira.
Os outros moradores da fazenda tentaram fingir que coisa nenhuma foi ouvida. Contudo estava nítido em seus semblantes que tinham sacado tudo. No retorno de Regina, voltaram normalmente a conduzir e apresentar cada um seu dormitório. Havia somente cinco quartos na fazenda, portanto teriam que dividir de modo que todos ficassem de acordo. Aproveitaram que estavam todos reunidos e usaram a oportunidade de separar as tarefas que iriam exercer daqui pra frente.
Whale era sério acima de tudo, gostava de impor ordem nas coisas, não queria que a residência virasse uma pensão adolescente. Então tratou logo se separar os possíveis casais. O quarto menor de solteiro foi escolhido para o mesmo, os restantes divididos em duplas; Will e Kristoff, Belle e Anna, Regina e Elsa e por fim Emma e Ruby. Esta última que até então possuía um quarto individual, teve que se mudar para o cômodo ao lado onde Swan isolava-se de todos.
No almoço, todos estavam presentes em volta a mesa que Will e Belle tinham preparado. Menos a loira, tentava evitar Regina ao máximo. Como não foi se alimentar, a comida teve que vir até ela. Pois estava se recuperando ainda do ocorrido, não podia ficar fraca.
_Toc toc. – Bateu educadamente.
_Quem é?
_A sobrevivente mais aprazível do apocalipse zumbi. – Respondeu em seu tom mais convencido.
_A mais modesta também. – Sorriu após ouvir tais palavras, abriu a porta para a amiga e só não lhe ajudou com as malas por conta que não podia fazer força ainda. Ficou apenas a observando tagarelar as novas ordens do local.
_Pega. – Jogou uma jaqueta vermelha em seus braços. _Mandaram pra você.
_Quem? – Franziu o cenho em dúvida, porém não deixou de sorrir ao reencontrar a peça. _Senti sua falta. – Disse para o traje, agarrando carinhosamente.
_Ok. – Ruby a fitava de modo estranho diante daquela cena de reencontro, contudo deu de ombros. _Regina entregou a Elsa que me entregou para entregar a você. – Suspirou. – Uffa!
_E porque a Elsa não veio me entregar? – Indagou Swan.
_Porque ela ia comentar das suspeitas que teve... A prefeita arriscou a vida por esta peça, as duas estavam no mesmo grupo. E se ela comentasse a respeito, ia parecer que ela veio a mandato da rainha para lhe comover e tudo mais.
_E onde ela está?
_A Regina? Dr. Whale está cuidando...
_A Elsa! – Interrompeu e enfatizou para deixar bem claro que não se importava. O que não era verdade, apenas não queria transparecer o quanto aquilo mexeu consigo.
_Está com a Regina. – Rebateu em tom baixo.
_Então ela está tentando se reaproximar. – Comentou sarcástica, cerrando os olhos.
_A Elsa?
_Não, a Regina... – Falou como se fosse óbvio.
_Você está me confundindo Emma. – Franziu o cenho e continuou. _Segundo a Elsa... Ela está apenas tentando se livrar da peça. – Regina assim como Emma não demonstraria está toda arrependida. Ergueu-se e lhe plantou um beijo em sua bochecha. _Tenho que ir, preciso ajudar a arrumar as dispensas e depois passar no celeiro. Cuide-se.
As tarefas estavam sendo exercidas pela frente da morada. Kristoff estava levando uma carroça de mão até o outro lado do celeiro; Pela grama os demais hóspedes estavam dispersos, decidiram entrar na onda da fazenda, aderindo à moda de macacões, jeans rasgados, botas country e chapéus de palha dos antigos donos. O sol estava se pondo quando Ruby saiu do celeiro, encostou seu corpo sob uma árvore e limpou seu suor. O médico logo veio ao seu encontro com cara de preocupado. Aproximou-se ficando diante da mesma para que a conversa fosse particular.
_Estamos com pouca coisa, precisamos ir à cidade. – Soltou a fala.
_Mas acabamos de chegar. – Justificou fingindo birra.
_Pois é. A boa notícia é que terá mais reforço. Está vendo a loira ali? – Apontou para a moça que ajudava sua irmã na horta. _A de Boné de beisebol e estampa florida. – Enfatizou.
_A Elsa? – Indagou cerrando seus mirantes verdes.
_Sim, segundo a Regina, está se tornando especialista em ir á cidades. Pediria que ela fosse junto só por precaução.
_Hm. Soube que cuidou do corte dela, como ela está?
_Ela ficará bem. – Assentiu para Ruby que sorria. _Não precisa ir hoje, ok? Descansem. – Após dar a conversa por encerrada Whale se retirou.
_Senhorita, qual é a situação da água por aqui? – Perguntou Anna. Suspendendo suas mãos cobertas por terra para Ruby que se aproximava.
_Temos cinco poços em nossas terras, a casa usa diretamente o primeiro. O segundo está logo ali. Usamos para o gado, mas é pura o suficiente. Use o que quiser, há carrinhos e baldes. – Indicou o galpão do gerador atrás da casa para a ruiva que partiu seguindo suas instruções. Deixando a sozinha com a que ficava. _Ouvi que você é rápida e sabe ir e voltar. – Pronunciou curvando sua cintura, apoiando-se nos joelhos e mirando em baixo.
_O quê? – Levantou-se, passando as palmas das mãos na calça pra se limpar. O ato foi de momentâneo, ficando tão de frente que podia ouvir sua respiração mudar.
_Tenho que ir a cidade, está dentro? – Soltou com o ar. _Vou colocar a cela em seu cavalo. Como não obteve resposta deduziu que era um sim.
_Cavalo? – Elsa ainda sem reação percorreu com seus olhos a ida de Ruby que sorria animada e entrava juntos com os demais que se recolhiam.
A fila para os banheiros não se achava nada agradável, Regina batia o pé impaciente e de braços cruzados. Saber esperar com calma enquanto sentava-se em uma das cadeiras de balanço e interagia com os seus companheiros não estava em seus planos. Decidiu esperar em seu quarto, na volta pelo corredor, percebeu a luz acessa que atravessava as brechas da porta entreaberta do cômodo próximo. Recuou alguns passos, dando mais alguns lentos adiante, cruzando o corredor e deu uma espiada. Era o quarto de Swan, a começo achou que o lugar estava vazio, logo se fez presente por completo. Foi daí que viu Emma de costas para ela, assentava em frente a uma máquina de costura. Lendo, encontrava-se distraída. Diferente com as tais roupas de camponesas e seus cabelos semipresos. Seu perfume natural exalou à medida que foi percorrendo o local, Swan notou pelo cheiro quem estava consigo no quarto, porém em nenhum momento se virou.
_O que está fazendo aqui? – Indagou sem animo na voz. Sua atenção estava total voltada às páginas que folheava.
_Suponho que você saiba muito bem o que vir fazer aqui. – Manteve o nível, arqueando as sobrancelhas.
_Se desculpar soa... Tão estúpido e tranqüilo. – Continuou fingindo ironicamente enunciar um trecho do exemplar.
_Espero que você esteja lendo o que está escrito ai, porque ao contrário dessas palavras. Eu não vim me desculpar. Mas estou a todos ouvido se quiser se redimir por achar que eu a abandonei. – Regina enfatizou as palavras como se aquilo que proferiu fosse a coisa mais absurda do mundo.
_Sim. Estou lendo aqui, se não se importa... – Rebateu sarcástica, tentando ignorar o peso que aquelas palavras significavam. _Eu recitarei mais um tópico. – Limpou a garganta e levantou uma das mãos enfaixadas insinuando que iria começar. Sua pele estava tão clara quanto às bandagens em volta. _Você disse que voltou e descobriu que eu tinha ido embora, aquele lugar estava vazio assim como eu encontrei ao acordar. Tudo que restou foi um buraco no armazém freguesa. Como se não tivéssemos nada. Nossa associação... Pensei que levaríamos o negócio de ‘’juntos até o fim’’ a sério. Mesmo que os negócios fossem mal, nos daríamos um jeito, pois estaríamos juntos nessa. – Levantou-se com o livro ainda em mãos, apesar disto não redirecionou o seu corpo. Uma dor enorme rasgou em seu peito ao ouvir tais coisas, entendia muito bem apesar de Swan fingir as indiretas, todavia decidiu jogar também.
_Eu já li esse. – Afirmou. _Minha parte preferida é... Se não se importa eu vou... – A loira apenas insinuou para ir em frente. _Quando ela responde; Gostaria de poder dizer que nunca te deixei, mas isto é mentira. Digo. – Limpou a garganta, e tossiu ao sair do enredo. _Eu fiquei com medo de perder uma parte da.... Eu te deixei sim. Mas eu iria voltar por você. Eu sempre voltaria por você, a menos que eu tivesse morrido, mais ainda sim voltaria como zumbi. Digo... Se estivéssemos em um apocalipse zumbi. – Atrapalhou-se, todavia seguiu em frente. _E não, não vou me desculpar por tentar salvar sua vida. Digo... O dia em que voltei e vi que você tinha partido, foi o dia em que eu percebi que os negócios não seriam iguais. E o principal motivo do retorno foi que eu senti tanto a sua falta... Eu não esqueci você... Sócia. – Enfatizou voltando com o ar.
_ Sinto muito, é tarde demais para reaver.... Nossa empresa já desandou. – Concluiu com a voz tremula.
_Não... – Tocou-lhe o ombro, porém foi afastado por Swan que transportou sua mão até sua face. Não conseguiu dar a tabefe firme, pois estava sem forças. Contudo aquilo poderia ser considerado uma tapa na cara. Entendeu o motivo de Emma dá as costas o tempo todo, ela não queria olhar em seus olhos. Ver Regina enfraquecia a mesma, por isso manteve seus mirantes fechados. _Então não resta mais nada que eu possa dizer. – Sussurrou e virou o rosto, levando pressionando a concha da mão sob a bochecha.
Emma abriu seus olhos e agarrou em uma de suas mãos, retirando da frente alguns fios de cabelo pelo caminho. Com a ponta de seus dedos percorreu o corte. Tomou seu rosto com suas duas mãos e beijou ternamente o local afetado. A encarou por breves minutos, perdendo-se seus olhos azuis nos negros. Colou suas testas e parou por breves minutos, tornando a manter seus olhares distantes. Voltou a fitar-la e viu que seus olhos faiscavam, selou seus lábios em um beijo que não foi só retribuído apaixonado, mas também ardente. Regina entrelaçou seus braços em sua nuca e sorriu mordendo seu lábio inferior.
_Obrigado... – Disse Swan entre o beijo sem parar o movimento. _Por salvar minha vida. Ou tentar. Tanto faz. – Deu de ombros. _Você é a razão pela qual estou viva.
Regina sentou na cama e a puxou consigo delicadamente sem se desconectar em momento algum. Percorreu seus braços em volta da cintura da loira e sentiu seu curativo. A abraçou forte como se a outra fosse tornar a desaparecer. Beijou-lhe novamente murmurando ‘’meu amor’’ docemente entre o tocar dos lábios.
_Você tinha alguma dúvida? – Emma sorriu, pois conhecia tal frase, balançou a cabeça em sinal de negativo. Seus dedos passeavam ao longo de seus flancos, acariciando o local, enquanto voltava ao abraço, mexeu em seus cabelos. Ambas estavam cansadas, ofegantes e feridas. Mills ajeitou sua cabeça entre o pescoço de Emma e fechou os olhos. – Eu sempre te salvarei.
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